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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; relato de viagem</title>
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		<title>Cicloturismo entre a Serra e o Mar no Paraná</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[novidade]]></category>
		<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[expedição ilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Lagamar]]></category>
		<category><![CDATA[paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Serra do Mar]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2010 partimos de Curitiba para uma semana de pedal pela região da Serra da Graciosa até o Parque Nacional do Superagüi, passando por alguns dos locais que fazem parte do nosso roteiro Expedição Ilhas do Lagamar &#38; Serra do Mar. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/11/01/cicloturismo-entre-a-serra-e-o-mar-no-parana/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm7.static.flickr.com/6045/6302814251_3541959e48_z.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
<p>Em 2010 partimos de Curitiba para uma semana de pedal pela região da Serra da Graciosa até o Parque Nacional do Superagüi, passando por alguns dos locais que fazem parte do nosso roteiro <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/lagamar/">Expedição Ilhas do Lagamar &amp; Serra do Mar</a>.</p>
<p>Para dar um gostinho, o <strong>relato e fotos</strong> desta aventura você pode conferir na matéria publicada na revista <em>Aventura &amp; Ação</em> e agora disponível na integra no portal <em>EcoViagem</em>,<strong><a href="http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/livros-revistas-e-jornais/revista-aventura-acao/entre-a-serra-e-o-mar-do-parana-13753.asp">veja aqui!</a></strong></p>
<p>Vale lembrar que esta foi uma cicloviagem autônoma e que no caso do nosso roteiro de 12 a 15/novembro/2011 contaremos com guias e até um barco de apoio para as bagagens – quer participar?<a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/lagamar/"> Inscreva-se!</a></p>
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		<title>Uma semana de natureza, cultura e muito pedal no Vale Europeu</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 19:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[circuito vale europeu]]></category>
		<category><![CDATA[vale europeu]]></category>

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		<description><![CDATA[Companheirismo, cultura alemã e italiana, comida farta, cachoeiras. Nossa viagem ao Vale Europeu, que neste ano percorreu o circuito completo, teve uma infinidade de paisagens e acontecimentos. O grupo, que pela primeira vez em nossa história teve apenas homens, estava &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/10/17/uma-semana-de-natureza-cultura-e-muito-pedal-no-vale-europeu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><img title="Coqueiros" src="http://farm7.static.flickr.com/6044/6254993676_ed65be90ae.jpg" alt="" width="500" height="334" />Companheirismo, cultura alemã e italiana, comida farta, cachoeiras. Nossa viagem ao Vale Europeu, que neste ano percorreu o circuito completo, teve uma infinidade de paisagens e acontecimentos.</p>
<p><img title="Cascata de Rodeio" src="http://farm7.static.flickr.com/6166/6254969386_cff4a4ab90.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>O grupo, que pela primeira vez em nossa história teve apenas homens, estava divertidíssimo. Tivemos a companhia dos “garotos” Roberto, Hugo, Nikola e Gaeta, do grupo Pedal da Praia de São Paulo, além dos amigos multinacionais Germán, Alcyr, Fabrício e José. Todos com um ótimo ritmo de pedalada, o que adiantou o horário de chegada em todos os dias. Isso que a média de idade foi de 57 anos!</p>
<p><img title="Dr Pedrinho" src="http://farm7.static.flickr.com/6216/6254983404_7af931d8c8.jpg" alt="" width="500" height="334" />Durante o trajeto, o sol se alternou com tempo perfeitamente nublado na maior parte do tempo, e só pegamos chuva mesmo no dia entre a cachoeira do Zinco e Dr. Pedrinho, que transformou os que pedalaram em meninos empolgados.</p>
<p><img title="Mundo Antigo" src="http://farm7.static.flickr.com/6171/6254409989_06c78c5c1a.jpg" alt="" width="500" height="334" />As culturas alemã e italiana foram muito bem representadas na hospedagem e gastronomia: em Pomerode, a Pousada Mundo Antigo em estilo enxaimel combinou com o jantar típico alemão da Cervejaria Schornstein, com direito até a Eisbein (Joelho de porco), além é claro dos diversos tipos de chopp tirados na hora. Rodeio, cidade de colonização italiana, nos recepcionou com o jantar (e histórias) do Restaurante Caminetto, regado a vinho da Vinícola San Michelle, que fica bem no nosso caminho.</p>
<p><img title="Rios" src="http://farm7.static.flickr.com/6220/6254464041_cb74bdfd0e.jpg" alt="" width="500" height="334" />Abaixo, alguns dos melhores momentos da pedalada. Aos viajantes e condutores, nosso especial agradecimento por fazerem desta uma viagem tão tranquila e divertida! Se tiverem fotos na internet, compartilhem os links nos comentários!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" /><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627792093923%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627792093923%2F&amp;set_id=72157627792093923&amp;jump_to=" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627792093923%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627792093923%2F&amp;set_id=72157627792093923&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>De cima do selim da bicicleta: – Baleias à vista!</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/09/28/de-cima-do-selim-da-bicicleta-baleias-a-vista/</link>
		<comments>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/09/28/de-cima-do-selim-da-bicicleta-baleias-a-vista/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 19:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro encontro com elas foi logo no início da cicloviagem ainda em Imbituba na praia da Ribanceira, num 7 de setembro nublado mas que não desanimou o grupo de cicloturistas a caminho de Floripa. As Baleias Franca, a cada &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/09/28/de-cima-do-selim-da-bicicleta-baleias-a-vista/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm7.static.flickr.com/6163/6193339260_634f19e8f5_z.jpg" alt="" /></p>
<p>O primeiro encontro com elas foi logo no início da cicloviagem ainda em Imbituba na praia da Ribanceira, num 7 de setembro nublado mas que não desanimou o grupo de cicloturistas a caminho de Floripa. As Baleias Franca, a cada ano mais presentes no litoral catarinense, nos presentearam com o aceno de suas nadadeiras em diversos momentos durante os 5 dias de pedal. Aliás, em todos os dias houve alguma avistagem de nossas amigas cetáceas.</p>
<p>O clima que não colaborou muito nos primeiros dias, acabou virando num final de semana ensolarado, coroando a chegada na ilha com a travessia de barco e mais baleias pelas praias do leste e sul de Florianópolis.</p>
<p>Mas não foi apenas contemplação, muito pedal e visitas temperadas de informação e cultura local completaram a aventura pelas diversas praias e cidades do percurso.</p>
<p>Confira abaixo as fotos desta cicloviagem, ou <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157627651399007/">acesse o álbum no flickr</a>.</p>
<p>Até a próxima!<br />
<em>– Saiba mais sobre este roteiro em <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/destinos/baleias/">Rota das Baleias</a></em></p>
<div id="photo_6192800925">
<div><object style="font-size: 16px; line-height: 24px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="533" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" /><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627651399007%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627651399007%2F&amp;set_id=72157627651399007&amp;jump_to=" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="font-size: 16px; line-height: 24px;" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="533" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=107931" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627651399007%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157627651399007%2F&amp;set_id=72157627651399007&amp;jump_to="></embed></object></div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia &#8211; veja como foi a viagem de Páscoa</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/29/circuito-de-cicloturismo-acolhida-na-colonia-veja-como-foi-a-viagem-de-pascoa/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 23:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Anitápolis]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito de Cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Rancho Queimado]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Rosa de Lima]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro dias de tempo bom, muita pedalada (e subidas), hospitalidade e boa comida. Este pode ser o resumo de nossa viagem pelo Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia. O feriado de Tiradentes (dia 21) neste ano emendou com a sexta &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/29/circuito-de-cicloturismo-acolhida-na-colonia-veja-como-foi-a-viagem-de-pascoa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm6.static.flickr.com/5306/5662039458_b66cbe612d.jpg" alt="Imponente" width="500" height="334" /><br />
Quatro dias de tempo bom, muita pedalada (e subidas), hospitalidade e boa comida. Este pode ser o resumo de nossa viagem pelo Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia. O feriado de Tiradentes (dia 21) neste ano emendou com a sexta de Páscoa (dia 22), o que  possibilitou uma viagem de 4 dias. No início, fomos de Van a Rancho Queimado, cidade bem próxima a Florianópolis, localizada no topo da Serra. Ali almoçamos na Pousada Bauer e após o descanso e preparativos, iniciamos nossa primeira pedalada.</p>
<p>Foram 35 km, passando pelas localidades da Linha Scharf, Rio Pequeno e Taquaras. Entre as comunidades várias ladeiras, com um total de 710m de descidas e subidas acumuladas. No meio do caminho, paramos no Engenho Junckes, associado à Acolhida, para desfrutar de vários copos de caldo de cana com um sabor especial, pois foram feitos com cana orgânica moída em engenho movido a roda d&#8217;água<a href="../wp-content/uploads/2011/04/edson-02.jpg"><img title="edson 02" src="../wp-content/uploads/2011/04/edson-02.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Gastamos metade do caldo tomado na subida após o engenho, que felizmente  foi seguida de uma deliciosa descida (o Henrique gostou tanto que  comprou um terreno ali mesmo).  Em seguida, mergulhamos na História ao  visitar a antiga Casa de Campo do governador Hercílio Luz, hoje  patrimônio dos catarinenses através do Governo Estadual.</p>
<div>
<div id="imageContentZoom10">
<div>
<div id="imageContentZoom10"><a href="../wp-content/uploads/2011/04/edson-01.jpg"><img title="edson 01" src="../wp-content/uploads/2011/04/edson-01.jpg" alt="" width="500" height="337" /></a><em><br />
</em></div>
</div>
</div>
</div>
<p>A outra metade do caldo foi no morro que nos levou de volta à Pousada Bauer, sob o céu estrelado e Rancho Queimado.<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5310/5661184542_ef1536f69f.jpg" alt="Céu das encostas" width="500" height="334" /></p>
<p>No segundo dia, percorremos a localidade de Queimada Grande, com visual para os campos de altitude do Alto da Boa Vista, antes de descer rumo a Anitápolis<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5184/5660809631_375c30d5f1.jpg" alt="Visual do Alto da Boa Vista - Rancho Queimado" width="500" height="334" /><br />
<em>Queimada Grande <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157626465794179/"></a></em></p>
<p>No caminho, um lanche reforçado para seguir pedalando&#8230;<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5182/5661340337_9f44b7d43a.jpg" alt="Lanche em Rio Pinheiros - Anitápolis" width="500" height="334" /></p>
<p>&#8230; seguido de um banho para refrescar, no Rio Braço do Norte</p>
<p><img src="http://farm6.static.flickr.com/5229/5661343061_53e58b424a.jpg" alt="Refresco no Rio Braço do Norte" width="500" height="334" /></p>
<p>Para coroar o dia, um encontro inusitado com violeiros em Rio do Ouro<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5109/5661344309_78ba3e6f96.jpg" alt="Encontro com os violeiros do Rio do Ouro" width="500" height="334" /></p>
<p>O tempo iniciou fechado no terceiro dia. De nossa mesa do café, normalmente veríamos o vale do Rio da Prata, mas só dava para enxergar a horta orgânica que abasteceu nosso delicioso jantar<br />
<img class="alignnone" title="Recanto das Cachoeiras" src="http://farm6.static.flickr.com/5150/5661911498_404408b81b.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Mesmo assim fomos pedalar vale acima, e pudemos colher morangos totalmente livres de agrotóxicos diretamente da plantação<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5263/5661348419_0015c27528.jpg" alt="Henrique procura morangos" width="500" height="334" /></p>
<p>Com a chuva, a cachoeira do Rio da Prata ficou ao longe. Em compensação os bolinhos de batata da Família Schüller estavam deliciosos!<a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/edson-03.jpg"></a></p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2011/04/edson-03.jpg"><img title="edson 03" src="../wp-content/uploads/2011/04/edson-03.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>Acompanhamos o vale do rio até bem próximo à Pousada Vitória, sem Santa Rosa de Lima. Além de dormimos e comermos muito bem, enquanto a equipe cuidava das bicicletas<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5223/5661918252_6a9e0058ca.jpg" alt="Lubrificação das bicicletas" width="500" height="334" /><br />
os pedalantes puderam curtir o lindo jardim da Pousada e experimentar o mel de abelhas nativas diretamente da colmeia<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5308/5661922234_a3f35be758.jpg" alt="Mel direto da fonte" width="500" height="334" /></p>
<p>Hora de pedalar, que iniciou com uma emocionante descida ao vale<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5230/5661923842_8c4d051c32.jpg" alt="Natureza bruta" width="334" height="500" /><br />
seguida de alguns sobe-e-desce até a Cachoeira May, local de nosso lanche<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5221/5662036182_5561089b6d.jpg" alt="Cachoeira May - Santa Rosa de Lima" width="334" height="500" /></p>
<p>Após um curto trecho de asfalto sem trânsito algum de carros,<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5070/5662041430_f85ac5507b.jpg" alt="Roteiro Cachoeira May - Santa Rosa de Lima" width="500" height="334" /><br />
galgamos a última subida rumo à simpática localidade de RIo Bravo Alto,<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5062/5662043826_40473a20f2.jpg" alt="Rio Bravo Alto - Santa Rosa de Lima" width="500" height="334" /></p>
<p>de onde despencamos para o Balneário Termal Paraíso das Águas, onde almoçamos e pudemos relaxar antes da volta para casa.</p>
<p>A tod@s participantes, agradecemos a companhia e parabéns pela garra nos caminhos das Encostas da Serra. Um abraço e nos vemos em breve!<br />
<img src="http://farm6.static.flickr.com/5065/5661477795_441bdde16a.jpg" alt="Nosso grupo" width="500" height="334" /></p>
<p>Confira todas as fotos da pedalada, nos álbuns da Equipe CdS e dos viajantes Edson Passold (autor de algumas das fotos deste post) e Jorge Marmion, que também fez alguns videos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626465794179%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626465794179%2F&amp;set_id=72157626465794179&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="350" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626465794179%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626465794179%2F&amp;set_id=72157626465794179&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Fotos de Jorge Marmion</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F9551618%40N02%2Fsets%2F72157626575919326%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F9551618%40N02%2Fsets%2F72157626575919326%2F&amp;set_id=72157626575919326&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F9551618%40N02%2Fsets%2F72157626575919326%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F9551618%40N02%2Fsets%2F72157626575919326%2F&amp;set_id=72157626575919326&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Video de <a href="http://www.youtube.com/user/jorgemarmion" target="_blank">Jorge Marmion</a></p>
<p><iframe width="600" height="450" src="http://www.youtube.com/embed/gZ9XKJC0l6o" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Fotos de <a href="https://picasaweb.google.com/dirsegs/PedalDaPascoa21A24DeAbrilDe2011CircuitoAcolhidaNaColonia?authkey=Gv1sRgCK21za6XrKbWNw&amp;feat=email#" target="_blank">Edson Passold</a> (clique <a href="https://picasaweb.google.com/dirsegs/PedalDaPascoa21A24DeAbrilDe2011CircuitoAcolhidaNaColonia?authkey=Gv1sRgCK21za6XrKbWNw&amp;feat=email#">no link</a>)</p>
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		<title>Folia na Serra: Carnaval 2011 em Urubici</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/30/folia-na-serra-carnaval-2011-em-urubici/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2011 17:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste Carnaval, 25 pessoas contrariaram o dito que o Brasil é país do samba e calor. Fomos curtir Urubici, joia da Serra Catarinense, a pedal. O tempo colaborou e tivemos sol todos os dias. Apenas no último dia, na Serra &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/30/folia-na-serra-carnaval-2011-em-urubici/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm6.static.flickr.com/5227/5574130723_fde24f83ab.jpg" alt="Urubici no Carnaval 2011" width="500" height="334" /><br />
Neste Carnaval, 25 pessoas contrariaram o dito que o Brasil é país do samba e calor. Fomos curtir Urubici, joia da Serra Catarinense, a pedal.</p>
<p>O tempo colaborou e tivemos sol todos os dias. Apenas no último dia, na Serra do Corvo Branco, a chuva nos pegou &#8211; pudera, estávamos numa parede a 1200m de altitude, em meio às nuvens!  Por isso não há fotos de lá&#8230;</p>
<p>Nestes quatro dias, visitamos cachoeiras, paisagens inesquecíveis, propriedades rurais associadas à Acolhida na Colônia onde pudemos repor as energias com qualidade.</p>
<p>Pela primeira vez tivemos dois tipos de hospedagem: o já tradicional Sítio Arroio da Serra e a Estalagem Villa da Montanha, bem ao lado do Sítio.  Confiram alguns momentos da viagem, os melhores há que se estar pessoalmente pra curtir. Nos vemos em breve!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626387728016%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626387728016%2F&amp;set_id=72157626387728016&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626387728016%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626387728016%2F&amp;set_id=72157626387728016&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Veja também as fotos dos viajantes (valeu pessoal, ficaram muito boas!):</p>
<p>Teka e Markus<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F44498017%40N04%2Fsets%2F72157626115692627%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F44498017%40N04%2Fsets%2F72157626115692627%2F&amp;set_id=72157626115692627&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F44498017%40N04%2Fsets%2F72157626115692627%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F44498017%40N04%2Fsets%2F72157626115692627%2F&amp;set_id=72157626115692627&amp;jump_to="></embed></object><br />
José Guilherme<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F60740510%40N06%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F60740510%40N06%2F&amp;user_id=60740510@N06&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F60740510%40N06%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F60740510%40N06%2F&amp;user_id=60740510@N06&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Audax Floripa 2011 &#8211; último dia para se inscrever, relato do Pereira de pedal no roteiro</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/</link>
		<comments>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 15:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi pessoal, O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km? Um primeiro motivo é obviamente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal,</p>
<p>O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km?</p>
<p><img class="aligncenter" title="dalia" src="http://farm5.static.flickr.com/4007/4460037174_b8f720c678.jpg" alt="" width="500" height="335" />Um primeiro motivo é obviamente a participação do Pereira, da equipe CdS, na série Audax 2010/2011, em julho ele vai à França participar da mítica Paris-Brest-Paris, &#8220;apenas&#8221; 1200 km quase sem sair do selim. Isso sim é gostar de pedalar!</p>
<p><img class="aligncenter" title="sol" src="http://farm3.static.flickr.com/2785/4459250931_4d3a9c7028.jpg" alt="" width="500" height="335" />Pois o prazer de pedalar é o segundo elo entre Audax e cicloturismo: são atividades que se para curtir a paisagem, ter no fim do dia o corpo cansado e a mente cheia de lembranças. Imagine um passeio por toda a ilha de Floripa (e um naco do continente de brinde!), pedalando do nascer ao pôr do sol acompanhado de 300 ciclistas&#8230; isso é o Audax. As inscrições acabam hoje &#8211; <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/">saiba mais e garanta sua vaga</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="ponte" src="http://farm5.static.flickr.com/4018/4459242631_03acff944a.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Nessa semana, a Equipe Audax Floripa &#8211; Pereira, Della, Jorge e Nilson &#8211; percorreram o roteiro do próximo domingo, segue o sempre divertido relato do Pereira:</p>
<blockquote><p>﻿Ouvir o relógio chamar, às quatro e meia da madrugada, num domingo, e levantar da cama, é preciso ter um motivo muito especial. No caso de ontem, a brincadeira era fazer um treino ‘leve, em ritmo de passeio’, percorrendo o itinerário do Audax Floripa, num percurso de 200 km, pelas paisagens mais lindas e convidativas do Sul do Brasil.</p>
<p>Desde a aventura dos 600 km, a bicicleta ficou pendurada, na<br />
garagem, e não tivemos mais oportunidade para passeios dominicais, em virtude das chuvas inoportunas dos últimos tempos, que coincidiram em molhar os domingos de março. Era à hora de esticar as canelas e congraçar com a turma mais animada que eu conheço, atendendo à convocação geral, para o esquenta da prova, que ocorrerá no dia 27 deste mês.</p>
<p>Não demorou muito e o Jorge apareceu no portão, vindo da<br />
Armação do Pantosuli, e juntos seguimos para a Trindade, para esperar o pessoal. Estimávamos um grupo de uns dez participantes. Isto me dava certo conforto, pois os últimos dias foram de nenhum treino e pouco exercício físico. Além disso, para atender a um programa do plano de saúde funcional, havia<br />
passado a semana inteira sem comer proteína animal, para realização de exames de rotina do intestino. Ou seja, estava me sentindo meio tísico. Mas, seguimos assim mesmo.</p>
<p>Na hora combinada para a partida, estávamos os quatro<br />
mosqueteiros da Equipe Audax Floripa. O Jefon Della, seu fiel escudeiro Nilson Cacá, e a dupla caipira do Sul da Ilha. Ninguém havia atendido ao nosso chamado. Não sei porque&#8230;.</p>
<p>Como a equipe está se preparando para fazer um ‘Fleche’, que<br />
é um desafio de 400 km, de regularidade, para o próximo feriado da páscoa, a ordem foi de fazermos nosso treino no ritmo de 24  km/h, exigido para esta etapa, muito acima do proposto para as provas convencionais, que é de 15 km/h.<br />
Na hora, senti as pernas tremerem, pois não me sentia preparado para tal desafio, uma vez que a falta de treino nos últimos dias me deixou enferrujado.</p>
<p>Mas, como marujo de navio pirata não está acostumado com<br />
moleza, só sobrou uma bela risada e acatar a orientação, dentro do espírito participativo festivo, acreditando que não seria tão difícil, visto as experiências anteriores já vivenciadas. Afinal, a empreitada só tem sentido se for realizada com satisfação e curtição, pois se o corpicho reclama dos maus tratos, a alma se rejubila, pelo prazer de contemplar toda esta beleza de natureza. A Lua, que neste final de semana esteve mais próxima da Terra, nos fazia companhia, no início da nossa empreitada. A Avenida Beira Mar estava toda sinalizada, para a realização da Meia Maratona de Florianópolis, que iniciaria mais tarde. Já haviam participantes e organizadores, no Trapiche, quando passamos por ali. Seguíamos pela ciclovia, para evitar os retardatários da<br />
madrugada, sem conseguir evitar os cacos de vidro, que os retardados jogam naquela via, em forma de garrafa de cerveja, especialmente na região do Koxixos. Nossos pneus morrem de medo daqueles pedacinhos contundentes, que costumam interromper a alegria de pedalar, para trocas. Felizmente conseguimos vencer aqueles obstáculos, sem maiores transtornos.</p>
<p>Atravessar por baixo da Ponte é sempre aquela emoção maior,<br />
pois ali costumam perambular alguns cidadãos desassistidos, que sempre colocam medo nos ciclistas, em virtude da falta de segurança da área, abandonada à sua própria sorte. Mas, como vamos em bando, nada de mal nos acontece. Ganhamos os<br />
Estreitos Unidos, atravessando o bairro com muita tranqüilidade, pois a cidade ainda dorme. Ganhamos São José, seguindo rumo à Ponta de Baixo. Paisagens que misturam o perímetro urbano com alguns recantos bucólicos, onde podemos ver pescadores remexendo suas redes, em busca do peixe que parece que não veio.</p>
<p>Depois de 50 km, estávamos de volta na Ilha, seguindo para o Sul. Pegamos a ciclovia da Via Expressa Sul, onde os pontilhões apresentam irregularidades no piso, sem terem sido consertadas desde a sua inauguração. Ao chegar no complexo do Trevo da Seta, vê-se a falta de respeito aos seres humanos que circulam a pé, ou de bici. As obras para o novo complexo provocaram<br />
a destruição da calçada, no trecho periférico das obras. Pois a sutileza da corrupção fez com que fosse construído um arremedo de ciclofarsa, que não liga nada a coisa nenhuma, e deixou a calçada destruída, com um monte de entulhos atrapalhando o movimento dos cidadãos normais. Bela amostra de como o poder público e suas empresas contratadas cuidam da segurança e tranqüilidade dos cidadãos.</p>
<p>Como não conseguimos autorização da Base Aérea para<br />
atravessar por seus domínios, tivemos que seguir pela SC 405, enfrentando a concorrência dos veículos motorizados, driblando os buracos, falta de acostamento, calçadas, pedestres, ciclistas na contra mão. Seguimos rumo ao Ribeirão da Ilha, até o final do asfalto, retornando rumo ao Pantosuli, com uma paradinha para o café, na Padaria do Nilso, no Trevo do Erasmo. Eu já estava precisando de um isotônico direto na veia. O que salvou foi o pão de queijo com calabresa e o café com leite. Até ali tínhamos percorrido um terço do percurso.</p>
<p>O trecho Sul, passando pelo Morro das Pedras, Lagoa do Peri,<br />
Armação, Açores é um dos mais fotogênicos da Ilha. Ali ganhamos a companhia de mais um pedaleiro, o Yuri, mecânico do Della. Atravessamos o Campeche, encontrando os quiridos do Grupo Duas Rodas, tomando café no Canto da Lagoa.<br />
Seguimos pela Barra da Lagoa e Rio Vermelho, onde a rodovia permite que se ande em bloco, aproveitando mais o vácuo do pelotão. Pra mim, é aí que o sufoco aumenta, pois a rapaziada se empolga, aumentando o ritmo para quase quarenta por hora, e eu vou pendurado, com a gravata vermelha esticando até o pescoço.<br />
Começam as amarguras das dobras e das pregas, especialmente das regiões glúteas e adjacentes. Depois de passar pelo Costão do Santinho, uma parada para comprar água e afins, quando encontramos mais dois empolgados, que estavam fazendo seu<br />
treino pra domingo que vem: Nilson e Lúcio. Uma conversa rápida e seguimos nosso caminho, rumo à praia da Lagoinha, uma das mais lindas e aconchegantes da Ilha. Dali, começava o trecho final, de volta ao local onde tudo começara. Mais<br />
uma paradinha na Vargem Pequena, para tomar um pão líquido, geladérrima, que desceu redondo, com gosto de quero mais. Um verdadeiro elixir, para aplacar as dores musculares. Dali pra adiante, é só alegria&#8230;</p>
<p>Depois de passar por Jurerê, Jurerê Internacional, Santo<br />
Antônio, Cacupé e João Paulo, chegamos ao ponto de partida após oito horas e quinze minutos. Um ritmo que não é bem o que estou acostumado, mas que consegui superar, com o apoio moral e a animação dos companheiros de equipe. Não anotei as<br />
médias percorridas, nem os níveis de consumo de energia. Apenas podia sentir e registrar o alto nível de satisfação, pela conclusão de mais este desafio festivo. Domingo que vem tem mais.</p>
<p>Saudações audaxiosas,</p>
<p>Luiz Pereira - Equipe Audax Floripa</p></blockquote>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
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		<item>
		<title>Urubici amarela, é primavera !</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/11/26/urubici-amarela-e-primavera/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 15:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma vez mais estivemos na nossa querida Serra Catarinense, com 3 dias de pedaladas em Urubici, de 13 a 15/11. Tudo no mais autêntico clima da Acolhida na Colônia, com pernoites nos aconchegantes chalés do Sítio Arroio da Serra. Como &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/11/26/urubici-amarela-e-primavera/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez mais estivemos na nossa querida Serra Catarinense, com 3 dias de pedaladas em Urubici, de 13 a 15/11.</p>
<p>Tudo no mais autêntico clima da Acolhida na Colônia, com pernoites nos aconchegantes chalés do Sítio Arroio da Serra.</p>
<p>Como a paisagem é sempre dinâmica, os cenários serranos desta vez estavam tomados pelo amarelo das vassourinhas, lindas e muito floridas.</p>
<p>Quem perdeu esta aguarde o Carnaval: lá estaremos novamente!</p>
<p>Enquanto isso, delicie-se com as fotos, clicando no link abaixo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625455623522%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625455623522%2F&amp;set_id=72157625455623522&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625455623522%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625455623522%2F&amp;set_id=72157625455623522&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Vale Europeu: 4 dias da parte Baixa à Alta, e vice-versa</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 22:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Alto Cedros]]></category>
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		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[circuito vale europeu]]></category>
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		<category><![CDATA[rio dos cedros]]></category>
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		<category><![CDATA[Véu de Noiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Um belo dia o sr. Paulo Notari deu-se conta de que habitava o paraíso. É no Alto Ipiranga, próximo a Rodeio, na transição entre as partes baixa e alta do Circuito Vale Europeu, que ele vive. Indo além em sua constatação &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/10/17/vale-europeu-4-dias-da-parte-baixa-a-alta-e-vice-versa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Fernando/Desktop/valeEuropeu.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157625165325122/"></a><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157625165325122/"><img title="valeEuropeu" src="http://farm5.static.flickr.com/4111/5081879229_f5f8ae4a8b.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Um belo dia o sr. Paulo Notari deu-se conta de que habitava o paraíso. É no Alto Ipiranga, próximo a Rodeio, na transição entre as partes baixa e alta do Circuito Vale Europeu, que ele vive. Indo além em sua constatação paradisíaca,  seu Notari matutou: paraíso, em grego, é jardim. Era o <em>insight </em>que faltava pra ele lançar-se  na voluntariosa missão de plantar 9 km de hortênsias, de um lado e outro da estrada que passa diante de sua casa.</p>
<p><img title="o Cristo" src="http://farm5.static.flickr.com/4145/5090908296_c9b0a8a02a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Vendo aquilo tudo florido, pensou:  falta algo. Então ele próprio arranjou um molde e produziu 64 anjos, uns de mármore, outros de concreto, todos eles candidamente segurando um arranjo de hortênsias azuis, espalhados ao longo da estrada e dos morros. Arrematou tudo com um majestoso Cristo Redentor, visível a léguas. Não deu-se por contente: &#8220;falta o Portal do Paraíso&#8221;, diz ele, apontando o local onde fará a obra de pedras para demarcar a entrada no seu éden particular.</p>
<p><img class="alignnone" title="Zinco" src="http://farm5.static.flickr.com/4130/5081864315_57f274ecb7.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Bem mais adiante, no Campo do Zinco, o sr. Egon também diz estar certo de possuir o paraíso; deve haver dezenas nessas paragens. Não fez anjos nem plantou hortênsias,mas construiu um refúgio de sonhos, para abrigar os turistas que vão até ali principalmente para ver a Cachoeira do Zinco &#8211; uma queda forte, alta e linda, bem nos moldes dos mais perfeitos Édens.</p>
<p><img class="alignnone" title="Doutor Pedrinho" src="http://farm5.static.flickr.com/4088/5082463596_6890cebfda.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Do Zinco a pedalada segue, no segundo dia de viagem, rumo a Doutor Pedrinho. A amplitude dos campos vai dando espaço às plantações de arroz e seus espelhos de paisagem. Na cidadezinha, a Bella Pousada desponta numa colina amena. Lá de cima, &#8220;o melhor visual de Doutor Pedrinho&#8221;, comenta a proprietária Izabela, com razão. Na Pousada encontramos dezenas de competidores da Volta de Mountain Bike de SC, que dividiram conosco um menu divino (mais um paraíso&#8230;) .</p>
<p><img class="alignnone" title="Yoga-longamento " src="http://farm5.static.flickr.com/4089/5081870125_27d0428023.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Durante a manhã, como de praxe, passamos por uma valiosa sessão de alongamento, sob os cuidados da Lore, nossa colega de trabalho  e também professora de yoga.</p>
<p><img class="alignnone" title="Enxame" src="http://farm5.static.flickr.com/4020/5081872459_88b73a8fbb.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Na tranquilidade de cicloviajantes, vamos ladeando os arrozais quando um barulho de enxame invade a cena. São os competidores, um batalhão de mountain bikes nervosas colorindo o quadro, para em segundos sumir de vista.</p>
<p><img class="alignnone" title="Véu de Noiva" src="http://farm5.static.flickr.com/4147/5082469240_501bdbc807.jpg" alt="" width="334" height="500" /></p>
<p>Enquanto eles correm nós paramos, para curtir a Cachoeira Véu de Noiva. Antes, uma caminhada de 1 km na mata florida, o dia ensolarado deixa tudo com um brilho a mais. Mas nem o sol espantou o gelo da água: de trincar os ossos, mas muitos experimentaram o banho! Nada melhor do que estar diante de tamanha força.</p>
<p><img class="alignnone" title="Duwe" src="http://farm5.static.flickr.com/4107/5090938076_075ca051f9.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>No final deste dia chegamos à Região dos Lagos. São as barragens das hidrelétricas, cujo entorno abriga sítios, vivendas, casa de veraneio. Na Barragem do Pinhal o sr. Raulino Duwe vem nos buscar de barquinho (que agora tem até motor!).  Ali provamos uma certa sensação de isolamento, e também da simplicidade dos Duwe, pessoas pra lá de tranqüilas.</p>
<p><img class="alignnone" title="Piquenique na ponte" src="http://farm5.static.flickr.com/4113/5090943062_b8e301f6fb.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Na manhã seguinte mais uma sessão de barquinho. Agora todos os caminhos levam para baixo, a parte baixa do Circuito Vale Europeu. Do Alto Rio dos Cedros vamos descendo, descendo muito. Até chegar à Ponte Rio Milânes, uma daquelas maravilhosas pontes com telhado, coisa de alemães. Esta, já sem uso para travessia, tem mesinhas, e seus beirais são enfeitados com flores. Talvez o lugar mais insólito e belo em que fizemos nosso lanche do dia.</p>
<p><img class="alignnone" title="Veículo para 4 pessoas" src="http://farm5.static.flickr.com/4090/5082491526_03a6d7fc40.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Depois de 4 dias pedalando concluímos a viagem em Timbó, no imperdível Restaurante Thapyoka. Para celebrar, uma indefectível torre de chopp, afinal de contas de ferro são apenas nossas magrelas, e estamos em plenos festejos de outubro. À mesa recordações, fotos, risadas, trocas de e-mails e o próximo plano:<a href="www.caminhosdosertao.com.br/destinos/urubici"> Cicloviagem em Urubici, no feriado de 15 de novembro</a>.</p>
<p><img class="alignnone" title="Até breve!" src="http://farm5.static.flickr.com/4105/5081901953_c9a9b03d6f.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Vamo´simbora???</p>
<p>Confira abaixo as fotos da cicloviagem no feriado de 12 de outubro. Nesta seleção estão algumas das fotos. Caso queira o DVD com todas as fotos,visite a <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/fotos/">página de fotos no site</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625165325122%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625165325122%2F&amp;set_id=72157625165325122&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625165325122%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157625165325122%2F&amp;set_id=72157625165325122&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Um Salve às Baleias!</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/09/20/um-salve-as-baleias/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 20:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Siriú]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste Feriado de 7 de Setembro, um grupo de 12 viajantes declarou sua independência e foi ao encontro das Baleias Francas, que visitam o litoral Sul catarinense nesta época do ano. Estas nos brindaram com sua inusitada presença próximo à &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/09/20/um-salve-as-baleias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/5009592591/" title="Ouvidor by Caminhos do Sertão Cicloturismo, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4092/5009592591_34d38e915c.jpg" width="500" height="334" alt="Ouvidor" /></a><br />
Neste Feriado de 7 de Setembro, um grupo de 12 viajantes declarou sua independência e foi ao encontro das Baleias Francas, que visitam o litoral Sul catarinense nesta época do ano. Estas nos brindaram com sua inusitada presença próximo à arrebentação das ondas, do começo ao fim do pedal: dando-nos boas vindas na praia de Itapirubá em Laguna, onde pudemos observá-las com binóculos e explicações do Projeto Baleia Franca, e acenando suas nadadeiras na praia dos Açores, em Floripa.</p>
<p>Quatro dias de vento a favor, nublado no primeiro mas ensolarado nos restantes, regados a muitas pedaladas à beira-mar, encontros culturais, aprendizado e diversão. Veja as fotos abaixo:<br />
<object width="500" height="375"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2F&#038;set_id=72157624875544021&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2F&#038;set_id=72157624875544021&#038;jump_to=" width="500" height="375"></embed></object></p>
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		<title>Páscoa a pedal em Urubici</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/04/20/pascoa-a-pedal-em-urubici/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 19:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Arroio da Serra]]></category>
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		<category><![CDATA[morro da igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Morro do Campestre]]></category>
		<category><![CDATA[páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[rio Sete Quedas]]></category>
		<category><![CDATA[Sabor da Roça]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[De 2 a 4 de Abril, estivemos mais uma vez presentes em Urubici.  Mesmo percorrendo uma distância menor no 1º e 3º dias, vistamos alguns dos pontos mais bonitos e agradáveis de pedalar na região, como Morro de Igreja, a &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/04/20/pascoa-a-pedal-em-urubici/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4051/4538235465_9307d00db3.jpg" alt="edugreen-10429 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>De 2 a 4 de Abril, estivemos mais uma vez presentes em Urubici.  Mesmo percorrendo uma distância menor no 1º e 3º dias, vistamos alguns dos pontos mais bonitos e agradáveis de pedalar na região, como Morro de Igreja, a localidade do Invernador e vale do Rio Canoas.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4032/4538213827_e6692a9133.jpg" alt="edugreen-10388 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>O clima estava relativamente quente para o outono, graças às aparições do sol em meio às onipresentes nuvens. Colaborou também a fartura do café colonial do Sabor da Serra e  a sempre calorosa acolhida do sítio Arroio da Serra, onde pudemos saborear os primeiros pinhões da temporada, colhidos do chão &#8211; a coleta nas árvores está em defeso para que os pássaros se alimentem e façam a disseminação das plantas.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4052/4539012037_0a63e2dc7e.jpg" alt="Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Intercalamos as pedaladas com caminhadas para a Cascata do Avencal, Morro do Campestre e Rio Sete Quedas. Afinal, a bicicleta permite uma boa proximidade de contao, mas nada comparável a chegar a pé.</p>
<p>Confira as fotos da viagem:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623773645873%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623773645873%2F&amp;set_id=72157623773645873&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623773645873%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623773645873%2F&amp;set_id=72157623773645873&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Rota das Baleias é garantia de beleza o ano todo</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/04/08/rota-das-baleias-e-garantia-de-beleza-o-ano-todo/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 14:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Garopaba]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Rota das Baleias]]></category>
		<category><![CDATA[sob medida]]></category>

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		<description><![CDATA[As baleias francas visitam o litoral catarinense todo ano enre agosto e novembro, na temporada em que cuidam de seus &#8220;pequenos&#8221; filhotes. A Caminhos do Sertão elaborou um roteiro exclusivo para acompanharmos de bicicleta as ilustres visitantes,  ao longo de &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/04/08/rota-das-baleias-e-garantia-de-beleza-o-ano-todo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2798/4521399301_7822e1ac2c.jpg" alt="Rota das Baleias - março/2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>As baleias francas visitam o litoral catarinense todo ano enre agosto e novembro, na temporada em que cuidam de seus &#8220;pequenos&#8221; filhotes. A Caminhos do Sertão elaborou um roteiro exclusivo para acompanharmos de bicicleta as ilustres visitantes,  ao longo de um caminho tranquilo e maravilhoso &#8211; e muito romântico.</p>
<p>Assim, mesmo nos meses em que não é possível a avistação, a diversão é garantida. Em Março, quando os turistas paulista e gaúchos que lotam o litoral ao sul de Floripa já voltaram para suas casas, o casal Regina e Ennio percorreu conosco a Rota, entre Imbituba e Floripa. Fora uma chuva intensa no primeiro dia, o clima foi de verão, perfeito para aproveitar os diversos pedais à beira-mar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623731921503%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623731921503%2F&amp;set_id=72157623731921503&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623731921503%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623731921503%2F&amp;set_id=72157623731921503&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Carnaval em Urubici: folia equilibrada sobre duas rodas</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 19:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[sob medida]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[Carnaval é época de dançar muito samba e tomar cerveja. E morando no Brasil, não dá pra fugir disso, e ninguém quer, certo? Nada disso. O casal Andrea e Lars, que moram em pleono Rio de Janeiro, nos procuraram querendo &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/31/carnaval-em-urubici-folia-equilibrada-sobre-duas-rodas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4057/4521503405_b90ff0f11d.jpg" alt="Carnaval em Urubici  - Fevereiro de 2010 by Caminhos do Sertão  Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Carnaval é época de dançar muito samba e tomar cerveja. E morando no Brasil, não dá pra fugir disso, e ninguém quer, certo?</p>
<p>Nada disso. O casal Andrea e Lars, que moram em pleono Rio de Janeiro, nos procuraram querendo um roteiro na aconchegante Urubici, e nem por isso monótona. Passamos pelos principais pontos da cidade, como Morro do Campestre, Rio Sete Quedas e Vacarianos. E fechamos com chave de ouro subindo a pedal o Morro da Igreja. Pena que dessa vez estava tudo branco!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623856956730%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623856956730%2F&amp;set_id=72157623856956730&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623856956730%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623856956730%2F&amp;set_id=72157623856956730&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Do alto das nuvens ao lado dos peixes em 6 dias</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 20:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[6 dias]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[sob medida]]></category>
		<category><![CDATA[travessia]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de janeiro, operamos mais uma vez a travessia Urubici-Florianópolis, roteiro exclusivo com a qualidade de serviço e experiências que só a Caminhos do Sertão oferece. Dessa vez, guiamos Amanda e Tim, casal da cidade norte-americana de Portlan, Oregon. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/29/do-alto-das-nuvens-ao-lado-dos-peixes-em-6-dias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-18054.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-369" title="Veja as fotos" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-18054.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>No final de janeiro, operamos mais uma vez a travessia Urubici-Florianópolis, roteiro exclusivo com a qualidade de serviço e experiências que só a Caminhos do Sertão oferece.</p>
<p>Dessa vez, guiamos Amanda e Tim, casal da cidade norte-americana de Portlan, Oregon. Apesar de nunca terem viajado de bicicleta antes, já estavam acostumados a pedalar, e se surpreenderam mesmo foi com a diversidade de paisagens e hospitalidade dos catarinenses, tanto os serranos como os manezinhos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2F&amp;set_id=72157623730484263&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2F&amp;set_id=72157623730484263&amp;jump_to="></embed></object></p>
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<div id="photoImgDiv4521008859" class="photoImgDiv" style="position: relative; width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm5.static.flickr.com/4052/4521008859_c6d8802d8a.jpg" alt="Urubici a Florianópolis - Janeiro de 2010 by you." width="500" height="335" /> <script type="text/javascript">// <![CDATA[
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		<title>Até no Calor do Verão Urubici é agradável</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/11/22/ate-no-calor-urubici-e-agradavel/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 20:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Cânion Laranjeiras]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Parque Nacional da São Joaquim]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[serra geral]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Novembro estivemos novamente em Urubici, para uma pedalada de 3 dias. Apesar lá também ter feito calor, com certeza foi mais ameno que o do litoral. Desta vez, no primeiro dia tomamos banho de cachoeira no rio Sete Quedas,  visitamos &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/11/22/ate-no-calor-urubici-e-agradavel/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2675/4101476070_e71ce2e645.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Em Novembro estivemos novamente em Urubici, para uma pedalada de 3 dias. Apesar lá também ter feito calor, com certeza foi mais ameno que o do litoral. Desta vez, no primeiro dia tomamos banho de cachoeira no rio Sete Quedas,  visitamos  o Morro do Campestre no pôr-do-sol e pedalamos sob a luz da lua cheia.</p>
<p>Já no segundo dia fomos ao Cânion Laranjeiras, no Parque Nacional da São Joaquim. O calor intenso e a estrada ruim castigaram e acabamos pedalando pouco. Em compensação a caminhada até a beira do Cânion é inesquecível.</p>
<p>O terceiro dia fechou a aventura com chave de ouro. Subimos de van ao topo do Morro da Igreja, que estava com o visual totalmente aberto. Descemos os 17km devagar, para poder apreciar a paisagem. Não poderíamos deixar de passar pela linda estrada do Invernador e curtir as deliciosas refeições do Sítio Arroio da Serra, feitas com ingredientes orgânicos plantados ali mesmo.</p>
<p>Faça frio ou calor, chuva ou sol, Urubici é sempre uma maravilha!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622672498653/show/">Veja as fotos da viagem</a><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2F&amp;set_id=72157622672498653&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2F&amp;set_id=72157622672498653&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Em vias de Europa, no solo verde-amarelo de SC</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/10/21/em-vias-de-europa-no-solo-verde-amarelo-de-sc/</link>
		<comments>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/10/21/em-vias-de-europa-no-solo-verde-amarelo-de-sc/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 19:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
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		<description><![CDATA[relato da cicloviagem pelo Vale Europeu (10 a 12/10/2009) Seu Raulino Duwe é um dos tantos que sentiram rápido o efeito da novidade. Diz que, só neste ano, recebeu por alto &#8220;uns 400 visitantes&#8221; &#8211; só de Cicloturistas! Ele é &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/10/21/em-vias-de-europa-no-solo-verde-amarelo-de-sc/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>relato da <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/roteiros/saidas/2009_10valeeuropeu/roteiro.html">cicloviagem pelo Vale Europeu (10 a 12/10/2009)</a></em></p>
<div id="photoImgDiv4033447918" style="width: 502px;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2787/4033447918_b22400902b.jpg" alt="" width="500" height="335" /></div>
<p>Seu Raulino Duwe é um dos tantos que sentiram rápido o efeito da novidade. Diz que, só neste ano, recebeu por alto &#8220;uns 400 visitantes&#8221; &#8211; só de Cicloturistas!</p>
<p>Ele é caseiro de algumas casas de campo e as usa, com consentimento dos donos, como acomodações para os distintos turistas do pedal. As casas ficam  sobre as barrancas da barragem do Rio Bonito, com vistosos mirantes para a Lagoa. Pra chegar lá, a partir de uma das bifurcações no Circuito do Vale Europeu,  escolha: 8 quilômetros de sucessivas &#8220;morrebinhas&#8221;, ou 2 km até encontrar o seu Duwe, num ponto aparentemente sem importância da Lagoa. &#8220;A maioria prefere a segunda opção&#8221;, revela-nos o seu Duwe, remando de ré sua bateirinha na última das viagens em que atravessou todo nosso grupo até as casas. Ele é um exemplo vivo da importância para a economia regional que teve o Circuito, uma acertada criação do Clube de Cicloturismo, criado em 2006.</p>
<p>Este foi o final do segundo dia de viagem.  Antes de atravessar a represa, os caminhos-refúgios: não contei mais que 2 carros passando pelo grupo. A essência Sertaneja do Vale Europeu, nos seus recantos mais recônditos, e tão belos. De presente, e que presença!, a fabulosa Cachoeira Véu de Noiva também está neste trecho. Verte forte e ruidosa, é alta e imponente, e só o vapor atirado pelas pedras já era suficiente para nos refrescar naquele meio-dia de Sol brilhante (sim amigos, há Sol em Santa Catarina, há Sol no Vale Europeu, o astro-rei tem de fato feito seus primorosos espetáculos!)</p>
<p>Mas a primeira Cachoeira foi a do Zinco, esta vista de longe, do ponto de partida no primeiro dia. Seguem-se uns caminhos um pouco monótonos pela larga presença da mocultura de Pinus, mas a cena logo muda, principalmente quando acercam-se os rios e as matas fechadas (algumas) que o protegem. Os jardins dos sitiozinhos são atração à parte, modelados geometricamente, alguns com flores que de tão grandes e vermelhas  e lustrosas parecem de mentira (Viviane, uma das cicloviajantes, parou numa das casas e perguntou sobre a florzona, cujas mudas são muito intercambiadas entre os moradores da região). Este dia fechou na Bella Pousada &#8211; onde, vejam só, serviram-nos flores (capuchinhas) na salada, um brinde aos olhos e ao paladar! A Pousada tem sem dúvida o melhor visual de Doutor Pedrinho.</p>
<p>Ok, eu confesso: chuvas rolaram na manhã do último dia, nas altitudes, com o perdão do trocadilho, de Alto Cedros (onde ficam as casas cuidadas pelo Duwe). Frustração completa? Nem pensar! Foi só descer parte da Serra de van que o teto limpou, houve uma breve assembléia e decidiu-se: vamos pedalar ! Caminhos de areia batida, lisinhos, sem lama, ladeira abaixo e acompanhando o curso do Rio dos Cedros, que ronca alto entre as pedras. Depois segue-se a travessia da cidade de Rio dos Cedros, e outro trecho de vias planas e tranqüilas leva a Timbó. Chegamos lá no melhor dos estilos: pedalando, todos juntos! No final o roteiro foi um sucesso, com pedaladas todos os dias, a despeito das ameaças de chuva que acreditamos ter afastado parte dos interessados. Em clima de Oktoberfest, uma torre de Chopp no restaurante Thapyoka (Timbó) foi o encerramento oficial da Cicloviagem de 3 dias pelo Vale Europeu. E aguardem, para breve, a saída para o restante do Circuito (que tem, no total, 7 dias de duração).</p>
<p>Cicloabraços!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622635618764/" target="_blank">Veja as fotos</a> da viagem<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622635618764%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622635618764%2F&amp;set_id=72157622635618764&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622635618764%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622635618764%2F&amp;set_id=72157622635618764&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Tainha à unha e Bijajica: vida Caiçara na busca às Baleias (cicloturismo Litoral Sul 2009)</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/10/tainha-a-unha-e-bijajica-vida-caicara-na-busca-as-baleias-cicloturismo-litoral-sul-2009/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 21:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Baleias]]></category>
		<category><![CDATA[bijajica]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[engenho]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia Village]]></category>
		<category><![CDATA[Garopaba]]></category>
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		<category><![CDATA[Imbituba]]></category>
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		<category><![CDATA[Litoral catarinense]]></category>
		<category><![CDATA[Praia do Ouvidor]]></category>
		<category><![CDATA[Praia do Rosa]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fernando Angeoletto Viajar à beira-mar tem seus poréns. Flagrar revoadas de gaivotas, acompanhar os contornos de espumas que as marolas desenham na areia, zanzar livremente sem a maldita pressão de buzinas é o que sempre se espera, e o &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/10/tainha-a-unha-e-bijajica-vida-caicara-na-busca-as-baleias-cicloturismo-litoral-sul-2009/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622308498532/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2439/3902152360_e524f3180d.jpg" alt="" width="450" height="296" /></a></p>
<p><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p>Viajar à beira-mar tem seus poréns. Flagrar revoadas de gaivotas, acompanhar os contornos de espumas que as marolas desenham na areia, zanzar livremente sem a maldita pressão de buzinas é o que sempre se espera, e o que realmente há de sobra. Porém, há as barras. Descontinuidades no caminho, encontros de rio e mar que impõem a pausa, ou uma travessia improvisada.<br />
<img class="reflect alignright" style="margin: 10px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3500/3901379359_7f5c7ba058.jpg" alt="Temporada das Baleias por você." width="180" height="121" />Já havia comentado o assunto no relato <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/relatos.php?id=28" target="_blank">Mar, lagoas e o barqueiro Buiú</a>, da viagem pelo mesmo roteiro que fizemos em 2007.  A Barra de Ibiraquera é incerta: rompe, à força de temporais mais impiedosos; rompe, à força das máquinas que escavam a areia, num ato pela renovação das águas da Lagoa. Aberta, a Barra é um canal de água salobra com pouco mais de 100 metros de largura, raso demais para um barco de porte médio, fundo demais pra evitar que a travessia carregando uma bicicleta nas costas não seja uma verdadeira encrenca molhada.<br />
Então, a solução adotada agora foi a mesma de 2007: acomodar as bicis na simpática bateira azul-calcinha, manusear o bambu-propulsor, e fazer tantas viagens quanto fossem necessárias para cruzar as 17 bicicletas e seus respectivos 17 condutores.<br />
Tarefa melindrosa, mas nem tão difícil assim. Difícil mesmo foi desencalhar o barco da travessia Ilha-Continente, contra lufadas do vento nordeste impiedoso, no último dia da jornada. Mas isso é assunto para mais além.</p>
<p><strong>Procurando Baleias</strong></p>
<p>Deixamos Itapirubá no início da tarde de sábado. Motivo aparente: ver baleias. Motivo real: tentar ver baleias, enquanto se pedala em grande estilo por caminhos litorâneos e cuidadosamente selecionados, de modo a priorizar a contemplação e o alto astral. Diz o Jonatha, nosso guia e navegador, que avistou um simpático cetáceo lá da praia da Ribanceira, no meio do burburinho de um campeonato de surf. Mas, estando por último, não teve tempo de avisar o grupo. Fora isso, nenhum relato de visualização das gigantes.<br />
Porém, condizente com o verdadeiro espírito “tentaremos ver baleias” desta empreitada, entramos pela Praia do Ouvidor no domingo. Um caminho sem saída, não fosse a originalíssima travessia pelo <a href="http://www.gaia.org.br/" target="_blank">Projeto Gaia Village</a>, disponível para poucos. Quatro quilômetros de pura beleza, atravessando dunas, restinga, um rebanho de bubalinos e áreas de recuperação ambiental.</p>
<p><img class="reflect alignright" style="margin: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2658/3902175026_e637bc44b9.jpg" alt="" width="180" height="121" /></p>
<p>O trecho, todo ladrilhado, termina na sede do Gaia Village. Ali fomos recepcionados pelo Donizete, que gentilmente nos fez uma apresentação dos princípios e atividades cotidianas do Projeto. Reserva particular que abarca variados ecossistemas litorâneos, os 900 hectares são preservados e recriados conforme o anseio dos proprietários, baseados no legado de José Lutzenberger, um dos mais ilustres ambientalistas brasileiros (falecido em 2002).</p>
<p><strong>Ciclista caiçara pega tainha à unha</strong></p>
<p><img class="alignright" style="margin: 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2649/3902178770_68d739a228.jpg" alt="" width="180" height="121" />Da sede do Gaia rumamos à outra Barra, desta vez no canto sul da Ferrugem. Água pelos joelhos, bike nas costas, uma a uma. Numa das travessias uma tainha roçou minha perna; um ímpeto primitivo baixou sobre mim. E então, já que o interesse pela fauna marinha era grande entre os pedalantes, peguei a tainha à unha, para descrédito geral. A brincadeira custou-me uma mergulhada da câmera fotográfica em água salobra, além dos apelidos de Caiçara, Pescador e assemelhados. Para os curiosos: a câmera voltou a funcionar (ao menos por enquanto). Para os preocupados: a pobre tainha foi devolvida ao mar.<br />
Depois da breve passagem pelo centro de Garopaba, seguimos ao Siriú, alongando o caminho com o contorno da Lagoa do Macacu. É um trecho ainda mais tranqüilo que o usual, com visuais privilegiados que as “morrebinhas” curtas e inclinadas proporcionam. Chegando à Pousada do Taxo nossa trupe, não satisfeita em esperar o farto jantar que se anunciava, resolveu celebrar a vida aos petiscos de um “surraxquinho” de lingüiça. Ponto para o Davi, nosso colega chileno, que não só providenciou a matéria-prima como comandou a churrasqueira.</p>
<p><strong>Curiosos (e saborosos) quitutes no Engenho</strong></p>
<p>O Morro do Siriú marca o início do último dia, como o aclive mais forte de toda a viagem. Após vencê-lo, e admirar do alto a vasta planície costeira, rumamos ao interior, nosso Sertão. Parte dos costumes camponeses pudemos provar na calorosa recepção das irmãs Maura, Vilma e Inácia, que mantém um dos poucos engenhos artesanais de mandioca na região. Ambientada no galpão rústico, entre rodas de moagem, prensas e tachos, repletos de bijus quentinhos e fumegantes, a mesa posta era o verdadeiro amálgama das culturas indígena e açoriana.<br />
<img class="reflect alignright" style="margin: 10px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3464/3902191208_fb52543721.jpg" alt="Irmãs e a matriarca por você." width="180" height="121" />Você conhece a bijajica? É a massa da mandioca, misturada à pedaços de amendoim e especiarias, e assada em vapor. Uma perdição. E o nego deitado? É um preparado à base de fubá, envolto em folha de bananeira e assado. Preciosa iguaria. Fora as bolachinhas, bolo de milho e tapiocas que as Irmãs serviram com abundância. O trabalho delas é reconhecido como um importante resgate cultural pela gastronomia, fato que chamou a atenção do <a href="http://www.slowfoodbrasil.com/" target="_blank">Slow Food</a>, movimento ao qual recentemente integraram-se.<br />
Engana-se quem pensou que o Morro do Siriú fosse o maior desafio. Imprevistas, as lufadas de vento Nordeste complicaram o percurso de 8 km na Praia da Pinheira. O açoite das rajadas, evidente na areia fina que corria baixo feito névoa na praia, foi duro. Ao final, um embarque tão duro quanto, para atravessar a Baía Sul de volta à Ilha. Maré vazante, contraposta ao vento forte levantando ondas, e nosso valente barco abarrotado de bicicletas resolve encalhar na areia. Foram necessários muitos braços e disposição, além da inestimável contribuição de dois motoqueiros que passavam por ali, para mover o bólido.<br />
Ao final da travessia encerramos a viagem – o tempo fechou bruscamente, sinal das tormentas que assolaram o Estado justo naquele dia. Das Baleias levamos as lembranças, e o porvir de um dia quando talvez elas resolvam vir ao nosso encontro. Do belíssimo Litoral sul, das experiências ambientais e culturais, de todos os seletos caminhos percorridos e das amizades conquistadas lapidamos jóias em nossas memórias, tesouros de viajantes em nossas vidas.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622308498532/" target="_blank"><img class="reflect alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3054/3902162746_de290f1d43.jpg" alt="Temporada das Baleias por você." width="400" height="268" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622308498532/" target="_blank">Veja a galeria de fotos completa!</a></p>
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		<title>Acolhidos em Urubici</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/08/18/194/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 23:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Corvo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fernando Angeoletto Já me foge à memória a contagem de vezes em que estive em Urubici (desde a primeira, há 10 anos atrás, pra pedalar de lá até Floripa com o parceiro Dudu). Nessas tantas idas ficamos nas mais &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/08/18/194/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: left;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2670/3812820192_7460f0ff42.jpg" alt="" /></span></span></p>
<p><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p>Já me foge à memória a contagem de vezes em que estive em Urubici (desde a primeira, há 10 anos atrás, pra pedalar de lá até Floripa com o parceiro Dudu).</p>
<p>Nessas tantas idas ficamos nas mais variadas hospedagens, todas elas de altíssimo astral e aconchego.</p>
<p>Mas nada se compara a ficar, como fizemos nesta última vez, em uma Pousada de família de agricultores. Não foi aleatória a escolha da Pousada Arroio da Serra, vinculada à Associação Acolhida na Colônia. Passa pelo nosso propósito de cada vez mais alinhar as correntes do turismo de aventura aos processos de desenvolvimento regional, sobretudo à iniciativas sustentáveis e socialmente justas.</p>
<p>Ao ampliar o leque de oportunidades de renda, famílias como a do sr. Eraldo e Terezinha Souza, que nos receberam de um modo em que o termo Acolhida faz todo o sentido, estimulam-se a permanecer no campo e cuidar da terra através das práticas agroecológicas. Deste modo, respeitam os ciclos naturais e a harmonia com o ambiente, produzindo alimentos livres de veneno e tendo a oprtunidade de oferecê-los aos próprios hóspedes.</p>
<p>Se isso ainda não for o suficiente para atrair os visitantes, deve-se dizer que as acomodações são confortáveis e aconchegantes, num clima rústico de ambiente rural, mas com tudo zelosamente preparado até para os hóspedes mais exigentes. As refeições em fogão de lenha são feitas ali mesmo, aos olhos do visitante; além de inebriar-se com os aromas, é possível obter preciosas dicas da dona Terezinha sobre o entrevero, típica iguaria serrana à base de pinhão, ou outra de suas fabulosas receitas. E tem mais: o mesmo fogo que cozinha os alimentos aquece o sistema de água dos chuveiros, num projeto eficiente que garante ótimos banhos mesmo no frio de Urubici.</p>
<p>Mas é claro que o nobilíssimo leitor está aqui também para saber sobre o relato da pedalada. Sobre esta, digo que percorremos caminhos nada óbvios pela região, aproveitando a localização da Pousada, que fica a 10 km do Centro na direção de Rio Rufino. De lá, seguimos bordeando o Rio Canoas pela margem direita, até encontrar o asfalto já numa das últimas descidas da Serra do Panelão.</p>
<p>Derivando ao Caminho do Invernador, evitamos boa parte da estrada que liga Urubici ao Corvo Branco, além de passar por trechos extremamente sossegados e ao longo de belas florestas de araucárias. De volta à estrada geral, em plena obra de asfaltamento, alguns trechos com lama foram inevitáveis. No meio do trajeto uma parada estratégica da Família Beckhauser, também pertencente à Acolhida na Colônia, para um farto lanche com produtos coloniais.</p>
<p>A pedalada seguiu com seus animadores oficiais, os colegas Adilson e Marcelo (que conheceram-se nessa viagem, afinando-se de imediato nos repertórios de piadas, que despachavam sem dó perante o pelotão &#8211; alguns atônitos). O ápice da gozação ocorreu quando o Zé, nosso motorista, ofereceu ao Marcelo um &#8220;sorvete -seco&#8221; com bexiguinha (daqueles cones de sorvete com maria-mole cor de rosa, artefatos do arco da velha que só se encontram nos butecos dos confins). Marcelo de pronto aceitou o presente e, tão logo o devorou (e foi rápido mesmo), tratou de encher a bexiguinha e colocá-la de ornamento em sua magrela, arrancando risos das testemunhas.</p>
<p>Mas voltando ao pedal, seguimos firmes com guidões no rumo do Corvo Branco, mesmo com o peso de nuvens que passou a dominar a paisagem. Lá chegando, no paredão rasgado em rocha do alto do Corvo, nada mais que uma densa cortina branca estava disponível aos olhos. O jeito foi apressar-se à guarda as bikes na carreta, montar no microônibus e zarpar de volta à Pousada.</p>
<p>A noite foi daquelas em que melhor se consegue dormir: embalada à muita chuva. De manhã restavam apenas alguns pingos, mas o lamaçau não animou o povo. Saímos para passear de ônibus. O consolo foi ver a majestosa Cascata do Avencal por cima, despejando suas águas em 100 metros de queda.</p>
<p>Retornando à Pousada, a despedida foi o almoço feito pela dona Terezinha e sua família (incluindo uma estupenda massa caseira, feita na hora). Despedida com gosto de &#8220;até logo&#8221;: em novembro estaremos lá, para nossa saída &#8220;Urubici Plus&#8221;, de 4 dias, com direito à travessia do Parque Nacional de São Joaquim. Faltam menos de 3 meses para outra aconchegante experiência de Acolhida e pedaladas pela região serrana (e as bênçãos de São Pedro, se todas as conjunções astrais colaborarem!)</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622013229434/">Veja as fotos da viagem</a><br />
<object width="400" height="300" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622013229434%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622013229434%2F&amp;set_id=72157622013229434&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Caminhos e Vinhos, combinação perfeita no Vale dos Vinhedos</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/06/25/caminhos-e-vinhos-combinacao-perfeita-no-vale-dos-vinhedos/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 21:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[rio grande do sul]]></category>
		<category><![CDATA[vale dos vinhedos]]></category>

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		<description><![CDATA[Se preferir, veja o álbum de fotos do evento no flickr. Contornados pelos rubros e amarelos, em miríades de tons das folhas secas de plátanos e videiras, 26 bicicletas com seus felizes cicloviajantes coloriram o outono ameno da Serra Gaúcha &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/06/25/caminhos-e-vinhos-combinacao-perfeita-no-vale-dos-vinhedos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object width="450" height="450" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157620417725205%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157620417725205%2F&amp;set_id=72157620417725205&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong>Se preferir, veja o <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157620417725205/" target="_blank">álbum de fotos do evento no flickr.</a></strong></p>
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<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Contornados pelos rubros e amarelos, em miríades de tons das folhas secas de plátanos e videiras, 26 bicicletas com seus felizes cicloviajantes coloriram o outono ameno da Serra Gaúcha no último feriado de Corpus Christi.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>O mote, centrado no Vale dos Vinhedos, a única região brasileira que dá aval geográfico aos seus vinhos, entre Garibaldi, Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves, nada mais é que um convite irrecusável para aliar paladares e visuais num dos mais atraentes destinos de cicloturismo do país.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Quanto aos trechos de pedal, ressalta-se que, para além das agradáveis paisagens de parreirais, variadas vinícolas e colônias italianas do Vale dos Vinhedos, todos os arredores são bastante pródigos em atrativos. Um exemplo é o Vale do Rio das Antas, por onde pedala-se num caminho ricamente sombreado, tendo ao lado a barranca alta, desafiada por extensos laranjais, e ouvindo-se o Rio murmurar lá embaixo, já um tanto rouco por ter cedido águas a uma enorme hidrelétrica. Os Caminhos de Pedra, assim chamados pela concentração de edificações em pedra, e a Estrada do Sabor, cujo nome dispensa explicações, também abriram alas à passagem do expressivo pelotão cicloturístico.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>Charme de umas, exagero de outras<br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Sobre as vinícolas, os efeitos da globalização massificante, como descritos no documentário Mondovino, em que tradicionais e pequenos produtores batalham pela sobrevida em meio às colossais corporações, são visíveis na região do Vale dos Vinhedos brasileiro. Assim, pode-se estar em meio a estímulos meramente consumistas e um tanto “fakes”, a exemplo da degustação na gigante Miolo; ou ser recebido pelo próprio herdeiro da família, que nos serve sem pressa amostras fartas de todas as suas obras-primas líquidas, num ambiente aconchegante e com charme original, como é a vinícola Don Giovanni. Ao que parece, nossos pedalantes gostaram mais da segunda opção, opinião da qual compartilhamos, e que poderá transformar-se em ajustes nas próximas saídas.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Já em quesito originalidade, destaque para a Osteria Della Colombina, tanto na gastronomia quanto nos cuidados com a preservação histórica do lugar. Fica em porão de pedra e chão batido, na Estrada do Sabor, e certamente seguirá fazendo parte de nossos roteiros.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Pela freqüente procura, somada a uma lista de espera gerada na última saída, <strong>é bem possível que haja outra para o Vale dos Vinhedos, tão logo nos seja possível, quiçá ainda neste ano.</strong> Aos interessados, entrem em contato com a gente – um motivo a mais para o próximo pacote acontecer logo, logo!</p>
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		<title>Ilha e Sertão &#8211; peixinho frito, Museu e figuras ilustres</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos do Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
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		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fernando Angeoletto Se preferir, veja o álbum de fotos do evento no flickr. A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/05/07/ilha-e-sertao-peixinho-frito-museu-e-figuras-ilustres/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p style="text-align: center;"><object width="450" height="450" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2F&amp;set_id=72157617739117973&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong>Se preferir, veja o <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank">álbum de fotos do evento no flickr.</a></strong><em><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank"><br />
</a></em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em><br />
</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por mais que seja no mesmo roteiro, tenha suas nuances e peculiaridades, com esta não foi diferente.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A primeira novidade foi a parada no rancho do seu Adilson, pai do caro colega Fabinho. Fica lá na Caieira, e haja privilégio: é à beira-mar da Baía Sul, com horizonte de águas e montanhas. Nem é preciso dizer que, em termos de peixes, a abundância é grande. Seu Adilson sabe disso – pesca invariavelmente quase todos os dias, ainda mais agora que pegou férias e não sai mais do rancho! Este simpático manezinho, descendente dos povos mais antigos da região, recebeu-nos com um saboroso “mix”, fritinho na hora: cocoroca, papa-terra, robalo, tainhota – e até baiacu (este me surpreendeu, pensei que somente os mestres japoneses tinha condições de prepará-lo)!</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>No mais autêntico clima caiçara, foi dali mesmo, no rancho do seu Adilson, que embarcamos para cruzar a Baía. Duas baleeiras deram conta de todo o grupo, e suas bikes. O desembarque foi, digamos, um tanto aventuroso – o mar já começava a assumir seus tons de fúria e, como não há trapiche, o trabalho é melindroso e depende da interação de todo o grupo. Missão cumprida, bonança na seqüência, com a insuperável tranqüilidade de pedalar pelos 8 km da praia da Pinheira.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>Zeca do Sertão e o Arante do Pântano</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A parte “Sertão” do roteiro foi reservada para o dia seguinte. Antes, a tradicional travessia do Parque Municipal da Lagoa do Peri, pelas trilhas da restinga. E almoço no famoso Arante, do Pântano do Sul. É aquele restaurante dos bilhetinhos na parede, cachaça de graça e uma culinária tipicamente açoriana preparada com o maior zelo. Desta vez, conhecemos ele mesmo, o próprio senhor Arante, dono deste que é um dos mais renomados restaurantes de Florianópolis. Tudo começou em 1958, quando o turismo era palavra desconhecida, e a pequena bodega do seu Arante e sua esposa servia a providencial cachacinha para os pescadores que enfrentavam o mar frio. Depois, passaram a servir um peixinho frito com pirão pra um, uma tainha assada para outro, e por aí foi, até tornar-se essa lenda vida da culinária local que é hoje.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Mas, voltando ao Sertão, a maioria de nossos cicloviajantes optou por subir na caminhada, sobretudo no temível e consideralvemente íngreme trecho inicial, de cerca de 1 km. O final da subida anuncia o Zeca e seu alambique, parada obrigatória para dois dedos de prosa e um dedinho de cachaça. A tarde avança, e é preciso seguir, então o papo nem foi assim tão longo como todos gostaria.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>No Museu, um guia ilustre: o senhor Nereu do Vale Pereira</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>De volta à Pousada do Museu, no Ribeirão, houve tempo ainda para apreciar os últimos raios de sol. De noite, o altíssimo astral Marquinho e sua unida família preparou-nos fabuloso jantar. Faço questão de frisar o calor do atendimento e a qualidade dos pratos – um generoso caldo de frutos do mar, ostras gratinadas e ao natural, tainhas gigantes assadas e outras tão nobres iguarias. O Marquinho tem o dom de lidar com as pessoas, todos por ali são amáveis, e é por isso que a Pousada tornou-se para nós um lugar tão cativo.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>E, justiça seja feita (eu não havia falado disso no relato anterior), é preciso contar aos amigos o que há na porção Museu daquela Pousada. O Tour pela história da Ilha de Santa Catarina é conduzido pelo senhor Nereu do Vale Pereira. Doutor em Sociologia, economista e folclorista, contemporâneo e amigo de Franklin Cascaes, o senhor Nereu é uma sumidade em termos da tão rica história local. Sucintamente, explicou-nos alguns fatos mais relevantes da descoberta e colonização da Ilha, a partir do século XVI. Depois, apresentou-se nos o acervo do Museu, abrindo janelas ao passado e ao cotidiano dos antigos moradores do Ribeirão, que é sem dúvida o núcleo habitacional mais antigo de Florianópolis. Destaque para uma caixa de música e um gramofone, em perfeito funcionamento (já havia visto vários, mas nunca funcionando).</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Para finalizar, sem esquecer da menção aos nossos ilustres participantes (Norberto e Lúmen, Mariela e Rafael, Fabinho, Alessandro, Pereira e Ana, Martinha), gostaria de assinalar a presença de duas figuras raras:</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Wilberto Boos</strong> – esse eu já havia mencionado no relato anterior, mas não custa reforçar, é umas das pessoas mais apaixonadas pela Bicicleta e pelas Cicloviagens que eu conheço</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Sr. Eldon Jung</strong> – há pouco mais de 10 anos, esse ilustre senhor, hoje à beira dos 70 anos, redescobriu a bicicleta. De tudo de bom que ela pode nos trazer, ele repeta aos quatro cantos o poder da serotonina. “Pedalar libera serotononina, é o hormônio da felicidade, quem pedala é mais feliz.” Corretíssimo, seu Jung! Mas a ligação com a bici não pára por aí: em sua indústria, em Blumenau, todos os funcionários são estimulados a trocar de transporte, através de um bem elaborado programa para o uso da bicicleta. Além do mais, Eldon Jung é um incansável batalhador pelo uso urbano da bicicleta, e um dos maiores divulgadores e articuladores do Cicloturismo em nível nacional.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Aos queridos leitores, um grande abraço e até a próxima!</p>
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		<title>De bicicleta pelos Caminhos Alemães</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 23:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao conjunto de caminhos que espalham-se por todas as direções, tendo como núcleo central a primeira colônia alemã e atual município de São Pedro de Alcântara, atribuímos o conceito, com devido respaldo na História, de Caminhos Alemães. E assim o &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/04/17/de-bicicleta-pelos-caminhos-alemaes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="#slideshow"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3611/3446536682_8e31cda01a.jpg?v=0" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na imagem para ver a galeria de fotos!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span lang="PT-BR">Ao conjunto de caminhos que espalham-se por todas as direções, tendo como núcleo central a primeira colônia alemã e atual município de São Pedro de Alcântara, atribuímos o conceito, com devido respaldo na História, de Caminhos Alemães. E assim o são, pois, quando enxotados pelo rigor das intempéries e as descumpridas promessas da corte colonial, puseram-se os pioneiros alemães, a partir de 1836, a ocupar esses Caminhos em busca de paragens mais adequadas ao seu intento colonizador. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">Foi assim que deu-se início a ocupação das terras vizinhas (onde hoje estão Angelina, Águas Mornas, Antonio Carlos, Biguaçu e outras), e também de regiões mais afastadas, a exemplo do Vale do Rio Itajaí-Açú. São Pedro de Alcântara foi fundamental para o assentamento da cultura germânica e toda sua expansão pelo Estado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">Nesta Páscoa fizemos a cicloviagem inaugural tendo como pano de fundo este tema, girando as pernas sobre as rotas que foram testemunhas e elementos-chave da história. Hoje, percorrê-las é ter contato direto com legado de um povo. E também com incontáveis e sucessivos atrativos, de natureza e de cultura, que por si só já justificam o desafio que ora nos apresenta: lapidar este conceito e moldá-lo no formato de um completo Circuito de Cicloturismo, produzindo e disponibilizando toda a informação que o cicloturista necessita para aventurar-se por conta própria nos trajetos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">Num grupo coeso e divertido, de 18 pessoas, vindas de São Paulo, Blumenau, Maringá e Floripa, entregamo-nos a desfrutar o sumo histórico e atual dos Caminhos, durante 3 dias. Tão pródigos em miradas e paisagens, em casarios históricos e, porque não, em aclamados engenhos de cachaça (destaque para o seu Pitz e o Zé Folia), tais Caminhos fizeram o deleite dos cicloviajantes, que o percorreram entre Angelina e Betânia, I linha, II Linha e Águas Mornas, Boa Parada, Fojoca e Forquilhinhas, cruzando ainda com umas tantas procissões na sexta-feira Santa (a região é bastante demandada pelo turismo religioso).</span></p>
<h3 class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR"> </span><span lang="PT-BR">Os sons do guia natural</span></h3>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">O rio Imaruí, que corta São Pedro, foi o guia natural na abertura das primeiras picadas para Lages. Há resquício delas no caminho largo e calçado de pedra, na altura do Salto dos Tropeiros. Nossa Pousada ficava ali, bem perto deste ponto, o que significa uma constante e doce sinfonia de águas na música de ninar. E houve também outras notas: antes do jantar do sábado o Trio Amadeus, com flautas e clarinete, deliciou-nos com um repertório clássico e algumas bases do bom choro brasileiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">E por falar em tons e melodias, timbres e acordes, São Pedro tem também o projeto “Educando com Música”. Atende a crianças e jovens de Santa Filomena, comunidade rural a 10 km do centro, que em outras foi épocas o epicentro da atividade comercial. Funciona em área anexa ao Casarão Kretzer, um dos maiores patrimônios arquitetônicos da região, comprado e restaurado em 2006 pelo oncologista Marcelo Collaço Paulo, tornado Cidadão Benemérito em recente título concedido pela Câmara local. No Casarão, durante a pedalada, a Prefeitura deu-nos boas vindas através de Valcir Junior, coordenador de Meio-Ambiente, e Diego Silva, responsável pelos eventos dos 180 anos da Imigração Alemã.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:150%;"><span lang="PT-BR">Baixando de São Pedro no domingo de Páscoa, rumo ao Litoral, uma pausa no sugestivo bairro Boa Parada para conhecer a casa do seu Gregório. Apenas a casa, pois seu Gregório não estava, mas foi supimpa conferir todo o esmero deste senhor que dizem ter 90 anos, mas disposição de 30. A lenha, muita lenha, empilhada à altura de uma parede e toda organizada, a horta impecável, a casa bem cuidada em estilo enxaimel, <span> </span>onde o velhinho curte caninhas selecionadas em barris de carvalho. Deu vontade de conhecer o seu Gregório. Nessas idas e vindas pelos Caminhos Alemães, espero ainda ter um dedo de prosa e provar um dedinho da cachaça desse simpático e desconhecido senhor. </span></p>
<p><a name="slideshow"></a><br />
<object width="400" height="300"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157616835468058%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157616835468058%2F&#038;set_id=72157616835468058&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157616835468058%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157616835468058%2F&#038;set_id=72157616835468058&#038;jump_to=" width="400" height="300"></embed></object></p>
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		<title>A pequena e infinita Urubici &#8211; Carnaval 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 19:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[SC]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[Urubici, nossa querida Urubici, dona de majestosas cachoeiras, respeitosas montanhas, árvores do fruto proibido e araucárias a perder de vista. Urubici das casinhas coloridas, da expressão alegre no rosto do agricultor e dos tantos desenhos gravados nas pedras, das flores &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/03/04/a-pequena-e-infinita-urubici-carnaval-2009-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="#slideshow"><img title="Corvo Branco" src="http://farm4.static.flickr.com/3406/3331595126_84fed3b454.jpg?v=0" alt="Clique na imagem para ver o álbum de fotos" width="375" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na imagem para ver o álbum de fotos</p></div>
<p>Urubici, nossa querida Urubici, dona de majestosas cachoeiras, respeitosas montanhas, árvores do fruto proibido e araucárias a perder de vista. Urubici das casinhas coloridas, da expressão alegre no rosto do agricultor e dos tantos desenhos gravados nas pedras, das flores contornando os caminhos e dos caminhos que acenam às florestas, ao pedregoso e frio Rio Canoas que dali se despede para viajar ao Uruguai, às inúmeras pontezinhas que espreitam esse correr de águas certeiro e eterno.<br />
Foi lá onde estivemos, alheios à farra momesca, aproveitando o feriadão do Carnaval para pôr as rodas na estrada e cicloviajar. Estavam conosco as parceiras do grupo feminino Saia na Noite, de São Paulo, experimentando pela primeira vez (com ótimo aproveitamento!) uma viagem de bicicleta. Pedalamos também com a turma do Boos, que religiosamente comparece pelas bandas da Serra em todo, sem exceção, feriado de Carnaval. O blumenauense Wilberto Boos, incansável ativista pela causa do ciclista urbano, apaixonado por pedalar, mecânico de bicicleta e além de tudo cicloturista de carteirinha, há 20 anos organiza a rapaziada de Blumenau (todos os anos) para cumprir o ritual em Urubici. Chegam a dezenas de participantes, de diferentes idades e ritmos, mas todos com o mesmo propósito de celebrar no pedal a deslumbrante região.</p>
<p><strong>As inúmeras caras da Pedra Furada</strong></p>
<p>Encontramos a turma ao meio-dia de domingo, já no topo do Morro da Igreja, oficialmente o mirante mais soberbo da cordilheira – tendo em conta que de toda a Serra Geral, que irrompe seus picos desde o Paraná até os famosos Canyons do Sul, são os 1822 m do Morro da Igreja a maior altitude desta formação descendente de remotíssimos derrames de lava. Pode-se estar lá – neste topo – dezenas de vezes, mas jamais alguma será igual à outra.  Desta vez, a famosa vista da Pedra Furada foi oniricamente enfeitada pelos chumaços de nuvens, enroscadas no sem-fim de picos e pequenos vales vizinhos ao Morro. Fomos honrados com a repetição deste espetáculo no fim da tarde, a convite de Edson Passold. Este cicloamigo blumenauense, apaixonado por fotografia, não poderia escolher melhor lugar para o registro do pôr-do-sol, ato que compartilhamos com grande prazer.</p>
<p><strong>As águas do Rio da infância</strong></p>
<p>Em plena segunda-feira carnavalesca, reunimos o pelotão ciclístico, alegórico e colorido, para o desfile dos Unidos no Corvo Branco. Na Serra com nome de pássaro, nem tão alta quanto o Morro da Igreja, mas igualmente fantástica e misteriosa, o sol a pino revelava todos os desenhos das pedras, todas as curvas em caracol, toda a imponência e audácia do rasgo na rocha que abre caminho à estrada. Descê-la com rumo ao litoral não era a intenção; uns tantos mais empolgados ainda fizeram uma caminhada a um mirante mais alto, enquanto outro grupo (do qual fiz parte) preferiu fazer meia-volta para atirar-se em um demorado banho no Rio Canoas. O uruguaio Juan Rivas, fotógrafo e designer, diz que o Rio Uruguai é uma das melhores lembranças de sua infância. Aquelas águas, dizia seu pai, “nascem e crescem lá no Brasil, nos altos da Serra Catarinense”. Um dia, Juan veio conhecer a origem do rio que marcou seus dias de criança. De lá não saiu mais, construiu sua casa e uma pousada, num ponto do Rio Canoas de onde se avistam monumentais paredões e a entrada para o Campo dos Padres. Ele conta esta história no prefácio do impecável livro fotográfico, de sua autoria, todo dedicado Serra.</p>
<p><strong>Outra cachoeira no currículo</strong></p>
<p>Ainda não era quarta, mas a terça-feira veio cinza, e em seguida chuvosa. Mesmo assim, parte da trupe seguiu sua sina. Desta feita, descemos a Serra do Panelão por caminhos alternativos que levam ao Morro do Campestre. O Canoas, sempre ele, também cruza o caminho, e para cruzá-lo, a brincadeira é equilibrar-se sobre uma das tantas mini-pontes pênseis. E, como sempre há novidade em Urubici, optamos por desbravar a Cachoeira dos Vacarianos, que até então ainda não figurava em nossos currículos. É preciso abandonar a estrada principal e pedalar 4 quilômetros, um tanto estendidos, ao menos psicologicamente, por conta da lama. Então, surge um caminhozinho gramado, depois vem as pedras, e mais pedras, e 2 travessias do rio – para enfim ouvir o estrondo e avistar a colossal queda d’água desabando na rocha.<br />
Por força da chuva, tomamos uma providencial carona no carro de apoio para avistar os últimos atrativos. No topo do Avencal, avistamos a fabulosa Cascata de mesmo nome, jorrando sobre o abismo de 100 metros para tornar-se um dos mais belos cartões postais da região. Por fim, subimos ao Morro da Antena para do Alto fazer a despedida de Urubici, a pequena Urubici, mas tão infinita em suas paisagens, cenários e belezas naturais.<br />
<a name="slideshow"></a><br />
<object width="400" height="300"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614772088575%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614772088575%2F&#038;set_id=72157614772088575&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614772088575%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614772088575%2F&#038;set_id=72157614772088575&#038;jump_to=" width="400" height="300"></embed></object></p>
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		<title>Inaugurando 2009: Cicloviagem Floripa Ilha &amp; Sertão</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 20:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso calendário 2009 foi inaugurado no último fim de semana, com 3 dias de pedaladas aqui mesmo, em Floripa, nossa casa. Seguindo nossa máxima de diversificar roteiros – e estimular o transporte intermodal -, fomos de van ao Maciambu, região &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/02/12/inaugurando-2009-cicloviagem-floripa-ilha-sertao-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="#slideshow"><img title="Pedal a beira mar na Pinheira" src="http://farm4.static.flickr.com/3312/3328563687_d9f7967e28.jpg?v=0" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na imagem para ver o album completo!</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p>Nosso calendário 2009 foi inaugurado no último fim de semana, com 3 dias de pedaladas aqui mesmo, em Floripa, nossa casa.<br />
Seguindo nossa máxima de diversificar roteiros – e estimular o transporte intermodal -, fomos de van ao Maciambu, região dos ancestrais assentamentos guaranis. Dali, percorremos caminhos ao longo do rio de mesmo nome, em cenários ilustrados pelo vicejante Parque Estadual do Tabuleiro.<br />
A pedalada ainda cortou a vasta planície sobre a qual esparrama-se o Parque, para então alcançar a Guarda do Embaú. Ali, à beira do rio da Madre, muita água de côco para aplacar o calor, e descanso para enfrentar o forte vento contra, à beira-mar sobre areia dura na Pinheira, que enfrentaríamos a seguir.<br />
No final da praia aguardavam-nos os valentes barquinhos, que atravessaram magrelas e pedalantes sobre a Baía Sul, na etapa aquática de nossa jornada. Eis aí um considerável atrativo da viagem: navegar ao largo da ponta do Papagaio e da Fortaleza de Araçatuba, avistando a Praia de Naufragados, na travessia entre o Continente e a Ilha.<br />
Em terras insulares, pedalamos da Caieira ao Ribeirão da Ilha, até chegar à pousada do Museu, ponto dos 2 pernoites. Ali, além da privilegiada localização (na beira da Baía Sul, tendo o mar e o pico do Cambirela como paisagem), destaque para a fabulosa gastronomia: Polvo à casquinha, escabeche de badejo, espagueti ao molho de côco e camarão e a tradicional carne com banana foram algumas das delícias servidas nos jantares.</p>
<p style="text-align:center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="#slideshow"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3657/3329402064_230596f6ba.jpg?v=0" alt="Travessia continente-ilha" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Travessia continente-ilha</p></div>
<h3><span style="font-weight:bold;">Peri, Sertão e praias: o melhor do Sul da Ilha</span></h3>
<p>A segunda pedalada contemplou as melhores paragens, sem exagero de discurso, do sul da Ilha de Santa Catarina. Pela manhã, mergulhamos nas trilhas do Parque Municipal do Peri, o paraíso de água doce; alcançamos o imponente Costão da “ilha” das Campanhas, na Armação, um mirante sem par; e paramos para almoço no pitoresco Arante, em pleno Pântano do Sul.<br />
De tarde começamos de modo “light”, na beira da praia entre o Pântano e o balneário dos Açores. Mas o “hard” estava por vir: a temível (mas nem tão terrível!) subida do Sertão. Nas alturas, pausa para visitação ao alambique do Zeca, um dos últimos remanescentes, com sua estupenda cachacinha artesanal. E entre grotas e costeletas, sobe-desce e a singular vista da Lagoa do Peri, cumprimos a etapa do Sertão, descendo de volta ao Ribeirão da Ilha, após cruzar a Ilha de Leste à Oeste.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 211px"><a href="#slideshow"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3615/3328572119_e48a4bfa2a.jpg?v=0" alt="Saída da pousada no Ribeirão da ilha" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Saída da pousada no Ribeirão da ilha</p></div>
<p>No último dia demos as boas vindas à apresentadora Tata, do Patrola. Veio fazer um bloco do programa conosco e, de quebra, experimentar uma pequena – e quase sempre viciante! – dose de cicloturismo. Estejam os caros espectadores atentos pois, em algum sábado de março, estaremos na telinha mostrando um pouco do nosso trabalho. A Tata despediu-se da gente na entrada para a Tapera; dali, seguimos para o Campeche, onde houve parada para visita na casa (de verdade!) de garrafa PET, projetada e construída pelo nosso parceiro Luiz Pereira.<br />
O Canto dos Araçás foi o ponto final da pedalada – mas não da viagem. De lá, embarcamos para a Costa da Lagoa, a tradicional comunidade ribeirinha, apartada da “civilização”. Era dia de Nossa Senhora dos Navegantes, e dezenas de barcos em festa devotavam-lhe uma procissão. Com os olhos enfeitados pelo colorido do cortejo, e almoçando um divino peixinho com camarão na beirada da Lagoa, encerramos mais uma jornada – como sempre, em grande estilo!</p>
<p><a name="slideshow"></a><br />
<object width="400" height="300"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614808007316%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614808007316%2F&#038;set_id=72157614808007316&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=70933" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614808007316%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157614808007316%2F&#038;set_id=72157614808007316&#038;jump_to=" width="400" height="300"></embed></object></p>
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		<title>Vinhos, vales e cachoeiras</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2008/08/26/vinhos-vales-e-cachoeiras/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 01:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Bento Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos de Pedra]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Valduga]]></category>
		<category><![CDATA[Cave do Amadeu]]></category>
		<category><![CDATA[Don Giovani]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio das Antas]]></category>
		<category><![CDATA[vale dos vinhedos]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhedos]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>
		<category><![CDATA[vinícola]]></category>

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		<description><![CDATA[São 10 da manhã de um atípico domingo de julho último, ponteiros na casa dos 20 e poucos graus, com sol a pino banhando as vielas, “linhas” e outros caminhos na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Antes de &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2008/08/26/vinhos-vales-e-cachoeiras/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São 10 da manhã de um atípico domingo de julho último, ponteiros na casa dos 20 e poucos graus, com sol a pino banhando as vielas, “linhas” e outros caminhos na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Antes de retornar ao topo do Vale Aurora, cujo desnível de 300 metros havíamos descido há pouco, o pessoal do Olavo Bikers faz pausa pro descanso, enquanto o líder homônimo saca o celular do bolso e faz contato:<br />
- Bom dia amigo, como vão? Vocês são quantos hoje? Cento e trinta? Ah, claro, faltamos nós 9 que estamos aqui pelo Vale dos Vinhedos!<br />
Do outro lado, em São Paulo um membro do grupo faz o balanço de mais um amistoso encontro ciclístico, que reúne a multidão montada todos domingos, para lúdicos passeios pelo sem-fim de roteiros possíveis entre a Fnac e a tradicional padaria que acolhe o grupo no fim de cada jornada.<br />
Durante a semana pelo Vale dos Vinhedos e região de Gramado, os 9 “faltantes” e outros 6 acompanhantes deixaram a saudosa Sampa para aventurarem-se, como fazem regularmente, em algum convidativo roteiro cicloturístico. Na Serra Gaúcha, que, antes de mais nada, é sinônimo de excelência em vinhos brasileiros, conferiram que a lista de visuais vai bem além dos emaranhados de parreiras &#8211; sejam elas à moda antiga, espichando-se sobre traves e caramanchões, ou as modernas “espaldeiras”, de plantas lapidadas, produzindo menos e com mais qualidade.<br />
Há também a presença de mata fechada, como no entusiasmante trecho pelo Vale do Rio das Antas. Partindo de Nova Pádua, mais precisamente do Belvedere Sonda – ponto privilegiado para se observar as encostas escarpadas e o desenho do leito na mata -, despencamos 400 metros, em 5 quilometros, até o Rio. Para cruzá-lo pela primeira vez, uma pitoresca balsa que, apesar do exclusivo propulsor com cabine de Fiat 147 e motor de Santana movido a gás de cozinha, moveu-se mesmo graças a um engenho de cabo-de-aço e alavanca manuseado pelo capitão (e auxiliado pelo seu Olavo!).<br />
Na outra margem o caminho é plano, de chão vermelho e batido, assentado entre árvores e ao longo do rio. E ainda melhor: sem qualquer movimento de automóveis, ou seja, sob medida para sossegadas e clássicas pedaladas. Dez quilometros adiante, a segunda travessia do Rio das Antas, desta vez sobre respeitosa ponte de ferro. A jornada ainda galgou de volta o Vale (com subidas que panturrilhas e coxas jamais esquecem, e surpresas como cruzar com um “tipo” a la Radicci, o caricato personagem italiano do cartunista Iotti, e passar por floridos pessegais), cruzou o distrito de Pinto Bandeira e foi consumada na vinícola Cave de Amadeu, na região dos Vinhos de Montanha.<br />
Pra lei-seca nenhuma atormentar nosso pessoal, as degustações ocorreram sempre no fim dos dias, com retorno tranqüilo no microônibus que os acompanha em 100% dos trajetos. Das menores e mais charmosas, como Cave de Amadeu e Don Giovani, às maiores que produzem com grande aparato tecnológico, como Miolo e Casa Valduga, as vinícolas do caminho são excelentes para incrementar os sentidos e familiarizar-se com o divino elixir de Baco. Nos balcões, é possível degustar algumas obras-primas, como vinhos premiados de castas que vieram da Europa e retornam ao continente concorrendo com pesos-pesados mundiais.<br />
A viagem também passou por circuitos vizinhos ao Vale dos Vinhedos, como a Rota do Sabor e os Caminhos de Pedra. Nestes, destaque para El Cantuccio del Pomodori – a casa dos variados produtos à base de tomate, em que a simpática proprietária explica com detalhes as origens daquela rota apinhada de construções de pedra. Também para o Ateliê de Bez Batti, um gênio das esculturas em pedra (com um acervo geológico bastante interessante, incluindo madeiras petrificadas e rochas contendo bolhas d’água fossilizadas), e para a Casa da Erva Mate, que exibe uma arrojada engenhoca movida à roda d’água para beneficiar os galhos da erva.<br />
Já na região de Gramado, para onde nos deslocamos no quinto dia da viagem, o charme e as inúmeras opções de compras fizeram o deleite dos participantes – e, principalmente, das acompanhantes. A partir de Canela – onde nos hospedamos em hotel com exclusiva vista para o Vale do Quilombo – pedalamos até o Parque do Caracol, com vista para colossal cascata de mesmo nome, e para o Parque da Ferradura, onde bandos de quatis recebem os visitantes qual bichos de estimação.<br />
E, como “tudo que é bom dura pouco”, nossos parceiros do Olavo Bikers retornaram a São Paulo após uma semana de excelentes pedaladas, memoráveis jantares, refinados vinhos e o altíssimo astral que já é característico do grupo. Como sempre, atentos ao futuro, já sonham com o próximo roteiro, e sugestões já tem: que tal pedalar pelos fantásticos Cânions da divisa RS/SC, com seus vertiginosos paredões que chegam a despencar de mais de 800 m de altura? No que depender de nós, do grupo Caminhos do Sertão, será mais uma excelente viagem.</p>
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		<title>Mar, lagoas e o barqueiro Buiú</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 00:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[avistação de baleias]]></category>
		<category><![CDATA[Baleia Franca]]></category>
		<category><![CDATA[Caieira da Barra do Sul]]></category>
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		<category><![CDATA[Rota das Baleias]]></category>
		<category><![CDATA[Siriú]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[A presença de dezenas de lagoas, espremidas entre a vegetação litorânea e os contrafortes da Serra, é uma característica bem marcante de nosso litoral Sul. Enormes, como a Lagoa do Imaruí, ou modestas, como a Lagoa do Meio na praia &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/09/23/mar-lagoas-e-o-barqueiro-buiu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de dezenas de lagoas, espremidas entre a vegetação litorânea e os contrafortes da Serra, é uma característica bem marcante de nosso litoral Sul. Enormes, como a Lagoa do Imaruí, ou modestas, como a Lagoa do Meio na praia do Rosa, elas são um atrativo à parte e compõem a diversidade de cenários e ecossistemas que esparramam-se pela costa catarinense.<br />
Há também a Lagoa do Quintino, unida por estreito canal à Lagoa da Ibiraquera que, por sua vez, comunica-se esporadicamente com o mar através da Barra, um canal naturalmente fechado (sem fluxo de água) na maior parte do ano. Naquele dia, porém, seria diferente. Já no início da pedalada soubemos que a Barra havia sido aberta pela ação humana, pressupondo um inconveniente, embora as informações dessem conta de que a água não passava dos joelhos.<br />
Com tempo fechado e vento pela frente – fato que, de maneira alguma, baixou o moral do grupo! – deixamos a praia de Itapirubá próximo de meio-dia, no dia das Crianças. Na sede do projeto Baleia Franca, ponto da saída, a boa-nova: 11 pares de baleias, mães com seus filhotes, exibiam-se desde o dia anterior nas praias da Vila e da Ribanceira, justamente por onde passaríamos pedalando!<br />
A maré ascendente exigiu destreza. Os rastros dos pneus eram estrias bem sinuosas, descrevendo a constante busca dos cicloviajantes por um pedaço minguado de areia dura, entre a linha das marolas e o banco de areia fofa. Nem todos puderam livrar-se da safadeza de umas ondas mais afoitas, que molhavam, impiedosas, a magrela e as canelas do vivente.</p>
<h3>Evoluções das gigantes</h3>
<p>Ao final da Praia da Vila, um asfaltinho pra relaxar. Parada estratégica no quartel  Corpo de Bombeiros, que de certa forma nos salvaram, cedendo uma mangueira para livrarmos as bicis da cruel ação da areia. Em seguida, visitamos o Museu da Baleia Franca, instalado num prédio onde processava-se o óleo das pobres gigantes; fizemos a tradicional parada no mirante, de onde divisa-se o Porto de Imbituba e o Atlântico a perder de vista; e descemos para a praia da Ribanceira.<br />
Foi só chegar que elas já estavam lá. Duas baleias, com suas lentas e graciosas evoluções, a poucos metros da praia. Só não vimos outras porque a maré cheia foi soberana, e não avalizou a pedalada a beira-mar; o jeito foi seguir por estradinha paralela, ao largo das dunas da Ribanceira.<br />
Esse caminho dava direto na Barra de Ibiraquera. O Renato foi o primeiro a observar um homem que tentava a travessia.<br />
- Está com água pelo pescoço! – informou-nos, baseado na observação.<br />
Ou o atravessador era uma criança, ou a história de que a água não passava dos joelhos era balela! De fato, a segunda versão era a única que procedia. Havia realmente uma parte mais profunda no canal, que ao todo, considerando também as partes mais rasas, passava de 100 metros de largura.</p>
<h3>A bateira azul-calcinha e o barqueiro Buiú</h3>
<p>Desviar do canal custaria mais de 10 km, além de um indesejável trecho pela BR 101. Opção descartada. Imbuídos do espírito de navegantes, decidimos procurar por um barco. Tarefa fácil: ali mesmo, no restaurante onde petiscávamos, arranjaram-nos o flutuante. Uma simpática bateirinha de fibra, de cor azul-calcinha, que não passava dos 3 metros de comprimento.  Essa valente embarcação deu conta das 11 bicicletas e 11 pessoas!<br />
Foram 6 viagens. Destaque para o capitão Souza, condutor na maioria delas. Eu também dei minhas remadas. Na última travessia, quando fui devolver a bateira, duas senhoritas confundiram-me com o barqueiro local:<br />
- Buiú, que bom que você apareceu! Atravessa com a gente? – disseram elas, cada uma empunhando um drink.<br />
Acredito que as doses de vodka com sprite não permitiram que elas entendessem, quando eu disse que havia uma confusão. Então entrei no jogo e fiz o papel do tal Buiú, levando as meninas e o namorado de uma delas até o outro lado. No desembarque, fui recebido com “aquela” tiração de sarro!<br />
Manhã seguinte, após o primoroso café na pousada Rosa &amp; Canela, recomeçamos a jornada. Pausa na idílica Praia do Rosa, com direito à trilha pelo costão sul, pra contemplar o mar do alto das pedras. Seguindo a pedalada costeira, rumo norte, entramos na praia da Ferrugem pela barra – essa, por sorte (ou azar, pela ausência de aventura??), estava fechada.<br />
No meio da tarde chegamos à cachoeira do Siriú. Com bom ritmo e num caminho plano e sossegado, debaixo de sol ameno e sem vento, seguia ligeira a turma dos intrépidos ciclolitorâneos!</p>
<h3>A Lagoa-Coração</h3>
<p>O pedal do último dia começa forte. De cara “escalamos” o morro do Siriú, o maior de todo o trecho. Pode ser que você chegue lá levemente esbaforido, mas ver do alto a Lagoa do Ribeirão, formada pelo rio da Madre com desenho de um coração, vai te dar a sensação de que valeu a pena.<br />
Adiante, para driblar a BR 101, a carta na manga é um caminho alternativo na área rural de Paulo Lopes. Ao longo de arrozais, pequenos morros e uma pedreira, a estrada leva de volta à BR, no ponto onde ela atravessa o rio da Madre; dali, é só cruzar por  baixo da ponte e apontar outra vez ao litoral.<br />
Na Pinheira voltamos a pedalar pela praia. A faixa de areia é bem larga, ao longo dos pouco mais de 6 km da orla em formato de ferradura. No outro extremo, a Ponta do Papagaio; dali, graças ao bom tempo, pudemos atravessar tranqüilos a baía sul em direção à Ilha, ao largo da Fortaleza de Araçatuba e da Ponta de Naufragados, sobre esguias baleeiras.<br />
Desembarcaram, na Caieira da Barra do Sul, após 3 dias de cicloviagem, os caros e caras protagonistas: Sirlei, Cacá, Joana e Patrícia, Souza, André, Renato, Rodrigo e Carocha, e os guias Jonatha e este escriba que vos relata. Ameaçava desabar um temporal, mas a sorte, eterna companheira, impediu que ele nos alcançasse no trecho final até o Ribeirão. Ali, coroamos com risos, abraços e despedidas mais uma viagem de sucesso e boas memórias.</p>
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		<title>Nature and History in the Islands of Southern Brazil</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jul 2007 20:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Philip Wigan (nosso cliente-amigo número 1 !!) On Superagui island there was rumour of a beached right whale 15km up the beach. We won a sea-soaked cycle race against the rising tide and reached our whale before the vultures. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/07/15/ure-and-history-in-the-islands-of-southern-brazil/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Philip Wigan (nosso cliente-amigo número 1 !!)</p>
<p>On Superagui island there was rumour of a beached right whale 15km up the beach. We won a sea-soaked cycle race against the rising tide and reached our whale before the vultures. Locals said the 3-month old calf had died that morning, lost on its passage to warmer waters further north. Not being big on animal observation, I have to concede that this one fascinated me. You can pay good money to view live whales frolicking around the coast of southern Brazil in the winter (<a href="http://www.baleiafranca.org.br/">www.baleiafranca.org.br</a>), but you will not touch the warm, translucent grey-blue-pink skin nor the hundreds of brushes in its foamy mouth through which the whale ingests plankton. And you will never get close enough to open its blowholes and have a look inside…no, come on, surely not?!</p>
<p>A 5-day cycling trip around the Baía de Paranagúa was supposed to be about saddles, mud, panniers and physical challenge. As it turned out the memories were dominated by whales and boats. ‘A Mata Atlantica’, the Atlantic rainforest, was our stage, lush hills cascading down in a huge continuous bank from Curitiba, dispersing into a huge bay dotted by a series of islands. Water, mangrove, forest and lots of it…our two-wheel wilderness playground.</p>
<p>We had resolved to attempt this trip in winter. The rain, as we drove north from Florianópolis, was intense. We arrived in the port city of Paranagúa &#8211; all tarnished glory and atmosphere with its crumbling Portuguese facades and harbourside warehouses &#8211; just in time to catch our boat to the islands. The rain eased as we got under way at the end of the afternoon, but then so did the engine. After floating around the estuary admiring an endless line of freight ships amidst clouds of oil and vapour I began to wonder whether the cycling was going to happen at all. Our captain gave the engine some welly and we made it all the way in third gear. Our ears suitably shrilled, we arrived at a beach village. As we surveyed our surroundings in the dark on the beach, locals kept bumping into us. The sudden appearance of a horse and cart emerging at speed from an expanse of sands is quite arresting, but we quickly realized we were standing around on the village’s main thoroughfare.</p>
<p>A small skiff took us across to Peças Island (Pieces), where we pedaled gleefully along hard-packed sands. We came across a fallen tower strewn across the beach. Echoes of the dictatorship? The shipping equivalent of a train-spotter’s perch? The fort directly opposite on Ilha de Mel (Honey Island) reminded me of a brilliant Brazilian film I had recently watched, ‘Almost two brothers’ (<a href="http://www.quasedoisirmaos.com.br/">www.quasedoisirmaos.com.br</a>), which presents the political and social history of Brazil during the dictatorship (1964-1985) through the eyes of political and common prisoners on Ilha Grande in Rio de Janeiro State. Ah-ha, but I was in the State of Paraná. We decided to finesse our back-wheel skidding techniques instead of extrapolating historical links.</p>
<p>One of the great pleasures of traveling in Brazil is the language. It is fascinating to listen to the local dialects and voices, so different from your home town, and the islanders in Paraná were no different. We were given an excellent opportunity to observe island relations firsthand, when we sighted our 3-gear boat being dragged from the water by a motley crew of men, teenagers and anyone on hand. Call me cynical, but it must be part of a captain’s charm to gather together 40 people on a cloudy afternoon in order to haul your boat up onto a beach. We played our part in this tug-of-war, before boarding another skiff bound for Guaraqueçaba. We sat back to concentrate on the dolphins and birdlife as we motored up estuaries and past islets, when suddenly the boat was beached like a whale on yet another sandbank. We’d lost this particular race against the tide. Nothing to do but sit it out in the silence of the mangrove, and wait for the swell which would release us. It could have been worse, with someone looking in my blowholes!</p>
<p>We reached Guaraqueçaba on the mainland, the main bay settlement, minutes before the sort of torrential downpour you need to go to somewhere like Brazil to witness. My new panniers were being saved the ultimate waterproof test. As misty clouds rose up the mountains before us, we set out for Tagaçaba, a hamlet 40km down the quietest dirt road imaginable. The forest here is high and dense enough to remain permanently chilled under the canopy of the trees. Up and down we meandered, pleasantly surprised at the relative ease of carrying two 25-litre panniers. A few cogs and a well-adjusted chain is a truly amazing bit of technology. Biking as a means of travel has a number of clear attractions: your viewpoint is high, you get to cover quite long distances quickly, and you feel tired and hungry at the end of the day with an appetite which makes you feel healthy. On reaching the colonial town of Morretes we indulged in the local speciality, barreado, a nourishing meat and potato dish buried in a clay pot beneath an open fire for twelve hours and cooked slowly, like a stew. OK, it is a stew, but a good one! Just time to catch the spectacular afternoon train up through the mountains to the plateau to enjoy a couple of saddleless nights in Curitiba, the state capital, and site of yet another astounding Oscar Nieyemer <a href="http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura346.asp">architectural creation</a>, O Olho, The Eye, an absolute must.</p>
<p>Caminhos do Sertão are a small but expert ecotourism operator, specializing in two-wheel trips in southern Brazil. The idea is simple but works. A cycling adventure where the emphasis is on enjoying beautiful landscapes, as well as actually tackling the nitty-gritty of locomotion on two wheels, with a sense of fun and adventure being the main requisites.</p>
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		<title>Kid Tangerina e café com peixe</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jun 2007 18:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Águas Mornas]]></category>
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		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Rosa de Lima]]></category>
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		<description><![CDATA[Pesque-Pague Dori, município de São Bonifácio, noite de sexta-feira. Como verdadeiros glutões – afinal, tínhamos pedalado 60 km naquele dia – fartamo-nos com a generosa comida caseira preparada especialmente para nosso grupo. Tilápias fritas, frango assado e carne de panela, macarrão caseiro &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/07/kid-tangerina-e-cafe-com-peixe/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesque-Pague Dori, município de São Bonifácio, noite de sexta-feira. Como verdadeiros glutões – afinal, tínhamos pedalado 60 km naquele dia – fartamo-nos com a generosa comida caseira preparada especialmente para nosso grupo. Tilápias fritas, frango assado e carne de panela, macarrão caseiro e farofa, e o insubstituível mix brazuca, arroz com feijão. Pudim e gelatina, aclamados, foram o desfecho do banquete. Nada mal.</p>
<p>Barriga cheia, é hora de jogar conversa fora. Ou melhor: hora de praticar o intercâmbio cultural. O Souza, autêntico manezinho da Ilha, passou a falar de uma dieta praticada em tempos remotos. Daí comprovamos nossa ignorância em assuntos dos nativos de Floripa: nenhum de nós – com exceção da Hila, que também é manezinha – sabia que uma iguaria apreciada “nas antigas” era feita de café preto com farinha, guarnecido por peixe desfiado. Tudo na mesma cumbuca: “e tem que mexer assim”, mostrava o Souza em gesto, explicando qual o segredo para a mistura ganhar consistência ideal.</p>
<p>Como o clima do grupo é sempre de bom humor, achamos que ele estava de brincadeira. “E tem mais: eu prefiro com leite”, disse o Souza, para descrença geral. Tanto desconfiaram do manezinho que ele se cansou. Pediu ao garçom que trouxesse leite, café e farinha. Peixe já tinha na mesa. E então, sob os olhares de 10 espectadores, preparou a exótica mistura. Depois passou a comê-la, visivelmente muito satisfeito.</p>
<p>A Hila, que não via nenhuma novidade naquilo, experimentou umas colheradas. O Dudu também se arriscou – e não reclamou. O André não se conteve, e foi outro que mandou ver. Aos demais, o creme de café com leite e peixe não apeteceu. Pouco importava: o interessante do episódio, realmente, é que fomos testemunhas de uma autêntica experiência gastronômico-cultural.</p>
<h3>Deleite nas águas termais</h3>
<p>A viagem de bicicleta começara no dia anterior, quinta-feira, feriado de Corpus Christi. Na pracinha da pacata Anitápolis, enquanto fazíamos alongamento, surgiu o Diego com sua bicicleta recém saída da revisão. Ele mora ali há dois meses; veio de São Paulo, passou em concurso para o BESC. Não poderia ter surpresa melhor do que um grupo de cicloviajantes baixando na cidadezinha.</p>
<p>- Ninguém pedala por aqui – disse o Diego. – Posso seguir junto com vocês?</p>
<p>Seguimos, nós e o funcionário do BESC, na direção de Santa Rosa de Lima. O caminho, escarpado, acompanha o leito do Braço do Norte, rio que em determinados pontos assume um belo tom verde-petróleo. Mas o ouro ali é outro: a construção de PCH’s, as mini-usinas hidrelétricas. São 3, quase vizinhas, sobrecarregando o curso do mesmo rio. Negócios que prometem receitas da ordem de 4,5 milhões por ano, às custas de pesados encargos: terraplenagem de encostas, comprometimento das paisagens e do turismo de natureza, prejuízo à fauna e flora, inundações.</p>
<p>Porém, nem tudo está perdido na simpática Santa Rosa. Por ali há lugares tão convidativos quanto o balneário de águas termais. A piscina morna, sem cloro, e com um cano de 5 polegadas jorrando água quente sem parar, oferece um deleite inenarrável. O que dizer, então, de sorver uma bela cervejinha na beira desse oásis termal? “Vidinha mais ou menos”, exclamaram alguns cicloviajantes.</p>
<h3>O Bosque das Amanitas</h3>
<p>O Diego retornou à Anitápolis, e nós pedalamos até a Pousada Vitória. A Dida não pôde nos recepcionar. Do lado de lá do Atlântico, fazia um intercâmbio na Espanha, levando sua experiência de produzir acolchoados com lã de carneiro e ervas aromáticas. A viagem é um dos programas do projeto Acolhida na Colônia, uma elaborada proposta de hospedagens rurais, espelhada em moldes europeus, que funciona em Santa Rosa e região. De qualquer forma, mesmo sem a Dida, fomos calorosamente recebidos pela sua filha, Ana Paula, e Odair, o esposo.</p>
<p>No dia seguinte atravessamos o centro de Santa Rosa. Saindo da cidade, a construção da terceira PCH surge no cenário e degrada a paisagem, de forma pungente. Depois o caminho volta a ficar agradável, numa pedalada morro acima, na direção do pequeno povoado de Rio Bravo Alto.</p>
<p>Numa das bifurcações, a estrada deriva para um impressionante túnel de pinus. Não que eu seja fã dessas árvores, responsáveis por grandes problemas ambientais no campo. Mas aquele visual de floresta densa e fria, incrementado pelo nevoeiro, transformou-se num verdadeiro espetáculo. Cenário de conto de fadas: sobretudo pela presença dos cogumelos <em>Amanita muscaria</em>, aqueles de cor vermelho-viva e salpicados por pintinhas brancas, e que pipocam às centenas sobre a folhagem dos pinheiros em épocas frias.</p>
<p>No vilarejo de Rio Sete, com sua singular igrejinha verde-escura com detalhes brancos, paramos para o lanche do meio-dia. Depois do descanso seguimos, e não demorou muito a chegar ao destino do dia. O ritmo do grupo estava acima da média, e em todos os dias da viagem chegamos pelo menos duas horas antes do previsto.</p>
<p>Bonifácio, monge inglês decapitado pelos bárbaros no ano 754, virou santo e seu nome foi adotado séculos depois pela pacata cidadezinha catarinense, num vale encravado na Serra do Tabuleiro. O asfalto que liga à capital só chegou em 2004 – a demora custou a debandada de milhares de moradores, e hoje pouco mais de 3 mil pessoas vivem por ali.</p>
<p>A tranqüilidade do lugar é marca registrada. Na chegada à Pousada do Sossego, uma prova disso. Não havia ninguém, mas o casarão à beira do lago, equipado com um amplo salão de jogos, uma rica decoração de objetos antigos e louças impecáveis, estava aberto e inteiramente à nossa disposição.</p>
<h3>Kid Tangerina, o acadêmico dos cítricos</h3>
<p>Ao redor do casarão, pés de tangerina, laranja e frutas cítricas afins estavam carregados. Motivo de grande satisfação para o Renato! O pedaleiro até ganhou um apelido da Claudia, sua namorada: Laranjão. Eu, mais sutil, o batizei com alcunha de super-herói: Kid Tangerina.</p>
<p>É que o Renato, durante as pedaladas, não pode ver um pé de tangerina ou assemelhado. Pára a magrela imediatamente, e farta-se com o sumo. De tanto apreciar as frutas, ele as reconhece de longe. Para mim, é apenas um aglomerado de bolas alaranjadas. Já ele repara no arqueio dos galhos, no tom das cascas, no formato mais ou menos circular dos frutos, feito um verdadeiro estudioso dos assuntos cítricos.</p>
<p>Tal característica inspirou a Hila a inventar uma charada:</p>
<p>- Vocês sabem qual o único motivo que faz o Renato parar no meio de uma descida, por mais divertida que ela seja?</p>
<p>Vale lembrar que o Renato também é fissurado por “arrepiar” nas ladeiras abaixo. Mas a resposta é fácil, não é? Ele só pára quando vê um pé de laranjas, é óbvio!</p>
<h3>Veranico de junho e a emoção da ponte pênsil</h3>
<p>No sábado, último dia da pedalada, o veranico de junho, presente nos dias anteriores, continuou e ainda trouxe de lambuja um sol escaldante. Saindo de São Bonifácio a lomba é pesada, de asfalto. No topo do morro abandonamos a estrada principal, derivando ao caminho que emoldura o Rio Cubatão.</p>
<p>Cristalino e de leito pedregoso, o rio é sinônimo de contrastes: acima, suas águas puras são captadas e abastecem boa parte da grande Florianópolis. Abaixo, carece de mata ciliar em alguns pontos, e lavouras de hortaliças são cultivadas muito próximo de seu leito. Mas em outros pontos a mata fecha novamente, sombreia e refresca o caminho, e esconde lugares como o convidativo paradouro onde encostamos para lanchar.</p>
<p>Ali, bem à beira-rio, há um gramado e um telhadinho acolhedor, com mesas e bancos de madeira. Caniços de pescar ficam guardados sob o teto, e uma pequena churrasqueira de pedras está de prontidão, caso alguém se dê bem na pescaria. Um refúgio perfeito.</p>
<p>A estradinha do Cubatão ficou para trás. A civilização dá as caras pela BR 282, por onde pedalamos num trecho de pouco mais de 1 km, pelo acostamento. Um novo atalho e já estamos na Vargem do Braço, por caminhos de terra. O Rio Cubatão surge novamente, agora com novas feições, de águas mais escuras.</p>
<p>Para atravessá-lo, temos uma ponte convencional. Mas porque utilizá-la, se bem pertinho há uma pênsil? Ficamos com a segunda opção – e o frio na barriga veio de brinde. A pinguela chacoalhando e a dezena de ciclistas ali em cima, resistindo bravamente, enquanto o Dudu preparava o clique.</p>
<p>No meio da tarde encerramos a viagem, na entrada de caldas da Imperatriz, em Águas Mornas. Ficou um gostinho de quero mais: esse pessoal pedalava rápido pra caramba, e chegamos muito cedo!</p>
<p>Mas haverá mais, para quem quiser – o convite é para todos. Em 1º. de julho temos o consagrado PedaLua. Depois vem a Expedição pelas ilhas desertas, de uma semana. Pedalada para cicloviajante nenhum botar defeito. Nos vemos lá!</p>
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		<title>PedaLua: Peri, Ribeirão e Tapera</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 18:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/02/pedalua-peri-ribeirao-e-tapera/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a contemplação. O destino inicial era a Lagoa do Peri, abençoado Parque Municipal e fonte das melhores águas da cidade.<br />
O acesso à Lagoa não foi o usual, pela sede do Parque. Entramos por uma trilhazinha bem no extremo norte do espelho d’água, a partir do Morro das Pedras. Dali seguimos por um caminho no meio da mata, uma restinga de generosas árvores, cujas raízes aéreas espalham-se pelo trecho e transformam a trilha num divertido desafio.<br />
A recompensa foi o visual da Lagoa, incrementado pela ensolarada tarde de outono. Ficamos um tempo ali na beira da água, mirando a cadeia de morros e Mata Atlântica que protege todo o entorno. Na seqüência montamos em nossas digníssimas “magrelas” e voltamos pra estrada.</p>
<h3>Ribeirão da Ilha: deslumbrante pôr-do-sol</h3>
<p>Passando o Trevo do Erasmo, o asfalto vira paralelepípedo &#8211; e dá-lhe chacoalhar feito cabrito! De modo que algumas trilhazinhas na margem do caminho, por onde deveria existir calçada, facilitam deveras a vida do ciclista, já que dão um pouco de trégua ao desconforto.<br />
O descanso foi na pracinha à beira-mar, pouco depois da Igreja do Ribeirão. De frente pro Cambirela, vimos a despedida do sol, mergulhando fundo por detrás das montanhas no horizonte. Completando a cena, revoadas de pássaros e o balançar tranqüilo do mar da Baía Sul. Divino.<br />
De noitinha nosso pelotão ciclístico retornou à marcha. O caminho foi pela estrada da Tapera, escuridão total. De ambos os lados, apenas pastos e vez ou outra uma matinha pouco densa. Um desses ermos que ainda pontuam certos recantos da Ilha de Santa Catarina.<br />
Passava um pouco das 19h quando chegamos de volta ao Campeche. E a Lua? Bem, digamos que sua presença resumiu-se a uns raios de luz que conseguiram escapar por trás da densa e negra nuvem. Perdoemos a timidez do astro! Tentaremos saúda-la novamente no dia 1º. de julho, data do próximo PedaLua. Quem sabe teremos mais sorte?</p>
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		<title>É mesmo lindo o luar do meu Sertão &#8211; Pedalua de 1o. de maio</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 18:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/05/01/e-mesmo-lindo-o-luar-do-meu-sertao-pedalua-de-1o-de-maio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que todos conhecem: &#8220;não há, minha gente, oh não, luar como este do Sertão&#8230;&#8221;<br />
O caminho de prata estaria vazio, não fosse a presença dos 14 ciclistas. Sigo logo atrás deles, conduzindo o carro de apoio. Paro, desligo o motor e contemplo o silêncio enluarado. Em pouco tempo as lanterninhas das bikes, vagalumes vermelhos, desaparecem e me deixam ali, sozinho e cúmplice de mim mesmo, a divagar.<br />
Partimos de Antonio Carlos, a cidadezinha que alimenta boa parte das gôndolas dos Sacolões de Florianópolis. Já se vão 10 anos desde que estive pela primeira vez nessas paragens, trazido pelo Pereira, o patrono (mas não patrão!) dos Caminhos do Sertão. Fico pensando: ainda há o que conhecer por aqui? Imagino se há mesmo diferença entre cada uma das tantas passagens por lugares como Limeira, Três Riachos ou  Fazenda de Dentro, ou até por uma Sorocaba que não é paulista, são os bairros rurais que quase não denunciam a presença da pequena metrópole, ou Grande Florianópolis, tão próxima.<br />
“É claro que há”, respondo pra mim mesmo. E sigo para encontrar os pedalantes tendo a nítida impressão de que esses caminhos me pertencem, que 10 anos são suficientes para que um usuário dos trechos requeira o usucapião e seja dono deles para sempre, ao menos na imaginação. Enquanto dirijo vou fazendo um divertido<br />
jogo de memória, pensando no que virá depois de cada curva: ponte, casebre ou pasto, granja, curral ou encruzilhada?</p>
<h3>O terneiro na contramão</h3>
<p>Então os devaneios se dissipam, ao passo que surge uma densa névoa. Em princípio não entendo direito do que se trata; a lata móvel me isola do ambiente. Ponho a cabeça para fora e sinto, junto com a umidade, um pungente aroma cítrico, que parece diluído nas infinitas micro-gotas, suspensas no ar. Quantas lembranças despertam um simples cheiro&#8230;<br />
No meio do nevoeiro surgem os pisca-piscas, anunciando os cicloamigos. É hora de trocar de turno e também experimentar – eu mereço! – a pedalada ao luar. Sigo como ponteiro, demarcando caminhos e encruzilhadas, e a reboque vem os 13 pedalantes: Pereira e Ana, sua musa inspiradora; Djalmar, Renato, Baié e Valmor, a turma de Blumenau; a Cris, filha do Souza e outra Cris, que nos honrou vindo de Sampa pra pedalar conosco; a Nara, que já virou veterana nas viagens com o CdS; Soninha, que nos conheceu no pedal de Urubici e tanto gostou que desta vez trouxe a Dani; novata que mandou muito bem; o Carocha, que nos acompanha desde a primeira saída do CdS; o guia Jonatha e, fechando o grupo, o carro de apoio conduzido pelo guia Dudu.<br />
Ao passar pelo bar da Fazenda de Dentro, um alerta. Um sujeito meio zonzo, do alto de sei-lá-quantas doses de cana, sai de moto na nossa direção. Por prudência paramos, enquanto passava o ziguezagueante motoqueiro. Seguimos, pensando estarmos livres dele; antes fosse. Poucos quilômetros a frente estava o borracho, parado no meio da estrada. Me aproximei, e ele disse com a língua meio enrolada:<br />
- Tem um terneiro solto na estrada, vocês não podem passar.<br />
- Obrigado pela informação, amigo. Tomaremos cuidado – respondi.<br />
- Não, é muito perigoso. Vocês não devem ir – insistiu o sujeito.<br />
Ele realmente não queria deixar que seguíssemos. Foi necessária muita conversa até que se convencesse. Segui o caminho, imaginando se aquilo era algum delírio do cara. Mas não é que era realmente verdade? Logo à frente tinha um boizinho perdido, vagando na contramão. Porém, o que seria mais perigoso, o tal terneiro ou um motoqueiro desgovernado no trecho? Melhor nem pensar.</p>
<h3>E a canoa virou</h3>
<p>Passava das 23h quando chegamos ao sítio. Depois do banho e da sopa, ninguém resistiu: pouco a pouco os ciclo-hóspedes foram ocupando o primeiro e o segundo andar de cada treliche – e houve quem aventurou-se a escalar para o terceiro! Para acalentar o ambiente, acendi o forno a lenha do alojamento coletivo. E fui dormir, não em algum andar dos treliches, mas numa pequena canoa equilibrada na mureta do salão, meu berço predileto nas vezes que pernoitamos no sítio.<br />
Pois vejam que traiçoeira peça essa manjedoura iria me pregar. No meio da noite, sinto uma forte dormência numa das pernas, muito desconfortável. Um tanto desajeitado, tentei pular do berço para remediar a situação. E foi aí que me dei mal. Feito saci, me enrosquei na canoa, e ela desabou, provocando grande estrondo. Acordei quase todo mundo – pensaram que alguém tivesse despencado do treliche! Que mico&#8230;<br />
Dia seguinte, 1º. de maio, dia do Trabalhador. Depois do café, e de agüentar a gozação da turma (até musiquinha me cantaram, ‘se a canoa não virar, olê olê olá&#8230;’), partimos pra segunda jornada. Logo no início o grupo se dividiu, entre os adeptos do perrengue e os que desejavam apenas um caminho tranqüilo.<br />
O perrengue – nem foi tanto assim! – era uma trilha entre a Fazenda de Dentro e a Sorocaba do Sul. Basicamente, um caminho em meio à mata bastante úmida, entremeado de voçorocas que se aprofundam devido a passagem de motoqueiros. Nesse trecho, a bike não nos leva: nós é que a levamos, ora empurrando, ora pendurada nas costas. Foi rápido chegar ao topo, de onde segue-se uma estradinha de terra, ladeira abaixo, bem técnica e atravessada por várias canaletas de escoamento d’água. Divertido, mas exige atenção!</p>
<h3>Voltando a ser criança</h3>
<p>Encontramos o restante do grupo já no vale do rio Inferninho. Num dos pontos de parada, os galhos de uma árvore enorme serviam de escora para um convidativo balanço, feito de cordas e uma espécie de tubo. Enquanto descansavam da pedalada, algumas de nossas ilustres companheiras aproveitaram o brinquedo, balançando, girando, sorrindo e pousando para fotos.<br />
Nesse ponto, tomo carona na reportagem da jornalista paulistana Tati Achcar, que já pedalou algumas vezes com o Caminhos do Sertão. A matéria, publicada na última edição da revista Vida Simples, é sobre caminhada em trilhas – mas estou certo de que a abordagem também se encaixa perfeitamente na experiência de viajar de bicicleta.<br />
Diz a Tati: “quem decide enveredar por uma trilha experimenta um tipo de prazer meio maroto, infantil”. Será que é por isso que nossas colegas se divertiram tanto no balanço? Os escritos da Tati são endossados pelo médico Artur Zular, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática: “em uma trilha (ou viagem de bici, porque não?), é possível despir-se dos papéis e da couraça e encontrar na memória infantil o prazer do movimento&#8230;”<br />
Terminado o balançar, seguimos em frente, e logo cruzamos a BR-101. Ali, a primeira despedida: a Cris ainda tinha longas horas de estrada para chegar de carro até São Paulo. Te esperamos nas próximas, querida! Tocamos em frente por caminhos alternativos de Governador Celso Ramos. Pouco antes de chegar à Caieira, uma decepção: o asfalto está tomando boa parte do trecho. Com todo respeito aos moradores que desejam uma estrada melhor, mas creio que muitas vezes o simples fato de conservar bem o caminho rural já daria conta do recado. Com asfalto, motoristas tresloucados aceleram mais seus carros, e os riscos aumentam&#8230;<br />
No trapiche da Caieira nos aguardava o Maneca e sua indisfarçável feição de velho lobo-do-mar. Seu barco, com o mesmo nome do capitão, estava atracado e balançava no ritmo da brisa crescente de nordeste. No teto da embarcação, durante a travessia o “ventinho” fez chacoalhar bem as magrelas – tranqüilo, estavam amarradas.<br />
Do lado de lá, no Sambaqui, a tradicional celebração no restaurante Kacimba. Mas sem exagero: ainda tem pedalada, até o bairro da Trindade! De presente, um desbundante pôr-do-sol, desaparecendo atrás dos morros no fundo da baía norte. Evitando o caótico trânsito da SC 401, passamos, como sempre, pela praia do Cacupé e por dentro dos bairros Monte Verde e João Paulo. No início da noite, cumprimos o trajeto – ficou pra trás. Mas, para nosso deleite, os Caminhos que vêm pela frente são infinitos, reveladores, surpreendentes&#8230;</p>
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		<title>Urubici-cleta: pedal nas alturas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2007 21:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[morro da igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Morro do Campestre]]></category>
		<category><![CDATA[rio Sete Quedas]]></category>
		<category><![CDATA[Serra do Bitu]]></category>
		<category><![CDATA[Serra do Corvo Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[A cidade tem “bici” até no nome. Urubici. Urubici-cleta. Foi nesse reduto das alturas, terra das maiores altitudes do Sul do país, das vistosas araucárias que por sorte ainda não viraram mesa nem porta, dos pomares de maçã e das &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/04/20/urubici-natureza-entre-aguas-e-montanhas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2557/4272005267_a4be262528.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>A cidade tem “bici” até no nome. Urubici. Urubici-cleta. Foi nesse reduto das alturas, terra das maiores altitudes do Sul do país, das vistosas araucárias que por sorte ainda não viraram mesa nem porta, dos pomares de maçã e das cachoeiras monumentais, que fizemos a cicloviagem de 3 dias no último feriado.<br />
Antes de mais nada, é mister dizer que nosso grupo de 20 pessoas teve, como marcas registradas, agradáveis características. A começar pelo humor transbordante, e nesse quesito é impossível não citar a figura do hilariante pedalante Adilson, autor de piadas memoráveis, algumas brandas e outras simplesmente impublicáveis – teve gente que chegou a chorar de rir em uma das suas cômicas intervenções.<br />
Outra marca foi o encontro de gerações entre os cicloviajantes. Compuseram o grupo três pares de pai e filho: Renato e o Jonatha, um dos guias da pedalada; Jorge e Gustavo, carinhosamente apelidado de Junior, que com apenas 17 anos já descobriu o prazer de aventurar-se em bicicleta; e o veterano Souza, parceiro de muitas pedaladas com o Caminhos do Sertão, que dessa vez trouxe sua filha Cristiane, marinheira de primeira viagem e, pelo simpático recado que deixou em nosso site, mostrou-se bastante satisfeita com a experiência pioneira.</p>
<p>MOLDURA DE PEDRA, EM FORMA DE ELIPSE</p>
<p>Depois de devidamente acomodados  no hotel Andermann, no centro de Urubici, iniciamos o percurso na tarde da sexta-feira santa. Em pouco tempo chegamos ao rio Sete Quedas, cristalino e gelado como todas as águas da região, com leito de seixos arredondados que precisa ser atravessado diversas vezes até que se possa divisar a primeira queda. Os mais corajosos, ou menos friorentos, arriscaram um banho rápido antes que voltássemos ao trajeto.<br />
Na seqüencia, guidões no rumo do Morro do Campestre. Depois de um pedaço de estradão de terra, plano, uma subida forte e pedregosa leva ao alto das curiosas formações rochosas, de onde se obtém um pitoresco panorama da região. Uma das imponentes pedras apresenta um rasgo vertical, na forma de uma elipse, que conforma uma singular moldura para alguns elementos da paisagem, como um rio sinuoso que se esparrama pela planície e uma pequena serra, ao fundo, rasgada por uma das dezenas quedas d´água da região.<br />
No retorno, anoitecemos na estrada, contando com a providencial escolta luminosa da nossa van de apoio. De noite, no hotel, entre uma e outra melodia ao som de violão e pandeiro, intercalaram-se as espirituosas piadas e um show de risos. Depois, o fabuloso jantar preparado pela senhora Janara – e cama.</p>
<p>NO MEIO DAS NUVENS, O TOPO DO SUL DO BRASIL</p>
<p>No sábado, o grupo se dividiu entre os que resolveram encarar, pedalando, a subida do Morro da Igreja, e os que optaram por poupar energia pegando uma carona até lá com a van. Entre o município de Urubici e o topo do Morro, há um desnível de mil metros. Para vencê-lo, “basta” enfrentar uma estrada asfaltada de quase 17 quilômetros, a grande maioria em subida, alguns trechos bastante íngremes. Então, mergulha-se nas nuvens e o ponto final é o cume do Sul do Brasil, com 1822 metros de altitude, sede do controle do tráfego aéreo na Região.<br />
Com tamanha energia potencial, nada melhor do que transformá-la, ladeira abaixo, em energia cinética. A descida é longa, fonte inesgotável de adrenalina, e exige perícia e atenção em algumas curvas bastante traiçoeiras. Quanto mais, como naquele dia, quando a pista está molhada. Na altura da Cascata Véu de Noiva abandonamos o asfalto para mergulhar, via estradão de terra, na Serra do Bitu, um atalho pedregoso porém deslumbrante que conduz de volta ao centro de Urubici. Antes de chegar na cidade passamos pelo famoso cultivo de trutas do professor Hélio, um curioso conjunto de tanques de lona azul apinhados de peixes.<br />
Nessa noite, a sessão de violão e pandeiro foi substituída por um laptop e a mostra de fotos e vídeos da viagem. Motivo, outra vez, para desenfreados momentos de risada – protagonizados, como sempre, pelo Adílson. Ele não perdeu tempo, ao assistir na tela um dos guias contorcendo-se feito Saci enquanto enxugava um dos pés na beira do rio Sete Quedas: “é a dança do Siri Destroncado”, mandou o humorista, com sua típica espontaneidade, arrancando lágrimas de riso de um dos colegas.</p>
<p>CORVO BRANCO E O COLOSSAL RASGO NA MONTANHA</p>
<p>No domingo de Páscoa, último dia da pedalada, tomamos o caminho do Invernador, uma estradinha vicinal, muito simpática, com as margens abundantes de belas araucárias. Visitamos também a gruta de Nossa Senhora  de Lurdes, um impressionante reduto natural marcado por uma queda de finos e cintilantes fios d´água. E então, pouco mais de 30 quilômetros desde que deixamos Urubici, alcançamos a fabulosa serra do Corvo Branco.<br />
Somado à natureza pulsante, o local é marcado pela pungente presença da engenharia humana. Uma colossal fenda na rocha cede espaço à estrada e descortina os mistérios da serra. Atravessando o rasgo, a descida toma o formato de um caracol, com curvas de 180 graus, desconcertantes. Terminada a ladeira, olha-se para trás e o que se vê é uma serra que recorta o céu em formatos variados, beleza bruta, deslumbrante.<br />
Pouco depois do distrito de Aiurê, mais precisamente no engenho Pedro Kühnen, selamos o ponto final da viagem. Enquanto acomodávamos as bicicletas nos carros, para o retorno, boa parte do grupo dedicou-se a provar dos licores artesanais de jabuticaba, limão e hortelã, produzidos ali mesmo. E então, na intenção de evitar o calamitoso trânsito da parte não duplicada da BR-101, seguimos por um sinuoso e despavimentado caminho de interior, via São Bonifácio. No final, não houve economia de tempo com essa opção – mas, em compensação, evitamos os riscos do frenesi da BR em fim de feriado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157623204711516/">Veja as fotos </a>dessa viagem<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623204711516%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623204711516%2F&amp;set_id=72157623204711516&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623204711516%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623204711516%2F&amp;set_id=72157623204711516&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>A roda de encontro entre a lua, Iemanjá e as bicicletas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2007 18:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Green</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>

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		<description><![CDATA[-    Que dia é a lua cheia? -    Sábado. -    E hoje? -    Quinta. -    E amanhã é dia de Iemanjá! -   Oba! Vamos fazer um PedaLua? Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/02/a-roda-de-encontro-entre-a-lua-iemanja-e-as-bicicletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-    Que dia é a lua cheia?<br />
-    Sábado.<br />
-    E hoje?<br />
-    Quinta.<br />
-    E amanhã é dia de Iemanjá!<br />
-   Oba! Vamos fazer um PedaLua?<br />
Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem saber quem, dos que recebem nosso informativo, estavam na ilha.</p>
<p>No horário combinado, à beira da praia do Campeche, o céu de fim de tarde e o oceano que o refletia emolduravam a Ilha do Campeche, bem em frente ao local de encontro. Éramos mais de trinta (contando os que se juntaram no caminho), ansiosos por pedalar.</p>
<p>No início, ainda de dia, percorremos os bairros do Campeche e Castanheiras. Paramos no mirante do Morro das Pedras para preparar o corpo, com caldo de cana, milho verde e pamonha. Chegado o lusco-fusco, adentramos o Parque Municipal da Lagoa do Peri, onde as últimas nunaces de luz solar iluminavam a Trilha da Restinga.</p>
<p>Chegamos na praia da Armação já de noite, preocupados se a lua já havia surgido. Céu repleto de estrelas, horizonte com poucas nuvens. Em cada pedra do morro da Ilha da Campana, as pessoas – e as bicis – foram se ajeitando para esperar o momento pontual em que ela, com cara de preguiça, despontou, rubra. Logo se escondeu atrás de uma nuvem, iniciando seu jogo de luz e sombra.</p>
<p>Aos poucos, subimos nas magrelas, com destino ao Pântano do Sul. Lá encontramos algumas rodas de devoção a Iemanjá, momento de rara beleza. A lua já iluminava sozinha nosso caminho, serpenteando a arrebentação das ondas até a praia dos Açores.</p>
<p>Da areia para o calçamento, beira-mar para o campo, nosso caminho segue pela Costa de Dentro, onde a lua deu novos contornos às silhuetas das árvores e criou um cenário surreal de oceano, ao iluminar a bruma que pairava sobre o pântano. Num relance, fogos de artifício chamando a deusa do mar coroaram a nossa experiência de nos maravilharmos com céu.</p>
<p>Axé Iemanjá, viva Lua Cheia, valeu pedalantes! Nos vemos no próximo pedal.</p>
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		<title>Às margens do rio de La Plata, Uruguai</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/01/14/as-margens-do-rio-de-la-plata-uruguai/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2007 23:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatha Jünge</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[expedição]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguay]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Flávia Maria e Jonatha Jünge A viagem já havia começado quando, com as bicicletas fixadas no rack da nossa já conhecida Kombi azul, pegamos a estrada saindo de Floripa. Cruzamos a fronteira com a Argentina e percorremos a província &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/01/14/as-margens-do-rio-de-la-plata-uruguai/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Flávia Maria e Jonatha Jünge</p>
<p>A viagem já havia começado quando, com as bicicletas fixadas no rack da nossa já conhecida Kombi azul, pegamos a estrada saindo de Floripa. Cruzamos a fronteira com a Argentina e percorremos a província de Missiones, famosa pela grande cobertura de mata atlântica e os balneários às margens do rio Paraná, até descermos para a metropolitana Buenos Aires. Nós estávamos entre a população flutuante do “colectivito” (como ficou conhecida a Kombi entre nossos amigos argentinos) que após nossa despedida seguiu viagem com nova tripulação, rumo ao sul e sem data para voltar.</p>
<h3>Navegando pelo Delta del Tigre</h3>
<p>Em Buenos Aires iniciamos a cicloviagem. De magrelas carregadas, a prolongada despedida não deixou dúvidas dos bons momentos curtidos até ali, mas agora o pessoal motorizado continuaria sua jornada, enquanto nós iniciávamos o retorno para casa, claro, pelo caminho mais longo possível!</p>
<p>Já passava do meio dia quando pedalamos pelo bairro de Palermo até a estação Lisandro de La Torre, onde pegamos o trem urbano com destino a cidade de Tigre. Balançamos por cerca de uma hora num dos vagões sem assentos, especialmente adaptados para bicicletas e presentes na maioria dos trens da região metropolitana. Nada de muito conforto num espaço com poucas janelas e sem lugar para sentar, mas sem dúvida uma solução simples e bem utilizada pelos ciclistas porteños, adultos e crianças, num dia de lazer. Além disso, na área metropolitana de Buenos Aires o transporte público é muito barato, especialmente o ferroviário -  as tarifas variam de R$0,30 a R$1.</p>
<p>Logo no desembarque, um congestionamento de pessoas fugindo do calor da capital. A cidade de Tigre é a porta de entrada para conhecer o delta do rio Paraná e suas ilhas. Com a maré alta, as bordas do belo passeio da cidade ondulavam lavando os passos dos caminhantes, e nós, pedalando com alforjes, acabamos chamando a atenção de algumas pessoas, curiosas sobre o nosso itinerário. Um deles indicou uma opção de almoço econômico, que nos levou a dividir os pés da mesa com simpáticos vira-latas pidões.</p>
<p>Depois do almoço, uma ciesta no gramado ao som das movimentadas “ruas d’água” do Tigre preencheram o tempo até a partida da barca rumo à Carmelo (Uruguai). Mas antes do embarque, uma parada para calibrar os pneus nos pressurizadores exóticos quase comprometeu uma das bicicletas, que teve o aro traseiro deformado pelo excesso de pressão.</p>
<p>Na aduana argentina, novamente uma multidão se confundia num emaranhado de filas para passagens, embarque de bagagens e verificações diversas. Mas fomos poupados de boa parte delas por estarmos com as bicis – a preferência foi dos cicloviajantes!</p>
<p>Durante as quatro horas de viagem num grande catamarã, mais simpatia pelos ciclistas a bordo e um trânsito intenso nas vias aquáticas do delta. Nos cruzamentos de canais, uma intensa circulação de centenas de embarcações; em alguns encruzes passávamos livremente por filas transversais de barcos parados, noutros o capitão é quem dava a passagem. Esta travessia é a opção mais barata para se chegar ao Uruguai por água, alternativa ao famoso Buquebus de Puerto Madero, e ainda tem-se a chance de conhecer o delta com suas casas sobre palafitas.</p>
<p>As boas vindas à pequena Carmelo foram dadas pelos reflexos alaranjados de um fim de tarde nas águas do Rio de La Plata. Pedalamos até a playa Seré, principal balneário da cidade, e dali vimos o sol se pôr na água, num impressionante espetáculo dinâmico de cores até a escuridão estrelada, que veio acompanhada de uma inesperada queda de temperatura.</p>
<p>A cidade dispõem de um camping municipal a beira do rio, que mais parece um mar. Também presente em outras cidades uruguaias, este é um tipo de local de uso gratuito e que conta com instalações bem razoáveis numa localização privilegiada – e foi onde passamos a noite. Um bom vinho regional e uma pasta foram ideais para aquecer e repor as energias.</p>
<h3>Campos verdes, flores amarelas e céu azul</h3>
<p>No dia seguinte, uma brisa austral veio acompanhar a frente fria que já chegara na noite anterior, e mesmo com o sol intenso foi difícil mergulhar na praia de rio. A tarde a brisa virou vento sul, que apesar de ser contra, amenizou o calor durante o pedal de Carmelo até Conchillas. Foram 30km de asfalto pela ruta 21, ora arborizada, ora cercada por campos de girassóis e outras flores amarelas que dividiam espaço na paisagem, meio a meio, com o céu azul.</p>
<p>Esta parte do litoral da província de Colonia, se caracteriza por imensos campos numa paisagem ondulada por suaves montes. Além do gado e da soja, o amarelo das plantações de girassóis e pequenas flores silvestres mais as características parreiras de uvas dão o tom do local, que ainda mantém algumas reservas e áreas de mata densa nas margens dos rios. A pedalada foi muito tranqüila, com pouquíssimo trânsito de veículos, apesar de estarmos numa rodovia federal.</p>
<p>Encantados com as cores do horizonte, a minúscula e charmosa cidade de Conchillasacabou passando despercebida, mas quando nos demos conta, voltamos para conferir e acabamos fazendo um lanchinho na pequena praça, que mais parecia a extensão dos quintais das casas com paredes de pedras.</p>
<p>Em mais um final de tarde deslumbrante, presenciamos o sol mergulhar no Rio del Plata, desta vez, de Puerto Conchilha, a 5km da cidade, hoje desativado e tranqüilo a espera da instalação de uma papeleira de grande porte que vem gerando conflitos intensos entre os interesses econômicos uruguaios e as preocupações ecológicas argentinas, uma vez que o rio demarca a divisa entre os dois países.</p>
<p>Acampamos às margens do rio na companhia de veleiros argentinos, com direito a um banho quente, peixinho assado e muita simpatia dos donos do camping que até nos ajudaram no planejamento do trajeto do dia seguinte, com destino à Colonia de Sacramento.</p>
<h3>Descobrindo caminhos em busca do vinho</h3>
<p>Mesmo depois de todos os avisos de que a estrada de chão que levava à Los Cerros de San Juan havia sido desativada há muito tempo e que deveríamos voltar até a ruta 21, resolvemos arriscar e não poderia ter dado mais certo. Depois de sermos muito bem recebidos pela família que cuidava das plantações dali, cruzamos portões e, numa porteira trancafiada com cadeados tivemos que desmontar quase toda a bagagem das magrelas para podermos passá-las por cima. Com todos os penduricalhos repostos seguimos por caminhos entre as plantações de soja repletas de pássaros, que não acostumados com trânsito por ali se espantavam em belas revoadas.</p>
<p>Após 15km, cruzamos um portão e chegamos a vinícola de Los Cerros de San Juanque só permitia visita mediante aviso prévio, então ficamos restringidos a conhecer sua adega comercial, de onde saímos duas garrafas mais pesados. A vinícola fundada em 1854 é a mais antiga do país, e, as margens do rio San Juan, conserva as características de um pequeno feudo com antigo casario de pedra e simples casebres onde vivem alguns dos funcionário do estabelecimento.</p>
<p>Nos limites da propriedade mais um portão trancado e, enquanto estávamos nos preparando mentalmente para descarregar as bicis, uma portinhola nos foi aberta por uma das funcionárias que vivia ali com sua família que, enquanto ajeitávamos asbotellas na bagagem, fizeram-nos companhia contando um pouco de suas histórias.</p>
<p>De volta a ruta 21, mas já bastante cansados, decidimos aproveitar o sol que só se esconderia depois das 9 horas, para pedalar até Brisas del Plata, uma praia, que segundo um eletricista muito falante estava a uns 10km dali. Como bons cicloviajantes, escolhemos uma estrada secundária de pedriscos brancos, el rípio, que nos conduziria até lá.</p>
<p>Coelhos corriam assustados pelas plantações floridas e no horizonte mais um pôr do sol fascinante, desta vez acompanhado de um facho de luz estranho que mais tarde viríamos a saber que era um cometa! A noite caiu acompanhada de um sem número de vaga-lumes que piscavam incessantemente e uma densa nuvem de mosquitos que nos acompanhou até a entrada do camping.</p>
<h3>Chegada em Colonia</h3>
<p>No dia seguinte, antes de sair, um banho de rio-mar seguido de um descanso à sombra, na companhia de pica-paus e dos tradicionais periquitos da região, enquanto nos preparávamos para mais um dia de viagem, desta vez até Colonia de Sacramento.</p>
<p>Pelas estradas secundárias chegamos à Real de San Carlos, uma área da cidade de Colonia onde tentativas de criar um complexo turístico no início do séc. XX deixou uma gigantesca Plaza de Toros abandonada sem nunca ter sediado uma torada.</p>
<p>Logo na chegada à cidade histórica de Colonia, buscando o albergue onde passaríamos a noite, notamos uma placa na fachada de uma casa que anunciava a futura implantação de um museu da bicicleta e logo saiu dali “Pato Silvestre” um professor aposentado, amante de bicicletas e muito simpático que nos contou sobre suas intenções em fundar o tal museu. Ao que parece tudo começou com sua descoberta, ali mesmo em Colonia,  de uma bicicleta dobrável utilizada pelos soldados-paraquedistas da Inglaterra!</p>
<p>Depois de acomodadas as bagagens no quarto do pequeno hotel, fomos assistir a mais um fim de tarde estonteante, agora visto do alto do farol com a silhueta dos arranha-céus de Buenos Aires delimitando o horizonte. O programa da noite: um jantar feito na cozinha do albergue e um vinho a menos na bagagem.</p>
<h3>Hora de voltar pra casa</h3>
<p>Como no dia anterior o cansaço não nos deixara experimentar a charmosa Colonia, resolvemos marcar nosso ônibus para Montevidéu somente às 5 da madrugada, assim ficaríamos um pouco mais na cidade e aproveitaríamos as 18 horas de viagem, da capital uruguaia à Florianópolis para dormir.</p>
<p>Colonia del Sacramento possui um centro histórico muito charmoso, obra da colonização portuguesa e espanhola que desde 1680, quando foi fundada a cidade, passou pelo domínio de ambos impérios. Hoje, é considerada patrimônio da humanidade e recebe turistas do mundo todo, mas são os porteños que mais circulam pela cidade. O principal meio de transporte da cidade parece ser as mobiletes que estão em todas ruas e vielas, mas as bicis foram mais do que perfeitas para conhecer toda a cidade.</p>
<p>Depois de aproveitar a noite pelos barzinhos e trapiches do centro histórico, seguimos de ônibus para a Montevidéu, onde também não pudemos deixar de pedalar entre feiras, praças, museus, porto e mercados antes de embarcarmos com destino à Florianópolis.</p>
<p>No ônibus vimos o último entardecer, como despedida dos países que, não à toa, carregam o sol em suas bandeiras.</p>
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		<title>De Bombinhas a Floripa, até a chuva animou</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Nov 2006 17:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Bombinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Tijucas]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré. Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/18/de-bombinhas-a-floripa-ate-a-chuva-animou/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré.</p>
<p>Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. Disse que quem passa por ali já está acostumado, e nem se assusta mais com o ilustre morador.</p>
<p>Entre as cristalinas praias de Bombinhas e a pequena comunidade pesqueira de Santa Luzia, instalada no mar turvo da baía do rio Tijucas, o caminho costeiro de 10 km abriga um tesouro. São sucessivas prainhas desertas, de difícil acesso, e por isso mesmo resistindo ao turismo de massa que torna impraticáveis os balneários vizinhos na temporada. Começamos a pedalar pela trilha, cujo início é em Zimbros, na manhã nublada de sábado, 18 de novembro.</p>
<p>A partir da praia da Lagoa, acentua-se o grau de dificuldade do trajeto . Surge, então, o Príncipi (assim, com `i` mesmo) da Paz. Não havia trapiche ali, tornando quase épica  a tarefa de embarcar 13 bicicletas e passageiros no barco, um pesqueiro de camarão que agora presta serviços para turismo.</p>
<p>O menino Daniel é filho de Eduardo, o comandante. A timidez de criança que vive em vila pequena está em transformação. Afinal, há algum tempo o barco do pai é requisitado por gente de fora, cujo interesse é chegar em algum reduto escondido para acampar ou pescar, ou simplesmente contemplar. E Daniel sempre vai junto no passeio. Quando passamos em frente a praia Vermelha – cuja areia, realmente, é da cor do nome – o menino aponta o dedo e me conta sobre o jacaré.</p>
<p>A viagem termina na praia da Ponta Grande. Uma canoa se aproxima para auxiliar no desembarque, sob olhares curiosos dos poucos moradores. Houve quem dispensasse a ajuda do barquinho. Dois ou tres caíram na água em posição nada digna, arrancando gargalhadas da turma. Por respeito aos colegas, recuso-me a contar quem foram.</p>
<p>UM CABO-DE-GUERRA E A INEVITÁVEL CENA HILÁRIA</p>
<p>Bikes na trilha, novamente. O caminho alarga-se, o suficiente para permitir carros, mas felizmente não encontramos nenhum por ali. Sob sombra de frondosas árvores, margeando o mar cor de caramelo de Tijucas, percorremos as últimas praias. Em Santa Luzia, parada obrigatória na Petisqueira do Nelinho. Enquanto tirávamos a lama das bicicletas, um morador mostrou seu barco e pediu ajuda para tirá-lo da água, tão logo terminássemos de almoçar. Pensei que fosse brincadeira.</p>
<p>Peixe frito, grelhado, pirão. Lula a dorê, mariscos, camarão. Ao molho e empanado, suculento e farto. Delicioso exagero o almoço no Nelinho – pedalo, logo queimo calorias, e assim amenizo a culpa!. Ainda processava-se a digestão quando apareceu o barqueiro. “Estou esperando vocês para remover o barco.” Ainda achava que era gozação, mas ele insistiu. Entre os pedalantes, apareceram vários voluntários. Participaram de um cabo de força pra lá de injusto – a gravidade sobre o barco era muito mais forte que os cerca de 10 puxadores. E a cena hilária foi inevitável: rompe-se o cabo, homens e mulheres estatelam-se no chão. No clique da Flavia, o registro incontestável. Não perdeu-se a foto, e muito menos o bom humor!</p>
<p>ROSCAS DE POLVILHO E A CHUVA QUE NINA</p>
<p>Descansados, deixamos Santa Luzia e logo atravessamos a cidade de Tijucas, cuja vida econômica orbita a Cerâmica Porto Bello, que rasga a paisagem com sua assustadora imponência industrial. Distante da BR 101, cruzamos o rio Tijucas – cujas águas carregadas de sedimentos invadem a orla, tornando-a pouco convidativa para o turismo – por uma ponte de ferro, antiga e bela, herança dos caminhos antigos. Dali pra frente, o trecho é todo rural, e o burburinho da cidade fica definitivamente para trás.</p>
<p>Findava-se o dia, e a chuva começava, quando chegamos ao sítio Caminhos do Sertão. A estrada termina ali, naquele pedaço de mundo pouco visitado, com todos atrativos que a vida cena bucólica pode oferecer. Mas o espaço já não é mais o mesmo. Agora é preciso dividi-lo com uma colossal torre de energia, instalada sob questionáveis compensações econômicas e ambientais. Haverá limites para o “progresso”?</p>
<p>No albergue rural, dona Catarina suava, na beira do forno a lenha. Não queria descuidar das fabulosas roscas de polvilho, assadas sobre pedaços de folha de bananeira. Ao mesmo tempo, Ana Pereira dava os últimos toques na reconfortante canja de legumes. Com a sutil combinação de rosca e canja, sucedidas por frutas, bolos e doces diversos, os cicloviajantes compuseram a refeição. Durante a digestão, ao invés de tirar um barco do rio, a turma divertiu-se com histórias dos mais distintos temas, embalada por batidas de violão e pandeiro.</p>
<p>Sob o galpão de madeira e alvenaria, dormimos tendo a chuva como canção de ninar. Fraca, mas sempre constante, como seria no dia seguinte. Ninguém, entretanto, esmoreceu. A chuva é só mais um  ingrediente, também dá sabor a aventura. Com sujeira em excesso, as marchas começam a encrencar. Mas até pra isso tem remédio: a água forte que escorre da canaleta, no viaduto sob a BR, deixa as bicis limpinhas em folha.</p>
<p>Chegando na Caieira, que pertence a Gov. Celso Ramos, a escuna Clarin nos aguardava. Ela é grande e confortável, mas ficou pequena diante do robusto barco turístico, atracada na outra borda do rústico trapiche de madeira. Na travessia da baía Norte, rumo a Ilha de Santa Catarina, persiste a chuva fina. Passamos ao largo da Ilha do Ratones, próximo o suficiente para apreciar a arquitetura de sua antiga fortaleza, e logo protagonizamos outro memorável desembarque no trapiche de Sambaqui. Não há como encostar o barco; Gabriel, capitão da Clarin, manobra com maestria enquanto botamos as bicis no píer liso qual sabão e, ainda por cima, flutuante. Sucesso absoluto – nada que lembrasse o mico da corda arrebentada em Santa Luzia, felizmente!</p>
<p>No restaurante Kacimba, a tradicional celebração. Ainda havia o trecho entre Sambaqui e a Trindade; impossível narrá-lo, porque a partir de Cacupé minha magrela me traiu e fui obrigado a passear de carro de apoio. Alguém se habilita a contar o final da história? Complementos em nosso mural de recados serão benvindos!</p>
<p>Abraciclados e ciclísticos a todos!</p>
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		<title>Equipe chega ao Encontro de Cicloturismo com o espírito de cicloviajantes</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Nov 2006 23:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Botuverá]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[encontro nacional de cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[timbó]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre 28/10 e 01/11, a equipe Caminhos do Sertão pôs as rodas na estrada com rumo a Timbó, para participar do V Encontro Nacional de Cicloturismo. Fizemos um roteiro completamente alternativo, recortado e alongado &#8211; afinal, em viagem de bicicleta, &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/08/equipe-chega-ao-encontro-de-cicloturismo-com-o-espirito-de-cicloviajantes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 28/10 e 01/11, a equipe Caminhos do Sertão pôs as rodas na estrada com rumo a Timbó, para participar do V Encontro Nacional de Cicloturismo.</p>
<p>Fizemos um roteiro completamente alternativo, recortado e alongado &#8211; afinal, em viagem de bicicleta, nem sempre o caminho mais curto é o mais agradável !</p>
<p>Confira as fotos ao lado, e mais detalhes sobre a viagem no <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/10/cicloviajantes-de-todo-o-brasil-reunem-se-em-timbo/">relato do Encontro</a>.</p>
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		<title>Parque do Itajaí e a transformação do Faxinal</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Oct 2006 16:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1952, a família Molinari deixou a cidade catarinense de Botuverá para ocupar as terras que acabara de adquirir do governo brasileiro. O caminho entre a cidade e a nova propriedade era – e ainda é – uma trilha de &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/10/19/parque-do-itajai-e-a-transformacao-do-faxinal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157621882219346/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3585/3769024914_3295ecfb59.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Em 1952, a família Molinari deixou a cidade catarinense de Botuverá para ocupar as terras que acabara de adquirir do governo brasileiro. O caminho entre a cidade e a nova propriedade era – e ainda é – uma trilha de cerca de 20 km rasgando a densa Mata Atlântica. Como se não bastasse o difícil acesso, a baixa fertilidade daquelas terras foi outra dificuldade encontrada pelos Molinari, imigrantes italianos vindos da região do Tirol.</p>
<p>Como a agricultura  era pouco promissora, Bepe, o patriarca da família, optou pela pecuária, cuja renda possibilitou sustento digno a sua família e a quitação das dívidas com o governo. “Produzimos muita lingüiça para honrar o compromisso. Em dois anos, pagamos os títulos e nos apossamos definitivamente da terra”, conta o seu Ari Molinari, que na época tinha 14 anos. A partir de então, aquele rincão distante ficou para sempre batizado de “Faxinal do Bepe”.</p>
<p>Chegamos ao “Faxinal” – nome dado a terras de vegetação rasteira, pouco férteis – na sexta feira 13, um dia depois do previsto. A chuva da véspera, que não deu trégua, nos forçou a adiar a expedição. Partindo de Blumenau, pedalamos 40 km, mais da metade por estrada de terra íngreme, morro acima. Boa parte do trecho foi na área do Parque Nacional da Serra do Itajaí, que completou dois anos em junho passado.</p>
<h3>NASCENTES E ALTA BIODIVERSIDADE NA MATA ATLÂNTICA</h3>
<p>Duas características, entre tantas, destacam-se como justificativas que culminaram na criação da unidade de conservação. A área de 57 mil hectares onde está o Parque conserva incontáveis mananciais de água pura. Na pedalada, não raro atravessávamos córregos cristalinos, alguns sem ponte, com aquele típico visual “Camel Trophy”. Além das nascentes, o estado de conservação e a biodiversidade da serra do Itajaí configuram-na como uma relevante reserva de floresta. Esse dado levou o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica a propor ao Ministério do Meio Ambiente a criação de um Parque naquela região, já que esse bioma (Mata Atlântica) está hoje reduzido a 7,84% de sua área original</p>
<p>Mas nem tudo são flores na criação de um Parque Nacional. De uma hora para outra, as famílias que vivem na área de conservação confrontam-se com o problema de ter que abandonar suas terras. No entanto, apesar de viver há 54 anos no Faxinal do Bepe, que fica no coração do Parque, seu Ari Molinari parece não se incomodar muito com a questão. “Se a indenização for boa, deixamos a terra, sem problema”, resigna-se. Sua esposa, dona Fortunata, com quem é casado há 43 anos, também concorda com a retirada. “Vamos morar mais perto da cidade. Não é fácil viver isolado de tudo”, relata.</p>
<p>Depois de pedalar mais de 20 km em subida, um consolo. Logo após o enorme portão de ferro, na entrada do Faxinal do Bepe, a descida é vigorosa, técnica e divertida. Teve gente que, tão logo chegou a casa do seu Ari, subiu de volta a “lomba” para tomar mais um pouco de adrenalina ladeira abaixo! Outros colegas aproveitaram para inaugurar o barril de cerveja artesanal que trazíamos na bagagem – afinal de contas, é tempo de Oktoberfest, e já cumprimos nossa missão pedalística do dia.</p>
<h3>A BARBÁRIE DOS BUGREIROS</h3>
<p>Não posso disfarçar o orgulho. Essa seleta cerveja, elaborada com maltes especiais segundo a lei de pureza alemã, é feita em minha própria casa, no Canto da Lagoa (Florianópolis). Sou apenas um fiel discípulo (e degustador) da arte cervejeira. O trabalho é obra dos colegas que moram comigo, Tiago Pinto e Fernando Torrezan, que dedicam-se, com competência, ao processo alquímico de combinar água pura da floresta, malte de cevada, lúpulo e levedura, produzindo excelentes cervejas.</p>
<p>O produto agradou também o seu Ari Molinari, além dos sedentos cicloviajantes. Entre uma e outra taças, o senhor de forte sotaque italiano trazia suas memórias à tona. Contou que, durante a colonização daquelas terras remotas, os índios eram mortos com requintes de crueldade. Tal barbárie não era novidade para mim – as histórias dos “bugreiros”, como eram conhecidos os assassinos dos índios, são comuns em Santa Catarina. Mas alguns assombrosos detalhes da matança foram revelados pelo seu Ari.</p>
<p>“Era o governo quem contratava os bugreiros”, revela. “Os índios não faziam nada, as mortes eram gratuitas”. E os métodos eram dos mais hediondos. Algumas tocaias eram armadas logo após os grandes festejos indígenas. Nessas ocasiões, a comilança era exagerada, e a indolência dos índios os transformava em alvos fáceis. Munidos de espadas, invadiam as aldeias e distribuíam os golpes mortais sem distinção. Nem as mulheres, crianças e idosos escapavam das lâminas.</p>
<h3>GLUTÕES E O SÓTÃO DA “VOVÓ”</h3>
<p>História vai, história vem, e o estômago ronca – já é hora de provar a culinária sertaneja da dona Fortunata. À luz de velas, porque calhou de faltar energia bem naquele dia, o que foi comemorado por todos (exceto por quem teve que tomar banho frio!). Galinha caipira, porco idem. Polenta com molho, da mais arraigada tradição italiana. Conservas fabulosas: couve-flor, palmito, cenoura e beterraba. Não haveria glutão que botasse defeito. Barrigas repletas, assuntos escassos, indivíduos bocejantes – já é hora de dormir. Pernoitamos no sótão de madeira, como legítimos netos de uma vovó fazendeira.</p>
<p>Pela manhã, a “vovó” Fortunata novamente deu um show. E lá vamos nós, glutões, cumprir a árdua tarefa de devorar bolinhos de chuva, cucas, pães caseiros, mel silvestre. Não estamos em fase de crescimento, mas pedalar exige energia! Seguimos viagem e a lama da estrada, lisa como graxa espalhada no chão, dava um prenúncio do que enfrentaríamos no dia.</p>
<h3>MEIA-VOLTA, VOLVER: LAMA “ENGRAXADA” NO CAMINHO</h3>
<p>Para as bicicletas nem foi tão difícil, mas para a caminhonete simplesmente impossível. Azar para mim, que cumpria escala no carro de apoio justamente naquele dia. Despedi-me dos colegas e fui em direção contrária, fazendo uma volta de 100 km antes de encontrá-los novamente. Só conheci as descidas alucinantes por fotos e pelo relato da rapaziada. Em Apiúna, um dos 9 municípios que tem parte da área inserida no Parque, finalizei minha função de motorista e voltei a pedalar.</p>
<p>Nesse momento estávamos no nível do majestoso rio Itajaí, e boa parte do pedal foi na margem dele. Vez ou outra cruzamos o leito, por pontes de todos os jeitos. Uma delas, curiosa e insólita, era coberta por um telhado de duas águas. Passamos por Ascurra e Indaial, e entramos em Blumenau pela rua Bahia. Depois de 80 km de pedalada (mais 40 no primeiro dia), terminamos a expedição com uma celebração no bar da Eisenbahn. Em clima de Oktober, uma banda de ritmos alemães tradicionais embalava o local</p>
<p>Depois de confraternizarmos, as despedidas. E a maior das aventuras: encarar as BRs 470 e 101 de noite, com chuva, de volta a Floripa (de carro, é claro). Felizmente, nenhum contratempo na jornada. E que as bênçãos jamais abandonem os inveterados cicloviajantes!</p>
<p><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157621882219346/" target="_blank">Veja as Fotos</a></p>
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		<title>Mar e Sertão &#8211; Lua Cheia e Baleias na Independência</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Sep 2006 00:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Zanella]]></category>
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		<category><![CDATA[Itapirubá]]></category>
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		<category><![CDATA[Praia do Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Rota das Baleias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já passava de meio-dia e meia quando nossa comitiva, a bordo de uma caminhonete e um micro-ônibus, desembarcou na praia de Itapirubá (município de Imbituba). Houve atraso e a vilã, como sempre, foi a BR 101, onde um acidente ocorrido &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/09/15/mar-e-sertao-lua-cheia-e-baleias-na-independencia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já passava de meio-dia e meia quando nossa comitiva, a bordo de uma caminhonete e um micro-ônibus, desembarcou na praia de Itapirubá (município de Imbituba). Houve atraso e a vilã, como sempre, foi a BR 101, onde um acidente ocorrido na manhã da Independência implicou em congestionamento que já ultrapassava os 6 km.</p>
<p>Desviando dessa fila, ao menos fomos recompensados pelo visual das dunas do Macacú e da praia de Siriu, percorrendo a estrada de terra alternativa que une Paulo Lopes a Garopaba.</p>
<p>Em Itapirubá, não demorou muito para que elas dessem o ar da graça. Fomos recepcionados por duas baleias, saudando-nos com suas evoluções num ponto relativamente próximo da praia. Que alívio; imagina se elas não aparecem, depois de tamanha propaganda que fizemos? Mas é setembro e nessa época as francas, batizadas assim pela facilidade com que eram mortas para virar óleo, nadam por aqui em busca de águas mais aconchegantes para parir e amamentar. Ainda veríamos outras pelo caminho.</p>
<p>O vento nordeste, gelado e contrário ao nosso rumo, marcou a pedalada logo de início. No ermo de Itapirubá, os cicloviajantes espalhados pela areia da praia compunham colorida paisagem, adornada ainda pelo céu cristalino e o mar mexido. Bravamente desafiando o vento contra, nosso grupo de 20 pedalantes &#8211; dos quais 9 eram mulheres, demonstrando que é fato a preferência feminina pelo cicloturismo &#8211; seguiu até a Vila, de onde abandonamos a praia e atravessamos a cidade por asfalto.</p>
<h3>Baleia com lua cheia: a rima que se confirmou!</h3>
<p>A primeira parada foi no Museu da Baleia Franca, ainda em Imbituba. Instalado em prédio histórico, reformado a partir das ruínas de um antigo centro processador de baleias, o museu conserva curiosos e mórbidos equipamentos da carnificina imposta aos cetáceos, em tempos nem tão distantes assim (a última estação baleeira de SC parou de funcionar em 1973). Fornos de autoclave enormes, ali expostos, derretiam os bichos, reduzindo-os a óleo que queimava em alguma lamparina ou trazia liga à argamassa. Conta-se que a fedentina em derreter as baleias era tamanha que nem os próprios trabalhadores do local suportavam.</p>
<p>Museu visitado, é hora de partir &#8211; o Souza já acionou a sirene da sua magrela, como sempre fez para chamar o grupo ao final de cada parada para descanso. A maré já estava alta e não foi possível pedalar pela praia da Ribanceira. Tocamos por estradinha paralela, com o mar sempre a vista, as baleias vez ou outra,  até Ibiraquera. Contornamos uma parte da lagoa de mesmo nome, com o sol se pondo e desenhando silhuetas no horizonte. Logo que chegamos na praia do Rosa, anoiteceu e a lua se apresentou, em princípio tímida, guardada por nuvens.  Eu não vi, porque fui deixar as bagagens na pousada, mas os outros 19 me contaram que o tal mamífero gigante também apareceu nesse exato momento - baleia com lua cheia, eis que a rima se confirmou !!</p>
<p>Ocupamos 6 quartos da confortável pousada Rosa e Canela. Gabriela, a proprietária, merece créditos pelo excelente atendimento. Instalações impecáveis e um café da manhã estilo colonial &#8211; bela &#8220;sustança&#8221; para encarar o segundo dia de pedaladas! Deixamos o Rosa e apontamos para oeste, no rumo do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.</p>
<h3>Recanto Belo, um refúgio no sertão</h3>
<p>Atravessamos a BR 101 na altura da Penha, bairro de Paulo Lopes. A partir daí, entramos no verdadeiro espírito dos Caminhos do Sertão: estradinhas rurais, pouco movimentadas e com a paisagem do mar de montanhas ao fundo. Esse cenário é ainda mais marcante na altura do Espraiado, um morro onde a mata é mais densa e pujante e o único sinal de civilização é a estrada que percorremos. Ladeira abaixo, passamos pelo CRETA (Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas) e em seguida chegamos ao Recanto Belo, ponto do segundo pernoite.</p>
<p>O Recanto pertence ao Heinz, um suíço de 77 anos que construiu um refúgio de conto de fadas em pleno sertão de Paulo Lopes. Jardins de aparência imaculada, um lago coalhado de tilápias e uma sala de estar com decoração requintada compõem o ambiente. Nossas acomodações eram duas cabanas a 300 metros da sede, onde dormiu metade do grupo. A outra metade acampou ali perto &#8211; de noite, as rajadas de vento nordeste foram assustadoras!</p>
<p>Pouco depois que chegamos ao Recanto, fomos guiados pelo Sidnei, morador local, numa caminhada pela mata com rumo a uma bela cachoeira. A água estava fria de doer os ossos, o que não impediu alguns de nossos cicloviajantes de tomar um bom banho. Logo voltamos à trilha para o percurso de volta, que ainda demoraria quase uma hora. O sol já ia sumindo, e ninguém estava disposto a enfrentar a mata de noite.</p>
<p>A carioca Vitória, esposa de Heinz, auxiliada pela empregada Rosa, preparou-nos farto jantar. Destaque para as tilápias fritas, criadas ali mesmo na propriedade. Antes de dormir, divertimo-nos assistindo as fotos dos dois dias de pedaladas, a beira da fogueira, onde mais tilápias estalavam para nos servir de petisco.</p>
<h3>Travessia cancelada</h3>
<p>Na manhã seguinte, o vento nordeste, que já durava três dias, parecia ter acalmado. Essa condição era um pré-requisito para que pudéssemos atravessar a baía Sul com segurança, de barco, entre a praia do Sonho (continente) e a Caieira (Ilha de Santa Catarina, Floripa). Ocorre que, no decorrer da manhã, o vento forte passou novamente a predominar. Ao ligar para o capitão do barco, recebi a frustrante notícia de que a travessia havia sido cancelada em virtude do mau tempo, confirmando o que já havia previsto na noite anterior.</p>
<p>Ficamos surpresos; pessoalmente, eu havia feito essa travessia pelo menos uma dezena de vezes, e nunca houve problema. A solução foi adotar uma rota alternativa, que evitasse a BR 101 e nos conduzisse a Ilha da melhor maneira possível. Desviamos pelo Maciambu, próximo ao Morro dos Cavalos, onde há uma aldeia guarani ancestral que hoje é seriamente ameaçada pela rodovia.</p>
<p>Passamos pela Enseada do Brito, o maior distrito de Palhoça, marcada pela arquitetura açoriana e os incontáveis cultivos de ostras e mariscos. Na localidade de Sul do Rio, aponte pênsil sobre o rio Cubatão (maior manancial da grande Florianópolis) me causou vertigem ? afinal, enquanto os colegas a atravessaram pedalando, eu passei dirigindo a caminhonete de apoio (com reboque), e sempre dá uma ligeira impressão de que aquele troço vai desabar!</p>
<p>Depois da providencial pausa para almoço &#8211; tão farto que queríamos levar as marmitas <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> , entramos em ambiente urbano. Ponte do Imaruim, em Palhoça; centro histórico e avenida beira-mar, em São José; via Expressa e passarela da ponte Pedro Ivo, em Floripa. Fim da viagem, estávamos prestes a chegar no Largo da Alfândega e comemorar a agradável viagem, ansiedade e cansaço já eram grandes.</p>
<p>Nos últimos 200 metros um cicloviajante vai ao chão. Na passarela entre o Centrosul e o Direto do Campo, um degrau absolutamente inútil no meio da rampa foi o vilão da queda do Phil, um colega que nos acompanha desde a primeira viagem dos Caminhos do Sertão. Camarada Phil, aproveitamos para te enviar todas as boas vibrações, desejando que a recuperação seja breve e que volte logo a cicloviajar conosco! E à Prefeitura de Florianópolis, fica o toque de consertar tal passarela urgentemente!</p>
<p>Finalizando, um pequeno agradecimento a todos nossos cicloviajantes dessa última viagem:</p>
<ul>
<li>Nara, que viajou pela terceira vez conosco, sempre encantada com todas as novidades dos Caminhos;</li>
<li>Mário, que se aposentou justamente na semana da viagem, e agora promete uma nova vida de pedaladas pela frente (agradeço o apelido de Poeta que me deste, valeu!);</li>
<li>Souza, transbordando juventude aos 57 anos, sempre nos fazendo rir com suas piadas e a escandalosa sirene de sua magrela;</li>
<li> às colegas Viviane e Gisele, que vieram de Curitiba especialmente para pedalar conosco e que pelo astral constante, demonstraram ter gostado da idéia ;</li>
<li> às irmãs Tati (que veio de São Paulo) e Ju (que, como o Phil, é pioneira dos Caminhos do Sertão), sempre passando com um sorriso;</li>
<li> Carine, que começou a pedalar há um mês, e já se declarou viciada. Com um vício desse, você vai longe, amiga ? basta trocar o band-aid pelo sofá-cama!;</li>
<li> Claudia, que veio de Curitiba e jamais havia andado tanto de bicicleta, mas surpreendeu a todos mandando muito bem até o final;</li>
<li>Renato, grande entusiasta e apoiador dos Caminhos do Sertão, que parece menino fazendo evoluções com sua Trek;</li>
<li>Adilson, sarrista de primeira, sempre brincalhão e bem-humorado;</li>
<li>Alê, surfista-pedalante, vira e mexe divertindo a turma com seu jeitão hilário;</li>
<li>Flavia, com seu indefectível sorriso no canto da boa (né Fla?), e autora do pão que já virou atrativo em nossas viagens (cuja receita é guardada a sete chaves);</li>
<li>Fernando, com sua bici de rodas enormes e estoque de delícias integrais, e que descobrimos já ter pedalado conosco nas Bicicletadas</li>
<li> Silvana, sempre guerreira, a vontade com seu ritmo e também amiga antiga dos Caminhos do Sertão;</li>
<li> aos guias Dudu, Jou e Pereira, sócios de agora, amigos de sempre.</li>
</ul>
<p>Forte cicloabraço a tod@s, e até a próxima, em outubro!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nos Sertões na Ilha &#8211; Costa da Lagoa, Ratones e Moçambique</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Sep 2006 17:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Costa da Lagoa]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Ratones]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[Vargem Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Volta à Lagoa]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia iniciou nublado, ameaçando chuva, mas logo cedo ficou radiante, como já se tornou rotina neste seco e quente inverno.  Nosso encontro, misto de pedalada e reunião, teve como destino inicial a Costa da Lagoa, localidade da Lagoa da Conceição &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/09/02/nos-sertoes-na-ilha-costa-da-lagoa-ratones-e-mocambique/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia iniciou nublado, ameaçando chuva, mas logo cedo ficou radiante, como já se tornou rotina neste seco e quente inverno.  Nosso encontro, misto de pedalada e reunião, teve como destino inicial a Costa da Lagoa, localidade da Lagoa da Conceição acessível apenas por barco ou trilha. No ponto de encontro, ao lado da tradicional feira de produtos orgânicos da praça da Lagoa, participantes conversavam  e davam os últimos ajustes nas bicicletas quando cheguei.</p>
<p>Entre as dez bicicletas presentes no dia, oito percorreriam os caminhos da viagem da independência, na semana seguinte. Para acostumá-las, iniciamos o passeio à beira da Lagoa até a Ponta das Almas, onde um Sambaqui à beira do espelho d?água é prova de que os índios há muito tempo já sabiam o que é qualidade de vida.</p>
<p>Seguimos pela tranqüila estrada do Canto dos Araçás, que gradualmente perde o pavimento e ganha árvores, até se transformar na trilha que leva à Costa. Ali, na chamada Ponta Grossa, onde o canal profundo da Lagoa tem apenas 200m de largura, iniciou-se nosso sobe-desce. Não só dos pequenos morros da trilha, como também de nós mesmos, que por diversas vezes tivemos que empurrar e até carregar as magrelas.</p>
<p>Pela trilha, que até pouco tempo atrás era transitada por carros de boi, chegamos à Vila Verde e seu Engenho de Farinha, um dos poucos ainda ativos da Ilha, marca de um tempo em que a agricultura ainda não havia cedido ao turismo o posto de principal atividade de subsistência da população.</p>
<p>Carregadas as garrafas d?água, seguimos pedalando-empurrando-carregando até aFreguesia da Costa, onde há maior infra-estrutura (posto de saúde, restaurantes, etc.). Ali, uma trilha adjacente nos conduziu à Cachoeira da Costa, que sob o calor do meio-dia se tornou extremamente convidativa. Poucos de nós imaginamos que o dia seria tão lindo e a maioria ficou só na inveja do banho nas água Cachoeira, que apesar de escassa devido à pouca chuva, foi providencial.</p>
<p>O lanche da cachoeira não enganou nossos estômagos, e nem precisava. Afinal, a Costa é conhecido recanto de restaurantes de frutos do mar, com atendimento atencioso e preços honestos. Dali seguimos então ao <a href="http://www.restparaiso.com.br/" target="_blank">Paraíso da Néia</a>, indicado por nosso colega Adilson, que de tanto gostar da Costa ?comprou um terreno? no caminho&#8230;</p>
<p>O almoço farto nos fez dividir cada prato para 2 pessoas por 3 ciclistas, pois tínhamos bastante pedal pela frente. Mesmo assim,ninguém resistiu à meia horinha de soneca.</p>
<p>Havia a opção de atravessarmos de barco para o Rio Vermelho, encurtando o trajeto em 20km, porém em consenso decidimos por curtir todo o trajeto. Assim, subimos nas bicis e seguimos rumo ao Saquinho da Costa, até a entrada da trilha que atravessa o morro rumo ao Ratones, no lado Oeste da Ilha.</p>
<p>Os ?empurrões? rumo acima, em meio às voçorocas da desgastada trilha, se mostraram valiosos ao olharmos para trás. Do alto do morro tem-se uma visão privilegiada da Lagoa, Parque do Rio Vermelho, praias do Moçambique e Barra da Lagoa, dunas da Joaquina e Morro da Mole, além da mata fechada que circunda a lagoa na região do Saquinho. Todos locais que ainda percorreríamos mais tarde.</p>
<p>A partir dali, na descida para o Ratones, a trilha se tornou mais pedalável, com direito a adrenalina e velocidade na chegada ao plano. Em meio ao clima rural de Ratones, nada como algumas bananas no bar da encruzilhada da estrada que leva à Vargem Pequena. Do alto do morro que divide as duas localidades, tivemos um panorama da Bacia do rio Ratones, a maior da Ilha, que vem sofrendo lentamente com a pressão imobiliária e suas conseqüências nefastas ? abertura de vias, poluição por esgotos, entre outros. Ainda assim, um maravilhoso local.</p>
<p>Da Vargem Pequena, cortamos por uma pequena trilha o caminho que leva à Vargem Grande, evitando um trecho grande e movimentado pela SC-401. Ali o progresso está chegando, evidenciado pelo asfalto novinho, que felizmente termina antes do morro que divide a Vargem do Rio Vermelho.</p>
<p>Após mais um visual e descida recompensante, pedalamos por calçamento ao largo do comprido bairro do Rio Vermelho, que vive também o dilema da transição entre bairro rural e urbanizado, apresentando contrastes de pastos ao lado de lindas casas em ruas pavimentadas e becos lotados de barracos.</p>
<p>Após passar o bairro entramos nos limites no Parque Florestal do Rio Vermelho, área que apesar de sua extrema importância ecológica sofre com o descaso e ganância do Governo Estadual, que até hoje não regularizou sua situação como Unidade de Conservação. Um dos reflexos disso é a ocupação do Parque por diversas entidades, como Campings, Estação de Tratamento de Esgoto e Base da Polícia Ambiental.</p>
<p>Esta última, ora alegando a presença de colméias de abelhas, ora por ?razões de segurança&#8221;, impede o acesso às trilhas que margeam a Lagoa, utilizadas pela população muito antes da sua instalação no local.</p>
<p>Estas trilhas, além de serem muito mais agradáveis e belas de serem percorridas, passando por locais como uma imensa figueira que é um ninhal de Fragatas à beira da Lagoa, são bem mais seguras para ciclistas do que a rodovia que corta o parque, onde o excesso de velocidade e acidentes são freqüentes. Ponto negativo para a Polícia Ambiental, péssimo exemplo!</p>
<p>Seguimos pela estrada mesmo, desviando um pouco mais à frente para percorrer um trecho da trilha, em meio à vegetação densa.</p>
<p>Fizemos uma última visita à Lagoa, rápida pois os mosquitos ali são impiedosos, e rumamos à Barra da Lagoa, para nosso último desafio, o Morro da Barra. Como uma espécie de troféu pela pedalada e especialmente a subida, o pôr-do-sol estava especialmente belo, e tudo se tingiu de vermelho, céu, água, nossos rostos &#8211; bem, esses últimos corados pelo esforço físico!</p>
<p>Já no crepúsculo, a menos de 2km do final da nossa jornada, nossa colega Daiane viu um oásis na Avenida das Rendeiras: caldo de cana! Não pensou duas vezes e atravessoua rua para tomar um, mas esqueceu que não estávamos mais na trilha. A moto, em alta velocidade, ainda tentou desviar, mas passou no pé de nossa amiga, que teve que terminar a pedalada colocando gesso no pé.</p>
<p>Final injusto para o maravilhoso dia que passamos juntos! E justo ela, que estava tão ansiosa para a pedalada Mar, Sertão e Baleias. Mas liga não Daiane, na próxima ou na outra estarás pedalando conosco!</p>
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		<title>Nascentes, serras e delícias: 2 dias entre Rancho Queimado e Imaruí</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Aug 2006 17:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Imaruí]]></category>
		<category><![CDATA[Rancho Queimado]]></category>
		<category><![CDATA[São Bonifácio]]></category>
		<category><![CDATA[São Martinho]]></category>
		<category><![CDATA[Serra do Tabuleiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Em mais um dia de inverno atípico, com altas temperaturas até mesmo na serra, deixamos Rancho Queimado na manhã de sábado (05/08). Em pouco tempo pedalamos até a estrada que desce a serra, que parte do caminho que conecta Rancho &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/08/15/nascentes-serras-e-delicias-2-dias-entre-rancho-queimado-e-imarui/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em mais um dia de inverno atípico, com altas temperaturas até mesmo na serra, deixamos Rancho Queimado na manhã de sábado (05/08). Em pouco tempo pedalamos até a estrada que desce a serra, que parte do caminho que conecta Rancho Queimado a Anitápolis. Adrenalina na veia: são 7 km de descida, com um visual ímpar da serra do Tabuleiro.</p>
<p>Quando chegamos a SC 431, tomamos o rumo de Águas Mornas. A primeira vista, estranho, já que nossa meta era São Bonifácio, no sentido contrário. Mas o retorno de 5 km não foi em vão: o objetivo era pedalar por um acesso secundário, de terra, que margeia e cruza o rio Cubatão. Ele é homônimo àquela cidade paulista que ganhou fama pela poluição, mas felizmente não tem nada a ver: o rio Cubatão é cristalino e suas águas compõem o principal manancial da grande Florianópolis.</p>
<p>Caminho das nascentes - Nessa rota alternativa, as nascentes são abundantes. Incontáveis córregos aparecem pelo caminho, alguns deles compondo cenários de rara beleza, uns &#8220;cantinhos&#8221; que mais parecem território de gnomo. Na margem de outros regatos, há paradouros sombreados e muito agradáveis, um convite ao descanso e um bom banho de rio.</p>
<p>De volta ao asfalto, outra descida adrenal e já estamos em São Bonifácio. A cidade tem uma lojinha de artesanato e produtos coloniais que é imperdível. Pães, cucas, queijos, delícias variadas e uma sobremesa de causar frisson, chamada manjar (nada a ver com aquele de côco que a vovó faz em casa, é outra coisa), são feitas pela gente da terra e vendidas a preços camaradas.</p>
<p>Pernoitamos na Pousada do Sossego, que faz jus ao nome. Todo o ambiente estava disponível ao nosso grupo de 10 cicloviajantes. Uma legítima casa de fazenda, com 5 quartos, decoração e louça impecáveis, salão de festas e de jogos, e um deck na beira do lago. De noite, churrasquinho, sinuca e pebolim para animar.</p>
<p>Carpas domesticadas - Dia seguinte curtimos os arredores da Pousada, que tem muitos daqueles cantinhos inenarráveis. Depois tocamos em frente, guidões no rumo da Vargem do Cedro. Nesse bucólico distrito, pertencente a São Martinho, fica a Casa do Rio (Fluss Haus). O nome corresponde à realidade, literalmente &#8211; o rio passa na varanda e é coalhado de carpas gigantes (não é história de pescador: algumas tem mais de 1 metro!) Dóceis e domesticadas, as carpas permitem até que se passe a mão nelas. Tinha amigo nosso até assobiando pros bichos, como se fossem cachorros!</p>
<p>Na Casa do Rio há uma fábrica de bolachas caseiras, e o delicioso cheiro dos biscoitos é perfume que nunca cessa. Também servem um café colonial de arrasar. Não contarei quem foi, mas tiveram 2 cicloviajantes que encararam uma comilança dessa no meio da pedalada! E o que é mais incrível: continuaram a pedalar normalmente, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>Seguindo viagem, uma cachoeira surge no caminho. Irresistível: impossível não parar. A caravana segue, rumando ao distrito de São Luiz. A partir daí, descida de serra, mais uma!  Antes de chegar a Aratingaúba, já no município de Imaruí, um cachorro abusado cruza a frente de um companheiro &#8211; tombo na certa.</p>
<p>No Sertão do Cangueri &#8211; mais um sertão no nosso currículo! &#8211; finalizamos a jornada. É hora de voltar para casa, encostar a cabeça no travesseiro e sonhar com a próxima empreitada. Sete de setembro? Lá vamos nós!</p>
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		<title>Sertão do Peri e pôr-do-sol no Ribeirão</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 17:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/07/22/sertao-do-peri-e-por-do-sol-no-ribeirao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente sabe, mas até mesmo bairros como Pantanal e Córrego Grande, vizinhos à Universidade Federal, também possuem seu Sertão.</p>
<p>Tratam-se, na verdade, de áreas pouco urbanizadas desses bairros, onde não raro cruza-se com agricultores e carros de boi por caminhos que o Tapete Preto nunca ouviu falar. Mas o Sertão mais famoso de Floripa é, sem dúvida, o da Lagoa do Peri. Não é para menos: um de seus mais ilustres moradores, o falecido Chico do alambique, virou personagem de documentário e agora tem o rosto estampado em diversos outdoors espalhados pela cidade.</p>
<p>No sábado, 22/07, saímos da praia do Campeche para pedalar no rumo do Sertão do seu Chico. O dia estava com o céu absolutamente limpo, e quente como tem predominado nesse inverno atípico. O reflexo da seca era evidente na Lagoa do Peri: havia tão pouca água que foi possível pedalar pela margem, algo impraticável desde que o nível desse manancial foi aumentado para atender ao consumo desde o sul da Ilha até a Barra da Lagoa.</p>
<p>A subida para o Sertão é casca grossa, mas quem resistir ganha um ponto de vista inusitado: a Lagoa do Peri e sua moldura densa de Mata Atlântica, a praia e as dunas da Joaquina , tudo no mesmo quadro. Mais a frente, uma cachoeirinha supimpa para arrefecer os miolos, naquele momento já tão aquecidos pelo sol forte. Pouco a pouco, porém, o astro rei foi se abrandando, até mergulhar de vez bem ao lado do pico do Cambirela. Tivemos a honra de presenciar esse ocaso poético à beira-mar, já no Ribeirão da Ilha, depois da considerável ladeira abaixo em que culmina a estrada do Sertão.</p>
<p>Pra fechar, uma pedaladinha noturna de volta ao Campeche. Antes, como não poderia faltar, celebramos aquele dia tão especial, com direito a porções de ostra, marisco e isca de peixe. Afinal, nada melhor que morar numa Ilha tropical, encravada em pleno Atlântico Sul, de natureza (ainda) tão desbundante e caminhos tão propícios ao pedal.<br />
Agradecemos a presença dos 20 ciclistas que nos acompanharam nesse passeio. E já fica o convite para esses e os demais colegas: no próximo mês, escolheremos outro agradável reduto de Floripa para percorrer à pedal. Até lá!</p>
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		<title>Das colônias alemãs ao litoral</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jun 2006 23:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Águas Mornas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta-feira, 15 de junho de 2006. Na última semana do outono, a inconstância do clima é pródiga e nos contempla com um dia ensolarado e temperaturas amenas. A dádiva é ainda maior : é início de mais um feriado prolongado. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/06/15/das-colonias-alemas-ao-litoral/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 15 de junho de 2006. Na última semana do outono, a inconstância do clima é pródiga e nos contempla com um dia ensolarado e temperaturas amenas. A dádiva é ainda maior : é início de mais um feriado prolongado. Ficar em casa entregue ao sofá, espiando a Copa passar? Nada disso! Entre uma e outra vitória magra do Brasil, deixamos a tevê de lado para aquecer as canelas de verdade, durante os 3 dias de pedaladas pelos Caminhos do Sertão.</p>
<p>Com um grupo de 15 pessoas, deixamos Floripa de van e seguimos até o Salto do Rio Vermelho, uma imponente cachoeira  inserida nos limites do Parque Estadual do Tabuleiro e do município de Águas Mornas.  Deste ponto, onde iniciamos a viagem, estávamos a 33 km e cerca de  350 m de altitude abaixo de Angelina, a meta do dia. Traduzindo: boa parte deste dia foi pedalando ladeira acima!</p>
<p>Cada qual no seu ritmo, os cicloviajantes inspiraram-se na força da natureza e serenamente foram ganhando altitude. Para o descanso merecido, a primeira parada foi no sítio do seu Quirino. Diácono da paróquia de Loeffelscheidt e simpático como ninguém, o senhor de fala mansa e óculos com lente espessa leva a cabo uma atividade pouco praticada na região: a produção artesanal de vinho. E a bebida de Baco não é mero artefato para a celebração da missa. Diz o seu Quirino que a vizinhança toda passa por ali para comprar o produto que, embora não evoque tanto as papilas quanto os vinhos finos, possui aroma e cor peculiares que só uma pequena produção pode garantir.</p>
<p>Chegamos em Angelina ainda de dia ? o ritmo do grupo, mesmo com tanta subida, foi surpreendente. Durante a pedalada, observar a ascendência alemã era comum, estampada nas faces de cada colono que aparecia na estrada. Já na cidade, um grupo de pessoas, quase todas negras, destacava-se da população. De uniformes vermelhos, com marcas de barro e graxa ? o que mostrava que a labuta havia sido pesada, mesmo naquele dia de feriado &#8211; , os trabalhadores, arrebanhados em outros estados, cumpriam a empreitada de montar as torres de uma nova linha de transmissão de energia para o Sul.</p>
<p>De noite visitamos o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, cuja imagem repousa sob o leito de uma simpática cachoeirinha. O local compõe o rol de atrativos do turismo religioso praticado na cidade, que também é farta em belos cenários naturais. Manhã seguinte, despertamos cedo para cumprir os 60 km que nos separavam do sítio Caminhos do Sertão, destino do segundo dia de viagem. Dessa vez, saímos dos 450 m de altitude para chegar praticamente ao nível do mar. Ladeiras abaixo, e lá vamos nós!</p>
<p>Pouco antes de São Pedro de Alcântara, desviamos pelo Caminho das Tropas. Um trecho curto a beira-rio, todo emoldurado pela mata e calçado com pedras irregulares, é resquício das primeiras picadas entre o Litoral e a Serra, abertas de forma épica no século XVIII. Pedalar por ali exige atenção e destreza, mas a recompensa é garantida pelo cenário histórico e natural. De São Pedro, com sua igreja-matriz de arquitetura arrojada, foi tarefa fácil descer a Antonio Carlos, o cinturão verde de Floripa, a apenas 30 m do nível do mar.</p>
<p>De noite, no sítio, nada melhor que um bom bate-papo ao redor da fogueira, depois de uma sopinha com rosca de polvilho, tudo feito por ali mesmo. Com a mente serena e os corpos exaustos, deitamos cedo nos beliches para repousar feito crianças. Já é sábado, último dia da viagem. Canjica, bolos, pães, queijos e doces, tudo feito pela Ângela, que mora no sítio, garante-nos suficientes e sobressalentes energias para pedalar pelos 50 km da última etapa.</p>
<p>De todos os dias, o  último é o mais estável quanto a topografia do percurso. Os pacatos bairros rurais vão ficando para trás e a BR 101 é o primeiro indício de que a grande Florianópolis é mesmo por ali. Cruzamos a estrada no rumo das praias do sul de Governador Celso Ramos, que ainda conservam características de colônias de pescador. Seu Maneca, capitão do barco de mesmo nome, atracou no trapiche próximo a Ilha de Anhatomirim para nos transportar até a praia de Sambaqui, no outro lado da Baía Norte.</p>
<p>Após o desembarque, peixinho frito e celebrações no Kacimba, um agradável restaurante feito de toras que fica a beira-mar. No último trecho, pedalamos pelas praias de Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, e depois pelos bairros Monte Verde e João Paulo, evitando, dessa forma, o trânsito ameaçador da SC- 401. É uma ótima pedida para quem quer pedalar de forma segura e prazerosa pelo norte da Ilha. No bairro da Trindade, mais celebrações e a inevitável despedida.</p>
<p>Até breve companheiros, será um prazer revê-los e compartilhar com vocês outras surpresas que nos aguardam pelos Caminhos do Sertão!.</p>
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		<title>Mantra da Pedalada</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Apr 2006 13:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Baía dos Golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Sambaqui]]></category>
		<category><![CDATA[São João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[travesia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedalar é um mantra. Li isso certo vez num livro do Antonio Olinto, um advogado que começou a pedalar para perder a barriga e acabou dando a volta ao mundo de bicicleta. Concordei. Pois bem: se mantra é a repetição &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/04/29/mantra-da-pedalada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Pedalar é um mantra.</h4>
<p>Li isso certo vez num livro do Antonio Olinto, um advogado que começou a pedalar para perder a barriga e acabou dando a volta ao mundo de bicicleta. Concordei. Pois bem: se mantra é a repetição contínua de um som, cujo ato tem a particular a capacidade de sintonizar as atmosferas espirituais, o que dizer dos sucessivos e repetidos giros de pedal?<br />
Harmonizam corpo e mente, disso não tenho dúvidas. Se isso é levado em consideração, mesmo nas subidas o prazer é inseparável do ato de pedalar. Logo que nós, do grupo Caminhos do Sertão, deixamos o Parque Municipal do Fernandes ? um local com sucessivas cachoeiras no pacato município catarinense de São João Batista ? a primeira ladeira acima não tardou a aparecer. Éramos 16 ciclistas. Pensei no mantra, harmonizei o ritmo, os pensamentos fluíram com indescritível leveza e alcançar o topo foi fácil. Torcia para que meus colegas tivessem a mesma sensação.<br />
Ladeira abaixo, a paisagem toma novas feições. Surge o rio Tijucas. Mergulhamos no imenso vale formado por suas águas com cor de doce de leite, que correm mansas; em muitos momentos, seguimos margeando seu leito, como se nosso maior desejo fosse também correr pro mar. Mas não: o destino era o sítio Caminhos do Sertão, que surgiu após os bairros rurais de Itinga e Timbé, do município de Tijucas, e Sorocaba do Sul, que pertence a Biguaçu. Fim do primeiro dia de viagem, após 50 km de pedaladas, sempre por caminhos alternativos e bucólicos. Asfalto e trânsito, nem pensar. No sítio, um farto jantar de recepção aos cicloviajantes.</p>
<h4>Cachoeira do Amâncio</h4>
<p>Café da manhã  reforçado, arrumações, alongamento e lá vamos nós. Na saída, um pequeno revés: encontramos com um grupo de motoqueiros de enduro. Eram muitas motos, um barulho infernal. Considero aquilo uma estupidez sem tamanho e, ademais, um risco à vida dos outros. Fiquei pensando em como nossa proposta era radicalmente diferente: não fazemos barulho, não poluímos; interagimos com a população nativa, ouvimos com nitidez a melódica canção das matas, buscamos uma harmonia física e espiritual.<br />
A primeira parada foi na Cachoeira do Amâncio. A água gelada não foi barreira para os banhos. O sol forte, caloroso amigo, atenuava o frio. Ir ao Amâncio e não encarar um banho é como subir a Juazeiro e não ver a estátua do padre ?Ciço?! Início da tarde, seguimos viagem, morro acima. Alguns reclamaram da subida; será que ainda não compreenderam a lógica do mantra?<br />
Topo do morro, dobramos à esquerda, rumo à localidade do Amaral. Criações de búfalos fazem limite com a Mata Atlântica, de especial exuberância naquele trecho, bastante preservada. Depois do Amaral, uma descida considerável conduz ao bairro da Limeira, onde paramos para descansar no bar do seu Laércio. Ali, os maiores devedores ficam, literalmente, na boca da cobra. As anotações de fiado dos caloteiros são afixadas bem próximas a uma serpente de borracha, pregada na viga de madeira. Curioso e engraçado.<br />
Para compensar o grandioso esforço do dia ? foram apenas 37 km, porém com subidas bastante íngremes ? uma surpresa para nossos colegas cicloviajantes: o opulento café da dona Zenaide. Nativa da Fazenda de Dentro, bairro rural de Biguaçu, ela soube muito bem como agradar os ciclistas famintos. Bolo nega maluca, densamente guarnecido pela cobertura de chocolate; bolo de maracujá, com um creme azedinho inenarrável; outros bolos de que nem me lembro o nome; pães, rosca, bijus; doces, mel, queijo, nata fresca; um cajuzinho de chorar de emoção; leite puro, café forte, suco de maracujá. Difícil mesmo foi seguir até o sítio Caminhos do Sertão e, ainda por cima, deixar espaço para o jantar que nos aguardava!</p>
<h4>De Escuna pela Baía Norte</h4>
<p>Último dia de viagem. Hora de voltar pra casa. Da estiva do rio Inferninho avistamos, de longe, o aterro sanitário da grande Florianópolis. Um imenso espaço estéril que recebe, em média, 500 toneladas diárias de dejetos. Impossível não enxergar incoerência nesse processo. Será que tudo aquilo é realmente lixo? Ou matéria-prima descartada? Será que todo esse consumo é realmente necessário.<br />
Filosofias a parte, tocamos pra frente, e lá vem mais um sinal da civilização. BR-101. Somente a cruzamos; trafegar por ela, jamais. Seguimos para Caieira do Norte, em Governador Celso Ramos, novamente pelos adoráveis caminhos vicinais. Na Caieira, a clássica escuna Merlin já nos aguardava para a travessia. ?Vento sul está entrando, vamos partir logo!?, insistia o capitão. E lá fomos nós, numa navegada tranqüila e confortável, com nossas inseparáveis magrelas também a bordo.<br />
Desembarcamos em Sambaqui. O capitão, experiente, nem encostou no trapiche, para que sua embarcação de 15 toneladas não comprometesse a estrutura. O desembarque foi coisa de cinema: um verdadeiro mutirão para a retirada a jato das 16 bicicletas! No fim deu tudo certo, como haveria de ser. Num barzinho à beira-mar, comemoramos o retorno à ilha, o corpo cansado, a alma feliz. Depois da celebração, a pedalada final, pelos bairros de Cacupé, Monte Verde e João Paulo, até a Trindade. Fim da viagem.</p>
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		<title>Desbravar os Sertões da Grande Floripa</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2004/06/11/esta-chovendo-sem-problema/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2004 21:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Águas Mornas]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[São João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>

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		<description><![CDATA[A obstinação pela viagem marcou nosso grupo logo de início. Também, pudera: às 8 da manhã, horário marcado para a saída, relâmpagos cortavam o céu e uma saraivada de trovões anunciava a tempestade que não demorou a desabar. Hesitamos um &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2004/06/11/esta-chovendo-sem-problema/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2983.jpg"><img title="129_2983" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2983.jpg" alt="" width="640" height="435" /></a></strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2838.jpg"><br />
</a></p>
<p>A obstinação pela viagem marcou nosso grupo logo de início. Também, pudera: às 8 da manhã, horário marcado para a saída, relâmpagos cortavam o céu e uma saraivada de trovões anunciava a tempestade que não demorou a desabar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2838.jpg"><img title="128_2838" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2838.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2838.jpg"></a>Hesitamos um pouco, porém, com o desejo em comum de cicloviajar, resolvemos apostar na bonança e tocamos de carro em direção à Águas Mornas, com a chuva implacável durante todo o trajeto.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2849.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-669" title="128_2849" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2849.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>Quando chegamos à cachoeira do seu Quirino, a tormenta já estava bem mais calminha. O teto ainda era cinza, mas ao menos a chuva tinha dado trégua. Nosso aquecimento para a pedalada foi um trekking leve pelas pedras do rio dos Bugres, que desliza sobre um leito cor de caramelo. O objetivo da caminhada era chegar a um ponto onde se avista a volumosa queda d´água, despencando imponente num salto de cerca de 40 metros de altura.</p>
<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2893.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-671" title="128_2893" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2893.jpg" alt="" width="640" height="439" /></a>Traços da imigração alemã</strong> &#8211; Devidamente aquecidos, botamos as magrelas pra trabalhar. Mas quem trabalhou de verdade foram as pernas dos nossos valentes cicloviajantes, pedalando morro acima em direção aos vilarejos alemães de Loeffelschedt, Primeira Linha e Segunda Linha. À medida que a BR 282 ficava para trás, o caminho de terra conduzia a locais onde o tempo parece ter estacionado.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_30121.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-684" title="130_3012" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_30121.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>Tão próximas de Florianópolis, as vilas nem de longe lembram a cidade grande. Sucedem-se casas de gente simples, ornadas por jardins multicoloridos e pés carregados de bergamotas ao alcance de qualquer mortal. Fumaça, somente dos fogões de lenha. Agito, apenas das águas de rios cristalinos que nunca deixam de nos acompanhar estrada afora.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2957.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-673" title="129_2957" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2957.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>Ainda era dia quando chegamos ao bairro Santa Filomena, já em São Pedro de Alcântara. O ritmo da equipe foi invejável, considerando o longo trecho em subida do trajeto de 40 km iniciado quase ao meio dia. Na pousada Santa Bárbara, nossas narinas eram agraciadas pelo cheiro do maravilhoso jantar preparado pela proprietária, dona Mônica, enquanto tirávamos a lama das bikes para deixá-las supimpas para a próxima jornada.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2973.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-674" title="129_2973" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2973.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>A recompensa pelo cansaço, além da farta comida, foi o pouso na centenária casa de arquitetura alemã, com todos os aposentos à disposição da galera do pedal. Além de confortável, a pousada encanta pela relevância histórica. Seu quintal abriga a capela de Santa Bárbara, um marco religioso dos pioneiros de São Pedro de Alcântara, famosa por ser a primeira colônia alemã em Santa Catarina.</p>
<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2983.jpg"></a><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3129.jpg"></a>Por caminhos do século XVIII </strong>- No segundo dia da viagem, botamos as magrelas numa curiosa descida toda calçada de pedras. São vestígios do Caminho das Tropas, aberto no final da década de 1780 para ligar a capital Desterro aos campos de Lages, cruzando a inóspita serra. A abertura da picada, um feito certamente épico para aqueles tempos, é atribuída ao alferes Antônio José da Costa, descendente de açorianos nascido em Desterro.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2981.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-687" title="129_2981" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2981.jpg" alt="" width="360" height="480" /></a>O autor da empreitada, acompanhado de 12 homens armados, 12 escravos e sete cargueiros empenhados em abrir a trilha pelo vale do Rio Maruim, registrou a aventura no relato <em>Derrota de viagem que fiz ao Sertão de Terra Firme desta Ilha de Santa Catarina</em>. Para quem acha que a viagem do alferes Costa deu errado, vale esclarecer que o termo derrota também tem o sentido de percurso, direção, e sua etimologia remonta ao sentido de &#8220;caminho desbravado&#8221;.<br />
<img title="128_2898" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/128_2898.jpg" alt="" width="640" height="480" />Benditos sejam os que desbravaram os caminhos. As rotas que abriram para escoar riquezas, substituídas por outras mais modernas e pavimentadas, hoje nos conduzem a bordo de nossas bravas magrelas por cenários de beleza deslumbrante. Sempre pedalando, passamos por Antonio Carlos, também uma ex-colônia alemã, celeiro de hortaliças da grande Florianópolis. Sucessivas lavouras de alface, agrião, couve-flor e repolho, dentre outras, pontuam a região rural da pacata cidade. Mas ela nem sempre foi assim, tão calma.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2908.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-672" title="129_2908" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/129_2908.jpg" alt="" width="360" height="480" /></a>Em tempos de Segunda Guerra Mundial, quando a ditadura Vargas se opôs ao Eixo (do qual fazia parte a Alemanha), um xenofobismo radical invadiu as colônias alemãs no Brasil. Em Antonio Carlos, houve uma devassa em casas, igrejas e cemitérios, numa tentativa de destruição de tudo que evocasse a cultura germânica.</p>
<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3056.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-678" title="130_3056" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3056.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>Albergue rural, rali e ponte de ferro</strong> &#8211; Chegamos à Fazenda de Dentro, bairro rural de Biguaçu, antes da chuva torrencial que começou a cair no fim da tarde de sexta feira. Dormimos com o barulho dos pingos sobre o telhado, num albergue construído através de iniciativa pioneira de estabelecer uma hospedagem para peregrinos naquela região. Este fica num sítio onde se cultiva boa parte dos alimentos consumidos no jantar e café da manhã, ambos com a fartura típica das propriedades rurais.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3087.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-679" title="130_3087" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3087.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>No sábado, último dia da pedalada, fomos presenteados com um céu de azul intenso, sem qualquer sinal de nuvens. Começamos o trecho por trilha, a partir do sítio, enfrentando lama até o alto do morro das Cobras. No topo, a recompensa: um visual esplêndido da Ilha. Tocamos as bikes em direção a Canelinha, passando por arrozais que pintam a paisagem com um amarelo-limão reluzente.</p>
<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3123.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="131_3123" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3123.jpg" alt="" width="360" height="480" /></a>Meia volta, volver</strong>: nossa simpática estradinha de terra foi interditada para a realização de um rali. O jeito foi pegar uma carona com o carro de apoio, somente no trecho pedalado a mais, e refazer a rota. Acabamos passando pela cidade de Tijucas, que recebeu os cicloviajantes com sua estilosa ponte de ferro atravessando o rio de mesmo nome.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3129.jpg"><img title="131_3129" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3129.jpg" alt="" width="360" height="480" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3129.jpg"></a></strong>A partir dali, o imprevisto nos obrigou a pedalar pela SC 411. Sem problemas, já que a rodovia é razoavelmente calma e tem um bom acostamento.Na altura de Canelinha, voltamos ao caminho de terra, margeando o rio Tijucas. Enquanto o sol se escondia, os morros eram tingidos de cor-de-rosa, o que aumentava a emoção ao final do percurso.</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3164.jpg"><img title="131_3164" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/131_3164.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a>Chegamos junto com a noite na cachoeira do Fernandes, em São João Batista, com os odômetros registrando 160 km de viagem, e as memórias preenchidas por visuais, histórias e descobertas que os caminhos sempre nos proporcionam.</p>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff4b33; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; line-height: 24px;"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3001.jpg"><img title="130_3001" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2004/06/130_3001.jpg" alt="" width="350" height="480" /></a></span></div>
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