Revista Viaje Mais traz matéria especial sobre cicloturismo

Nas bancas de todo país, a revista Viaje Mais (editora Europa) realizou neste mês uma extensa matéria sobre cicloturismo. As principais fotos da reportagem são de destinos em que operamos, e há um descritivo dos pacotes e serviços que oferecemos. Pra ver o conteúdo completo passe numa banca – abaixo, algumas páginas só para dar um gostinho!

Sonhou? Então realize buscando sua cicloviagem aqui neste link.

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Dos nossos sertões de Sul, Brasil e mundo: a fantástica Chapada Diamantina

por: Fernando Angeoletto

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Quem nos conhece há mais tempo sabe que nossa origem é nos sertões do Sul – pelos caminhos “esquecidos” nos arredores da querida Ilha (Floripa), moldamos a prática de contemplar caminhos à nossa maneira, que começou por plena curtição e hoje acumula 12 anos de trabalho como empreendimento consolidado do cicloturismo.

E se é fato que “o Sertão está em todo lugar”, natural seria expandir limites: e assim o fizemos, abrindo roteiros em outros países, além de apostar em outros expressivos hotspots nacionais.

Foi com esse espírito que criamos o pacote de uma semana pela Chapada Diamantina (que tem uma saída em breve, de 04 a 11/09/ 2016), destino-desejo de 10 entre 10 viajantes de natureza do planeta.

 

Antes de qualquer impressão mais a fundo, convém dizer que “a” Chapada não é apenas uma: suas feições estão mais para uma miríade, prova disso é que sua zona de influência abrange ecossistemas de biomas como Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga – até um pequeno pantanal figura entre os atrativos.

Em nosso roteiro, que parte de Lençóis no rumo sul, a primeira parte é marcada pela Estrada do Garimpo e o mar de águas que despenca da Serra do Sincorá. São freqüentes as travessias por regatos que podem passar dos joelhos, em áreas que comumente foram assoreadas nos períodos de lavras. Com um sol de rachar os miolos, ninguém reclama das freqüentes possibilidades de refresco.

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Nesta trip que operamos em agosto passado, o sócio da CdS Jonatha Jünge pôs à prova uma fatbike, desenvolvida para “comer neve” nas altas latitudes da América, mas que também mostrou-se adequada a certos obstáculos chapadianos.

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Neste dia de enfrentar as águas, fomos acompanhados por um bravo Polaris, um jeep beirando o anfíbio que mostrou-se valente veículo de apoio naquelas condições

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O dia termina com a desafiante subida em estrada de pedra rumo a Igatu. Ali, a pousada Flor de Açucena é um dos atrativos: com uma bela arquitetura que valoriza e se integra aos desenhos de pedras da região, oferece um incomparável mirante à Serra do Sincorá.

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No café da manhã, as boas vibrações do local são acompanhadas de ilustres visitantes.

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Igatu, tombada pelo IPHAN, é um registro vivo da saga dos diamantes pela região, que teve seu auge no século XIX. Àquela época, chegou a ter 7.000 habitantes – reduzidos hoje a pouco mais de 400, que confere o agradável ar pacato à cidadezinha. De modo artesanal, perscrutar as águas ainda é hábito corrente nos arredores, e boa parte do que se encontra é transformada ali mesmo em pitorescos ateliês, nas mãos de artistas sempre dispostos a falar sobre seu ofício aos visitantes.

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Deixando Igatu vamos ladeando o rio Coisa Boa, ladeira abaixo, por caminhos de pedra bem técnicos e paisagens incríveis que nos transportam à remota era do garimpo.

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Depois da trilha seguem-se caminhos alternados entre asfalto e bons estradões de terra. A meta é o município de Nova Redenção, onde a cornucópia de belezas da Chapada nos apresenta o Poço Azul. Antes de nos entregarmos ao desbundante mergulho em suas águas, alimentamos o imaginário ao conhecer a fantástica descoberta científica que teve o Poço como palco há 10 anos, quando ossos de preguiças gigantes (estimadas em 4,5 metros e várias toneladas quando vivas) foram encontrados por ali.

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No terceiro dia de pedaladas, deixamos Mucugê e já estamos à oeste da Serra do Sincorá. Caminhos de terra vermelha serpenteiam planícies de um microclima especial, perfeito para os cultivos de cafés especiais que se mesclam às paisagens. Quando o fôlego estiver à prova na subida da Serra do Cansa Cavalo, recupere-o parando e olhando para trás: a eseptacular Chapada agora nos apresenta o Esbarrancado, com 1700m, seu ponto culminante.

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No fim do dia, estamos no famoso Vale do Capão – acessado pela imponente elevação de 550m em 19km a partir de Palmeiras, ou em carona no carro de apoio – este dia é o mais longo e mais puxado de todos!

É a partir do Capão que fazemos o imperdível trekking de 5 horas (ida e volta) até a Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil. Antes de encontrar com a gigante, os olhos descansam contemplando um imenso jardim, com a profusão de espécies de flores preservadas pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina. Lá chegando, se a vertigem permitir você pode se deitar na pedra à beira do abismo e contemplar a água despencando  340 metros abaixo.

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Nesta noite, dormimos na Pousada do Major, contígua à Gruta da Pratinha. Pela amanhã, a pedida é flertar com as delícias do local. Na flutuação na fenda escura, vamos aguçando os sentidos e descobrindo, com a ajuda da lanterna subaquática, as belezas que a água esculpiu. Mas é no retorno, na entrada da Gruta, que o espetáculo atinge o auge: ali topamos com milhares de peixinhos em meio à luz azul que cintila em todas as direções.

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No mesmo dia ainda visitamos a Gruta Lapa Doce, esta em solo seco, mas também repleta de mistérios e belezas. Na caminhada para esta Gruta, a paisagem alterna-se entre a caatinga e os rastros da atividade geológica na região.

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Mas o balaio de maravilhas do dia não termina por aí. Já que estamos bem próximos dele, a regra manda que, ao final do dia, façamos a caminhada para contemplar o por do sol por cima do Morro do Pai Inácio. Reza a lenda que o personagem que dá nome ao local era escravo de um coronel dos diamantes. Como o escravo envolveu-se em adultério com a esposa do feitor, o fato acarretou em pesadas diligências contra ele, que refugiou-se no topo do maior morro da região. O esconderijo não tardou a ser descoberto pelos guardas – quando acuado pela tocaia, Inácio atirou-se no abismo segurando o guarda-chuva da sinhá, tendo possivelmente rolado para algum vão das rochas sedimentares abaixo e a partir daí se tornado uma eterna lenda.

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No último dia visitamos uma centenária fábrica de doces artesanais, nos Campos de São João. A partir daí, caminhos suaves nas Gerais do Camelo nos conectam a visuais espetaculares da região, com destaque para os Morros do Camelo e do Pai Inácio.

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Eis aí o que os olhos das lentes e um breve relato podem resumir sobre este que é sem dúvida um dos mais belos destinos do mundo. Não perca a chance de interagir com ele usando todos os sentidos na próxima saída, em setembro de 2016!

Veja o álbum de fotos completo!

 

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Páscoa no pedal com o roteiro Floripa Volta à Ilha

Durante o feriado da Páscoa e Tiradentes inauguramos nosso roteiro de Volta à Ilha, em que visitamos os melhores recantos e paisagens de Florianópolis, sempre nos caminhos mais isolados. Confira os melhores momentos dessa aventura!Pântano do Sul

Por ser um feriado duplo, todos estavam aproveitando a Lagoa da Conceição

Lagoa da Conceição

Na Barra da Lagoa, paramos para um lanche à beira do canal e visitamos o farol que marca o encontro da Lagoa com o mar, com vista para a maravilhosa praia do MoçambiqueBarra da Lagoa

Uma trilha de chão batido nos levou ao miolo do Parque Estadual do Rio VermelhoParque Estadual do Rio Vermelho

Bem como à Praia do Moçambique, a mais isolada da Ilha e com mar bravo, bom para o Surf.Parque Estadual do Rio Vermelho

Após o longo e plano trecho do Rio Vermelho, a visão do canto Sul dos Ingleses foi digna de admiração
Praia dos Ingleses

O dia terminou com a caminhada de visita às inscrições rupestres no Costão do Santinho. Pela empolgação da galera o Leste da Ilha valeu a visita!Praia do Santinho

No segundo dia de viagem, o grupo aumentou com a chegada de mais duas participantes. Iniciamos o trecho do Norte da Ilha pela Praia Brava.  Praia Brava

Na praia da Lagoinha, foi possível pedalar à beira mar Praia da Lagoinha

Já em Ponta das Canas, que tem presença significativa de pescadores, deu para ter uma ideia do nível da maré baixaPonta das Canas

Em baixa velocidade e com todo respeito aos banhistas, pedalamos pela praia de Canasvieiras. Assim, além de evitar o trânsito intenso, pudemos curtir o astral, inclusive do “barco pirata”!Canasvieiras

Já em Jurerê Internacional, bairro totalmente planejado, pudemos desfrutar, mesmo que só por 2km, de um caminho à beira mar exclusivo para pedestres e ciclistas.Jurerê Internacional

Na praia do Forte fziemos nosso lanche junto às muralhas da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, construída no séc. XVIII para proteger a Ilha dos espanhóis e que nunca lançou uma bala de canhão – mesmo assim os espanhóis dominaram a Ilha por alguns anos!
Fortaleza São José da Ponta Grossa

Em seguida nos afastamos do mar, percorrendo a região rural da Vargem Pequena e Ratones, e terminamos com um delicioso café-surpresa de Páscoa, na casa da Dona Gunte, mãe da nossa fiel participante TaniaRatones

O terceiro dia , pelo Oeste da Ilha, amanheceu chovendo forte. Alguns até desistiram, os que ficaram se prepararam para ficar o dia inteiro molhados. Santo Antônio de Lisboa

A torcida pelo “Raio de Sol” foi tão intensa que menos de 1km depois, já tirávamos a capa de chuva, para não pôr mais Sambaqui

Neste dia contornamos as baías que dividem a Ilha do continente. Na praia do Sambaqui apreciamos um belo visual para as pontesSambaqui

Olhando de longe a partir da tranquila Cacupé, parece que vamos pedalar em meio aos prédios da Beira-marCacupé

Felizmente temos a ciclovia da Beira-Mar Norte, área de lazer que circunda o centro da cidade, onde fizemos nosso lanche. Beira-Mar Norte

Não poderia faltar uma visita à cabeceira da Ponte Hercílio Luz, que foi renovada e virou uma agradável praça. A Ponte está em reforma e um dos projetos é torná-la acessível e segura para bicicletas, estamos na torcida! Mirante da Ponte Hercílio Luz

Depois percorremos o centro histórico de Floripa. Como era domingo, pudemos pedalar com tranquilidade pelo calçadão, admirando os lindos edifícios do Mercado Público, Praça XV, Catedral e Palácio Cruz e SousaPalácio Cruz e Sousa

Já na Beira-Mar Sul, a partir de um dos trapiches de pescadores artesanais pudemos ter um panorama da baía Sul, mais preservada como todo o Sul da Ilha.Beira-Mar Sul

O grupo, composto quase só de mulheres, pedalou quase sempre junto.Planície Entremares

O dia terminou com as bênçãos de Iemanjá e almoço à beira mar no Ribeirão da Ilha, com direito a degustação de ostras de cultivo local.Ribeirão da Ilha

O sol voltou com força no quarto dia, em que percorremos o maravilhoso roteiro do Sul da Ilha. A primeira parada foi no Mirante do Morro das Pedras, com visual para a praia da Armação e os morros que circundam o Parque Municipal da Lagoa do Peri, que atravessamos por trilha.Mirante do Morro das Pedras

Novamente fizemos um lanche à beira mar na Armação, seguido de banho de mar e visita à Ponta da Campana, com visual para a praia do MatadeiroPraia do Matadeiro

A maior beleza de Floripa é a riquíssima diversidade de paisagens. Só na Ponta da Campana é possível ficar um dia inteiro, curtindo suas piscinas naturaisPonta da Campana

Depois de tanta praia, nada como voltar a sentir o cheiro da mata na Costa de Dentro, um dos recantos rurais da IlhaCosta de Dentro

Na última pedalada à beira-mar, fomos da praia dos Açores ao Pântano do SulPraia dos Açores

O Pântano do Sul é uma vila tradicional de pescadores e tem uma impressionante vista dos morros de Garopaba, já no continente – outro local de praias imperdíveisPântano do Sul

Nosso almoço foi no Bar do Arante, conhecido pelos bilhetes deixados pelos visitantes e por divulgar a cultura tradicional dos açorianos que colonizaram a ilha, através de sua gastronomia e músicaBar do Arante

Na volta, ao passar pelo Morro das Pedras, teve gente que ainda encarou um caldo de canaCaldeirão da Armação

Após quatro dias, dezenas de praias e 200km de sobe-e-desce dos pedais, eis o efeito da Volta à Ilha na turma! Turma da Volta à Ilha!

Saiba mais sobre o roteiro Volta à Ilha em nosso site, ele pode ser agendado em qualquer época do ano. Veja a galeria de fotos completa no Flickr ou no Facebook.

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Fim de ano refrescante: cicloviagem em Urubici

Relato da cicloviagem para Urubici, Serra Catarinense – dezembro/2013
fotos e texto por Eduardo Green

Final de ano é corrido, quente, movimentado, estressante em todo lugar, não é mesmo? Bem, em Urubici é diferente. Totalmente!

Em 2014, a onda de calor intenso não poupou nem mesmo a joia da Serra Catarinense e durante o dia o grupo suou nas pedaladas. À noite a cidade fez jus à fama e tivemos que usar pelo menos um lençol. De dia, a diversão foi garantida pelos diversos banhos no rio Canoas e seus afluentes, como o Rio Sete Quedas.

A gastronomia mais uma vez fez esteve em sintonia com a paisagem: diversificada e impecável. As propriedades associadas à Acolhida na Colônia serviram os cafés, almoços, lanches e jantares feitos com ingredientes orgânicos e deliciosos. Até churrasco orgânico teve (de vaca criada somente a pasto no sítio).

No primeiro dia conhecemos o simpático centro do município de 10 mil habitantes e vimos de perto a Cascata do Avencal, com sua queda impressionante de aproximadamente 100 metros.

A chuva veio tímida no segundo dia, dando uma atmosfera ainda mais bucólica ao Caminho do Invernador.

Já no terceiro dia, de visita aos atrativos mais exuberantes – Morro da Igreja e Serra do Corvo Branco – o sol nos presenteou com lindas vistas tanto da Pedra Furada como do corte do Corvo Branco, em um dos melhores visuais que já presenciamos nesses locais.

No último dia curtimos um lindo visual no Morro do Campestre, em que a chuva rápida nos pegou já no final da descida

O sol voltou a brilhar para nos aquecer no banho da segunda cachoeira do rio Sete Quedas, onde a água é sempre geladinha – ainda bem!

O pessoal do Sítio Arroio da Serra mais uma vez encantou a tod@s com sua hospitalidade e simpatia.

Com esta cicloviagem fechamos mais um ano de pedaladas nos melhores destinos do Sul do Brasil – e agora também em outras regiões do Brasil e pelo mundo afora, com os roteiros da Chapada Diamantina e Croácia. Desejamos que em 2014, você PEDALE!

Saiba mais sobre o roteiro Urubici em nosso site.
Veja a galeria de fotos completa no Flickr ou no Facebook.

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Um fim de semana na Rota das Baleias

Relato da cicloviagem na Rota da Baleia de 7 a 8/setembro/2013
Imbituda (Praia do Rosa, Ibiraquera) e Garopaba (Ouvidor, Ferrugem)
fotos e texto por Jonatha Jünge

Com o feriado de 7/setembro num sábado, a solução foi fazer a nossa tradicional cicloviagem na Rota das Baleias na sua versão de fim de semana – e não poderia ter sido melhor! Dois dias de ótimas pedaladas, com muito sol e, claro, a presença de nossas amigas baleias.

Para aproveitar bem os dias, todos chegaram na nossa charmosa pousada na Praia do Rosa na sexta a noite. Assim, no sábado, tomamos café com a incrível vista da lagoa de Ibiraquera e cedinho já estávamos montando nas magrelas!

Foram 9 cicloviajantes: a turma de Jaraguá, dos quais alguns se diziam despreparados – mas que nem deram bola pro carro de apoio e pedalaram tudo! E mais os amigos de Floripa: uma ciclista de primeira viagem e um já veterano das viagens do CdS (em sua segunda ida para Rota das Baleias, desta vez com o objetivo de fotografar as Baleias Franca). Fechando o grupo os guias.

O sábado amanheceu ensolarado com com um forte vento nordeste, ou seja, vento contra até Garopaba. Pedal de aquecimento do Rosa à praia do Ouvidor, e ali pegamos a exclusiva trilha pelo projeto Gaia Village, cruzando as dunas e a restinga por um caminho super tranquilo e abrigado do vento. Uma parada para conhecer o local e tomar um suco de uva, e seguimos para as praias da Barrinha e Ferrugem.

A pequena barra estava aberta e com uma forte correnteza, o que tornou a travessia uma aventura, na tentativa de não afundar com as bicicletas. Poucos aceitaram a ajuda do guia, um sinal de que este grupo iria topar todas as surpresas do roteiro. E bora pedalar até o centro histórico de Garopaba, onde servimos o lanche do dia abrigados do vento, sob a antiga igreja.

A segunda metade do dia começou com algumas “subidinhas” – mas que num roteiro praticamente plano como este, se tornaram um belo desafio, mesmo com o vento a favor. No meio do caminho, a possibilidade de fazer uma trilha extra não assustou ninguém, e seguimos morro acima, ora pedalando, ora empurrando a bicicleta na lama.


Eis que na trilha ganhamos a companhia de um cavaleiro que rapidamente se torna o guia da frente, enquanto nos conta dos caminhos para o alto do morro e da destreza do seu cavalo que senta como um cão adestrado!

O dia termina com uma pedalada ao sabor do vento até a pousada e um pôr do sol estonteante. O guia Gabriel puxa uma sessão de yoga no espaço da pousada, antes do jantar mineiro regado à um bom vinho e cerveja artesanal.

No segundo dia descemos para o costão sul da Praia do Rosa e, novamente, uma trilha nos leva morro acima para uma vista privilegiada da região.

Praia do Luz, Ibiraquera e Praia da Ribanceira – devido à maré baixa e à barra fechada pedalamos tudo pela praia – e já no início do caminho, as primeiras Baleias Franca aparecem abanado suas caudas para nós!

Do mirante na Ribanceira, mais baleias à vista! O grupo caminhou até a ponta e de lá pôde ver um filhote dando saltos para fora da água, bem pertinho do costão, a poucos metros de onde estavam. Não é a toa que programamos esta parada num dos pontos preferidos das Francas.

Retornamos pedalando contra o vento, uma experiência bem diferente, mas bom para abrir o apetite. De volta a Barra de Ibiraquera fazemos nosso lanche à beira da grande Lagoa e relaxamos antes dos últimos quilômetros de volta a pousada.

Com dois dias bem pedalados por caminhos e trilhas para todos os gostos, na companhia de novos amigos e algumas baleias, terminamos a cicloviagem num dos trechos mais belos do litoral brasileiro. Até próxima!

Saiba mais sobre este roteiro e próximas saídas em:
www.caminhosdosertao.com.br/destinos/baleias

Álbum completo de fotos no Flickr e Facebook.

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Pedal 14 e 15/setembro na Acolhida na Colônia – Roteiros da Serra Geral

Que tal um pedal de fim de semana, aqui mesmo em Santa Catarina, com um belo desafio mas com a segurança e conforto de uma estrutura básica de apoio? Esta é nossa nova proposta de uma cicloviagem enxuta com apenas 2 dias e um pernoite, para cicloviajantes do estado.

O primeiro roteiro seguindo esta proposta será na região das Encostas da Serra Geral dentro do Circuito Acolhida na Colônia entre os municípios de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, de 14 a 15/setembro. Este é um evento em parceria com nosso amigo Fábio Almeida, que promove passeios com grupos de pedal de Floripa e mantém o cicloBlog Nácolo. Abaixo vai o convite do Fábio para este roteiro, com todos os detalhes para quem quiser participar!
Vagas Limitadas! – Entre em contato!

 

Salve, salve!

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Após um mês de debates e pesquisas, aí está o convite para o primeiro passeio de dois dias. Pedalaremos por cerca de 80 km de estradas de terra pelas montanhas da região de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, na encosta da Serra Geral. No caminho, muita tranquilidade, belas paisagens e boas subidas.

No primeiro dia serão percorridos 46 km em trechos dos Roteiros da Serra Geral. Quase no final do dia, teremos banho nas águas do rio Braço do Norte (o Balneário Paraíso das Águas está em reforma). Com mais 8 km, chegaremos à pousada Doce Encanto, em Santa Rosa de Lima, onde um jantar estará à nossa espera.

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No segundo dia, tomaremos o caminho de volta para Anitápolis, mas por outro caminho. Iremos nos aventurar mais próximo da serra, por estradas ainda mais tranquilas. Pedalaremos 34 km, com subida acumulada de 860 m. No final, chegaremos no Sítio da Flora, onde poderemos tomar um banho e almoçar antes de voltarmos para Florianópolis.

O que serviços teremos? Operando em conjunto com o Caminhos do Sertão, teremos carro de apoio com frutas e água durante todo o trajeto, guia com conhecimento em mecânica e primeiros socorros, seguro atividade e transporte das bagagens entre Anitápolis e Santa Rosa de Lima.

Andréa e o predão da Serra Geral

Vamos aos detalhes então:

Sábado, dia 14 de setembro, partiremos de Florianópolis em nossos carros em direção a Anitápolis (100 km). É mais do que recomendado acertar caronas com colegas. Torna o passeio mais barato e divertido. Quem não tiver como levar a bicicleta poderá deixar comigo na sexta-feira, que levaremos na carreta do carro de apoio desde Florianópolis.

Chegando lá, deixaremos os carros na pracinha e passaremos as bagagens para o carro de apoio. Quem quiser reforçar o café da manhã, tem uma padaria na praça.

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Após 38 km, com 620 m de subida acumulada, chegaremos ao Paraíso das Águas, para um banho em piscinas de água naturalmente aquecida. Mais 8 km e chegamos à pousada Doce Encanto, em Santa Rosa de Lima, onde um belo jantar de comida típica da colônia estará à nossa espera.

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No domingo, partiremos para pedalar após um saboroso café da manhã. Serão 30 km por um roteiro ainda mais tranquilo. O final do pedal será no Sítio da Flora, onde poderemos tomar banho e almoçar, mais uma vez, a comida típica da colônia, feita sem agrotóxicos.

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Valor do pacote:  R$ 370 (em até 2x)

O que está incluído

  • Jantar de sábado
  • Hospedagem na pousada Doce Encanto
  • Café da manhã de domingo
  • Almoço de domingo
  • Guias com rádio e conhecimento de mecânica e primeiros socorros
  • Carro de apoio com água e frutas em todo o trajeto
  • Transporte de bagagens Anitápolis – Santa Rosa de Lima – Anitápolis
  • Seguro

O que não está incluído

  • Deslocamento até Anitápolis
  • Lanche na padaria de Anitápolis
  • Despesas no Paraíso das Águas

Interessado?
Preencha a ficha de inscrição e entre em contato!

(48) 3234-7712
(48) 8412-8854
(48) 8407-8103

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Cicloturismo em Floripa, com direito a baleia franca!

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Cicloviagem realizada de 26 a 27 de julho de 2013 em Floripa.
Este roteiro pode ser feito durante o todo o ano em datas personalizadas, entre em contato!

Relato por Marcella Olinto

Depois de uma semana de frio intenso em todo o estado de Santa Catarina, o último final de semana de julho começou com temperaturas amenas e um céu incrivelmente limpo e convidativo para pedalar. Eduardo, Maria Teresa, Felipe e Rosi viajaram até a Florianópolis para passar o fim de semana com o Caminhos do Sertão. Com a guia que vos escreve, Marcella, estava formado o grupo.

No sábado, nosso trajeto foi de 45km de distância e percorreu grande parte do leste da ilha passando pela Lagoa da Conceição. Dia de sol e temperatura agradável, saímos pedalando pela Osni Ortiga em direção à praia da Joaquina. Felipe e Eduardo tinham lembranças desse trajeto quando grande parte do bairro não existia. “Há 20 anos atrás, não tinha nada!”, diziam eles.

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Após uma breve parada para lanche e fotos, partimos para próxima praia, a famosa Mole. Depois da subida, nada melhor que apreciar o belo visual que a praia oferece tomando um suco nutritivo no Arágua. Ainda bem que o suco é grande, porque o sol estava de “rachar o côco“, e a subida para a Barra da Lagoa nos esperava logo adiante.

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O canal da barra estava com uma grande vazão da Lagoa neste dia. Sendo assim, as embarcações sofriam para entrar no canal. O simpático garçom do restaurante que sentamos nos explicou: “Eles até tem mais motor pra usar, mas tem que ir acelerando pouco mesmo. Caso acelerem muito, a popa (parte de trás do barco) afunda e bate nas pedras do canal, que tem o calado (profundidade da superfície da água até o fundo) baixo.” A atividade dos pescadores, surfistas e amigos para ajudar nessa empreitada era um espetáculo à parte. Cabos eram jogados para terra e puxados pelas pessoas enquanto o barco seguia acelerando devagarzinho.

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Almoçamos à beira do canal, e comemos a melhor anchova grelhada de nossas vidas! Até o Eduardo, nosso companheiro ovo-lacto-vegetariano, teve que provar um pedacinho. Depois de comer e bater um bom papo para nos conhecermos melhor, seguimos pedalando pela areia da praia até a entrada para a rua que leva à estrada geral do Rio Vermelho.

Vencemos a “melhor” subida do dia e fizemos uma parada merecida para um café no mirante da Barra da Lagoa, de onde se pode ver a maior parte da Lagoa da Conceição. Para o trajeto de volta, passamos pelo Canto das Araçás e pelo Canto da Lagoa, um caminho repleto com a sombra das árvores floridas.

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Agora o caminho era o mesmo da ida, e avisei que estávamos chegando perto da pousada. Não consegui esconder minha surpresa quando o grupo decidiu unanimemente estender o passeio até a praia do Campeche, mesmo que tivéssemos chegado à porta da pousada – o que aumentaria em torno de 5km no trajeto total. Foi uma boa decisão, pois o Campeche estava lindo ao entardecer. Fizemos um lanche e retornamos à pousada para o merecido descanso.

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Domingo amanheceu bonito e, novamente, saímos empolgados para um pedal que prometia tirar o fôlego. E não é que foi mesmo? Na primeira parada do roteiro, no alto do mirante do Morro das Pedras, explico que é comum ver Baleias-Franca naquele local, e que elas devem chegar em breve na ilha. Na mesma hora, Eduardo comenta: “olha uma baleia ali!”. Ninguém acreditou! Eis que, repentinamente, ela esguicha água e começa a se mover. Agora não temos dúvidas. Ganhamos o dia! Devagar, ela foi afastando-se da costa até perder-se de vista. Com esses incríveis cetáceos o espetáculo está sempre garantido!

Descemos o mirante e entramos no parque da Lagoa do Peri, um lugar mágico em Florianópolis, a sensação é de que saímos da ilha.

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A trilha do Peri nos leva diretamente à Praia da Armação, que oferece a Ponta das Campanas como um excelente ponto de parada. Do local é possível ver desde o começo da Armação e também a Praia do Matadeiro, cujo acesso é somente por trilha. Eduardo e Maria Teresa estavam muito satisfeitos com o seu desempenho até agora, Felipe já havia levado o segundo tombo por causa das sapatilhas e Rosi, muito tranquila, levou para casa belíssimas fotos de lembrança.

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Partimos para o trajeto final: Costa de Cima e Costa de Dentro, rumo ao famoso Bar do Arante, no Pântano do Sul! Nesse caminho pegamos quase exclusivamente estradas de terra, e a sensação é de voltar no tempo. Ritmo tranquilo, algumas subidas e descidas, uma brecha do visual que a Praia dos Açores iria nos oferecer em breve. Felipe diz que o sonho dele é ter uma casa ali, “não precisa de mais nada”, diz ele. A ida até o restaurante é pedalando na areia lisa, com o vento nas costas e o pensamento longe.

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Como sempre, fizemos uma bela refeição no Bar do Arante e seguimos para o trecho final da viagem. Uma última parada no Morro das Pedras para tentar a sorte com alguma baleia franca e, de brinde, apreciamos dois golfinhos brincando nas ondas. De lá, passamos novamente no Campeche para nos despedir do mar, e estava oficialmente encerrada a viagem. Nos despedimos com afeto e com sorrisos, dado que havíamos tido um final de semana espetacular. Parabéns a esse grupo pedalante! E até a próxima!

Veja o álbum completo de fotos deste passeio no Flickr ou no Facebook.

 

 

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Relato de uma semana de Pedal e Mar pela Croácia

Em junho de 2013, Eduardo e Loreta, da equipe Caminhos do Sertão, embarcaram na cicloviagem Croácia Pedal & Mar a partir de Dubrovnik. Em seu relato, recheado de belas imagens, você terá um gostinho da aventura de 8 dias pedalando e navegando pelas ilhas do mar adriático.

Imagine viajar para um local que, além de uma natureza belíssima e bem diferente da que conhecemos no Brasil, tenha uma história vibrante de mais de dois mil anos, envolvendo todos os tipos de desbravadores, religiões e impérios.

Adicione conhecer de barco algumas das milhares de pequenas ilhas do mar azul turquesa do mediterrâneo, e ao chegar em cada uma dessas ilhas explorá-la no ritmo das pedaladas. Essa experiência intensa é o que vemos na viagem de bicicleta e barco na região da Dalmácia, sul da Croácia.

Tudo começa em Dubrovnik, antiga cidade-estado do século XIII, que viveu sua época áurea com o comércio anterior às grandes navegações.

Ali embarcamos na escuna de 100 pés (33 metros), nossa base durante uma semana de aventuras no mar Adriático.

No primeiro dia pedalamos na península Pelješac, que se diferencia das centenas de ilhas da Dalmácia por ter um pequeno istmo que a liga ao continente. Ali a produção de sal acontece desde o tempo dos romanos (na baía ao fundo da foto). Atualmente iniciou-se ali a produção de energia eólica, que visitamos de bicicleta. Detalhe: para pegar os melhores ventos, os geradores estão no topo das montanhas, a 400m de altitude – nossa primeira longa subida através da rota napoleônica.

Além das pedaladas, tivemos na viagem interessantes programas que nos ajudaram a compreender e vivenciar a cultura local, como as aulas de geografia, história e idioma croata. Além disso, a cada dia é dado um resumo da pedalada do dia e dos atrativos a visitar.

No segundo dia de viagem, fizemos uma incursão continente adentro, cruzando a fronteira bósnia e subindo o rio Neretva (esmeralda), rumo a Mostar.

Esta cidade ficou conhecida no mundo durante a Guerra da Bósnia, quando a linha de fogo entre os exércitos da Croácia, Bósnia e Sérvia ocupava as ruas  da cidade, tendo como consequência mais visível a destruição em 1993 da ponte sobre o rio Neretva, patrimônio da humanidade pela Unesco, que foi reconstruída em 2004 e hoje simboliza a paz entre os  povos da região.

Após visitar a cidade e uma das inúmeras mesquitas (a maioria dos Bósnios é muçulmana, junto a católicos romanos e ortodoxos), retornamos à costa e fizemos um delicioso passeio pelos lagos de Ploče, na Croácia.

No dia seguinte voltamos a navegar para as Ilhas, mas por conta do vento muito forte mudamos de destino e atracamos na Ilha de Hvar, que os gregos há 2500 anos atrás  batizaram de Faros e hoje é conhecida como a Ilha das Lavandas.

Começamos subindo por asfalto, mas logo passamos à estrada de terra, visitando no caminho um antigo forno de produção de cal e muitas plantações de lavanda e uva, além de flores nativas.

Como subimos bem, o guia nos presenteou com o pedal “extra”, que consistiu em seguir até o topo do monte St. Nikola, a 626m de altitude, com uma vista inesquecível.

Para coroar o dia, além da descida espetacular em meio a vinhedos, tomamos em Jelsa o que o guia Mario considera o melhor sorvete da Ilha. Pelos sorrisos e tamanho das taças, todos concordaram.

Após o jantar ainda tivemos uma visita guiada por Stari Grad (Cidade Antiga), o primeiro povoado da Ilha.

O dia seguinte iniciou com um mergulho na praia ao lado do barco em Prigadica, na ilha de Korčula, alegadamente o local de nascimento de Marco Polo e onde no mínimo ele descansava entre suas expedições.

A pedalada começou com os dois grupos (asfalto e MTB) pedalando juntos, mas logo cada um tomou seu rumo.

Enquanto o grupo dos asfalto passa mais pelas vilas, o de MTB conhece os cantos menos povoados das ilhas.

Os poucos trechos de asfalto são por estradas bem tranquilas e com visuais incríveis, mesmo na subida são um descanso para as trilhas bem exigentes.

No dia seguinte, aportamos no Parque Nacional da Ilha Mljet, onde passamos a manhã livre, podendo visitar o monastério de uma ilha de barco, caiaque ou mesmo nadando.

Como estava bem empolgado em pedalar, decidi subir na magrela e explorar os caminhos do parque.

Antes de reiniciamos a pedalada, tivemos um piquenique à beira do lago, seguido de um banho refrescante.

Já na pedalada pudemos curtir a natureza protegida ao longo de um caminho sombreado, uma bênção já que o calor estava bem forte.

Foi um dia cansativo, com muitas subidas e descidas, mas compensados pelos visuais das pequenas vilas e seus habitantes, além de joias como o lago Blastina, com um formato inspirador aos apaixonados e conectado ao mar por um canal subterrâneo.

Para coroar o dia, navegamos até uma pequena baía isolada na ilha Šipan, onde após ancorar o barco, tomamos banho mergulhando do alto do convés, relaxamos o corpo da pedalada puxada e curtimos um lindo pôr-do-sol acompanhado de vinho local.

O último dia começou preguiçoso. Uma leve pedalada até Suđurađ, onde tomamos um capuccino em um deck sobre o mar, jogando conversa fora com os novos amigos de diversos países.

Como o último trecho era bastante íngreme e todo asfaltado, aproveitamos para experimentar aquela que pôs um sorriso maior no rosto de todos que a usaram: a bicicleta elétrica.

Atravessamos para o continente e subimos novamente nas bicicletas em Slano, localizada na Riviera croata, com as construções típicas em pedra calcárea encontradas em toda a  região.

Depois de sete dias de pedal forte, foi divertido subir assobiando e sem nenhuma gota de suor. Até o guia aderiu à elétrica e fizemos um passeio bem relaxado, curtindo o visual das montanhas como se pedalássemos no plano.

À noite, tivemos o tradicional jantar com o capitão do barco, com direito a brinde de espumante e astral de quero mais.

Diante de tanta beleza e história, dá vontade de seguir o mesmo destino de Ulisses, que atraído pelo encanto da ninfa Calipso, acabou ficando sete anos na ilha Hvar. Ao menos os primeiros sete dias estão garantidos!

Gostou desta cicloviagem ? Saiba mais sobre as próximas saídas, programação,  fotos  e inscrições em nosso site:  Croácia Pedal & Mar a partir de Dubrovnik

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Expedição para novo roteiro Acolhida na Colônia: Rancho Queimado a Leoberto Leal

Cicloviagem de Expedição realizada em 6 a 7 de julho de 2013
Validação de novo roteiro do Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia
De Rancho Queimado a Leoberto Leal

por Marcella Olinto

A Caminhos do Sertão esteve em uma expedição por um dos novos trechos do Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia. Os primeiros confirmados para a viagem foram Jou, Dudu e Marcella. O Pereira confirmou em espírito, pois faria o AudaxFloripa300 no domingo. Como ainda sobravam lugares no carro, e como a gente gosta é de ver todo mundo pedalando conosco, lançamos o convite público: aproximados 60km e subida acumulada de 1000m, por trecho e com o peso dos alforjes nas bicis! Na véspera, confirmaram presença a Marta e o Zucco.

Na sexta à noite, quase sábado, confirmou o Zeca. Resultado, conseguimos um carro a mais pra levar todos os cicloviajantes e suas bicis. No sábado de manhã cedinho, a Larissa embarcou também e estava formado e grupo dos sete desbravadores. No caminho até Rancho Queimado, lembro-me de ter visto no Facebook que era aniversário da Larissa. Ela confirma e todo mundo dá os parabéns. Todos ficam surpresos quando ela conta que deixou a família que veio visitá-la de lado e resolveu ir viajar. Isso que é gostar de pedalar!

Paramos em um mercado em Rancho Queimado para abastecer os alforjes que levavam pouca carga, pois seriam apenas dois dias. Carregar a comida do dia é uma das diversões do cicloturista autônomo. Mas comprar um quilo de bala de banana me pareceu um pouco exagerado. “Compensava muito mais pelo preço”, explicou a Larissa.

Pretendíamos sair cedo, mas ao meio dia ainda estávamos em Rancho Queimado, tomando um café passado pela Dona Laura, da Pousada Bauer, onde deixamos os carros. Partimos com sol, temperatura amena e uma longa descida de asfalto! Logo à frente, o primeiro banho de cachoeira, à beira da estrada. Muita água fria e revitalizante depois, seguimos viagem, agora quase que exclusivamente por estradas de terra. Até aqui, tudo na maior tranquilidade, nada dos 1000m de altitude esperados, e todo mundo conversando muito.

Além da terra, agora o trajeto era marcado por um intenso e íngreme sobe-e-desce, rodeado de paisagens bucólicas sensacionais. A conversa diminuiu e passou a acontecer nas paradas, e não por acaso. As subidas exigiram muita concentração e força! Com as paradas para fotos e comilanças, levamos um pouco mais de tempo para percorrer o trajeto, inclusive adentrando a noite, mas o ritmo da galera era impecável! Zucco liderando as subidas (louco pra ganhar a camiseta branca com bolas vermelhas) –  Larissa e Dudu em seguida, Jou, eu (Marcella) e Marta logo atrás deles. E o Zeca? Tinha dormido mal e pouco na noite anterior e vinha tranquilão fechando o grupo.

Na metade final, alguém sugeriu cerveja e todos acataram, menos o Zeca, que ainda não sabia se iria chegar inteiro. Além disso, precisávamos de um lugar para fazer o nosso “lanchinho”: pão, queijo, salame, tomate, chocolate, frutas secas, amendoim, bala de banana(!) e mais alguns salgados do boteco. Brindamos à viagem e à aniversariante e saímos prontos pra pegar mais umas subidas… Ver o dia ir embora pedalando é uma das coisas mais incríveis que existem! Chega o momento de se agasalhar mais, acender os faróis e descer com o breu ao redor.

O resto do caminho seguiu tranquilo e escuro até o Sítio São José em Leoberto Leal, onde fomos calorosamente recebidos pela Dona Vanda e família, que pacientemente esperaram que todos tomassem um banho quente e viessem à mesa. Ao final do banquete, veio o lindo bolo feito especialmente para a Larissa! Mais um tempo de prosa, e fomos dormir, pois o dia seguinte também prometia ser puxado.

Como de praxe na Acolhida, acordamos já com o cheiro do café da manhã, e uma mesa farta à nossa disposição. Eu e Larissa alongamos bastante enquanto degustávamos várias bergamotas, Zucco já estava pronto, Zeca não tinha mais desculpas, Dudu ficou batendo um papo até o último momento e o Jou fez várias fotos da Marta e da galera toda. Nos despedimos, levando uma foto e a vontade de voltar em breve para rever nossos mais novos amigos.

A manhã começou tímida e nublada e foi revelando-se aos poucos. Logo na saída, uns poucos arriscaram um banho de cachoeira à sombra. Chegamos no pequeno centro de Leoberto Leal e o Dudu aproveitou para contar o que nos aguardava: uma subida de 4km de distância e uma variação de 400m de altitude! Nessa hora, o Zeca quis voltar para o Sítio e penso que foi aqui que a Larissa decidiu lutar pela mesma camiseta do Zucco. Quase uma hora subindo e os dois revezando a frente. Fizemos a primeira longa parada para comer e descansar à sombra.

Compondo a paisagem que nos acompanhava, muitos sítios e fazendas, algumas nuvens no céu, nenhum vento, pouquíssimos carros, muitos cumprimentos de cabeça, uns tantos cachorros incomodados com o barulho das rodas nas descidas, muitos sorrisos, um belo horizonte e, claro, muita subida!

O bom de uma subida forte, é que (quase) sempre tem uma longa descida depois. Hora de esticar as pernas, praticar as técnicas de pilotagem e aproveitar o máximo de energia!  A bici do Zeca conseguiu um embalo tão grande que, a uns 20km do final da expedição, não pedalou mais. Pois é, a magrela teve um problema técnico (núcleo do cassete) e o Dudu ficou pra trás ora empurrando o Zeca, ora acompanhando enquanto ele subia a pé. Por sorte, a bici voltou a funcionar e eles conseguiram encontrar parte do grupo que estava no trevo – eu, Marta e Larissa. Jou e Zucco tinham ido na frente para buscar os carros. Como o caminho era o mesmo, resolvemos ganhar tempo e aproveitar o fim de tarde e a maravilhosa descida de asfalto.

Feito isso, carregamos o carro e tocamos pra Floripa! Conclusão unânime: um baita pedal, boas companhias e energias renovadas. Isso é cicloturismo: viajar na bicicleta, sem marcar o tempo e aproveitando para viver o que o caminho oferece!

O roteiro entre Rancho Queimado e Leoberto Leal é dos mais puxados do Circuito Acolhida na Colônia, com quatro serras no caminho, quase 60km de distância e mais de 1100m de subida acumulada. Em compensação, tem pelo menos três cachoeiras para banho e visuais deslumbrantes, além de muita natureza.

Veja abaixo todas as fotos desta cicloviagem:
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Cicloturismo em Floripa, destaque no Noticias do Dia

O jornal Notícias do Dia em sua edição de 27/02/2013, deu destaque ao cicloturismo, praticado em Florianópolis e outras regiões de Santa Catarina, como o Vale Europeu.  Na Páscoa teremos roteiro inédito na região, serão 3 dias conhecendo as cachoeiras e outros atrativos de Doutor Pedrinho, no centro do Vale Europeu. Confira em nosso site.

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