pedalada de mapeamento na Serra Geral Catarinense

Semana passada subimos a serra na companhia do Guilherme Cavallari, que publica guias de trilhas pela sua editora Kalapalo.  A missão foi mapear um dos trechos do Guia de Trilhas da Serra Geral, que o Guilherme está elaborando, e apelidou de BluGrama, por conectar Blumenau a Gramado por estradas de terra.

Justamente o tipo de caminhos que nós Sertanistas curtimos! E por ser na região em que mais organizamos nossas viagens, demos uma força pra traçar o roteiro. Na hora de mapear o caminho, Dudu o acompanhou, dando dicas de atrativos da região e também conhecendo um pouco mais da região. Além disso, foi o momento de testar nosso novo GPS, Um Garmin Oregon 550, que fez fotos desse post.

O primeiro trecho, entre Urubici e Santa Rosa de Lima, em breve fará parte do Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia. Mapeamos uma nova conexão entre Aiurê e Santa Rosa, pela Boa Vista. Lindo de morrer… de tanto subir! Por sorte, no meio da subida havia a Pousada da Nida, associada à Acolhida na Colônia, que nos propiciou conforto em meio à chuva insistente.

De Santa Rosa a Anitápolis, tínhamos a estrada geral, beirando o rio Braço do Norte e om subidas gentis. Para quê, se poderíamos aumentar o percurso em 8 km, mas passar pela deserta e linda estrada do Rio do Meio, e ainda subir um morro de 400m no final? Ficamos com a segunda opção, com certeza!

No próximo trecho, para Alfredo Wagner,  passamos por Maracuja e Caetés, comunidades bem isoladas, com natureza quase intocada, só interompida pelas plantações de pinus que chegam sorrateiramente. O rio Caetés forma uma grota profunda e pedalar no seu vale é lindo!

Depois de Alfredo, iríamos a Leoberto Leal, mas descobrimos que a estrada  de Leoberto a Imbuia havia sido asfaltada, assim cortamos direto para Imbuia pelo alto da serra, também tomado por imensas plantações de Pinus. Dali, a descida para Ituporanga foi deliciosa, com um bom visual da Serra, estradas de terra e claro, muita cebola.

De Ituporanga, passamos por pequenas comunidades como Ribeirão Matilde, no canto do município de Atalanta. Há horas avistávamos de longe, pequenina,  a Serra Grande. Quando chegamos a Petrolândia, só por estradas de terra , seu visual já fazia jus ao nome. O jeito foi pôr a primeira marcha e seguir, logo estávamos novamente sobre o platô curtindo o panorama do Alto Vale Europeu.

Nosso próximo destino era Rio Rufino, que chegamos só finzinho da tarde, depois de um longo dia de 86 km com mais de 1800 metros de subida acumulada!

Na manhã do último dia, visitamos o poço  da Perda Furada (mais uma na região, são pelo menos quatro!). Já no caminho entre Rio Rufino e Urubici, conhecemos mais uma propriedade associada à Acolhida na Colônia, o Sítio Três Lagos de Nila e Jorge.

É uma pousada rústica e muito bem cuidada, que visitaremos em breve nas nossas viagens na região de Urubici, onde fechamos o mapeamento percorrendo a margem direita (menos movimentada) do Rio Canoas.

O Garmin 550 foi aprovado para mapeamentos, apesar de no primeiro dia já estar arrependido de nõa ter levado minha câmera, ele até que fez  fotos de qualidade satisfatória. Eis a seleção das melhores fotos da viagem (total de mais de 300!):



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2 respostas a pedalada de mapeamento na Serra Geral Catarinense

  1. Esse trajeto realmente merece ser mapeado. O trajeto entre Urubici e Sta Rosa de Lima foi a descida do Corvo Branco e passou por Grão Pará e Rio Fortuna? Valeu, abs

  2. Oi Rafael!

    Não passamos por Grao Pará e Rio Fortuna, o caminho por lá, além de mais longo, tem asfalto e movimento. Em Aiurê (primeiro lugarejo após descer a Serra), viramos à esquerda e morro acima até a Boa Vista, de lá é só descida até Santa Rosa.

    Boas pedaladas!

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