.:Cicloturismo:. agenda de outono e inverno!

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Aquecer no pedal de dia, ter um ótimo aconchego de noite – outono e inverno são sem dúvida ótimas estações para o Cicloturismo!

Em nosso cardápio para o período há 5 opções, entre o feriado de Corpus Christi e as férias de julho:

15 a 18/06 -> Vale dos Vinhedos | Todo o charme da Serra Gaúcha desabrochando entre preciosidades líquidas e paisagens de tirar o fôlego! Visitas à vinícolas premiadas, cantinas autênticas e roteiros temáticos

06 a 09/07 -> Cânions e Aparados da Serra | Roteiro pelos mais deslumbrantes desfiladeiros do país, que retorna ao nosso calendário neste ano. Conheça de perto os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, além de fantásticas cachoeiras da região

14 a 16/07 -> Vale da Cerveja | No trecho, paisagens naturais e culturais, o Parque Nacional da Serra do Itajaí e muitas cervejarias artesanais, incluindo um mini-curso de degustação na Escola Superior de Cerveja e Malte

15 a 19/07 -> Lagamar | A natureza bruta espalhada por ilhas, canais e o Parque Nacional de Superagüi, com pedaladas em praias desertas e abundantes de paisagens que beiram o surreal

23 a 29/07 -> Vale Europeu | O famoso circuito de cicloturismo brasileiro, com opções de roteiro completo ou parte alta, locação gratuita de bicicletas seminovas e traslados a partir de Floripa ou Navegantes

Veja mais: Calendário 2017

.: Novas saídas internacionais, retorno de roteiros clássicos e muito mais!.:

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Aproveite os feriados de Abril com 5 opções de viagens de bicicleta!

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O início de outono será agitado com muitos feriados e 5 saídas de Cicloturismo em nosso cardápio! Confira a lista, escolha a(s) sua(s) e reserve vaga, inscrições abertas!

Feriado de Páscoa (14 a 16/04) – 2 opções:

Acolhida na ColôniaAcolhida na Colônia (14 a 16/04) – Este roteiro traz o diferencial do vínculo direto com o Agroturismo. Cachoeiras, águas termais e alimentação orgânica nas Encostas da Serra Geral, entre Anitápolis e Santa Rosa de Lima.

Rota das Cervejas

 

Rota das Cervejas (Vale Europeu Parte Baixa) (14 a 16/04) – Saída com ênfase à temática da cerveja artesanal puro malte, já que estamos na região pioneira do segmento em todo o país. Após as pedaladas,  recompensa diária com brindes da mais pura bebida, paixão nacional.

 

Feriado de Tiradentes (17 a 23 e 20 a 23/04): 2 opções

Vale Europeu CompletoVale Europeu Completo (17 a 23/04) – Uma semana percorrendo o Circuito de Cicloturismo mais famoso do Brasil. Pacote completo com traslados a partir dos principais aeroportos da região (Florianópolis e Navegantes).

 

Captura de tela 2017-02-23 às 11.34.37Urubici | Serra Catarinense (20 a 23/04) – Vales, montanhas, cachoeiras e agroturismo nos mais impactantes visuais da Serra Geral. Hospedagem em charmosos chalés e refeições agroecológicas.

 

 

Feriado do Dia do Trabalhador (29/04 a 03/05)

Captura de tela 2017-02-23 às 11.41.52Rota das Baleias – No sul de Santa Catarina, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca revela alguns dos mais preciosos recantos do litoral brasileiro. Uma travessia de barco e visuais dos contrafortes do Parque Estadual do Tabuleiro temperam esta cicloaventura com cheiro do mar e seus frutos, apreciados na gastronomia.

 

 

 

 

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Em março, Desafio dos Rochas reúne mais de 1.000 e agita o meio ciclístico em Pomerode, no coração do Vale Europeu

Com cerca de mil participantes confirmados, faltando ainda 9 dias para o fim das inscrições, o tradicional Desafio dos Rochas acontece nos dias 11 e 12 de março em Pomerode (SC), a icônica, simpática e montanhosa cidadezinha que é um dos principais pontos do Vale Europeu catarinense.

Segmentado entre os Circuitos Amador, Pró, Sport e Cicloturismo, o evento garante infraestrutura impecável para o acolhimento dos participantes e suas famílias, sendo assim uma festiva e desafiadora celebração ao prazer de pedalar. Os trajetos descortinam o mosaico de trilhas, caminhos, vales, águas e paisagem cultural da imigração alemã que compõem a região, agregando memórias visuais aos pedalantes enquanto mergulham em grandes doses de endorfina e adrenalina.

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Além de estande próprio montado durante os 2 dias, faremos em parceria com os organizadores a guiada e apoio do Circuito de Cicloturismo, que acontece na manhã do dia 12 e é planejado de maneira a proporcionar experiências de imersão na cultura local. Para este passeio, nossa frota de bicicletas estará disponível para locação – são MTB aro 29″, quadro de alumínio, suspensão dianteira de 100mm com trava, 27 marchas e freios a disco hidráulico, nos tamanhos 15″, 17″ e 19″. O custo é de R$ 99, e as reservas devem ser feitas pelo email pedale@caminhosdosertao.com.br ou fone (48) 3234-7712.

As inscrições para o Desafio dos Rochas encerram-se em 26/02 – não perca tempo, inscreva-se já!

 

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Lagamar: as paradisíacas ilhas, canais e cidades históricas do Paraná estão de volta!

Próximo da divisa com São Paulo, o litoral do Paraná invade a terra na imensa Baía de Paranaguá, conformando um amontoado de ilhas, canais, cidades históricas e um horizonte desenhado com as monumentais montanhas da Serra do Mar. Um Parque Nacional em seus domínios amplifica o tom idílico – dadas suas características tão especiais, a região conhecida como Lagamar é um dos destinos favoritos para a prática do cicloturismo.

O Lagamar: idílico e único

O Lagamar: idílico e único

Já operado em anos anteriores, nosso roteiro neste destino retorna ao calendário neste ano, com alterações que melhoram a logística e o aproveitamento dos destinos – a próxima saída acontece de 01 a 05/03, logo após o Carnaval. A cidade de Curitiba é o ponto de encontro dos participantes, que seguem em traslado ao Pontal do Sul. De lá, embarcamos em nossa lancha de apoio, que vai no acompanhar pelos dias seguintes, transportando viajantes, bikes e bagagens entre as ilhas. O primeiro passeio de bike acontece na Ilha do Mel, bem na boca da Baía, com visitas às suas belas praias, à Fortaleza e ao Farol. Na primeira noite pernoitamos por ali, em charmosa pousada.

Ilha do Mel

Trapiche na Ilha do Mel. Ao fundo, a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, um dos hostspots locais.

Na manhã seguinte, embarcamos em nossa lancha de apoio para um grande passeio. Faremos o traslado marítimo cruzando a Baía de Paranaguá e navegando no emaranhado de canais que compõem parte do Lagamar, entre as Ilhas das Peças e Superagüi, com destino à Ilha do Cardoso. Ali estaremos diante não somente de um grande berçário marinho, onde facilmente avistam-se cardumes de golfinhos, como do maior trecho contínuo de Mata Atlântica do país, nas margens dos canais. Pernoitamos na Ilha do Cardoso.

Canal do Lagamar entre Superagüi e Peças, onde navegaremos: ponto comum de passagem de golfinhos

Canal do Lagamar entre Superagüi e Peças, onde navegaremos: ponto comum de passagem de golfinhos

Após o café na pousada, é hora de iniciar uma grande aventura por praias desertas, começando no povoado de Marujá com rumo sul. Enquanto isso, nossa lancha segue com as bagagens e nos aguarda para a travessia da Barra do Ararapira, saindo do Cardoso e entrando na Ilha do Superagüi, situada no Parque Nacional de mesmo nome. Seguimos por uma extensa praia deserta de areias largas, com um horizonte infinito e toques surreais na paisagem. Com total atenção à tábua de marés: dependendo do horário, esse “asfalto” de areia inunda e fica quase intransponível! Somando os 2 trechos, são 40 km de praias desertas. Altimetria acumulada: zero metros! Nosso pernoite é no povoado de Superagüi, com sorte podemos apreciar uma boa sessão de fandango, expressão de dança e música da cultura caiçara.

Prepare-se para visuais inesquecíveis nas praias desertas do Parque Nacional do Superagüi

Prepare-se para visuais inesquecíveis nas praias desertas do Parque Nacional do Superagüi

Pela manhã embarcamos em nossa lancha para cruzar o canal rumo à Ilha das Peças, que percorremos de bike pela face sul até o povoado. Novamente no barco, despedimo-nos das Ilhas para a viagem no rumo do continente, indo ao fundo da baía de Paranaguá até a pacata Antonina. Dali, percorremos 28km por caminhos de asfalto até o Porto de Cima, já no município de Morretes. É o dia de curtir a pousada mais charmosa do roteiro.

Entre Antonina e Morretes, curtindo ares da floresta tropical

Entre Antonina e Morretes, curtindo ares da floresta tropical

Pra finalizar nosso roteiro, pedalamos por caminhos alternativos entre o Porto de Cima e Morretes. Chegando lá, a pedida é conhecer o barreado, prato típico local. O casario colonial à beira do rio Nhundiaquara é de encher os olhos: aprecie sem moderação!

Rio Nhundiaquara, casario histórico e a imponência da Serra do Mar compõem os quadros em Morretes

Rio Nhundiaquara, casario histórico e a imponência da Serra do Mar compõem os quadros em Morretes

Fechando nosso roteiro com chave de ouro, voltamos à Curitiba com a inigualável travessia de trem pela Serra do Mar, cruzando escarpas monumentais, pontes onde parece impossível e apreciando uma revigorante imersão na mata atlântica. Poucos roteiros podem ser tão multifacetados em suas belezas e atrativos como este!

A viagem de trem pela Serra do Mar é um dos grandes atrativos do roteiro

A viagem de trem pela Serra do Mar é um dos grandes atrativos do roteiro

Saiba mais e inscreva-se já!

Veja também: álbum de fotos do destino (clique na imagem abaixo)

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40 motivos para #viajardebicicleta em 2017: nosso novo calendário com saídas no Brasil e no mundo!

Calendario de viagens cicloturismo 2017 de Caminhos do SertaoNeste ano que passou, recebemos a confiança de centenas de viajantes que nos escolheram para realizar seus sonhos de viagem de bicicleta! Cumprimos um calendário bem recheado, com saídas em todos os meses e opções duplas de roteiros nos principais feriados. Investimos em novos equipamentos para transporte das bicicletas dos clientes, além de uma frota novinha para aluguel nas saídas, oferecendo conforto para os que optam por não despachar suas magrelas nos aviões ou ônibus.

E seguindo nesta consolidação de uma longa trajetória no cicloturismo, priorizando sempre o conforto, a segurança e as atratividades nas operações, lançamos agora o calendário 2017 com 40 saídas para todos os gostos!

Como novidades temos 2 roteiros internacionais no Chile (Deserto do Atacama no final de abril e Região dos Lagos em novembro).

Os cenários singulares e fantásticos do Deserto do Atacama (Chile) passam a compor um de nossos roteiros

Os cenários singulares e fantásticos do Deserto do Atacama (Chile) passam a compor um de nossos roteiros

Um roteiro no estilo Bike & Boat entre a Grécia e a Turquia, no Mar Egeu, também passa a fazer parte do nosso leque de destinos e tem saída marcada para o início de setembro.

Os tons de esmeralda do Mar Egeu estarão na lista dos roteiros Bike & Boat pela Europa

Os tons de esmeralda do Mar Egeu estarão na lista dos roteiros Bike & Boat pela Europa

Retornam ao calendário as saídas Bike & Boat já operadas na Europa (Croácia / Sul da Dalmácia no final de setembro e Espanha / Ilhas Baleares no início de outubro). Neste modelo de roteiro, as hospedagens e refeições acontecem em charmosos barcos, que navegam por águas tranqüilas levando os cicloviajantes aos melhores refúgios do Adriático e Mediterrâneo.

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Navegue e pedale entre os recantos mais idílicos do Mar Adriático na saída pela Croácia / Sul da Dalmácia

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A Ilha Formentera, considerada o Caribe do Mediterrâneo, é um dos pontos visitados na saída para as Ilhas Baleares

No Brasil, retornam ao calendário dois roteiros dos mais desejados pelos amantes de viagens de aventura. Um deles é o Lagamar, uma imersão nos ambientes marinhos pelo Parque Nacional de Superagüi, num complexo de ilhas, canais, restinga e praias desertas, finalizando com visita a cidades históricas e a clássica viagem de trem na Serra do Mar Paranaense. As saídas acontecem em março e julho.

Toda poesia do complexo marítimo do Lagamar pode ser apreciada na saída pelo litoral paranaense

O outro que volta à programação é o roteiro pelos Canyons e Aparados da Serra, com os monumentais abismos em áreas protegidas por Parques que separam Santa Catarina do Rio Grande do Sul. Programe-se para fazer a saída em julho ou dezembro.

Os monumentais abismos dos Canyons no sul do Brasil apreciados a bordo da magrela

Os monumentais abismos dos Canyons no sul do Brasil apreciados a bordo da magrela

Participaremos ainda do Desafio dos Rochas, um dos maiores eventos de MTB do Brasil, operando a modalidade de cicloturismo oferecida aos participantes. Para os participantes do passeio, teremos nossa frota de bikes à disposição para aluguel.

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E seguem com várias opções de datas nossos roteiros já consolidados:

Motivos não faltam para cicloviajar em 2017 – escolha uma (ou muitas!) das nossas 40 saídas e realize seu sonho de viajar de bicicleta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Nossa Volta à Ilha no olhar de uma cliente iniciante

Em julho, nossa cliente Ana Cristina Sampaio brindou-nos com a confiança de operar a primeira cicloviagem feita por ela – o roteiro escolhido foi a Volta à Ilha, que tem a próxima saída de 13 a 16/10. Sentimo-nos honrados, não somente pela preferência, como pelo ótimo relato que ela publicou da experiência na revista Bicicleta (edição 65, agosto de 2016).

Confira abaixo alguns trechos, e leia a matéria na íntegra na edição impressa:

“Como sou mulher e, a princípio, viajaria sozinha, achei prudente buscar um roteiro com uma operadora de cicloturismo para que pudesse ter o acompanhamento de guias e o transporte de minha bagagem … Foquei, então, em selecionar uma operadora com várias opções de roteiros, datas que coubessem no meu calendário e preços compatíveis. Não deixei de checar as referências no TripAdvisor … O passeio da Volta à Ilha de Florianópolis, de 08 a 11/07, pela Caminhos do Sertão, foi o escolhido por se encaixar perfeitamente no meu calendário de férias”.

“Nem preciso dizer que a expectativa era enorme. Afinal, há anos aguardava uma oportunidade de conhecer os prazeres e os desafios do cicloturismo. Não poderia ter escolhido melhor estréia … Começamos na ciclovia da Lagoa da Conceição, onde recebemos as bikes alugadas. A minha, uma MTB aro 29, deu conta do recado em todos os terrenos“.

“A Ilha estava muito tranqüila, pouco movimento. Passeamos pelos cartões postais de Floripa até chegarmos à Barra da Lagoa, onde o lanche armado para o almoço nos surpreendeu na fartura e qualidade“.

Nem preciso dizer como esta viagem superou nossas expectativas em termos de organização, roteiro, alegria e comilança. Os pedais, em minha opinião, são de nível intermediário, e podem ser feitos sem susto por quem nunca pedalou por 4 dias seguidos. Um toque familiar dos empresários, que nos brindaram com a companhia de suas famílias em alguns trechos do passeio, tornou a viagem mais amigável e integrou o grupo de tal forma que já há quem esteja se encontrando em outros eventos ciclísticos no interior de São Paulo”.

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O Vale Europeu continua lindo, e nós seguimos trabalhando muito por lá!

Em 2016, o Circuito Vale Europeu de Cicloturismo completou 10 anos. Embora integrado por caminhos e paisagens tão belos quanto vários outros destinos de Santa Catarina, o Circuito destaca-se por seu mapeamento, estrutura receptiva e divulgação totalmente voltados pra o crescente público cicloturista brasileiro, que pode ainda recordar sua viagem através do certificado carimbado em vários pontos do roteiro.

No último mes de julho, recebemos 30 clientes no destino – a procura foi tanta que, para manter a qualidade que é marca registrada de nossas operações, dividimos os participantes em 2 grupos para a saída no Circuito completo, com 300 km e duração de uma semana. No segundo grupo houve ainda a possibilidade de fazer apenas a parte alta do Circuito, para os viajantes que não dispunham de um recesso mais alongado.

Ficou de fora desta? Não se preocupe, pois ainda teremos algumas saídas neste ano – a próxima é de 30/10 a 05/11. Sendo um dos nossos destinos mais disputados, fique atento e garanta já a sua vaga!

Se mais delongas, deliciem-se com as fotos das saídas de julho (clique nas imagens para abrir os álbuns)!

Vale Europeu - julho/2016 (grupo 1)

  Vale Europeu - julho 2016 (grupo 2)

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Da Odisseia aos desejados roteiros de Bike&Boat, a costa da Croácia é um paraíso de ilhas e mar azul

Por: Equipe CdS – fotos: Jonatha Jünge

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No épico regresso de Ulisses à Ítaca, consta que o protagonista da Odisseia tenha naufragado no mar que hoje integra a costa croata. Reza o mito que ele foi acolhido por Calipso, que mesmo com seus encantos de ninfa e a promessa de imortalidade não alcançou o desejo de ter o herói em seus braços para toda a vida. Ainda assim, dos 10 anos que levou para voltar pra casa desde a Guerra de Tróia, 7 deles teria passado numa Ilha daquela região.

Para quem não dispõe de tanto tempo, em 7 dias de “bike&boat” é possível visitar um punhado de ilhas do arquipélago que embeleza a costa adriática da Croácia entre Split e Dubrovnik. Ao já famoso turismo náutico ao largo de suas cerca de 1.000 ilhas, as bicicletas somam-se para ampliar os sentidos nos trechos terrestres, numa proposta que tem se espalhado por todo o Mediterrâneo.

Bikes no barco

Os roteiros na Dalmácia, região ao sul e menos populosa da Croácia, tem como apoio escunas de em média 100 pés (33m) com amplo terraço, salão para refeições e cabines privativas, que fazem o combo de hospedagem, restaurante e transporte. Em cada atraque, guias locais conduzem aos caminhos mais interessantes das ilhas rodeadas de mar azul turquesa. O viajante opta entre as bikes de passeio elétricas e convencionais, ou por modernas full suspensions. No mesmo roteiro, os grupos podem ser divididos conforme os perfis do pedalante, que pode andar por caminhos mais fáceis ou trilhas mais radicais.

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De um ou outro modo, todos percorrem atrativos de peso. Como o Palácio Diocleciano, batizado com o nome deste imperador romano. O complexo arquitetônico é um testemunho do sistema tetrárquico, criado por ele próprio. Visando conter revoltas no interior do império e manter sua unidade, fracionou estrategicamente o território e os poderes, distribuídos entre 2 Césares e 2 Augustos, que controlavam a vastidão das províncias orientais e Egito, províncias balcânicas, Itália, norte da Tunísia e costa Líbia, Hispânica, Gália e Britânia. O Palácio, que fica em Split, é abundante em referências egípcias, como as 12 esfinges e as colunas de mármores e granitos vermelho, rosa e cinzento. Embora a data de sua construção não seja precisa, é fato que a partir de 305 d.C. serviu de refúgio a Diocleciano quando abdicou de seu poder.

Centro histórico em Split

Hvar, o refúgio de Ulisses, é hoje conhecida como a Ilha das Lavandas – além dos lavandais, a pedalada passa por vinhedos e jardins de flores nativas. Neste ritmo florido o percurso alcança Jelsa, que tem um sorvete considerado pelos nativos como o melhor da Ilha. Há ainda um tour guiado pela planície de Stari Grad, uma das mais antigas cidades europeias, cuja paisagem cultural marcada pelas oliveiras e parreiras se mantém quase intacta desde os gregos jônicos do século 4 a.C. até hoje.

Hvar

Na ilha de Korčula, um dos locais que reivindicam a naturalidade de Marco Polo (o que faz sentido, já que a região integrou a vasta República Veneziana espalhada pelo Adriático), o barco ancora para um bom mergulho na praia Prigadica. Depois do banho o pedal começa com os dois grupos pedalando juntos, mas logo cada um toma seu rumo. Enquanto o grupo de asfalto passa mais pelas vilas, o de mountain bike conhece os cantos menos povoados de cada Ilha.

Korcula

Uma manhã livre convida a passeios de caiaque no entorno do Parque Nacional da Ilha Mljet, que já caiu no gosto de ilustres como Bill Gates. O pedal com muito sobe-e-desce passa por vilas charmosas e o curioso lago Blastina, conectado ao mar por um canal subterrâneo. Ao final do dia, o presente do capitão: navegação até uma pequena baía isolada na ilha Šipan, com mergulho do alto do convés e relax acompanhado do por-do-sol e um bom vinho local.

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Mostar Bosnia

Alternativa às Ilhas, há também no roteiro uma incursão continente adentro, cruzando a fronteira bósnia e subindo o rio Neretva rumo a Mostar. A cidade ficou conhecida durante a Guerra da Bósnia, quando a linha de fogo entre os exércitos da Croácia, Bósnia e Sérvia ocupava as ruas  da cidade. Vale também experimentar o rafting no rio Cetina, que em alguns pontos é como um pequeno fiorde (sempre com águas verde esmeralda) em Omiš. Ou perder-se nas vielas de Dubrovnik, que já foi cidade-estado à altura de Gênova e Veneza, e é hoje está entre as 10 cidades medievais muradas mais preservadas do mundo.

Para mais informações e reservar sua cicloviagem de barco & bicicleta, viste nossa página de Roteiros Internacionais.

Croácia Pedal & Mar - Dubrovnik - out/2013

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Pelos 4 cantos da nossa querida Ilha: um inverno ciclo-colorido

Aos viajantes do Brasil e do mundo, fica o recado: Floripa é linda no inverno! Ainda que o mar gelado desencoraje um banho, fora da temporada a recompensa é termos as ruas e principais praias bem mais tranqüilas, ingrediente perfeito para ótimas pedaladas.

Em nossa última saída no destino, de 8 a 11/07, desfrutamos não somente dessas benesses como de dias deliciosamente ensolarados, pintando com multitons as tão desejadas paisagens da Ilha de Santa Catarina, um colorido reforçado pelos 10 pedalantes que vieram de várias partes do país.

Como de praxe, nossa ponto inicial foi a ciclovia que margeia a orla da Lagoa da Conceição, partindo no rumo das belezas do leste da Ilha.

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Na praia da Joaquina, ninguém resistiu à tentação de sentir os pés na areia e, do alto das famosas dunas, todos puderam contemplar a vastidão de mar, dunas, costões e restinga que se avista dali até o morro da Armação.

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Na travessia do Parque Estadual do Rio Vermelho, trechos de trilha temperam a experiência de pedalar na ilha mais famosa do Atlântico Sul.

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A trilha conduz ao terminal lacustre, de onde partem barcos para a Costa da Lagoa e abre-se uma deslumbrante vista da parte norte da Lagoa da Conceição – contemplada de camarote pelos cicloviajantes a partir do trapiche.

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Na parte final do Parque, uma longa estrada cortando a restinga nos deixa de cara com a belíssima praia do Moçambique, a mais extensa da Ilha. Dali fizemos a pé uma trilha curta pelo Costão das Aranhas, chegando no Santinho com um deslumbrante fim de dia.

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No dia seguinte, antes de encararmos o forte morro que parte da praia Brava fomos agraciados com uma cena típica e muito marcante do litoral catarinense: a pesca artesanal de tainhas e anchovas, protagonizada pelos sábios pescadores há séculos, dispondo de poucos recursos e muito conhecimento.

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Depois de contornarmos as praias mais badaladas da orla norte, chegamos à praia do Forte, testemunho dos sistema de proteção dos portugueses contras as investidas espanholas no século XVIII.

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No final do dia, curtimos o visual de Santo Antônio de Lisboa com a baía norte e o centro de Floripa no fundo, degustando ostras fresquíssimas neste que é um dos mais antigo distritos da Ilha.

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De noite, saboreamos tainhas e outras iguarias no Restaurante Samburá. Uma das vantagens de pernoitarmos 2 noites em Santo Antônio é aproveitarmos essas delícias e todo o astral do distrito, que tem cara de cidadezinha do interior.

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divulgação / rest. Samburá

Ficamos numa pousada com uma vista impagável, cenário do nosso alongamento para o pedal do terceiro dia.

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Cruzando toda a face oeste da Ilha, contornamos as baías norte e sul, passando pelo Centro e aproveitando para fazer um lanche bem do lado da ponte Hercílio Luz, famoso cartão postal.

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No simpático distrito do Ribeirão da Ilha, concluímos o terceiro dia: 3/4 de nossa jornada cumprida, cada dia mais lindo que o outro!

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No último dia, a pedida é desbravar o Sul da Ilha, região mais preservada da cidade. Do alto da Ponta da Campana, o visual das praias do Matadeiro e Armação traz o gostinho de quero mais. Floripa é nossa casa e estamos sempre de braços abertos para acompanhá-los em pedais inesquecíveis!

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Quando as Cataratas engolem o rio: os tesouros de Iguassu e Tríplice Fronteira

Relato da saída de maio/2015  (clique em qualquer imagem para abrir o álbum)

por Fernando Angeoletto – fernando@caminhosdosertao.com.br

Próxima saída no destino: 12 a 15 de outubro de 2016 

Avançando Sertão adentro a partir do litoral catarinense, em pleno verão de 1541 e liderando 24 cavaleiros, 50 arcabuzeiros, 50 espadachins, 100 arqueiros e centenas de índios guaranis, tinha o adelantado Álvar Nuñez Cabeza de Vaca a real missão de assumir seu posto na capital Assunção, exercendo desta forma o poder sobre um vastíssimo território que se esparramava desde os chacos paraguaios até a boca do Rio da Prata. Não desconhecia o nobre expedicionário, no entanto, todo o Eldorado de ouro e prata que existia para além dos contrafortes andinos, o que seguramente foi um dos maiores estímulos para assumir tamanha empreitada por terra.

Após galgar a Serra do Mar, cruzar rios imponentes como o Piquiri, o Ivaí e o Tibagi, e algumas vezes topar com as curvas do rio Iguaçu, corria o ano de 1542 quando Cabeza de Vaca descreveu este que foi o primeiro registro de um dos mais fantásticos acidentes geográficos do Planeta.

“Ao descer o Rio chamado Iguaçu, a correnteza era tão grande que os rios corriam com muita fúria; por causa disto, muito próximo de onde se embarcou, o rio dava um salto por um despenhadeiro altíssimo e a queda d’água tinha um baque tão forte que de longe se ouvia; como a espuma caía com muita força, espirrava e subia alto.”

Passados quase 5 séculos, as Cataratas do Iguaçu e suas 275 quedas d’água transformaram-se um respeitável ícone do turismo. É o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil, e somente em 2015 o baque forte de suas águas foi escutado de perto por 1,5 milhão de visitantes – um tesouro para fazer frente ao Eldorado almejado por Cabeza de Vaca, em todos os sentidos.

 

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Se o foco deste milhão e meio de pessoas recai somente sobre as famosas cachoeiras, talvez seja por desconhecer que toda a região da Tríplice Fronteira, um mosaico onde encontram-se Argentina, Brasil, Paraguai, entrecortados pelos rios Iguaçu e Paraná, são igualmente pródigas em atrativos e fazem por merecer uma estadia mais alongada na descoberta da região.

A este roteiro de pedaladas em formato de anéis fronteiriços demos o nome de Iguassu – grafia mais aproximada da etnia Guarani, os verdadeiros donos da região desde quando guiaram o descobridor das Cataratas e ainda mais remotamente. Quanto à pronúncia, é a mesma de Iguazu, nome do parque nacional do lado argentino, e Iguaçu, no lado brasileiro.

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Nosso giro começa em La Aripuca, na simpática cidadezinha de Puerto Iguazu. Neste pequeno empreendimento ecoturístico na selva missioneira, a tradição indígena ecoa nos cantos e danças, no artesanato e nas edificações, especialmente esta erguida sobre portentosos troncos brutos de madeira entrelaçados, formando uma enorme “arapuca” – um peculiar artefato para captura de aves e pequenos animais, muito utilizado pelos guaranis.

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Dali seguimos em imersão pelos caminhos e trilhas pela Selva, em ambiente que mistura a imponência da Mata Tropical, a mesma desde o périplo das Missões jesuíticas, com o tom moderno dos diversos resorts de floresta. Neste vai e vem divertido sobre o chão vermelho de terra batida, topamos com a margem do Iguaçu e duas surpresas: a primeira, uma nítida pegada de onça fincada no barro. A segunda é a sinestesia dos baques e espirros d’água, como descritos pelo adelantado –  estamos bem próximos à cabeceira das Cataratas.

É hora então de rumar os guidões para a sede do Parque Nacional del Iguazu, para conferir  o panorama argentino deste gigante de águas. O céu é claro, o fim de tarde se aproxima e é nesta feição de luzes que seguimos de passarela em passarela admirando as paisagens: uma sucessão de arco-íris emoldurando cachoeiras, visão onírica da terra engolindo água, muita água, beleza que não se explica.

A missão do segundo dia é circular no mapa a Tríplice Fronteira. Começamos o anel em Foz do Iguaçu, no rumo da Ponte da Amizade e da caótica sensação de mergulhar num aglomerado asiático: estamos em Cidade de Leste, a meca dos muambeiros de todo o país. Pedalar por ali é também testemunhar esta injusta fama de ser apenas um epicentro da venda de eletrônicos e quinquilharias: logo atrás do burburinho, uma agradável cidade com praças, quadras arborizadas e lagos apresenta-se aos cicloviajantes. É neste cenário que vamos nos aproximando do Salto do Monday, uma caudalosa e bela queda d’água neste afluente do rio Paraná, ofuscada pela fama das monumentais Cataratas. Com sua vista em frente, e mesas em pleno Bosque, fizemos um belo lanche, repondo as pilhas para a etapa seguinte.

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A chegada na Argentina é feita numa pequena balsa, cruzando o Paraná bem no ponto onde desemboca o Iguaçu, tão calmo que impossível ter ideia que a poucos quilômetros dali, rio acima, há um colossal turbilhão de águas rasgando a paisagem. No fim de tarde em Puerto Iguazu contemplamos a vivacidade de uma pracinha iluminada, repleta de crianças pedalando e famílias bebericando um mate. A poucas quadras ali, uma feira de rua, repleta de bancas de iguarias (os inigualáveis vinhos, azeitonas, queijos, embutidos e alfajores dos Hermanos), complementa o agradável astral desta cidadezinha.

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Reservado para o percurso pelo Parque Nacional do lado brasileiro, o último dia não foi dos mais simpáticos. Uma grossa chuva avançou pela manhã – surpresa típica de uma floresta tropical. O jeito foi tocar de van até a sede do Parque, para caminhadas e o imperdível macuco Safari. Em um enorme bote de fibra, impelido por 2 robustos motores de popa, subimos surfando as corredeiras do Rio Iguaçu até um panorama onde se avista boa parte das centenas de quedas. Não obstante o fato de já estarmos molhados, o brinde é tomar, literalmente, banho de cachoeira: o barco passa várias vezes debaixo de uma, com emoção. De londe, avistamos a Garganta do Diabo, a maior delas, aquela que provavelmente desenhou os baques e espirros que o nosso célebre Cabeza de Vaca testemunhou pela primeira vez em 1542.

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Iguassu

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