Debate e lançamento do Manual de Cicloturismo no Salão Nacional do Turismo – 16/7 em SP

Famtour no Circuito Acolhida na Colônia - novembro/2010
De 13 a 17 de julho, São Paulo sediará a 6a. edição do Salão Nacional do Turismo. Um setores  interessantes do salão é o Núcleo do Conhecimento, onde as oportunidades e desafios do turismo são debatidos.

Entre as principais tendências o cicloturismo é destaque, com o lançamento do Manual de Circuitos de Cicloturismo, durante a mesa de debates “Cicloturismo – Conhecendo lugares de bicicleta”, que ocorre no dia 16 de julho, às 17 horas.
Circuito Vale Europeu – Outubro/2010
A mesa, que será mediada por Flávio Agustini  da Santur, terá como debatedores Eduardo Green da Caminhos do Sertão Cicloturismo, Ademir Winkelhaus do Circuito Vale Europeu e Walter Magalhães do Clube de Cicloturismo, iniciará com apresentação do Manual, seguida de apresentação individual (20 min cada), seguida de 1 hora de debates,  onde iremos discutir principalmente a evolução dos circuitos de cicloturismo, com destaque para os circuitos de Santa Catarina.
Vale dos Vinhedos/RS – Junho de 2011

Convidamos a tod@s para participarem do debate e prestigiarem o salão, que tem entrada livre.
Mais detalhes como localização e inscrição antecipada  (até o dia 11/7, gratuita) em  http://www.salao.turismo.gov.br/salao/nucleo_conhecimento/Programacao_2011/
Abraço e nos vemos lá!
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Música do cicloturista

Pedalar e ouvir música, que ótima combinação! Veja a criação do César, do blog http://ciclopedalar.blogspot.com/:

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Nossa Terra Nossa Gente – cicloturismo em Benedito Novo

O programa Nossa Terra Nossa Gente, da TVBV (afiliada Band em SC), resolveu mostrar as belezas de Benedito Novo e suas cachoeiras, como a impressionante Cascata do Zinco. Para tal, escolheu o melhor jeito de chegar até elas – de bicicleta – e contou com o apoio da Caminhos do Sertão pra realizar o passeio.

Acompanhe abaixo o excelente trabalho da equipe, que  foi apresentado por Fernanda Quint, filmado por Assis Vieira e assistido por Jonathan Conceição.

Logo abaixo, outras fotos feitas durante a filmagem. E lembre-se: em Outubro, percorreremos o Circuito Vale Europeu, inclusive com parada na Pousada Campo do Zinco e caminhada à Cascata do Zinco. Serão sete dias de diversão!

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Cicloturismo em Benedito Novo – Making off do programa

Estivemos em Benedito Novo com a produção do Programa Nossa Terra, Nossa Gente da TVBV (afiliada catarinense da Band). A ideia da reportagem foi de visitar as cachoeiras do município, que está no Circuito Vale Europeu, usando a bicicleta como meio de transporte.

A reportagem já passou na TV Mas ainda não está disponível na Internet (28/06/2011), mas já foi postado o making off do programa, que além do cicloturismo teve como destaques a produção de melado e os passeios de jipe. Estes, em nossa opinião, são dispensáveis pois além de estragarem as trilhas, causam poluição sonora e atmosférica, bem ao contrário das bicicletas, limpas e silenciosas. Já o melado… que delícia!

Agradecemos à Fernanda e equipe do programa por nos convidarem. Confira o video:

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Sete anos desbravando os Sertões do Sul

No dia 10 de junho de 2004, iniciou-se uma pedalada de três dias nas estradinhas de terra entre Águas Mornas e São João Batista, Santa Catarina. Se a viagem foi boa? Bem, estamos no caminho até hoje, e seguindo em frente….

Agradecemos a tod@s que nos acompanham desde então, seja sonhando ao ler os relatos de viagem e  ver as fotos, seja vivenciando as dores e delícias que só uma cicloviagem pode proporcionar!

A viagem inaugural começou com trovoadoas e terminou com um lindo pôr do sol… como recordar é viver, veja abaixo o relato daquela primeira epopéia sertanista:

Está Chovendo? Sem problema! -A obstinação pela viagem marcou nosso grupo logo de início. Também, pudera: às 8 da manhã, horário marcado para a saída, relâmpagos cortavam o céu e uma saraivada de trovões anunciava a tempestade que não demorou a desabar.

Hesitamos um pouco, porém, com o desejo em comum de cicloviajar, resolvemos apostar na bonança e tocamos de carro em direção à Águas Mornas, com a chuva implacável durante todo o trajeto.

Quando chegamos à cachoeira do seu Quirino, a tormenta já estava bem mais calminha. O teto ainda era cinza, mas ao menos a chuva tinha dado trégua. Nosso aquecimento para a pedalada foi um trekking leve pelas pedras do rio dos Bugres, que desliza sobre um leito cor de caramelo. O objetivo da caminhada era chegar a um ponto onde se avista a volumosa queda d´água, despencando imponente num salto de cerca de 40 metros de altura.

Traços da imigração alemã – Devidamente aquecidos, botamos as magrelas pra trabalhar. Mas quem trabalhou de verdade foram as pernas dos nossos valentes cicloviajantes, pedalando morro acima em direção aos vilarejos alemães de Loeffelschedt, Primeira Linha e Segunda Linha. À medida que a BR 282 ficava para trás, o caminho de terra conduzia a locais onde o tempo parece ter estacionado.

Tão próximas de Florianópolis, as vilas nem de longe lembram a cidade grande. Sucedem-se casas de gente simples, ornadas por jardins multicoloridos e pés carregados de bergamotas ao alcance de qualquer mortal. Fumaça, somente dos fogões de lenha. Agito, apenas das águas de rios cristalinos que nunca deixam de nos acompanhar estrada afora.

Ainda era dia quando chegamos ao bairro Santa Filomena, já em São Pedro de Alcântara. O ritmo da equipe foi invejável, considerando o longo trecho em subida do trajeto de 40 km iniciado quase ao meio dia. Na pousada Santa Bárbara, nossas narinas eram agraciadas pelo cheiro do maravilhoso jantar preparado pela proprietária, dona Mônica, enquanto tirávamos a lama das bikes para deixá-las supimpas para a próxima jornada.

A recompensa pelo cansaço, além da farta comida, foi o pouso na centenária casa de arquitetura alemã, com todos os aposentos à disposição da galera do pedal. Além de confortável, a pousada encanta pela relevância histórica. Seu quintal abriga a capela de Santa Bárbara, um marco religioso dos pioneiros de São Pedro de Alcântara, famosa por ser a primeira colônia alemã em Santa Catarina.

Por caminhos do século XVIII - No segundo dia da viagem, botamos as magrelas numa curiosa descida toda calçada de pedras. São vestígios do Caminho das Tropas, aberto no final da década de 1780 para ligar a capital Desterro aos campos de Lages, cruzando a inóspita serra. A abertura da picada, um feito certamente épico para aqueles tempos, é atribuída ao alferes Antônio José da Costa, descendente de açorianos nascido em Desterro.

O autor da empreitada, acompanhado de 12 homens armados, 12 escravos e sete cargueiros empenhados em abrir a trilha pelo vale do Rio Maruim, registrou a aventura no relato Derrota de viagem que fiz ao Sertão de Terra Firme desta Ilha de Santa Catarina. Para quem acha que a viagem do alferes Costa deu errado, vale esclarecer que o termo derrota também tem o sentido de percurso, direção, e sua etimologia remonta ao sentido de “caminho desbravado”.
Benditos sejam os que desbravaram os caminhos. As rotas que abriram para escoar riquezas, substituídas por outras mais modernas e pavimentadas, hoje nos conduzem a bordo de nossas bravas magrelas por cenários de beleza deslumbrante. Sempre pedalando, passamos por Antonio Carlos, também uma ex-colônia alemã, celeiro de hortaliças da grande Florianópolis. Sucessivas lavouras de alface, agrião, couve-flor e repolho, dentre outras, pontuam a região rural da pacata cidade. Mas ela nem sempre foi assim, tão calma.

Em tempos de Segunda Guerra Mundial, quando a ditadura Vargas se opôs ao Eixo (do qual fazia parte a Alemanha), um xenofobismo radical invadiu as colônias alemãs no Brasil. Em Antonio Carlos, houve uma devassa em casas, igrejas e cemitérios, numa tentativa de destruição de tudo que evocasse a cultura germânica.

Albergue rural, rali e ponte de ferro – Chegamos à Fazenda de Dentro, bairro rural de Biguaçu, antes da chuva torrencial que começou a cair no fim da tarde de sexta feira. Dormimos com o barulho dos pingos sobre o telhado, num albergue construído através de iniciativa pioneira de estabelecer uma hospedagem para peregrinos naquela região. Este fica num sítio onde se cultiva boa parte dos alimentos consumidos no jantar e café da manhã, ambos com a fartura típica das propriedades rurais.

No sábado, último dia da pedalada, fomos presenteados com um céu de azul intenso, sem qualquer sinal de nuvens. Começamos o trecho por trilha, a partir do sítio, enfrentando lama até o alto do morro das Cobras. No topo, a recompensa: um visual esplêndido da Ilha. Tocamos as bikes em direção a Canelinha, passando por arrozais que pintam a paisagem com um amarelo-limão reluzente.

Meia volta, volver: nossa simpática estradinha de terra foi interditada para a realização de um rali. O jeito foi pegar uma carona com o carro de apoio, somente no trecho pedalado a mais, e refazer a rota. Acabamos passando pela cidade de Tijucas, que recebeu os cicloviajantes com sua estilosa ponte de ferro atravessando o rio de mesmo nome.

A partir dali, o imprevisto nos obrigou a pedalar pela SC 411. Sem problemas, já que a rodovia é razoavelmente calma e tem um bom acostamento.Na altura de Canelinha, voltamos ao caminho de terra, margeando o rio Tijucas. Enquanto o sol se escondia, os morros eram tingidos de cor-de-rosa, o que aumentava a emoção ao final do percurso.

Chegamos junto com a noite na cachoeira do Fernandes, em São João Batista, com os odômetros registrando 160 km de viagem, e as memórias preenchidas por visuais, histórias e descobertas que os caminhos sempre nos proporcionam.

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Novo video da cicloviagem no CIrcuito Acolhida na Colônia

O participante Jorge Marmion nos enviou mais um video da viagem de Abril. Neste, temos a participação incidental de um gfrupo de violeiros, que encontrou no grupo de ciclistas companhia para as canções…. confira!

Valeu, Jorge!

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pedalada de mapeamento na Serra Geral Catarinense

Semana passada subimos a serra na companhia do Guilherme Cavallari, que publica guias de trilhas pela sua editora Kalapalo.  A missão foi mapear um dos trechos do Guia de Trilhas da Serra Geral, que o Guilherme está elaborando, e apelidou de BluGrama, por conectar Blumenau a Gramado por estradas de terra.

Justamente o tipo de caminhos que nós Sertanistas curtimos! E por ser na região em que mais organizamos nossas viagens, demos uma força pra traçar o roteiro. Na hora de mapear o caminho, Dudu o acompanhou, dando dicas de atrativos da região e também conhecendo um pouco mais da região. Além disso, foi o momento de testar nosso novo GPS, Um Garmin Oregon 550, que fez fotos desse post.

O primeiro trecho, entre Urubici e Santa Rosa de Lima, em breve fará parte do Circuito de Cicloturismo Acolhida na Colônia. Mapeamos uma nova conexão entre Aiurê e Santa Rosa, pela Boa Vista. Lindo de morrer… de tanto subir! Por sorte, no meio da subida havia a Pousada da Nida, associada à Acolhida na Colônia, que nos propiciou conforto em meio à chuva insistente.

De Santa Rosa a Anitápolis, tínhamos a estrada geral, beirando o rio Braço do Norte e om subidas gentis. Para quê, se poderíamos aumentar o percurso em 8 km, mas passar pela deserta e linda estrada do Rio do Meio, e ainda subir um morro de 400m no final? Ficamos com a segunda opção, com certeza!

No próximo trecho, para Alfredo Wagner,  passamos por Maracuja e Caetés, comunidades bem isoladas, com natureza quase intocada, só interompida pelas plantações de pinus que chegam sorrateiramente. O rio Caetés forma uma grota profunda e pedalar no seu vale é lindo!

Depois de Alfredo, iríamos a Leoberto Leal, mas descobrimos que a estrada  de Leoberto a Imbuia havia sido asfaltada, assim cortamos direto para Imbuia pelo alto da serra, também tomado por imensas plantações de Pinus. Dali, a descida para Ituporanga foi deliciosa, com um bom visual da Serra, estradas de terra e claro, muita cebola.

De Ituporanga, passamos por pequenas comunidades como Ribeirão Matilde, no canto do município de Atalanta. Há horas avistávamos de longe, pequenina,  a Serra Grande. Quando chegamos a Petrolândia, só por estradas de terra , seu visual já fazia jus ao nome. O jeito foi pôr a primeira marcha e seguir, logo estávamos novamente sobre o platô curtindo o panorama do Alto Vale Europeu.

Nosso próximo destino era Rio Rufino, que chegamos só finzinho da tarde, depois de um longo dia de 86 km com mais de 1800 metros de subida acumulada!

Na manhã do último dia, visitamos o poço  da Perda Furada (mais uma na região, são pelo menos quatro!). Já no caminho entre Rio Rufino e Urubici, conhecemos mais uma propriedade associada à Acolhida na Colônia, o Sítio Três Lagos de Nila e Jorge.

É uma pousada rústica e muito bem cuidada, que visitaremos em breve nas nossas viagens na região de Urubici, onde fechamos o mapeamento percorrendo a margem direita (menos movimentada) do Rio Canoas.

O Garmin 550 foi aprovado para mapeamentos, apesar de no primeiro dia já estar arrependido de nõa ter levado minha câmera, ele até que fez  fotos de qualidade satisfatória. Eis a seleção das melhores fotos da viagem (total de mais de 300!):



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Vale dos Vinhedos é o berço dos vinhos mais expressivos do Brasil

A 18ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2010 confirmou o que já era esperado: as vinícolas do Vale dos Vinhedos estão no seleto grupo das que elaboram os vinhos mais expressivos do Brasil. Dos 80 vinhos brasileiros classificados entre os 30% mais representativos da Safra 2010, 19 são de empresas do Vale dos Vinhedos. A maioria destes vinhos começa a chegar ao mercado agora. Vamos conhecê-los in loco: de 23 a 26/06 o destino é o Vale, para pedalar durante o dia e desfrutar das preciosidades líquidas nas noites frias, beirando a lareira.

A análise das 260 amostras por 55 vinícolas de sete estados brasileiros foi feita por um grupo de 87 enólogos, e o resultado foi apresentado a um público superior a 750 apreciadores de vinhos. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), é o único do gênero no mundo, sendo respeitado por experts internacionais pela sua credibilidade.

Fechando o post, a prosa poética de Socrates:

“O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente… ele reaviva as nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se beber moderadamente, em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará nos seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã… Assim, então, o vinho não viola a razão, mas convida-nos gentilmente a uma agradável alegria.”

fonte: valedosvinhedos.com.br

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Parkinson e a fábrica de serotonina


Um dos efeitos colaterais do Mal de Parkinson é a tendência à depressão, causada pelas restrições à locomoção do portador. Constância nas atividades físicas , portanto, é deveras recomendável. Eis aí a importância da bicicleta, esta fabulosa fábrica de serotonina.

Caminhos do Sertão e a Associação Parkinson Santa Catarina organizaram no último dia 4 o Pedala Parkinson, partindo da UFSC e percorrendo a Beira-Mar até o TITRI. Dentre os presentes, um exemplo de superação: o cicloturista Roberto Silva, que pedalou 800 km entre Curitiba e Porto Alegre no ano passado, quando registrava 30 anos como portador da doença.

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Cicloturismo na mídia

Nas últimas semanas o cicloturismo foi tema dos cadernos de turismo da Folha de São Paulo e do Diário Catarinense, mostrando que continua crescendo o interesse dos brasileiros pela bicicleta na hora de programar uma viagem.

As reportagens falam das vantages de conhecer novos lugares com a velocidade e o envolvimento que a bicicleta proporciona, e de como quem experimentou pela primeira vez se surpreendeu. Mas apesar dos relatos serem de brasileiros que descobriram o cicloturismo no exterior, o Brasil já possui ótimos destinos mesmo para quem  nunca viajou de bicicleta. Além disso, com o auxílio de amigos mais experientes, guias de cicloturismo ou operadoras especializadas é possível realizar sua primeira cicloviagem em diversas regiões do país.

Para quem gostou da última opção, nossa próxima cicloviagem é para o Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha (foto do início do post), e as incrições vão até dia 23/maio.

Boas pedaladas,
Equipe CdS

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