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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; relato de pedalada</title>
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		<title>pedalada de mapeamento na Serra Geral Catarinense</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 19:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada subimos a serra na companhia do Guilherme Cavallari, que publica guias de trilhas pela sua editora Kalapalo.  A missão foi mapear um dos trechos do Guia de Trilhas da Serra Geral, que o Guilherme está elaborando, e apelidou &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/05/25/pedalada-de-mapeamento-na-serra-geral-catarinense/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Dia perfeito em Imbuia-SC" src="http://farm4.static.flickr.com/3479/5758649880_fc83754973_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />Semana passada subimos a serra na companhia do Guilherme Cavallari, que publica guias de trilhas pela sua editora <a href="http://www.kalapalo.com.br/">Kalapalo</a>.  A missão foi mapear um dos trechos do <a href="http://clubedaaventurakalapalo.blogspot.com/2011/05/segundo-anel-do-guia-de-trilhas-serra.html">Guia de Trilhas da Serra Geral</a>, que o Guilherme está elaborando, e apelidou de BluGrama, por conectar Blumenau a Gramado por estradas de terra.</p>
<p><img title="em Maracujá" src="http://farm3.static.flickr.com/2390/5758074877_c0acfa334a_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />Justamente o tipo de caminhos que nós Sertanistas curtimos! E por ser na região em que mais organizamos nossas viagens, demos uma força pra traçar o roteiro. Na hora de mapear o caminho, Dudu o acompanhou, dando dicas de atrativos da região e também conhecendo um pouco mais da região. Além disso, foi o momento de testar nosso novo GPS, Um <a href="http://www.garmin.com/products/oregon550">Garmin Oregon 550</a>, que fez fotos desse post.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Serra Furada - Grão Pará" src="http://farm3.static.flickr.com/2090/5758059157_a32de61740_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />O primeiro trecho, entre Urubici e Santa Rosa de Lima, em breve fará parte do <a href="http://acolhida.com.br/cicloturismo">Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia</a>. Mapeamos uma nova conexão entre Aiurê e Santa Rosa, pela Boa Vista. Lindo de morrer&#8230; de tanto subir! Por sorte, no meio da subida havia a Pousada da Nida, associada à Acolhida na Colônia, que nos propiciou conforto em meio à chuva insistente.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Igreja renovada em Santa Catarina, Santa Rosa de Lima" src="http://farm4.static.flickr.com/3176/5758611250_95071bb80f_z.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p>De Santa Rosa a Anitápolis, tínhamos a estrada geral, beirando o rio Braço do Norte e om subidas gentis. Para quê, se poderíamos aumentar o percurso em 8 km, mas passar pela deserta e linda estrada do Rio do Meio, e ainda subir um morro de 400m no final? Ficamos com a segunda opção, com certeza!</p>
<p><img title="serra" src="http://farm3.static.flickr.com/2143/5758624004_eabccf83c6_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />No próximo trecho, para Alfredo Wagner,  passamos por Maracuja e Caetés, comunidades bem isoladas, com natureza quase intocada, só interompida pelas plantações de pinus que chegam sorrateiramente. O rio Caetés forma uma grota profunda e pedalar no seu vale é lindo!</p>
<p><img class="aligncenter" title="Curtindo o visual da Serra" src="http://farm4.static.flickr.com/3028/5758095227_62f873f9a3_z.jpg" alt="" width="640" height="296" />Depois de Alfredo, iríamos a Leoberto Leal, mas descobrimos que a estrada  de Leoberto a Imbuia havia sido asfaltada, assim cortamos direto para Imbuia pelo alto da serra, também tomado por imensas plantações de Pinus. Dali, a descida para Ituporanga foi deliciosa, com um bom visual da Serra, estradas de terra e claro, muita cebola.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Topo da Serra Grande, Petrolândia" src="http://farm6.static.flickr.com/5104/5758129961_13e76e6c34_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />De Ituporanga, passamos por pequenas comunidades como Ribeirão Matilde, no canto do município de Atalanta. Há horas avistávamos de longe, pequenina,  a Serra Grande. Quando chegamos a Petrolândia, só por estradas de terra , seu visual já fazia jus ao nome. O jeito foi pôr a primeira marcha e seguir, logo estávamos novamente sobre o platô curtindo o panorama do Alto Vale Europeu.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Pra onde? Em frente!" src="http://farm4.static.flickr.com/3520/5758134853_5cd400be4f_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />Nosso próximo destino era Rio Rufino, que chegamos só finzinho da tarde, depois de um longo dia de 86 km com mais de 1800 metros de subida acumulada!</p>
<p><img class="aligncenter" title="Junto ao Poço da Pedra Furada" src="http://farm3.static.flickr.com/2742/5758685226_721d511fbd.jpg" alt="" width="375" height="500" />Na manhã do último dia, visitamos o poço  da Perda Furada (mais uma na região, são pelo menos quatro!). Já no caminho entre Rio Rufino e Urubici, conhecemos mais uma propriedade associada à Acolhida na Colônia, o Sítio Três Lagos de Nila e Jorge.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Galpão do Sítio Três Lagos, Rio Rufino" src="http://farm3.static.flickr.com/2743/5758144027_f9f9e0a961_z.jpg" alt="" width="640" height="480" />É uma pousada rústica e muito bem cuidada, que visitaremos em breve nas nossas viagens na região de Urubici, onde fechamos o mapeamento percorrendo a margem direita (menos movimentada) do Rio Canoas.</p>
<p>O Garmin 550 foi aprovado para mapeamentos, apesar de no primeiro dia já estar arrependido de nõa ter levado minha câmera, ele até que fez  fotos de qualidade satisfatória. Eis a seleção das melhores fotos da viagem (total de mais de 300!):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626803157800%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626803157800%2F&amp;set_id=72157626803157800&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626803157800%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626803157800%2F&amp;set_id=72157626803157800&amp;jump_to="></embed></object></p>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
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		<title>Audax Floripa 2011 &#8211; último dia para se inscrever, relato do Pereira de pedal no roteiro</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 15:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Oi pessoal, O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km? Um primeiro motivo é obviamente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal,</p>
<p>O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km?</p>
<p><img class="aligncenter" title="dalia" src="http://farm5.static.flickr.com/4007/4460037174_b8f720c678.jpg" alt="" width="500" height="335" />Um primeiro motivo é obviamente a participação do Pereira, da equipe CdS, na série Audax 2010/2011, em julho ele vai à França participar da mítica Paris-Brest-Paris, &#8220;apenas&#8221; 1200 km quase sem sair do selim. Isso sim é gostar de pedalar!</p>
<p><img class="aligncenter" title="sol" src="http://farm3.static.flickr.com/2785/4459250931_4d3a9c7028.jpg" alt="" width="500" height="335" />Pois o prazer de pedalar é o segundo elo entre Audax e cicloturismo: são atividades que se para curtir a paisagem, ter no fim do dia o corpo cansado e a mente cheia de lembranças. Imagine um passeio por toda a ilha de Floripa (e um naco do continente de brinde!), pedalando do nascer ao pôr do sol acompanhado de 300 ciclistas&#8230; isso é o Audax. As inscrições acabam hoje &#8211; <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/">saiba mais e garanta sua vaga</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="ponte" src="http://farm5.static.flickr.com/4018/4459242631_03acff944a.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Nessa semana, a Equipe Audax Floripa &#8211; Pereira, Della, Jorge e Nilson &#8211; percorreram o roteiro do próximo domingo, segue o sempre divertido relato do Pereira:</p>
<blockquote><p>﻿Ouvir o relógio chamar, às quatro e meia da madrugada, num domingo, e levantar da cama, é preciso ter um motivo muito especial. No caso de ontem, a brincadeira era fazer um treino ‘leve, em ritmo de passeio’, percorrendo o itinerário do Audax Floripa, num percurso de 200 km, pelas paisagens mais lindas e convidativas do Sul do Brasil.</p>
<p>Desde a aventura dos 600 km, a bicicleta ficou pendurada, na<br />
garagem, e não tivemos mais oportunidade para passeios dominicais, em virtude das chuvas inoportunas dos últimos tempos, que coincidiram em molhar os domingos de março. Era à hora de esticar as canelas e congraçar com a turma mais animada que eu conheço, atendendo à convocação geral, para o esquenta da prova, que ocorrerá no dia 27 deste mês.</p>
<p>Não demorou muito e o Jorge apareceu no portão, vindo da<br />
Armação do Pantosuli, e juntos seguimos para a Trindade, para esperar o pessoal. Estimávamos um grupo de uns dez participantes. Isto me dava certo conforto, pois os últimos dias foram de nenhum treino e pouco exercício físico. Além disso, para atender a um programa do plano de saúde funcional, havia<br />
passado a semana inteira sem comer proteína animal, para realização de exames de rotina do intestino. Ou seja, estava me sentindo meio tísico. Mas, seguimos assim mesmo.</p>
<p>Na hora combinada para a partida, estávamos os quatro<br />
mosqueteiros da Equipe Audax Floripa. O Jefon Della, seu fiel escudeiro Nilson Cacá, e a dupla caipira do Sul da Ilha. Ninguém havia atendido ao nosso chamado. Não sei porque&#8230;.</p>
<p>Como a equipe está se preparando para fazer um ‘Fleche’, que<br />
é um desafio de 400 km, de regularidade, para o próximo feriado da páscoa, a ordem foi de fazermos nosso treino no ritmo de 24  km/h, exigido para esta etapa, muito acima do proposto para as provas convencionais, que é de 15 km/h.<br />
Na hora, senti as pernas tremerem, pois não me sentia preparado para tal desafio, uma vez que a falta de treino nos últimos dias me deixou enferrujado.</p>
<p>Mas, como marujo de navio pirata não está acostumado com<br />
moleza, só sobrou uma bela risada e acatar a orientação, dentro do espírito participativo festivo, acreditando que não seria tão difícil, visto as experiências anteriores já vivenciadas. Afinal, a empreitada só tem sentido se for realizada com satisfação e curtição, pois se o corpicho reclama dos maus tratos, a alma se rejubila, pelo prazer de contemplar toda esta beleza de natureza. A Lua, que neste final de semana esteve mais próxima da Terra, nos fazia companhia, no início da nossa empreitada. A Avenida Beira Mar estava toda sinalizada, para a realização da Meia Maratona de Florianópolis, que iniciaria mais tarde. Já haviam participantes e organizadores, no Trapiche, quando passamos por ali. Seguíamos pela ciclovia, para evitar os retardatários da<br />
madrugada, sem conseguir evitar os cacos de vidro, que os retardados jogam naquela via, em forma de garrafa de cerveja, especialmente na região do Koxixos. Nossos pneus morrem de medo daqueles pedacinhos contundentes, que costumam interromper a alegria de pedalar, para trocas. Felizmente conseguimos vencer aqueles obstáculos, sem maiores transtornos.</p>
<p>Atravessar por baixo da Ponte é sempre aquela emoção maior,<br />
pois ali costumam perambular alguns cidadãos desassistidos, que sempre colocam medo nos ciclistas, em virtude da falta de segurança da área, abandonada à sua própria sorte. Mas, como vamos em bando, nada de mal nos acontece. Ganhamos os<br />
Estreitos Unidos, atravessando o bairro com muita tranqüilidade, pois a cidade ainda dorme. Ganhamos São José, seguindo rumo à Ponta de Baixo. Paisagens que misturam o perímetro urbano com alguns recantos bucólicos, onde podemos ver pescadores remexendo suas redes, em busca do peixe que parece que não veio.</p>
<p>Depois de 50 km, estávamos de volta na Ilha, seguindo para o Sul. Pegamos a ciclovia da Via Expressa Sul, onde os pontilhões apresentam irregularidades no piso, sem terem sido consertadas desde a sua inauguração. Ao chegar no complexo do Trevo da Seta, vê-se a falta de respeito aos seres humanos que circulam a pé, ou de bici. As obras para o novo complexo provocaram<br />
a destruição da calçada, no trecho periférico das obras. Pois a sutileza da corrupção fez com que fosse construído um arremedo de ciclofarsa, que não liga nada a coisa nenhuma, e deixou a calçada destruída, com um monte de entulhos atrapalhando o movimento dos cidadãos normais. Bela amostra de como o poder público e suas empresas contratadas cuidam da segurança e tranqüilidade dos cidadãos.</p>
<p>Como não conseguimos autorização da Base Aérea para<br />
atravessar por seus domínios, tivemos que seguir pela SC 405, enfrentando a concorrência dos veículos motorizados, driblando os buracos, falta de acostamento, calçadas, pedestres, ciclistas na contra mão. Seguimos rumo ao Ribeirão da Ilha, até o final do asfalto, retornando rumo ao Pantosuli, com uma paradinha para o café, na Padaria do Nilso, no Trevo do Erasmo. Eu já estava precisando de um isotônico direto na veia. O que salvou foi o pão de queijo com calabresa e o café com leite. Até ali tínhamos percorrido um terço do percurso.</p>
<p>O trecho Sul, passando pelo Morro das Pedras, Lagoa do Peri,<br />
Armação, Açores é um dos mais fotogênicos da Ilha. Ali ganhamos a companhia de mais um pedaleiro, o Yuri, mecânico do Della. Atravessamos o Campeche, encontrando os quiridos do Grupo Duas Rodas, tomando café no Canto da Lagoa.<br />
Seguimos pela Barra da Lagoa e Rio Vermelho, onde a rodovia permite que se ande em bloco, aproveitando mais o vácuo do pelotão. Pra mim, é aí que o sufoco aumenta, pois a rapaziada se empolga, aumentando o ritmo para quase quarenta por hora, e eu vou pendurado, com a gravata vermelha esticando até o pescoço.<br />
Começam as amarguras das dobras e das pregas, especialmente das regiões glúteas e adjacentes. Depois de passar pelo Costão do Santinho, uma parada para comprar água e afins, quando encontramos mais dois empolgados, que estavam fazendo seu<br />
treino pra domingo que vem: Nilson e Lúcio. Uma conversa rápida e seguimos nosso caminho, rumo à praia da Lagoinha, uma das mais lindas e aconchegantes da Ilha. Dali, começava o trecho final, de volta ao local onde tudo começara. Mais<br />
uma paradinha na Vargem Pequena, para tomar um pão líquido, geladérrima, que desceu redondo, com gosto de quero mais. Um verdadeiro elixir, para aplacar as dores musculares. Dali pra adiante, é só alegria&#8230;</p>
<p>Depois de passar por Jurerê, Jurerê Internacional, Santo<br />
Antônio, Cacupé e João Paulo, chegamos ao ponto de partida após oito horas e quinze minutos. Um ritmo que não é bem o que estou acostumado, mas que consegui superar, com o apoio moral e a animação dos companheiros de equipe. Não anotei as<br />
médias percorridas, nem os níveis de consumo de energia. Apenas podia sentir e registrar o alto nível de satisfação, pela conclusão de mais este desafio festivo. Domingo que vem tem mais.</p>
<p>Saudações audaxiosas,</p>
<p>Luiz Pereira - Equipe Audax Floripa</p></blockquote>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
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		<title>Pereira pé de vento faz os 600km do Audax</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2011 03:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 600]]></category>
		<category><![CDATA[equipe Audax Floripa]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Pereira]]></category>
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		<description><![CDATA[(* a foto ao lado é do Audax 2009 Floripa) Huli Huli Pois podem acreditar: foram 602 km, em uma jornada de 38 horas, que custaram alguns fios de cabelos do fundo da orelha. Não posso dizer que foi moleza, &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/01/pereira-pe-de-vento-faz-os-600km-do-audax/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Luiz Pereira by Caminhos do Sertão Cicloturismo, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/3878460326/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3443/3878460326_ace8aba67f.jpg" alt="Luiz Pereira" width="335" height="500" align="left" /></a>(* a foto ao lado é do Audax 2009 Floripa)</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>Pois podem acreditar: foram 602 km, em uma jornada de 38 horas, que<br />
custaram alguns fios de cabelos do fundo da orelha. Não posso dizer<br />
que foi moleza, pois o percurso e as condições de clima foram pensados para testar a diferença entre homens e meninos.</p>
<p>Percorremos uma região lindíssima, no planalto médio do Rio Grande do Sul, com sua topografia agressiva, alternando altos e baixos, com variação que chegou a 500 metros de altitude. De brinde, todas as estações do ano, apresentada da forma mais dura e exigente que um ciclista pode querer, pra testar se gosta mesmo desta maravilhosa forma de ir e vir. Chuva, frio, calor, vento, asfalto esburacado, caminhões apressados, são os parceiros de viagem, para aqueles que provaram o sabor da aventura sobre duas rodas, impulsionadas por pernas resistentes, e um desafio de testar os limites da paciência e persistência.</p>
<p>Como fomos &#8216;censurados&#8217; pelo aparelho de repressão e insegurança do estado, a prova teve um número reduzido de participantes, vindos de cinco estados, incluindo-se alguns gaúchos, de cidades distantes, que preferiram fazer a prova sem identificação e divulgação, uma vez que a oficial foi transferida para um futuro próximo. Uma coincidência de data com uma corrida de caminhões, na cidade vizinha, expôs a insegurança que os ciclistas enfrentariam, por andar em estradas cujas condições de acostamento e apoio são precárias, especialmente na região da cidade que nos acolheu. Por isso, a polícia disse que não poderia oferecer o suporte logístico, em caso de acidentes com os envolvidos no passeio. Como não precisamos de autorização de quem quer<br />
que seja, juntamos doze loucos apaixonados por liberdade, sendo que um deles era mais privilegiado, pois pedalava numa bicicleta reclinada, daquelas que o ciclista anda com as pernas para o ar.</p>
<p>Às três e meia da madrugada, demos a largada para a maratona, numa noite fria e estrelada, na perspectiva de uma longa convivência com as condições climáticas. Afinal, tínhamos quarenta horas pela frente, sem muito o que fazer, a não ser pensar no ponto de partida, onde estaria garantido o refúgio e descanso, após a jornada concluída, ou o<br />
infortúnio da desistência. Todos sabíamos que só tínhamos uma alternativa: pedalar, curtir e esperar. O silêncio da noite era quebrado pelas rãs, escondidas nos brejos, ou os cães da beira da estrada, que faziam festa diante da nossa presença e intromissão na paisagem. De vez em quando um veículo motorizado se apresenta, iluminando a estrada e deixando seu rastro de som. Durante a noite, principalmente pelo fato de haver pouco movimento, costumamos ter<br />
segurança em andar sobre a faixa de rolamento, sem sermos incomodados, mas já tivemos casos de caminhões que se aproximam buzinando, avisando que não vai mudar de faixa para nos ultrapassar.</p>
<p>Na medida em que o sol vai aparecendo, a paisagem se apresenta com mais intensidade. A paisagem rural, com seus cheiros, cores e movimentos, vai servindo de motivação, como um filme em câmara lenta, onde as imagens vão mudando tão lentamente quanto se queira, ou uma montanha adiante diminua a intensidade da curtição. Estas, quando<br />
surgem, são sempre motivo de reflexão e dor, fazendo com que a pedalada assuma o ritmo da respiração, e a pressa se torna inimiga da satisfação. Respirar, curtir, relaxar&#8230; Assim passam os quilômetros e o tempo, atingindo-se as metas, na medida em que se avança. A cada posto de controle, um carimbo, e a certeza de que já estivemos mais longe. Esta, aliás, é a tônica do movimento: não importa quando, não importa como. O importante é atingir o objetivo. Respeitando-se, é claro, os limites pré estabelecidos.</p>
<p>Tendo em vista as características do grupo, formou-se, quase que naturalmente, três pelotões. À frente, seguiam os mais aptos, em número de quatro. Depois, outros seis, ditos experientes e persistentes. Mais atrás, o carioca, com sua cadeira de rodas e, por último, um camarada que veio mais para tirar fotografias da paisagem do que para pedalar. Literalmente, um cicloviajante. Nossa equipe Audax Floripa tinha dois representantes no primeiro bloco, e os outros<br />
dois no segundo. Assim tem sido a brincadeira, com nosso dois bravos representantes sempre chegando em primeiro e segundo, enquanto nós outros dois nos contentávamos em completar mais esta etapa. Assim seguia a caravana, num dia que foi ficando nublado, com nuvens negras, vindas do centro do continente, avisavam que iam nos fazer companhia.</p>
<p>A partir da hora do almoço, a chuva chegou intensa. Daquelas trovoadas rápidas, que trazem consigo a chuva persistente, avisando que não adianta parar para esperar uma estiada. Portando, só resta encarar e sorrir, seguindo com muito mais atenção, tendo em vista que tudo fica mais difícil, em virtude da precariedade dos sistemas de asfalto e<br />
drenagem das estradas. Buracos, asfalto solto, cacos de vidro, pedaços de pneus, com seus cabelos de aço convidando o pneu para um encontro, tachões, sujeira de toda ordem, começam a ganhar importância, especialmente quando a noite cai e a chuva continua caindo. A roupa molhada, a pouca luz dos faróis, o frio, fazem com que a vontade de<br />
chegar se acentue na mesma dimensão que crescem as dificuldades. Todo cuidado no pedalar é necessário, principalmente para se evitar o pior, que é um tombo ou um pneu furado. Nestas condições precárias, chegamos<br />
na cidade e Encantado, onde conheci a mais larga e mais bem localizada ciclovia das cidades que já passei. Uma verdadeira avenida, que mantém os ciclistas bem longe dos motoristas. Ali estava programada a janta e<br />
foi onde encontramos a equipe que seguia à frente, que sofrera uma série de transtornos de pneus furados, motivados pelas péssimas condições da estrada, que além de furar a câmara rasgou o pneu, de uma das bicicletas.</p>
<p>Em virtude da precariedade das condições das estradas, o organizador resolveu retirar um trecho onde havia e proposta de uma subida extremamente íngreme, a um lugar inóspito e quase inabitado, por outro, da mesma distância, no final da prova. Com isso, a chegada no ponto de apoio, para dormir, ficou antecipada. Assim que largamos,<br />
após a refeição, passamos pelo pelotão de vanguardistas, parados, trocando pneu. Como estavam ali os melhores, os demais preferem seguir, pois não havia o que fazer para ajudar, Seguimos, fortalecidos, para atingir cerca de 350 km, já com noite estrelada, pois as nuvens já haviam se precipitado. Atingimos o pouso de sono após 21 horas de pedaladas. Posso dizer que esta chegada foi comemorada como uma vitória. Depois de um banho, três horas de sono tentaram restabelecer o corpo, para a segunda etapa, no dia seguinte. Quando acordamos, verificamos que o grupo da vanguarda havia chegado quase duas horas depois de nós, enquanto que os dois que ficavam para trás recém haviam chegado. Ao pegar a bicicleta, percebi que o pneu dianteiro estava vazio. O atraso, para a troca, fez com que o nosso grupo se dividisse, ficando três em cada bloco. Saímos, sem tomar café, o que só aconteceria depois de quase quatro horas e cem quilômetros pedalados. Até ali, o suporte físico foi dado pelas cápsulas de guaraná, vitamina C e isotônicos. Para contrabalançar, o sol resolveu nos acompanhar desde cedo, anunciando um dia lindo e ventoso. Vento, como sempre, vindo ao nosso encontro, só pra tornar tudo mais interessante.</p>
<p>Nada está tão longe que não se atinja, ou tão duro que nunca acabe. De pedalada em pedalada, as paisagens vão ficando na saudade. As estradas interioranas estavam com aquela cara de domingo de manhã, enquanto as vias principais tinham aquele ritmo acelerado de sempre. Coincidentemente, quanto mais movimentada a estrada, mais buracos e<br />
ausência de acostamento ela tinha. Tudo dentro dos padrões do trânsito brasileiro, o que não é nenhuma novidade. Num ponto de apoio foi servida uma macarronada com carne moída, teve o sabor de uma refeição dos deuses. Não houve uma única sobra nos pratos. Naquele momento, era tudo o que precisávamos e desejávamos: carbohidrato e proteína. Depois do rango, seguimos para a última etapa, cada vez mais próxima do final. Encontramos o pelotão de &#8216;especialistas&#8217; a uma distância de uns trinta quilômetros de nós, visto que haviam saído quase duas horas após a gente. Faltavam cento e setenta quilômetros, e um prazo de sete horas e meia. Tudo dentro dos planos.</p>
<p>Depois de muitas subidas e descidas, chegmos ao final da jornada, com um tempo de trinta e oito horas, dentro das quarenta prevista. Desta vez não houve mutilações expressivas, a não ser os calos na mão, junto aos punhos, e as assaduras de praxe, nas partes mais vulneráveis. Nem com as pomadas bundex, ou pacu assado, consegue-se evitá-las, visto que chuva, suor e atrito constante vão deteriorando os tecidos lentamente. Mas, entre mortos e feridos, saímos todos ilesos, sem qualquer registro de transtornos, ou acontecimentos relevantes indesejáveis. Desta vez, aconteceu algo considerado impossível, visto que a Equipe B, dos velhinhos indomáveis, chegou com uma hora de vantagem sobre os dois guerreiros melhor preparados. Mais um motivo para as brincadeiras e comemorações, visto que nós dois já havíamos tentado esta prova, no ano passado, ficando pelo caminho, por cansaço e transtornos pneumáticos.</p>
<p>Agora, todos havíamos atingido mais um desafio, configurado numa medalha de lata, e um certificado colorido pelo feito ancalçado. Mas, o que não tem preço, ou classificação é a alegria da confraternização e a satisfação de estarmos vivos, livres e leves, para curtir intensamente esta brincadeira. Agora, começa a fase mais dura, que são os treinamentos para a próxima etapa, com o dobro da distância e no outro lado do Atlântico. Até lá, vamos ver quantos obstáculos teremos que vencer. O importante é continuar treinando, pedalando e sonhando.</p>
<p>Saudações audaxiosas</p>
<p>Luiz Pereira<br />
Equipe Audax Floripa</p>
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		<title>Treininho pro Audax: tomar cerveja em Blumenau</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 16:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 600]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[equipe Audax Floripa]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
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		<description><![CDATA[Huli Huli, Galera;;; Pois falando em treininho, ritmo passeio, o Ronaldo, o Jorge e eu, saímos de Floripa no sábado à tarde, exatamente às quatorze, com um solisco de assar o coco. Como tenho meu capacete de algodão cru, pra proteger as protuberanças &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/02/17/treininho-pro-audax-tomar-cerveja-em-blumenau/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Huli Huli, Galera;;;</p>
<p>Pois falando em treininho, ritmo passeio, o Ronaldo, o Jorge e eu, saímos de Floripa no sábado à tarde, exatamente às quatorze, com um solisco de assar o coco. Como tenho meu capacete de algodão cru, pra proteger as protuberanças ouvidentes, não gastei muito protetor, e seguimos pra Cidade, pelas veias entupidas de carros da Ilha da Magia.</p>
<p>Às duas e meia em ponto, chegávamos ao lado insular do meu Estreitos Unidos, onde o Ronaldo nos esperava, com a sucatinha do Alessandro, pronto pra seguirmos. O abraço de reencontro e o gole d&#8217;água foi o que demorou a paradinha. Seguimos pela via iônica (liga apenas dois conceitos), até a Praia do cagão, pegando a Escola de Aprendizes, com<br />
o vento nordeste soprando de frente, desejando boa viagem. Lá pelas bandas do Rio Biguaçu, começou o chuvisco miúdo. Aquele que vem de mansinho e vai molhando o corpo todo, até que o caldo de chuva e suor começa a molhar o selim. E assim seguimos, pegando a BRIOI, com o Jorge seguindo adiante, com o Ronaldo no seu calcanhar.</p>
<p>A primeira parada pro Caldo de cana sem suco de barbeiro, foi lá pelo pedágio de Porto Belo. Salgadinho, co.. ..la, guaraná. Sum. Getorade&#8230;. A sede não dá mole e a baba seca. hehehehe&#8230; aí, aos setenta quilômetros de casa, a gente quer mais é continuar.</p>
<p>Se o vento nordeste começou em Biguaçu, quando rumamos pra Ilhota, a formação de uma tempestade vinha descendo da Serra. Um pretume de dar medo, e estrada seguindo o Itajaí açu, com suas águas barrentas e bem agitadas. Lembrei quando fomos ao Encontro de Cicloturismo, em Camboriú, e ficamos ilhados, em 2009. Mas, no sábado, parecia que não seria tanto. E nóis, seguindo que seguindo.</p>
<p>Quando o trecho é longo, eu costumo ligar meu computador de bordo em 25 km por hora. Não passo disso. Isto porque tento não esticar muito a carcaça, mantendo energia para todo trecho. No audax 600 km, do ano passado, largamos a prova acompanhando uns coelhos, que largaram tentando pegar o Della e o Nilson. Até que dois deles embolaram,<br />
causando uma pausa de quase uma hora, aguardando o resgate com eles. Mantivemos um ritmo forte o tempo todo, pra recuperar tempo. Resultado: a partir dos 350 km, meu tornozelo começou a inchar, avisando que eu tinha passado dos limites. Quando dei um vacilo, aos 453 km, caí num buraco do acostamento, rompendo os dois pneumáticos.<br />
Fodeu.</p>
<p>Mas no sábado passado, tudo ia maravilhosamente dolorido, com a motivação e a alegria de chegar mais uma vez em Blumenau. Já é a quinta, mas a segunda que vou no bate/volta. Ein prosit (acho que é assim&#8230;. (Saúde&#8230;). Quando chegávamos em Gaspar, aquela nuvenzinhona chegou sobre nossas cabeças quentes, nuns pingos que pareciam bolas de gude. Só pra esfriar o couro, já pouco amaciados naquele momento. - Benza deus. Só porque sou ateu&#8230;.!!!!</p>
<p>Uma parada para um rango, aproveitando a acolhida da chuva. Restaurante caseiro. Chuleta na tauba, arroz, feijão,<br />
batatafritasetomate&#8230;.. Bohêmia&#8230;.Liguei pra casa da irmã, que supostamente nos aguardava, e nada. No final da janta, faz-se o contato com o nosso convidente, um ex ciclista, amigo do Della, e meu cunhado, e subimos até a Rua Bahia, lá<br />
perto da fábrica do Seu Yung. Isso há era mais ou menos dez da noite. Diz a lenda que havíamos pedalado de 160 a 175, de acordo com a lonjura da casa de cada um.</p>
<p>Ali já começava a aparecer as dores da assadura. Como comprei um calção novo, pois perdi minha mochila com todas as coisas, na penúltima expedição, o esteporento começou a provocar assaduras na papada da bunda, roçando a costura na altura do encontro do fêmur com a bunda. Duas feridas, que a pomada antiassadura não conseguia<br />
impedir. Do outro lado, o &#8216;bilau&#8217;, que vai saculejando entre o calção e o imbigo, começa a mostrar sinais de insatisfação. Avermelhado, quase em carne viva, me deixou preocupado com o caminho de volta. Passei tanta pomada que pensei que o havia afogado, e voltei, com o calção ainda molhado, até que as coisas secassem naturalmente.</p>
<p>Depois de tomar uma Eisenbahn (será que é assim que se escreve??), comer sandubinha, café e sobremesa, nos encaminhamos na noite às vezes estrelada, de vota pra casa, exatamente por volta de duas da matina. O<br />
nosso anfitrião nos acompanhou até a saída da cidade, quando a Rodovia Jorge Lacerda nos indicava por onde seguir. Floripa que nos aguarde. Já estamos chegando.</p>
<p>Com o passar do tempo, as assaduras começam a crescer e se multiplicar. Daí começa a segunda fase crônica, que é tentar mudar de posição, pra tentar evitar a dor. Começa o duplo desconforto. Daí, começa o exercício de respiração, pra tornar a coisa o mais agradável possível. Contamos os números que vão aparecendo no acostamento, lemos<br />
as placas de propaganda. Na cidade de Ilhota, a coisa é mais dolorida. Ao apreciar os out doors, com propaganda das fábrica de lanjerri, a coisa se complica, pois a exitação provoca uma maior área de exposição do glorioso com o calção, que já começava a apresentar sangramento.</p>
<p>Quando paramos num posto, em Itajaí, o pessoal da loja de conveniência curtia a nossa cara. Três coroas malucos, fantasiados de moleques, perdidos na BRIOI, com cara de quem não sabe de onde está vindo. -O sô vai pra onde? &#8211; E veio de onde? Quando a gente respondia, logo perguntam se é promessa. &#8211; Sim. Estamos prometendo nunca mais parar de pedalar&#8230;</p>
<p>Dali em diante, as paradas começam a ser mais necessárias. De trinta em trinta. Itapema, Biguaçu, já com o dia amanhecendo. É uma curtição, rever a paisagem madrugueira, na Baía de São Miguel. (Eu eu eu&#8230; o<br />
Ike se fud&#8230;.). Paradinha no Vitória Régia. De repente, um microônibus, lá do Rio Grande do Sul, rumo a Aparecida do Norte. Huli Huli!!! Fiquei imaginando as perninhas, daqueles romeiros, naquele mercedinho, com bancos que não reclinam. UUUiiiii&#8230; com certeza estavam sofendo mais que nós. Afinal, eu passara as últimas oito horas<br />
pedalando, enquanto eles encarangavam&#8230;. Enfim, isso só serviu pra aliviar o sofrimento do meu romeirinho, que já dava sinal de fraqueza cardíaca. Totalmente em carne viva&#8230; Cheguei a pensar em tirar uma foto, pra mandar pro Della, mas como ele não guardou o segredo da vez passada, preferi desistir&#8230;</p>
<p>Enfim, seguimos na nossa última etapa, abastecidos de um sandubão misto frio e um copo de café com leite, tomando rumo conhecido, já tantas vezes trilhado, de Biguaçu ao Campeche. O Sol, como sempre, vem dar sua companhia, para os últimos momentos de jornada, só pra afinar o suor. Eita nóis&#8230;.. Lá pelos Estreitos Unidos o Ronaldo se<br />
despediu, seguindo o Jorge e eu, pra Ilha de todos os encantos e alegrias, pra dar uma folga pro esqueleto, muito bem merecida. No final, eu sonhava com um caldo de cana, do tiozinho perto do encruzo do Campeche. Não tinha. Estava fechado. Era domingo, dez horas da manhã.</p>
<p>Pelo meu marcador, pedalei 307 km e 405 metros, em exatas vinte horas e dez minutos. Doeu, mas, não sei porque, valeu&#8230;..</p>
<p>E isso, moçada&#8230; E no dia 26, próximo vindouro, vamos encarar os 600 km, lá nas bandas das serras gauchescas. De tanto que andamos por lá, já tô até com medo de viciar em chimarrão. Vamos ver como nos saímos nesta etapa, que vai abrir a ficha de inscrição para a prova de agosto. Lá, sim, o pau vai comer;;;;</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>Saudações recicladas</p>
<p>Luiz Pereira</p>
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		<title>Pereira e peripécias audaxiosas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 21:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 400]]></category>
		<category><![CDATA[equipe Audax Floripa]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[santa cruz do sul]]></category>

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		<description><![CDATA[* por Luiz Pereira Só pra socializar, o Audax 400 km de Santa Cruz do Sul foi o que prometia. Uma prova de fogo, pra testar a resistência da carcaça humana. Iniciou às 03H30, numa fresca noite ensolarada, com 42 &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/01/12/pereira-e-peripecias-audaxiosas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_483" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24547.jpg"><img class="size-medium wp-image-483 " title="Pereira" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24547-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pereira antes do Audax</p></div>
<p><em>* por Luiz Pereira</em></p>
<p>Só pra socializar, o Audax 400 km de Santa Cruz do Sul foi o que prometia. Uma prova de fogo, pra testar a resistência da carcaça humana. Iniciou às 03H30, numa fresca noite ensolarada, com 42 loucos varridos, em busca da volta para o ponto de partida. Estradas sossegadas, à exceção de alguns trechos urbanos, pode-se curtir à vontade as coxilhas do Rio Grande, que fazem a gente pensar que hora carrega pluma, outras horas chumbo. O pior é que os trechos de alívio passavam muito rápido, enquanto subir a lombinha seguinte durava um bom tempão. Mas se pode dizer que há percursos piores, como a Serra do Rio do Rastro e as de Goiás.</p>
<p>O dia amanheceu preguiçoso, com o astro Rei pedindo companhia. O céu vai do ouro ao azulzentado, com nuvens protegendo o cacaruto, desejando boa viagem. Mas como tudo que dói é bastante, lá pelas dez, com o Sol ao pino, o céu se pinta de azul e faz os pingos de suor deixarem marcas. Ainda bem que eu usava uma camisa de manga comprida, branca, daquele tecido que transpira e protege dos raios solares. Esqueci minha proteção de nuca, mas o protetor solar resolveu as partes expostas.</p>
<p>À tarde veio a tormenta, que fazia a bici andar de lado, com chuva moderada e muito respingo na cara. Bom pra começar a noite seguinte, molhando os pés e promovendo a esfoleação da coxa, fritando de encontro à almofada de gel. Nem a tal pomada francesa, prima da ipogloss ajuda e a pele se rompe. O pobre do bilau, fica em pé, feito um bobo, esfregando no bombril da pelagem. Daí, a capinha do bicho fica um nojo. Dois dias pra recuperar&#8230;.</p>
<p>Como não nos alimentamos corretamente, durante todo o dia, lá pelo início da noite começa a azia. As barras de cereal tornam-se indigestas e o gu provoca ânsia de vômito. Daí, gatorade parece gasolina e os olhos vão se mareando. Melhor modelo para enfrentar o farol de vagalume&#8230; Eita nóis&#8230;</p>
<div id="attachment_482" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24533.jpg"><img class="size-medium wp-image-482" title="Equipe" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24533-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">A Equipe Audax Floripa (Jorge, Nilson, Pereira e Della)</p></div>
<p>Pra variar, fiz a prova com a equipe. Desde o início formamos um pelotão de quatro, incluindo dois outros camaradas, parceiros de jornada. Um gurizão e um coroa da minha idade. Parceria consolidada, de repente o guri fura. Paramos todos. Troca a câmara, por outra bem furreca. Mais adiante, a segunda. Daí, doei a minha primeira câmara. Andamos mais um kms e outro pneu, agora o dianteiro. Outra câmara. Quando furou o quarto trazeiro, pois o mister tuffi dele estava rachaco, mordendo a câmara. Nesta hora, o Jorge tocou adiante, ficando só três. Paramos pra tomar água, pois ele começava a dar sinais de desidratação. Eu e o outro, aproveitamos para tomar uma Skol.</p>
<p>Seguimos e o cara começou a ficar ruim. Furou mais um pneu, trazeiro. O médico ficou puto e deu um pneu que tem mister tuffi na carcaça. Daí o guri piorou. O médico se mandou. O cara parou e vomitou a barrinha de cereal que eu lhe havia dado. Depois vomitou tudo. Paramos sob uma árvore, pra ele tomar cor, pois estava arriado.</p>
<p>Quando seguimos, encontramos um coroa (59), com a bici de cu pra cima, tentando recolocar o pneu. Paramos, pra acelerar, aproveitando a experiência adquirida, nos cinco primeiros ensaios. O cara jogou água na cabeça do guri. Quando quase chegávamos ao Posto de Apoio, ele me avisou que ia desistir. Resultado: uma hora e meia de atraso, por um desistente&#8230; é ruim&#8230;</p>
<p>De resto, só um caminhão bi trem, muito comum na região, carregando madeira, avisou de longe que não arredaria na pista, completamente vazia, no meio da noite, e passou tão fino que pensei que o capacete iria encostar na carroceria. Buzinando e piscando, mesmo depois do feito, como se estivesse comemorando. ìamos dois, na fitinha branca, e por pouco a brincadeira não acaba ali.</p>
<div id="attachment_484" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24612.jpg"><img class="size-medium wp-image-484" title="Pereira e Jorge" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24612-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Pereira e Jorge ao final do Audax - admirável o sorriso após tantos quilômetros!</p></div>
<p>No mais, só alegria, algumas dores musculares, e um enorme prazer de ter vencido mais este desafio, que mistura prazer e dor. Tivemos dez abandonos, e nós completamos os 409,800 km da prova em vinte cinco horas e trinta minutos. Uma média não muito baixa, mas que tinha umas três horas de atraso e lastro, que fazem parte do processo. Agora, 600. Até dia 26 de fevereiro temos que nos preparar, pois esta vai ser de arder. Diz a lenda que teremos duas serras como a de Santa Maria. Uns doze quilômetros cada&#8230;..</p>
<p>A Equipe Audax Floripa continua protegida por Nossa Senhora da Liberdade. Como sempre, não tínhamos reserva no hotel que alojou o circo, mas quando chegamos lá o cara recebeu notícias de uma desistência, sobrando dois quartos, quentes pra caralho. Mas, pelo menos, dormimos o máximo, sem problemas de deslocamento antes e depois da prova. Atendimento de primeira, café da manhã caprichado, além de instalações de logística à disposição. Desta vez ninguém perdeu passaporte e o Della e o Nilson chegaram umas quatro horas na frente de todos.</p>
<p>E vamo que vamo&#8230;..</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>(aliás, todo o Audax adotou o Huli Huli. No final, um cara, quase solene, perguntou o que significava isso. Eu disse que era tudo o que ele imaginasse).</p>
<p>E, se tudo der certo, em agosto estaremos em Paris&#8230;.</p>
<p><em>** as fotos deste Post são do Audax 300 de Santa Maria, em dez/2010</em></p>
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		<title>Entre plátanos, taças e convidativos Caminhos: Vale dos Vinhedos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 19:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Bento Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos do Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[vale dos vinhedos]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhedos]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;Tchê&#8221; deu boas vindas ao &#8220;Meu Rei&#8221; nesta última edição do Cicloturismo no Vale dos Vinhedos, realizado no feriado de Corpus Christi. Pela primeira vez, o Nordeste foi maioria na pedalada &#8211; 14 baianos dentre os 22 participantes. O &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/06/16/entre-platanos-tacas-e-convidativos-caminhos-vale-dos-vinhedos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/4706931869/" title="Untitled by Caminhos do Sertão Cicloturismo, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4054/4706931869_32988107d6.jpg" width="500" height="334" alt="" /></a><br />
O &#8220;Tchê&#8221; deu boas vindas ao &#8220;Meu Rei&#8221; nesta última edição do Cicloturismo no Vale dos Vinhedos, realizado no feriado de Corpus Christi. Pela primeira vez, o Nordeste foi maioria na pedalada &#8211; 14 baianos dentre os 22 participantes.</p>
<p>O resultado natural foi o diálogo entre as culturas e, sem dúvidas, um sem-fim de piadas com protagonistas Pampeiros e Baianos. Os da Bahia esforçaram-se em respeitar os 10 mandamentos do Chimarrão, enquanto os sulistas amarraram as famosas (e multicoloridas) pulseirinhas do Bonfim em seus pulsos, tornozelos e bicicletas.</p>
<p>Sejam nordestinos, sulistas ou pampeiros, o fato é que no trecho são todos Cicloviajantes, compartilhando esse inexplicável (embora totalmente compreensível) prazer de contemplar a vida do alto de um guidão, na velocidade de girar pedal.</p>
<p>A Serra Gaúcha está ali, é bem verdadeira, embora cada jardim impecável, todo charme expresso em recantos centenários, a profusão de taças e surpresas líquidas pareçam peças de um cenário de sonhos.</p>
<p>Sonhos ao alcance de todos: em julho (8  a 11) estaremos novamente no Vale dos Vinhedos, com nossa dedicação de sempre, compartilhando momentos, pedaladas e visuais com um novo grupo. Venha fazer parte dele!</p>
<p>Quer saber mais? <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157624289373594/" target="_blank">Veja nossos fotos</a> e o post do <a href="http://pedaladadanoite.blog.terra.com.br/2010/06/14/pedalando-no-sul-do-brasil/" target="_blank">Pedalada na Noite</a> (do pessoal que veio da Bahia)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624289373594%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624289373594%2F&amp;set_id=72157624289373594&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624289373594%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624289373594%2F&amp;set_id=72157624289373594&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Curtição do cicloturismo + desafio de competição = Audax</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 18:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Audax Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[randoneé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os 200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino insano de 400 &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/24/curticao-do-cicloturismo-desafio-de-competicao-audax/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="photoImgDiv4460038410">
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2689/4459849211_7d2987c195.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
</div>
<p>Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a   trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os   200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino   insano de 400 km de ida e volta até Blumenau, sozinho. Este ano  pretende  passar dos 300, 400 e chegar aos 600 km. Apesar de admirar os  feitos,  até então eu não me instigava a desafiar meus limites nesta  modalidade,  não entendia por que testar o corpo pedalando 200 km – e  ainda duvidada  que fosse capaz disso.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4059/4460620700_1ec2630199.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>O Audax, desafio surgido na França, tem uma regra simples. O percurso   deve ser completado a uma média de velocidade mínma de 15 km/h. Não há   primeiro ou último colocados, apenas um tempo máximo para completar,  que  no de 200 km é de 13 h 30 m. Para ciclistas profissionais e os que   treinam com frequencia, é um passeio. Para cicloturistas, manter essa   média de velocidade é fácil até os primeiros 50 km, depois vira um   desafio daqueles!</p>
<div id="photoImgDiv4460038894"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2762/4459859991_f1205d6161.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Fui acompanhar o Pereira na reunião pré-Audax, na noite anterior ao   evento, onde foram distribuídos os números, camisetas, planilhas. O   clima era de festa, uma família de centenas de ciclistas. Gostei da   descontração. Entre as palavras da noite, me tocou a história do   Fabiano, que ano anterior participou de tala no pé, logo após 2 meses de   gesso, e completou o Audax. Nessa momento, ouvi o clique. E não era de   um pedal SPD… era eu mesmo, curioso pela brincadeira.</p>
<div id="photoImgDiv4460028630"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4025/4460635972_caa727e004.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Conversei com o Della, incansável organizador da prova, que vendo   minha empolgação abriu uma exceção pro atrasadinho: eis que o desafiante   número 241 largaria dali a poucas horas. Ainda tivemos um jantar de   massas e sorteio de brindes antes de disparar para casa, preparar o   equipamento e ter algumas preciosas horas de sono.</p>
<div id="photoImgDiv4459237737"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4072/4459825405_e479aa0f01.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Seis da manhã , lá estávamos eu, Pereira, Marcelo e Fernando de   Maringá entre outros duzentos e poucos cilistas,  na checagem de   segurança: placa de número, farol dianteiro, pisca traseiro, colete   refletivo, capacete, tudo nos conformes.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4459844935_2d32a958a1.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Enquanto o sol mostrava seus primeiros raios, aquecíamos as pernas   cruzando a ponte para o continente por cima. Foi uma experiência   incrível, assim como pedalar pelas ruas tranquilas da Floripa-continente   e São José  nas primeiras  horas de domingo.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4043/4459851101_d4565ed59c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>De volta à ilha, dessa vez pela passarela, a massa se dispersou em   pequenos grupos de ritmo semelhante. Foi marcante passar pela Base   Aérea, caminho mais curto e seguro entre o centro e sul da Ilha,   infelizmente só permitido aos moradores do “condomínio fechado de luxo”   da Aeronáutica durante os dias normais. Espero que esse privilégio  acabe  e em breve a população tenha direito aos caminhos de sua própria   cidade.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2729/4460635494_cff788600e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>Após repor as energias no primeiro PC, percorremos o querido sul da   ilha, até a Praia dos Açores. O sol que nos acompanhou desde o primeiro   minuto à chegada começou a ficar forte e optei por pedalar mais rápido   antes do  calor intenso do meio-dia, alternando a ponteira com mais  dois  colegas, Fernandes e Danilo.</p>
<div id="photoImgDiv4460032978"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4037/4459851949_d9fc3f7b1a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Ao chegar na Lagoa da Conceição não resisti ao lindo visual e me   desgarrei para uma foto, a cada parada ou trecho de retorno dezenas de   ciclistas passavam, fazendo festa.</p>
<div id="photoImgDiv4460034908"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4053/4460632484_f7d529fe76.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>No segundo PC (alto do morro da Barra da Lagoa) reencontrei o   Pereira, como sempre brincando e de alto astral, e dali pedalamos juntos   até o final. O trecho que se seguiu (do Km 100 ao 150) foi para mim o   mais duro da prova, já sentia as panturrilhas e a cada km a bunda cada   vez mais quadrada…. Felizmente o trecho foi praticamente plano, com   exceção do morro dos Ingleses.</p>
<div id="photoImgDiv4460037882"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4010/4459858493_4722637178.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Parei, tirei o tênis e o capacete, sentei na grama apoiado num   coqueiro e descansei. O PC 3, em Ponta das Canas, parecia ter demorado o   dobro do tempo para chegar – estava realmente cansado. Fui salvo pelo   lanche, que tinha tudo à vontade – pães com geleia, maçã, banana,   laranja e melancia, água e coca-cola. Eu que nunca tomo o “suco de   dinossauro” , no dia me esbaldei e devo ter virado uns 2 litros ao longo   dos PC’s. Só dispensei a club social recheada (com cheirinho de chulé )</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2671/4460638940_26e0600974.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>O tal líquido que mais parece petróleo mostrou que funciona, meu   ânimo aumentou nos 50 km finais e até voltei a fotografar. Num momento   estávamos perto de Jurerê, era só pegar o Canto do Lamin, mas eis que a   seta indicava outro caminho, uma volta gigante pela Vargem Pequena… e   lá fomos nós pedalar mais e mais, e curtindo.</p>
<div id="photoImgDiv4460035280"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2800/4459873855_bc6f01233c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em trechos como o da SC-403 de Jurerê (além dos Açores, Santinho e   Ponta das Canas), era muito legal encontrar na ida os ciclistas que já   estavam voltando, e na volta os que ainda estavam indo. Trocas de   incentivo eram a tônica e ajudaram a passar rápido o trecho que restava.</p>
<div id="photoImgDiv4459260321"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4068/4459862379_793301d92e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em Santo Antônio, paramos com o Erich para um salgado e água de côco,   antes de curtir o fim de tarde típico de Cacupé: maravilhoso e cheio  de  subidas.  Um encontro rápido com nosso amigo Adilson e logo  estávamos  comemorando a última subida no Saco Grande e a chegada ao  final, já na  boca da noite, após 12h de pedal.</p>
<div id="photoImgDiv4459247519"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4024/4460621264_8767287992.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Ali, um tanto cansados e muito felizes, tivemos mais um lanche,   recebemos a medalha de participação e até uma massagem pra soltar a   musculatura. Enquanto iso, saudamos a chegada d@s últimas participantes,   com a grande amiga Hila, que obviamente curtiu pra caramba.</p>
<div id="photoImgDiv4460024658"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4016/4460615402_aaba24456e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Estão de parabéns tod@s da equipe de apoio móvel e dos PC’s, polícias   militar e especialmente a organização, por nos proporcionar apoio   inpecável e um circuito perfeito. Se para quem mora na ilha estava   ótimo, fico só imaginando para os que vêm de fora.</p>
<div id="photoImgDiv4460021576"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4035/4459831365_826907ef7a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Uma sugestão para a organização é que ofereçam junto ao Audax 200 uma   modalidade mais curta de 100 km, sem validade como Brevet, para   incentivar pessoas que pedalam menos a entrar nesse mundo. Tomara que   tenhamos mais e mais participantes nos anos seguintes, conhecendo a ilha   e a si mesmos de uma forma tão especial.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2790/4459862899_e5a39a8668.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p><strong>Valeu, Audaxios@s!          Dudu (equipe CdS)</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Veja todas as fotos:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>PedalFsm2010 de passagem pela Ilha</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/01/17/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 02:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Forum Social Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja no Blog CicloNomade a história dos ciclistas que foram de São Paulo a Porto Alegre pedalando, para participar do Forum Social Mundial, e nos encontraram na passagem por Floripa. Boas pedaladas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4069/4298695113_d16e19c4ed.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>Veja no <a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/">Blog CicloNomade</a> a história dos ciclistas que <a href="http://pedalfsm2010.wordpress.com/">foram de São Paulo a Porto Alegre pedalando</a>, para participar do Forum Social Mundial, e nos encontraram na passagem por Floripa.</p>
<p><a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/"><img class="alignnone size-full wp-image-321" title="pedalfsm2010" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/pedalfsm2010.jpg" alt="" width="425" height="187" /></a></p>
<p>Boas pedaladas!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Levando a alma pra passear: 300 km com morrebas no Audax Carvão</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/10/levando-a-alma-pra-passear-300-km-com-morrebas-no-audax-carvao/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 18:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 300]]></category>
		<category><![CDATA[Audax Carvão]]></category>
		<category><![CDATA[Criciúma]]></category>

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		<description><![CDATA[por Luiz Pereira;  grifos livremente selecionados por Fernando Angeoletto O relato que se segue apresenta o resultado perceptível do que foi pedalar os 300 km que justificaram o treino teste realizado na semana passada, que nesse momento parece tão distante &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/10/levando-a-alma-pra-passear-300-km-com-morrebas-no-audax-carvao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 413px"><img src="http://www.caminhosdosertao.com.br/imagens/bici_tio.jpg" alt="" width="403" height="305" /><p class="wp-caption-text">Pereira em sua Pegeout com faróis alimentados por dínamo: em breve mais 400km!</p></div>
<p><em>por Luiz Pereira;  grifos livremente selecionados por Fernando Angeoletto</em></p>
<p>O relato que se segue apresenta o resultado perceptível do que foi pedalar os 300 km que justificaram o treino teste realizado na semana passada, que nesse momento parece tão distante quanto agora são as dores sofridas durante as duas experiências. <strong>A difícil tarefa do corpo de levar a alma pra passear, proporciona-nos sensações prazerosas, que só são sentidas no momento vivido</strong>, virando boas lembranças imediatamente ao término da empreitada, e uma sedução para seguir em busca do outro limite de desafio, que são os 400 km.</p>
<p>Na condição de cicloerrante, com a conhecida aptidão física e tática, <strong>montado num equipamento bastante rudimentar</strong>, não me propunha a percorrer o trecho acompanhando meu amigo e estimulador Della, que chegou entre os quatro primeiros, mas dentro do limite de tempo que é destinado aos que querem enfrentar o desafio, na modalidade e faixa etária do cicloturismo. Enquanto o ilustre completou a prova em doze horas, eu o fiz em dezoito, no mesmo padrão do Audax 200. Daquela vez, pelas condições do terreno, a minha média foi um pouco maior.</p>
<p>Para quem ainda não conhece, o Audax tem como proposta o desafio de vencer as distâncias num tempo determinado, sem a exigência do rigor da prova. No caso do Audax 300 do Carvão, a organização elevou ao máximo o limite. <strong>Dos trezentos quilômetros, duzentos eram de estradas com lombas e serrotas</strong>, que exigiram um esforço adicional às canelas e juntas, uma paciência a mais no momento da experiência. Isso só aumentou o prazer de curtir.</p>
<p>Saímos de Criciuma às 23 horas, percorrendo os primeiros quilômetros com um carro batedor, num bloco bem concentrado, numa velocidade bem excitante. Duas motos policiais acompanhavam o cortejo, interrompendo o trânsito dos automóveis à nossa passagem. Depois disso, quando saímos do ambiente urbano, cada um seguiu no seu ritmo, vencendo as montanhotas e subidinhas, até o primeiro Posto de Controle, na cidade de São Ludgero, a uma distância de uns oitenta quilômetro. Neste trecho, vi algumas pessoas ficando para trás, por pneus furado e problemas mecânicos. Lentamente eu ia encostando em alguns pequenos grupos, que iam ficando para trás, por abandonarem o pelotão de frente, que era composto por atletas e jovens, como o meu amigo Della, que só não chegou antes dos primeiros quatro, porque parou algumas vezes para repousar sentado no Celite, graças ao jantar no rodízio de pizza, onde Ele, o Evando e o Marcelo, companheiros de jornada, deliciaram-se nos vários sabores da gloriosa massa. <strong>Os outros dois, tiveram a brincadeira interrompida, pela mesma perturbação gástrica.</strong></p>
<p>A chegada em Tubarão, às cinco e meia da matina, coroava a etapa noturna, trazendo a luz do Sol, para melhorar a visibilidade da paisagem e da estrada. <strong>Voltamos à cidade de São Ludgero, onde fomos recebidos com uma deliciosa canja de galinha caipira, que além da carne tem as vísceras (coração, fígado) e óvulos, retirados dos ovários de galinhas poedeiras</strong>. As bolotas parecem batatinha, e a gente enche o prato, só percebendo a diferença ao provar. É uma turbina proteica, excelente para proporcionar energia para vencer a etapa mais extenuante.</p>
<p><strong>Subimos a Serra do Rio do Rastro, a uma altitude de 760 metros, num trecho de cinquenta quilômetros praticamente só de subida</strong>. Esta brincadeira começou no início da manhã, durando até meio dia, quando cheguei ao topo do sacrifício. <strong>Quando me disseram que faltava apenas uns seis quilômetros, minha alma já tinha saído do corpo, e a sombra zombava da minha cara</strong>. Parei umas cinco vezes, pra me entupir de gel sei lá pra quê, barrinha de isotônico, banana seca, castanha de caju, uvas passas&#8230; até água eu tomei, neste momento de quase desistir. Doeu até a última prega, quando olhava para o horizonte, e fui ultrapassado por uma das três meninas participantes, e ouvi o &#8216;vamo tio&#8230;.&#8217;. <strong>Na última tentação sentida pelo corpo, de pensar em não chegar, fui alcançado pelo Pedrão, um curitibano de 71 anos, que xingava a mãe de todos os organizadores, e algumas ancestrais mais pregressas</strong>. Ao final, tudo se transformou em alegria, animando o trecho final, que não poderia ser pior do que isso.</p>
<p>Os últimos cem quilômetros são sempre marcados pela perda do ânimo físico, mas o aumento do moral. As dores vão aparecendo, a carne vai ardendo, mas a alegria de ver o trecho diminuindo serve como um elixir, que ajuda a lubrificar as juntas. Ao mesmo tempo, o peso do alforge vai diminuindo, pois o estoque de comida vira suor, que vai ficando pelo caminho. <strong>Foi graças ao poder de transformação da canja com ovo cozido em metano, que a potência do pedalar cresceu. Cada pum exalado equivalia a uma pedalada</strong>. E não foram poucos, durante toda a manhã. O trecho da última tarde foi um pouco mais plano, mas com muitas lombas bastante extensas até a sua totalidade. Para finalizar a brincadeira, o trânsito urbano, a falta de orientação para chegar ao objetivo, e a companhia de apenas dois novos companheiros de empreitada, com quem me juntei nos últimos quilômetros, fizeram o complemento das emoções, que só a endorfina pode proporcionar.</p>
<p><strong>Daqui de Florianópolis fomos juntos seis ciclodementes</strong>. Além do Della e do Evandro, o Jorge, nosso ilustre representante internacional, que sofreu pela derrota da sua seleção pela turma do Dunga, mas chegou bem antes que eu, e o Ronaldo, com quem pedalei praticamente todo trecho, junto o Gilmar, um ilustre camarada de Balneário Camboriu. Em grupo, conseguimos nos manter mais fortes, seja para melhorar a visibilidade, ou para compartilhar conversas e animações.</p>
<p>Apesar do rigor da prova, só tenho a registrar cumprimentos à organização, pela disponibilidade e animação da equipe, o que sempre contribui para o sucesso da empreitada. Vou me preparar para os 400 km, pra ver onde é meu limite nessa brincadeira. <strong>Andar de bicicleta é um prazer que não tem dimensão clara</strong>. Tanto nos anima nos passeios de um simples domingo, junto com a esposa, quanto essas aventuras, que nos tiram do sério, propiciando a alegria de conhecer novas pessoas, lugares e experiências. E isso não tem preço.</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>Luiz Pereira</p>
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		<title>Pereira e os 380</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 13:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 300]]></category>
		<category><![CDATA[treino]]></category>

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		<description><![CDATA[Relato de Luiz Carlos Pereira (foto) sobre o treino para o Audax 300 Não é fácil sair de casa, numa sexta feira à noite, montado numa bicicleta, para fazer uma pedalada, que tem como proposta tomar o café da manhã &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/01/pereira-e-os-380/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="photoImgDiv3675156417" style="width: 337px;"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3443/3878460326_ace8aba67f.jpg" alt="selecta para midia_0019 por você." width="335" height="500" /></div>
<p><em>Relato de Luiz Carlos Pereira (foto) sobre o treino para o Audax 300</em></p>
<p>Não é fácil sair de casa, numa sexta feira à noite, montado numa bicicleta, para fazer uma pedalada, que tem como proposta tomar o café da manhã seguinte em Blumenau, retornando à casa para o almoço. Supostamente, um trecho com 310 km de duração, ou extensão, para ser mais preciso.</p>
<p>Como eu não preciso de muita coisa para ir e vir, aonde e quando eu decidir que é hora, quando chegava a hora da partida, tanto a Ana, minha esposa, como o Chico, meu melhor amigo, perguntaram se eu estava na plenitude das faculdades mentais, visto que encarar aquele desafio, sozinho, parecia uma coisa um tanto sem sentido.</p>
<p>Mesmo sentindo uma certa saudade, a partir do primeiro minuto de jornada, segui meu caminho pelo único rumo possível, para cumprir a proposta aprovada. Avenida Pequeno Príncipe, no Campeche, seguindo pelas rodovias e avenidas da Ilha, até alcançar a Ponte Colombo Machado Salles, que liga a Ilha ao resto do Brazil varonil. Ali, pelo adiantado da hora, já era previsto uma encrenca, visto que a perspectiva de passar pela passarela, embaixo da ponte era simplesmente inviável. Diante disso, a ausência das viaturas policiais, na cabeceira insular, é sempre uma aposta. Quando presentes, tem sempre aquela conversa chata, que se resume na tentativa dos policiais de evitar a travessia nas pistas de rolamento. Quando lá cheguei, vi a faixa da direita bloqueada por cones, para proteger uma equipe de manutenção da ponte. Huli Huli&#8230;. Passei batido.</p>
<p>Seguindo pelos Estreitos Unidos, Barreiros, Serraria e Biguaçu, curti no trecho a saudade da minha infância e juventude, quando pedalava, com frequência, por pura descontração. Agora, a animação do último boteco aberto, na cidade vizinha, me apresentava à BR 101, escurecida, e seu acostamento com muitos pedriscos e cacos de vidro. Nessas horas, o farol importado, com dínamo e lanterninha traseira, resolvem piscar, com algumas apagadas, que só se resolviam com um tapa no dispositivo. Belo começo, pra quem tinha uma noite inteira pela frente.</p>
<p>A partir do vale do Rio Biguaçu, uma forte neblina passou a me acompanhar, fazendo com que a Lua, de quarto crescente, ficasse encoberta, tornando a viagem mais solitária e nebulosa. Nem a sombra me fazia companhia. Em contrapartida, a camisa, o moleton, o calção e a meia se encharcavam, começando a provocar calos nos pés, pela adaptação à sapatilha nova, e zonas de assaduras, na região de contatos com o celim e virilha. Ai que saudade do hipogloss&#8230;</p>
<p>A passagem pela Policia Rodoviária não foi muito amistosa, mas sem nenhuma obstrução. Apenas aquela vontade de parar, pra recompor o estômago, com uma porção de granola, com um café quentinho. A cada posto de combustível fechado, mostrava que o avançado da hora só aumentaria, até o fim da primeira perna da viagem, que era tomar café na terra do chope. Por isso, a chegada ao Posto do SOS Usuário da BR 101 privatizada, foi comemorado silenciosamente. Entrei, sem dar sinal no alarme, tomei água, café, fiz xixi, lavei o rosto, sem que houvesse aparecido alguém pra perguntar o que eu estava fazendo ali. Eram duas horas e vinte e seis minutos, quando eu entrei. Fiquei ali cerca de uns vinte minutos, o suficiente para consertar o fio do farol, que estava sempre se soltando e apagando.</p>
<p>Segui, animado e calado, só parando no outro ponto de apoio da rodovia, mas nem quis saber que horas eram. Só me importava o fato de faltar apenas uns 60 km para o fim do trecho e a mudança de rodovia, que, naquela hora, não estava muito movimentada. Ao contrário, os poucos veículos que passavam não eram suficientes para gerar qualquer interação. Apenas um facho rápido de luz, e o sumiço na escuridão. Na segunda parada, a porta automática se abre, sinalizando com um som a presença. Com isso, o socorrista de plantão veio me receber, anunciando que havia café fresco na cozinha. Uma breve prosa, para avaliar a viagem durou o tempo necessário para evitar que o corpo esfriasse, seguindo meu destino, tendo como companhia a madrugada e a neblina.</p>
<p>A partir da SC 470, sem ter mais nada para fazer, passei a ler a marcação no asfalto, com a quilometragem: 4  + 200, 4 + 600, 5 + 200, 5 + 400, 5 + 600, 5 + 800, 6, e assim por diante, até chegar a Gaspar, quando a rodovia dá lugar às ruas urbanas, trazendo de volta as luzes e um posto de gasolina, com uma loja de conveniência atendendo aos últimos perdidos na noite. Tomei um isotônico, uma coca cola, um guaraná, acompanhados de um saco de pipoca bilu, que era a única coisa que havia para comer. Segundo o rapaz que me atendeu, faltavam apenas 16 km, para chegar na Beira Rio, a avenida mais famosa de Blumenau.</p>
<p>Depois do lanche, segui meu caminho, passando pela frente de uma fábrica de fios de algodão, quando os funcionários trocavam de turno de trabalho. Dali para adiante, era mais visível a presença de seres humanos na rua, a maioria de bicicleta, indo ou vindo do trabalho. Logo apareceu o Estádio do SESI, anunciando Blumenau, iluminada pelos primeiros raios da manhã. Quando cheguei a um bar, na Rua Quinze de Novembro, o proprietário já estava lendo os jornais, e me informou que faltavam cinco minutos para as seis horas. Sentei, pedi um suco de laranja, um café expresso com leite e uns pães de queijo. Comi uns três, eu acho.</p>
<p>Ao tirar o abrigo corta vento, percebi que o moletom, a camisa de lã e a camiseta de malha de algodão estavam completamente encharcados. Pedi ao dono do bar parte de um jornal, colocando-o entre a camiseta e a camisa de lã, substituido o moletom por uma outra camiseta de malha, de manga comprida, para evitar a hipotermia. O corpo já começava a tremer, pelo frio e umidade. Nada agradável, principalmente por ver que o sol não saía com toda força, ao ponto de secar as roupas. Assim que cheguei, liguei para o Alessandro, que estava me esperando, para cumprirmos o segundo trecho do treino, que era a volta pra casa o mais rápido possível.</p>
<p>A volta, acompanhado, foi muito mais animada e divertida. Apesar do desconforto de andarmos em fila indiana, era possível estabelecer um papo, ao mesmo tempo que procurávamos os melhores trajetos, entre calçadas esburacadas e acostamentos cheios de tranqueiras, olhos de gato, tartarugas e afins, sem contar com os sempre presentes pardais de controle de velocidade, na maioria das vezes desligados, mas que têm um estreitamento de acostamento, nem sempre muito convidativo para as bicicletas. Nenhum trecho de ciclovia, ou coisa parecida. Apenas surpresas e buracos. Mesmo assim, o trecho ia sendo percorrido, com ritmo e raça. Paramos para um novo café, na chegada a Itajai, acompanhado de sanduiche e coca cola.</p>
<p>Até a nova parada, no posto de apoio da BR 101, pouco se conversou, pois raramente o acostamento permitia pedalar emparelhado. Apenas seguíamos adiante, com um pé em cima e outro embaixo. Apenas o tempo seguia, enquanto nós vencíamos a distância. Mais uma parada, para uma água de coco e um caldo de cana, junto ao Posto da Polícia, em São Miguel, fechando o trecho onde nos despedimos, no Estreito, quando o hodômetro do Alessandro marcava a marca de 168 km, por volta de uma e meia da tarde. Dali pra adiante, segui, sozinho, o resto que me tocava, até chegar em casa, no Campeche, às quinze horas e trinta minutos. Completava, assim, um percurso que totalizaria cerca de 380 km, em dezoito horas de pedalada.</p>
<p>Não preciso nem dizer que após o banho, caí na cama, só acordando no domingo, por volta de seis da manhã, quando comecei a analisar os resultados físicos. Mãos dormentes, dois enormes calos, na sola e no dedo mínimo, do pé direito, uma enorme assadura na virilha, outras tantas no traseiro, e uma certa dificuldade de caminhar. Para minha felicidade, quando fui pegar a bicicleta, para acompanhar meu amigo chico até a praia, onde tomamos uma cerveja pra comemorar, percebi que o pneu traseiro estava vazio. Um pequeno fio de aço daqueles que se despreendem dos pneus dos carros, estava ficando no meu, que se manteve cheio pela pressão do peso do corpo. Mais feliz em fiquei, quando consertei o pneu, foi quando percebi que minha bomba não conseguiria enchê-lo, pois recentemente troquei de aro, que deixa o pino bastante enterrado, sem que a bomba consiga abrir o bico. Fico imaginando como eu ficaria sem graça, tendo que empurrar a bici, na rodovia, sem condições de trocar e consertar, caso houvesse um furo na viagem.</p>
<p>Com mais esta brincadeira, creio que esteja pronto para encarar o próximo desafio, de 300 km, em Criciuma, nos dias 5 e 6 de setembro, quando esta proposta de pedalada de repetirá, agora &#8216;oficialmente&#8217;. Pelo menos, consegui testar a distância proposta pelo Audax, completando o percurso no tempo esperado.</p>
<p>Pedindo desculpas pela extensão do relato, quis compartilhar esta experiência com alguns amigos, agradecendo especialmente meu camarada Alessandro, que botou fé na brincadeira e estava em Blumenau na hora certa, para que minha viagem não sofresse uma pausa na continuidade.</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>Pereira</p>
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		<title>Ilhas e Serra do Mar no Paraná</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 20:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresentamos as fotos da Expedição pela Ilhas da Baía de Paranaguá, Guaraqueçaba e Morretes, com trecho de trem atravessando a Serra do Mar, realizada em julho. Aos colegas que não puderam estar presentes, comunicamos que esse roteiro será repetido no &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/07/14/ilhas-e-serra-do-mar-no-parana/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentamos as fotos da Expedição pela Ilhas da Baía de Paranaguá, Guaraqueçaba e Morretes, com trecho de trem atravessando a Serra do Mar, realizada em julho.<br />
Aos colegas que não puderam estar presentes, comunicamos que esse roteiro será repetido no verão. Nos próximos informativos, mais detalhes sobre o evento!</p>
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		<title>Ela enfim apareceu</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 18:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de duas edições sem a participação da principal personagem, dessa vez ela apareceu! Cheia e brilhante, logo após nascer, e nós estávamos na prainha escondida atrás do costão da Joaca para recebê-la. Antes disso, fizemos um delicioso passeio à &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/07/01/ela-enfim-apareceu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de duas edições sem a participação da principal personagem, dessa vez ela apareceu! Cheia e brilhante, logo após nascer, e nós estávamos na prainha escondida atrás do costão da Joaca para recebê-la.<br />
Antes disso, fizemos um delicioso passeio à beira da Lagoa da Conceição, pelo Canto dos Araçás, início da Trilha da Costa e visita à Igrejinha. Eis as imagens dessa luminosa pedalada. Divirtam-se!</p>
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		<title>PedaLua eclíptico</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2007 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte! E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/03/03/pedalua-ecliptico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte!</p>
<p>E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão da Joaquina, local escolhido para presenciar o espetáculo.</p>
<p>E a sombra foi se adensando cada vez mais, até que a Lua desapareceu por completo. Nesse momento estávamos a meio caminho entre a Joaquina e o Campeche, pedalando pela praia, com o pulsar de faróis e lanternas das bicis como os únicos lâmpejos dentre o negrume quase total.</p>
<p>Areias fofas pintaram, é certo, mesmo com as tábuas de maré indicando horário de baixamar. Mas ninguém esmoreceu, uns se molharam, outros deram aquela providencial empurrada na magrela e enfim chegamos a um ponto de onde era viável deixar a praia. Antes, além do mar a leste, somente dunas a oeste, portanto opção descartada.</p>
<p>No caminho litorâneo-arenoso-noturno, destaque para uma fogueira e três surfistas com as pranchas espetadas na praia, um visual meio &#8220;O Havaí é aqui&#8221;. E para um pobre golfinho, que jazia na areia com sinais de ferimento, possivelmente vítima de rede.</p>
<p>E ainda, um providencial bar instalado na beira da praia aguardando um lual que aconteceria mais tarde. Com direito a água de côco, milho cozido e bebidas geladas, no exato ponto onde voltamos para caminhos mais civilizados &#8211; parada obrigatória, teve até quem aproveitou para um banho de mar com plânctons cintilantes.</p>
<p>Depois retornamos ao ponto de partida, passando pela Lagoa Pequena e pelo Canto da Lagoa. E a Lua, saudando os pedalantes, despiu-se da penumbra e mostrou-se cheia novamente tão logo chegamos ao centrinho da Lagoa.</p>
<p>E agora, aguardamos mais uma volta do seu ciclo!</p>
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		<title>É Carnaval &#8211; Chuva, suor e pedal !</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Feb 2007 18:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Rancho Queimado]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Amaro da Imperatriz]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/17/e-carnaval-chuva-suor-e-pedal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros de altitude, no município de Rancho Queimado. Iniciamos nossa jornada em uma estrada que, apesar de asfaltada, valeu a pena: são alguns km de descida até Angelina. Ali fizemos uma pequena pausa para um lanche e ajustes nas bicis, pois a pedalada estava apenas começando&#8230;</p>
<p>Na saída de Angelina já inicia a primeira subida forte, onde o sol voltou a aparecer. Dali até a divisa com São Pedro de Alcântara, mais subidas fizeram a galera sentir o nível do verão catarinense, mesmo na serra. Fizemos um lanche rápido de frutas, pois sabíamos que dali em diante o caminho desce acompanhando o Rio da Rocinha, passa pelo Caminho dos Tropeiros, trecho de estrada antiga feito de pedras, chegando ao centro da cidade.</p>
<p>Em pleno carnaval, não havia muitas opções e ficamos no sanduíche, acrescido do delicioso queijo e pão alemão que o viajante Mario trouxe. Um sorvete per capita, a obrigatória foto em frente à rósea catedral de São Pedro e retomamos estrada. Apenas poucos minutos e estávamos novamente em estrada de terra, descendo ao lado do Rio Matias. Chegando a Santo Amaro da Imperatriz, fizemos uma parada rápida na matriz da rede de hipermercados &#8211; cujo nome empresta da cidade &#8211; que conta inclusive com uma inusitada estátua do fundador na entrada da loja.</p>
<p>Um pequeno morro nos separava do Hotel, onde tomamos um merecido banho de piscina após um dia tão quente. Fomos para o restaurante a pé, e o jantar foi deliciosamente sonífero.</p>
<p>A água tomou a cena no segundo dia. Em frente à janela, a piscina cor de anil e percorrendo o olhar pela vista, víamos ao lado do Hotel o Rio Cubatão, que abastece as pessoas de água e endorfina, caso queiram descer suas corredeiras. Nosso destino, Águas Mornas, cidade onde um dia se tinha acesso público às águas termais, hoje monopolizadas por um grande hotel.</p>
<p>Após o centro do município, um caminho de terra serpenteia morro acima até a Vargem Grande, próximo à BR-282. Dali, um típico caminho do sertão nos leva à cachoeira do Quirino, que após a morte do patricarca que a batiza tem hoje seu acesso conturbado devido às desavenças entre os dez herdeiros. Proibidos de entrar e curtir um banho que sabíamos ser maravilhoso, fomos salvos pelo jogo de cintura da nossa companheira Cris, que convenceu o representante do clã, mesmo ele com faca de churrasco na mão&#8230; <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Claro que valeu a pena, não só pela vontade louca que estávamos pelo banho, pois a cachoeira é realmente deliciosa, pela sua queda d’água forte e gelada e o poço, negro de tão profundo. Agradecemos a cortesia da família, com a esperança de poder continuar a desfrutar daquela maravilha que é de todos os seres desta terra.</p>
<p>Fizemos um lanche à beira do rio, de onde saímos acompanhados da água, essa vinda de cima. O descida da volta respingava lama fina para todos os lados e a parada foi direto no chuveiro. A chuva persistiu e após o almoço não se via cara animada com o pedal proposto para a tarde. Pudera, o programa era subir 4 km e sguir por um vale para&#8230; ver água! Nem mesmo a garantia de que Vargem do Braço é maravilhoso adiantou. O jeito foi seguir a trilha que segue paralela ao rio Cubatão, admirando seus remansos.</p>
<p>Sem pedal à tarde, todo mundo estava pilhado na sessão de fotos que fizemos à noite no Hotel, cujo dono Sr Roberto se mostrou um grande admirador de cachaça, com exmplares curtidos com butiá e lichia. Não fosse a pizza que recheou nossas barrigas, pobres de nós no dia seguinte&#8230;</p>
<p>Acordamos, chuva. Café da manhã, chuva. Preparar a bagagem e bicis, chuva&#8230; o jeito foi colocar a jaqueta, cerrar os olhos e partir! Felizmente, após o primeiro km o corpo já se acostuma, e logo adiante nem mais percebíamos que a chuva já tinha acabado.</p>
<p>Assim como, ao percebemos, já tínhamos rodado 15 km e chegado à cascata Cobrinha de Ouro. Em princípio íamos fazer só o lanche, mas ninguém resistiu a se molhar naquelas quedas. Um tantinho de papo pro ar, afinal numa viagem dessa o importante é contemplar&#8230;</p>
<p>Ainda curtimos mais um bom trecho à beira do rio Cubatão, até o início do calçamento que nos levou à Enseada do Brito. Pequena vila de pescadores, espremida de um lado pela Serra do Tabuleiro, do outro por uma baía abrigada dos ventos nordeste e sul, hoje a enseada conta com a renda extra dos cultivos de mariscos e ostras. Surpreendente com a menos de 200m da BR-101, dali não se vê movimento ou se ouve barulho dos veículos, uma paz só.</p>
<p>Esperamos ao lado da igreja, ladeada por imponentes e centenárias palmeiras-reais. Após embarcarmos na baleeira Corsário, rumo à ilha de Santa Catarina, por um bom tempo ainda víamos as árvores ao olhar para trás. Em frente havia o vento sul, gelado, que vez em quando jogava um espirro d’água em cima de nós. O capitão Zezinho, de bermuda, nem mudava sua semblante tranqüila enquanto nos aproximávamos lentamente da Caieira da Barra do Sul.</p>
<p>Não foi cambinado, mas pareceu: bastou terminar de nos vestir e ir ao banheiro para recomeçar , o carro de apoio, que deu toda a volta pela ponte, voltou à nossa companhia. A parte final da viagem, subindo a parte sudoeste da ilha, foi fácil: primeiro, asfaltaram o último trecho de terra da estrada.. <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />   O caminho cheio de curvas, nos revelava prainhas covidativas e inúmeros cultivos de ostras. O vento colaborou soprando forte a favor, é logo estávamos passando pela igreja e casario do Ribeirão da Ilha, uma dos distritos mais antigos da ilha &#8211; e o mais preservado.</p>
<p>Não podia ser de outro jeito, fechamos a viagem à beira do mar, degustando um filezinho de peixe, além de muitas e suculentas ostras. Vez por outra em meio à refeição, ao olhar pela janela, víamos o mar e a montanha nos acenando:</p>
<p>- Até a proxima viagem, aqui nos Caminhos do Sertão!</p>
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		<title>Lua Cheia e Baleias na Independência</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Sep 2006 17:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Espraiado]]></category>
		<category><![CDATA[Garopaba]]></category>
		<category><![CDATA[Imbituba]]></category>
		<category><![CDATA[Palhoça]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Rota das Baleias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já passava de meio-dia e meia quando nossa comitiva, a bordo de uma caminhonete e um micro-ônibus, desembarcou na praia de Itapirubá (município de Imbituba). Houve atraso e a vilã, como sempre, foi a BR 101, onde um acidente ocorrido &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/09/07/lua-cheia-e-baleias-na-independencia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já passava de meio-dia e meia quando nossa comitiva, a bordo de uma caminhonete e um micro-ônibus, desembarcou na praia de Itapirubá (município de Imbituba). Houve atraso e a vilã, como sempre, foi a BR 101, onde um acidente ocorrido na manhã da Independência implicou em congestionamento que já ultrapassava os 6 km.</p>
<p>Desviando dessa fila, ao menos fomos recompensados pelo visual das dunas do Macacú e da praia de Siriu, percorrendo a estrada de terra alternativa que une Paulo Lopes a Garopaba.</p>
<p>Em Itapirubá, não demorou muito para que elas dessem o ar da graça. Fomos recepcionados por duas baleias, saudando-nos com suas evoluções num ponto relativamente próximo da praia. Que alívio; imagina se elas não aparecem, depois de tamanha propaganda que fizemos? Mas é setembro e nessa época as francas, batizadas assim pela facilidade com que eram mortas para virar óleo, nadam por aqui em busca de águas mais aconchegantes para parir e amamentar. Ainda veríamos outras pelo caminho.</p>
<p>O vento nordeste, gelado e contrário ao nosso rumo, marcou a pedalada logo de início. No ermo de Itapirubá, os cicloviajantes espalhados pela areia da praia compunham colorida paisagem, adornada ainda pelo céu cristalino e o mar mexido. Bravamente desafiando o vento contra, nosso grupo de 20 pedalantes &#8211; dos quais 9 eram mulheres, demonstrando que é fato a preferência feminina pelo cicloturismo &#8211; seguiu até a Vila, de onde abandonamos a praia e atravessamos a cidade por asfalto.</p>
<h3>Baleia com lua cheia: a rima que se confirmou!</h3>
<p>A primeira parada foi no Museu da Baleia Franca, ainda em Imbituba. Instalado em prédio histórico, reformado a partir das ruínas de um antigo centro processador de baleias, o museu conserva curiosos e mórbidos equipamentos da carnificina imposta aos cetáceos, em tempos nem tão distantes assim (a última estação baleeira de SC parou de funcionar em 1973). Fornos de autoclave enormes, ali expostos, derretiam os bichos, reduzindo-os a óleo que queimava em alguma lamparina ou trazia liga à argamassa. Conta-se que a fedentina em derreter as baleias era tamanha que nem os próprios trabalhadores do local suportavam.</p>
<p>Museu visitado, é hora de partir &#8211; o Souza já acionou a sirene da sua magrela, como sempre fez para chamar o grupo ao final de cada parada para descanso. A maré já estava alta e não foi possível pedalar pela praia da Ribanceira. Tocamos por estradinha paralela, com o mar sempre a vista, as baleias vez ou outra,  até Ibiraquera. Contornamos uma parte da lagoa de mesmo nome, com o sol se pondo e desenhando silhuetas no horizonte. Logo que chegamos na praia do Rosa, anoiteceu e a lua se apresentou, em princípio tímida, guardada por nuvens.  Eu não vi, porque fui deixar as bagagens na pousada, mas os outros 19 me contaram que o tal mamífero gigante também apareceu nesse exato momento - baleia com lua cheia, eis que a rima se confirmou !!</p>
<p>Ocupamos 6 quartos da confortável pousada Rosa e Canela. Gabriela, a proprietária, merece créditos pelo excelente atendimento. Instalações impecáveis e um café da manhã estilo colonial &#8211; bela &#8220;sustança&#8221; para encarar o segundo dia de pedaladas! Deixamos o Rosa e apontamos para oeste, no rumo do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.</p>
<h3>Recanto Belo, um refúgio no sertão</h3>
<p>Atravessamos a BR 101 na altura da Penha, bairro de Paulo Lopes. A partir daí, entramos no verdadeiro espírito dos Caminhos do Sertão: estradinhas rurais, pouco movimentadas e com a paisagem do mar de montanhas ao fundo. Esse cenário é ainda mais marcante na altura do Espraiado, um morro onde a mata é mais densa e pujante e o único sinal de civilização é a estrada que percorremos. Ladeira abaixo, passamos pelo CRETA (Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas) e em seguida chegamos ao Recanto Belo, ponto do segundo pernoite.</p>
<p>O Recanto pertence ao Heinz, um suíço de 77 anos que construiu um refúgio de conto de fadas em pleno sertão de Paulo Lopes. Jardins de aparência imaculada, um lago coalhado de tilápias e uma sala de estar com decoração requintada compõem o ambiente. Nossas acomodações eram duas cabanas a 300 metros da sede, onde dormiu metade do grupo. A outra metade acampou ali perto &#8211; de noite, as rajadas de vento nordeste foram assustadoras!</p>
<p>Pouco depois que chegamos ao Recanto, fomos guiados pelo Sidnei, morador local, numa caminhada pela mata com rumo a uma bela cachoeira. A água estava fria de doer os ossos, o que não impediu alguns de nossos cicloviajantes de tomar um bom banho. Logo voltamos à trilha para o percurso de volta, que ainda demoraria quase uma hora. O sol já ia sumindo, e ninguém estava disposto a enfrentar a mata de noite.</p>
<p>A carioca Vitória, esposa de Heinz, auxiliada pela empregada Rosa, preparou-nos farto jantar. Destaque para as tilápias fritas, criadas ali mesmo na propriedade. Antes de dormir, divertimo-nos assistindo as fotos dos dois dias de pedaladas, a beira da fogueira, onde mais tilápias estalavam para nos servir de petisco.</p>
<h3>Travessia cancelada</h3>
<p>Na manhã seguinte, o vento nordeste, que já durava três dias, parecia ter acalmado. Essa condição era um pré-requisito para que pudéssemos atravessar a baía Sul com segurança, de barco, entre a praia do Sonho (continente) e a Caieira (Ilha de Santa Catarina, Floripa). Ocorre que, no decorrer da manhã, o vento forte passou novamente a predominar. Ao ligar para o capitão do barco, recebi a frustrante notícia de que a travessia havia sido cancelada em virtude do mau tempo, confirmando o que já havia previsto na noite anterior.</p>
<p>Ficamos surpresos; pessoalmente, eu havia feito essa travessia pelo menos uma dezena de vezes, e nunca houve problema. A solução foi adotar uma rota alternativa, que evitasse a BR 101 e nos conduzisse a Ilha da melhor maneira possível. Desviamos pelo Maciambu, próximo ao Morro dos Cavalos, onde há uma aldeia guarani ancestral que hoje é seriamente ameaçada pela rodovia.</p>
<p>Passamos pela Enseada do Brito, o maior distrito de Palhoça, marcada pela arquitetura açoriana e os incontáveis cultivos de ostras e mariscos. Na localidade de Sul do Rio, aponte pênsil sobre o rio Cubatão (maior manancial da grande Florianópolis) me causou vertigem ? afinal, enquanto os colegas a atravessaram pedalando, eu passei dirigindo a caminhonete de apoio (com reboque), e sempre dá uma ligeira impressão de que aquele troço vai desabar!</p>
<p>Depois da providencial pausa para almoço &#8211; tão farto que queríamos levar as marmitas <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> , entramos em ambiente urbano. Ponte do Imaruim, em Palhoça; centro histórico e avenida beira-mar, em São José; via Expressa e passarela da ponte Pedro Ivo, em Floripa. Fim da viagem, estávamos prestes a chegar no Largo da Alfândega e comemorar a agradável viagem, ansiedade e cansaço já eram grandes.</p>
<p>Nos últimos 200 metros um cicloviajante vai ao chão. Na passarela entre o Centrosul e o Direto do Campo, um degrau absolutamente inútil no meio da rampa foi o vilão da queda do Phil, um colega que nos acompanha desde a primeira viagem dos Caminhos do Sertão. Camarada Phil, aproveitamos para te enviar todas as boas vibrações, desejando que a recuperação seja breve e que volte logo a cicloviajar conosco! E à Prefeitura de Florianópolis, fica o toque de consertar tal passarela urgentemente!</p>
<p>Finalizando, um pequeno agradecimento a todos nossos cicloviajantes dessa última viagem:</p>
<ul>
<li>Nara, que viajou pela terceira vez conosco, sempre encantada com todas as novidades dos Caminhos;</li>
<li>Mário, que se aposentou justamente na semana da viagem, e agora promete uma nova vida de pedaladas pela frente (agradeço o apelido de Poeta que me deste, valeu!);</li>
<li>Souza, transbordando juventude aos 57 anos, sempre nos fazendo rir com suas piadas e a escandalosa sirene de sua magrela;</li>
<li> às colegas Viviane e Gisele, que vieram de Curitiba especialmente para pedalar conosco e que pelo astral constante, demonstraram ter gostado da idéia ;</li>
<li> às irmãs Tati (que veio de São Paulo) e Ju (que, como o Phil, é pioneira dos Caminhos do Sertão), sempre passando com um sorriso;</li>
<li> Carine, que começou a pedalar há um mês, e já se declarou viciada. Com um vício desse, você vai longe, amiga ? basta trocar o band-aid pelo sofá-cama!;</li>
<li> Claudia, que veio de Curitiba e jamais havia andado tanto de bicicleta, mas surpreendeu a todos mandando muito bem até o final;</li>
<li>Renato, grande entusiasta e apoiador dos Caminhos do Sertão, que parece menino fazendo evoluções com sua Trek;</li>
<li>Adilson, sarrista de primeira, sempre brincalhão e bem-humorado;</li>
<li>Alê, surfista-pedalante, vira e mexe divertindo a turma com seu jeitão hilário;</li>
<li>Flavia, com seu indefectível sorriso no canto da boa (né Fla?), e autora do pão que já virou atrativo em nossas viagens (cuja receita é guardada a sete chaves);</li>
<li>Fernando, com sua bici de rodas enormes e estoque de delícias integrais, e que descobrimos já ter pedalado conosco nas Bicicletadas</li>
<li> Silvana, sempre guerreira, a vontade com seu ritmo e também amiga antiga dos Caminhos do Sertão;</li>
<li> aos guias Dudu, Jou e Pereira, sócios de agora, amigos de sempre.</li>
</ul>
<p>Forte cicloabraço a tod@s, e até a próxima, em outubro!</p>
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