Pelos 4 cantos da nossa querida Ilha: um inverno ciclo-colorido

Aos viajantes do Brasil e do mundo, fica o recado: Floripa é linda no inverno! Ainda que o mar gelado desencoraje um banho, fora da temporada a recompensa é termos as ruas e principais praias bem mais tranqüilas, ingrediente perfeito para ótimas pedaladas.

Em nossa última saída no destino, de 8 a 11/07, desfrutamos não somente dessas benesses como de dias deliciosamente ensolarados, pintando com multitons as tão desejadas paisagens da Ilha de Santa Catarina, um colorido reforçado pelos 10 pedalantes que vieram de várias partes do país.

Como de praxe, nossa ponto inicial foi a ciclovia que margeia a orla da Lagoa da Conceição, partindo no rumo das belezas do leste da Ilha.

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Na praia da Joaquina, ninguém resistiu à tentação de sentir os pés na areia e, do alto das famosas dunas, todos puderam contemplar a vastidão de mar, dunas, costões e restinga que se avista dali até o morro da Armação.

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Na travessia do Parque Estadual do Rio Vermelho, trechos de trilha temperam a experiência de pedalar na ilha mais famosa do Atlântico Sul.

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A trilha conduz ao terminal lacustre, de onde partem barcos para a Costa da Lagoa e abre-se uma deslumbrante vista da parte norte da Lagoa da Conceição – contemplada de camarote pelos cicloviajantes a partir do trapiche.

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Na parte final do Parque, uma longa estrada cortando a restinga nos deixa de cara com a belíssima praia do Moçambique, a mais extensa da Ilha. Dali fizemos a pé uma trilha curta pelo Costão das Aranhas, chegando no Santinho com um deslumbrante fim de dia.

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No dia seguinte, antes de encararmos o forte morro que parte da praia Brava fomos agraciados com uma cena típica e muito marcante do litoral catarinense: a pesca artesanal de tainhas e anchovas, protagonizada pelos sábios pescadores há séculos, dispondo de poucos recursos e muito conhecimento.

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Depois de contornarmos as praias mais badaladas da orla norte, chegamos à praia do Forte, testemunho dos sistema de proteção dos portugueses contras as investidas espanholas no século XVIII.

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No final do dia, curtimos o visual de Santo Antônio de Lisboa com a baía norte e o centro de Floripa no fundo, degustando ostras fresquíssimas neste que é um dos mais antigo distritos da Ilha.

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De noite, saboreamos tainhas e outras iguarias no Restaurante Samburá. Uma das vantagens de pernoitarmos 2 noites em Santo Antônio é aproveitarmos essas delícias e todo o astral do distrito, que tem cara de cidadezinha do interior.

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divulgação / rest. Samburá

Ficamos numa pousada com uma vista impagável, cenário do nosso alongamento para o pedal do terceiro dia.

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Cruzando toda a face oeste da Ilha, contornamos as baías norte e sul, passando pelo Centro e aproveitando para fazer um lanche bem do lado da ponte Hercílio Luz, famoso cartão postal.

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No simpático distrito do Ribeirão da Ilha, concluímos o terceiro dia: 3/4 de nossa jornada cumprida, cada dia mais lindo que o outro!

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No último dia, a pedida é desbravar o Sul da Ilha, região mais preservada da cidade. Do alto da Ponta da Campana, o visual das praias do Matadeiro e Armação traz o gostinho de quero mais. Floripa é nossa casa e estamos sempre de braços abertos para acompanhá-los em pedais inesquecíveis!

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Quando as Cataratas engolem o rio: os tesouros de Iguassu e Tríplice Fronteira

Relato da saída de maio/2015  (clique em qualquer imagem para abrir o álbum)

por Fernando Angeoletto – fernando@caminhosdosertao.com.br

Próxima saída no destino: 12 a 15 de outubro de 2016 

Avançando Sertão adentro a partir do litoral catarinense, em pleno verão de 1541 e liderando 24 cavaleiros, 50 arcabuzeiros, 50 espadachins, 100 arqueiros e centenas de índios guaranis, tinha o adelantado Álvar Nuñez Cabeza de Vaca a real missão de assumir seu posto na capital Assunção, exercendo desta forma o poder sobre um vastíssimo território que se esparramava desde os chacos paraguaios até a boca do Rio da Prata. Não desconhecia o nobre expedicionário, no entanto, todo o Eldorado de ouro e prata que existia para além dos contrafortes andinos, o que seguramente foi um dos maiores estímulos para assumir tamanha empreitada por terra.

Após galgar a Serra do Mar, cruzar rios imponentes como o Piquiri, o Ivaí e o Tibagi, e algumas vezes topar com as curvas do rio Iguaçu, corria o ano de 1542 quando Cabeza de Vaca descreveu este que foi o primeiro registro de um dos mais fantásticos acidentes geográficos do Planeta.

“Ao descer o Rio chamado Iguaçu, a correnteza era tão grande que os rios corriam com muita fúria; por causa disto, muito próximo de onde se embarcou, o rio dava um salto por um despenhadeiro altíssimo e a queda d’água tinha um baque tão forte que de longe se ouvia; como a espuma caía com muita força, espirrava e subia alto.”

Passados quase 5 séculos, as Cataratas do Iguaçu e suas 275 quedas d’água transformaram-se um respeitável ícone do turismo. É o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil, e somente em 2015 o baque forte de suas águas foi escutado de perto por 1,5 milhão de visitantes – um tesouro para fazer frente ao Eldorado almejado por Cabeza de Vaca, em todos os sentidos.

 

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Se o foco deste milhão e meio de pessoas recai somente sobre as famosas cachoeiras, talvez seja por desconhecer que toda a região da Tríplice Fronteira, um mosaico onde encontram-se Argentina, Brasil, Paraguai, entrecortados pelos rios Iguaçu e Paraná, são igualmente pródigas em atrativos e fazem por merecer uma estadia mais alongada na descoberta da região.

A este roteiro de pedaladas em formato de anéis fronteiriços demos o nome de Iguassu – grafia mais aproximada da etnia Guarani, os verdadeiros donos da região desde quando guiaram o descobridor das Cataratas e ainda mais remotamente. Quanto à pronúncia, é a mesma de Iguazu, nome do parque nacional do lado argentino, e Iguaçu, no lado brasileiro.

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Nosso giro começa em La Aripuca, na simpática cidadezinha de Puerto Iguazu. Neste pequeno empreendimento ecoturístico na selva missioneira, a tradição indígena ecoa nos cantos e danças, no artesanato e nas edificações, especialmente esta erguida sobre portentosos troncos brutos de madeira entrelaçados, formando uma enorme “arapuca” – um peculiar artefato para captura de aves e pequenos animais, muito utilizado pelos guaranis.

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Dali seguimos em imersão pelos caminhos e trilhas pela Selva, em ambiente que mistura a imponência da Mata Tropical, a mesma desde o périplo das Missões jesuíticas, com o tom moderno dos diversos resorts de floresta. Neste vai e vem divertido sobre o chão vermelho de terra batida, topamos com a margem do Iguaçu e duas surpresas: a primeira, uma nítida pegada de onça fincada no barro. A segunda é a sinestesia dos baques e espirros d’água, como descritos pelo adelantado –  estamos bem próximos à cabeceira das Cataratas.

É hora então de rumar os guidões para a sede do Parque Nacional del Iguazu, para conferir  o panorama argentino deste gigante de águas. O céu é claro, o fim de tarde se aproxima e é nesta feição de luzes que seguimos de passarela em passarela admirando as paisagens: uma sucessão de arco-íris emoldurando cachoeiras, visão onírica da terra engolindo água, muita água, beleza que não se explica.

A missão do segundo dia é circular no mapa a Tríplice Fronteira. Começamos o anel em Foz do Iguaçu, no rumo da Ponte da Amizade e da caótica sensação de mergulhar num aglomerado asiático: estamos em Cidade de Leste, a meca dos muambeiros de todo o país. Pedalar por ali é também testemunhar esta injusta fama de ser apenas um epicentro da venda de eletrônicos e quinquilharias: logo atrás do burburinho, uma agradável cidade com praças, quadras arborizadas e lagos apresenta-se aos cicloviajantes. É neste cenário que vamos nos aproximando do Salto do Monday, uma caudalosa e bela queda d’água neste afluente do rio Paraná, ofuscada pela fama das monumentais Cataratas. Com sua vista em frente, e mesas em pleno Bosque, fizemos um belo lanche, repondo as pilhas para a etapa seguinte.

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A chegada na Argentina é feita numa pequena balsa, cruzando o Paraná bem no ponto onde desemboca o Iguaçu, tão calmo que impossível ter ideia que a poucos quilômetros dali, rio acima, há um colossal turbilhão de águas rasgando a paisagem. No fim de tarde em Puerto Iguazu contemplamos a vivacidade de uma pracinha iluminada, repleta de crianças pedalando e famílias bebericando um mate. A poucas quadras ali, uma feira de rua, repleta de bancas de iguarias (os inigualáveis vinhos, azeitonas, queijos, embutidos e alfajores dos Hermanos), complementa o agradável astral desta cidadezinha.

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Reservado para o percurso pelo Parque Nacional do lado brasileiro, o último dia não foi dos mais simpáticos. Uma grossa chuva avançou pela manhã – surpresa típica de uma floresta tropical. O jeito foi tocar de van até a sede do Parque, para caminhadas e o imperdível macuco Safari. Em um enorme bote de fibra, impelido por 2 robustos motores de popa, subimos surfando as corredeiras do Rio Iguaçu até um panorama onde se avista boa parte das centenas de quedas. Não obstante o fato de já estarmos molhados, o brinde é tomar, literalmente, banho de cachoeira: o barco passa várias vezes debaixo de uma, com emoção. De londe, avistamos a Garganta do Diabo, a maior delas, aquela que provavelmente desenhou os baques e espirros que o nosso célebre Cabeza de Vaca testemunhou pela primeira vez em 1542.

saiba mais em: http://caminhosdosertao.com.br/destinos/iguassu/

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Iguassu

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Nova frota de bikes e carretas: mais conforto e segurança nas operações

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Revista Viaje Mais traz matéria especial sobre cicloturismo

Nas bancas de todo país, a revista Viaje Mais (editora Europa) realizou neste mês uma extensa matéria sobre cicloturismo. As principais fotos da reportagem são de destinos em que operamos, e há um descritivo dos pacotes e serviços que oferecemos. Pra ver o conteúdo completo passe numa banca – abaixo, algumas páginas só para dar um gostinho!

Sonhou? Então realize buscando sua cicloviagem aqui neste link.

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Dos nossos sertões de Sul, Brasil e mundo: a fantástica Chapada Diamantina

por: Fernando Angeoletto

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Quem nos conhece há mais tempo sabe que nossa origem é nos sertões do Sul – pelos caminhos “esquecidos” nos arredores da querida Ilha (Floripa), moldamos a prática de contemplar caminhos à nossa maneira, que começou por plena curtição e hoje acumula 12 anos de trabalho como empreendimento consolidado do cicloturismo.

E se é fato que “o Sertão está em todo lugar”, natural seria expandir limites: e assim o fizemos, abrindo roteiros em outros países, além de apostar em outros expressivos hotspots nacionais.

Foi com esse espírito que criamos o pacote de uma semana pela Chapada Diamantina (que tem uma saída em breve, de 04 a 11/09/ 2016), destino-desejo de 10 entre 10 viajantes de natureza do planeta.

 

Antes de qualquer impressão mais a fundo, convém dizer que “a” Chapada não é apenas uma: suas feições estão mais para uma miríade, prova disso é que sua zona de influência abrange ecossistemas de biomas como Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga – até um pequeno pantanal figura entre os atrativos.

Em nosso roteiro, que parte de Lençóis no rumo sul, a primeira parte é marcada pela Estrada do Garimpo e o mar de águas que despenca da Serra do Sincorá. São freqüentes as travessias por regatos que podem passar dos joelhos, em áreas que comumente foram assoreadas nos períodos de lavras. Com um sol de rachar os miolos, ninguém reclama das freqüentes possibilidades de refresco.

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Nesta trip que operamos em agosto passado, o sócio da CdS Jonatha Jünge pôs à prova uma fatbike, desenvolvida para “comer neve” nas altas latitudes da América, mas que também mostrou-se adequada a certos obstáculos chapadianos.

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Neste dia de enfrentar as águas, fomos acompanhados por um bravo Polaris, um jeep beirando o anfíbio que mostrou-se valente veículo de apoio naquelas condições

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O dia termina com a desafiante subida em estrada de pedra rumo a Igatu. Ali, a pousada Flor de Açucena é um dos atrativos: com uma bela arquitetura que valoriza e se integra aos desenhos de pedras da região, oferece um incomparável mirante à Serra do Sincorá.

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No café da manhã, as boas vibrações do local são acompanhadas de ilustres visitantes.

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Igatu, tombada pelo IPHAN, é um registro vivo da saga dos diamantes pela região, que teve seu auge no século XIX. Àquela época, chegou a ter 7.000 habitantes – reduzidos hoje a pouco mais de 400, que confere o agradável ar pacato à cidadezinha. De modo artesanal, perscrutar as águas ainda é hábito corrente nos arredores, e boa parte do que se encontra é transformada ali mesmo em pitorescos ateliês, nas mãos de artistas sempre dispostos a falar sobre seu ofício aos visitantes.

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Deixando Igatu vamos ladeando o rio Coisa Boa, ladeira abaixo, por caminhos de pedra bem técnicos e paisagens incríveis que nos transportam à remota era do garimpo.

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Depois da trilha seguem-se caminhos alternados entre asfalto e bons estradões de terra. A meta é o município de Nova Redenção, onde a cornucópia de belezas da Chapada nos apresenta o Poço Azul. Antes de nos entregarmos ao desbundante mergulho em suas águas, alimentamos o imaginário ao conhecer a fantástica descoberta científica que teve o Poço como palco há 10 anos, quando ossos de preguiças gigantes (estimadas em 4,5 metros e várias toneladas quando vivas) foram encontrados por ali.

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No terceiro dia de pedaladas, deixamos Mucugê e já estamos à oeste da Serra do Sincorá. Caminhos de terra vermelha serpenteiam planícies de um microclima especial, perfeito para os cultivos de cafés especiais que se mesclam às paisagens. Quando o fôlego estiver à prova na subida da Serra do Cansa Cavalo, recupere-o parando e olhando para trás: a eseptacular Chapada agora nos apresenta o Esbarrancado, com 1700m, seu ponto culminante.

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No fim do dia, estamos no famoso Vale do Capão – acessado pela imponente elevação de 550m em 19km a partir de Palmeiras, ou em carona no carro de apoio – este dia é o mais longo e mais puxado de todos!

É a partir do Capão que fazemos o imperdível trekking de 5 horas (ida e volta) até a Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil. Antes de encontrar com a gigante, os olhos descansam contemplando um imenso jardim, com a profusão de espécies de flores preservadas pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina. Lá chegando, se a vertigem permitir você pode se deitar na pedra à beira do abismo e contemplar a água despencando  340 metros abaixo.

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Nesta noite, dormimos na Pousada do Major, contígua à Gruta da Pratinha. Pela amanhã, a pedida é flertar com as delícias do local. Na flutuação na fenda escura, vamos aguçando os sentidos e descobrindo, com a ajuda da lanterna subaquática, as belezas que a água esculpiu. Mas é no retorno, na entrada da Gruta, que o espetáculo atinge o auge: ali topamos com milhares de peixinhos em meio à luz azul que cintila em todas as direções.

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No mesmo dia ainda visitamos a Gruta Lapa Doce, esta em solo seco, mas também repleta de mistérios e belezas. Na caminhada para esta Gruta, a paisagem alterna-se entre a caatinga e os rastros da atividade geológica na região.

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Mas o balaio de maravilhas do dia não termina por aí. Já que estamos bem próximos dele, a regra manda que, ao final do dia, façamos a caminhada para contemplar o por do sol por cima do Morro do Pai Inácio. Reza a lenda que o personagem que dá nome ao local era escravo de um coronel dos diamantes. Como o escravo envolveu-se em adultério com a esposa do feitor, o fato acarretou em pesadas diligências contra ele, que refugiou-se no topo do maior morro da região. O esconderijo não tardou a ser descoberto pelos guardas – quando acuado pela tocaia, Inácio atirou-se no abismo segurando o guarda-chuva da sinhá, tendo possivelmente rolado para algum vão das rochas sedimentares abaixo e a partir daí se tornado uma eterna lenda.

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No último dia visitamos uma centenária fábrica de doces artesanais, nos Campos de São João. A partir daí, caminhos suaves nas Gerais do Camelo nos conectam a visuais espetaculares da região, com destaque para os Morros do Camelo e do Pai Inácio.

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Eis aí o que os olhos das lentes e um breve relato podem resumir sobre este que é sem dúvida um dos mais belos destinos do mundo. Não perca a chance de interagir com ele usando todos os sentidos na próxima saída, em setembro de 2016!

Veja o álbum de fotos completo!

 

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Páscoa no pedal com o roteiro Floripa Volta à Ilha

Durante o feriado da Páscoa e Tiradentes inauguramos nosso roteiro de Volta à Ilha, em que visitamos os melhores recantos e paisagens de Florianópolis, sempre nos caminhos mais isolados. Confira os melhores momentos dessa aventura!Pântano do Sul

Por ser um feriado duplo, todos estavam aproveitando a Lagoa da Conceição

Lagoa da Conceição

Na Barra da Lagoa, paramos para um lanche à beira do canal e visitamos o farol que marca o encontro da Lagoa com o mar, com vista para a maravilhosa praia do MoçambiqueBarra da Lagoa

Uma trilha de chão batido nos levou ao miolo do Parque Estadual do Rio VermelhoParque Estadual do Rio Vermelho

Bem como à Praia do Moçambique, a mais isolada da Ilha e com mar bravo, bom para o Surf.Parque Estadual do Rio Vermelho

Após o longo e plano trecho do Rio Vermelho, a visão do canto Sul dos Ingleses foi digna de admiração
Praia dos Ingleses

O dia terminou com a caminhada de visita às inscrições rupestres no Costão do Santinho. Pela empolgação da galera o Leste da Ilha valeu a visita!Praia do Santinho

No segundo dia de viagem, o grupo aumentou com a chegada de mais duas participantes. Iniciamos o trecho do Norte da Ilha pela Praia Brava.  Praia Brava

Na praia da Lagoinha, foi possível pedalar à beira mar Praia da Lagoinha

Já em Ponta das Canas, que tem presença significativa de pescadores, deu para ter uma ideia do nível da maré baixaPonta das Canas

Em baixa velocidade e com todo respeito aos banhistas, pedalamos pela praia de Canasvieiras. Assim, além de evitar o trânsito intenso, pudemos curtir o astral, inclusive do “barco pirata”!Canasvieiras

Já em Jurerê Internacional, bairro totalmente planejado, pudemos desfrutar, mesmo que só por 2km, de um caminho à beira mar exclusivo para pedestres e ciclistas.Jurerê Internacional

Na praia do Forte fziemos nosso lanche junto às muralhas da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, construída no séc. XVIII para proteger a Ilha dos espanhóis e que nunca lançou uma bala de canhão – mesmo assim os espanhóis dominaram a Ilha por alguns anos!
Fortaleza São José da Ponta Grossa

Em seguida nos afastamos do mar, percorrendo a região rural da Vargem Pequena e Ratones, e terminamos com um delicioso café-surpresa de Páscoa, na casa da Dona Gunte, mãe da nossa fiel participante TaniaRatones

O terceiro dia , pelo Oeste da Ilha, amanheceu chovendo forte. Alguns até desistiram, os que ficaram se prepararam para ficar o dia inteiro molhados. Santo Antônio de Lisboa

A torcida pelo “Raio de Sol” foi tão intensa que menos de 1km depois, já tirávamos a capa de chuva, para não pôr mais Sambaqui

Neste dia contornamos as baías que dividem a Ilha do continente. Na praia do Sambaqui apreciamos um belo visual para as pontesSambaqui

Olhando de longe a partir da tranquila Cacupé, parece que vamos pedalar em meio aos prédios da Beira-marCacupé

Felizmente temos a ciclovia da Beira-Mar Norte, área de lazer que circunda o centro da cidade, onde fizemos nosso lanche. Beira-Mar Norte

Não poderia faltar uma visita à cabeceira da Ponte Hercílio Luz, que foi renovada e virou uma agradável praça. A Ponte está em reforma e um dos projetos é torná-la acessível e segura para bicicletas, estamos na torcida! Mirante da Ponte Hercílio Luz

Depois percorremos o centro histórico de Floripa. Como era domingo, pudemos pedalar com tranquilidade pelo calçadão, admirando os lindos edifícios do Mercado Público, Praça XV, Catedral e Palácio Cruz e SousaPalácio Cruz e Sousa

Já na Beira-Mar Sul, a partir de um dos trapiches de pescadores artesanais pudemos ter um panorama da baía Sul, mais preservada como todo o Sul da Ilha.Beira-Mar Sul

O grupo, composto quase só de mulheres, pedalou quase sempre junto.Planície Entremares

O dia terminou com as bênçãos de Iemanjá e almoço à beira mar no Ribeirão da Ilha, com direito a degustação de ostras de cultivo local.Ribeirão da Ilha

O sol voltou com força no quarto dia, em que percorremos o maravilhoso roteiro do Sul da Ilha. A primeira parada foi no Mirante do Morro das Pedras, com visual para a praia da Armação e os morros que circundam o Parque Municipal da Lagoa do Peri, que atravessamos por trilha.Mirante do Morro das Pedras

Novamente fizemos um lanche à beira mar na Armação, seguido de banho de mar e visita à Ponta da Campana, com visual para a praia do MatadeiroPraia do Matadeiro

A maior beleza de Floripa é a riquíssima diversidade de paisagens. Só na Ponta da Campana é possível ficar um dia inteiro, curtindo suas piscinas naturaisPonta da Campana

Depois de tanta praia, nada como voltar a sentir o cheiro da mata na Costa de Dentro, um dos recantos rurais da IlhaCosta de Dentro

Na última pedalada à beira-mar, fomos da praia dos Açores ao Pântano do SulPraia dos Açores

O Pântano do Sul é uma vila tradicional de pescadores e tem uma impressionante vista dos morros de Garopaba, já no continente – outro local de praias imperdíveisPântano do Sul

Nosso almoço foi no Bar do Arante, conhecido pelos bilhetes deixados pelos visitantes e por divulgar a cultura tradicional dos açorianos que colonizaram a ilha, através de sua gastronomia e músicaBar do Arante

Na volta, ao passar pelo Morro das Pedras, teve gente que ainda encarou um caldo de canaCaldeirão da Armação

Após quatro dias, dezenas de praias e 200km de sobe-e-desce dos pedais, eis o efeito da Volta à Ilha na turma! Turma da Volta à Ilha!

Saiba mais sobre o roteiro Volta à Ilha em nosso site, ele pode ser agendado em qualquer época do ano. Veja a galeria de fotos completa no Flickr ou no Facebook.

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Fim de ano refrescante: cicloviagem em Urubici

Relato da cicloviagem para Urubici, Serra Catarinense – dezembro/2013
fotos e texto por Eduardo Green

Final de ano é corrido, quente, movimentado, estressante em todo lugar, não é mesmo? Bem, em Urubici é diferente. Totalmente!

Em 2014, a onda de calor intenso não poupou nem mesmo a joia da Serra Catarinense e durante o dia o grupo suou nas pedaladas. À noite a cidade fez jus à fama e tivemos que usar pelo menos um lençol. De dia, a diversão foi garantida pelos diversos banhos no rio Canoas e seus afluentes, como o Rio Sete Quedas.

A gastronomia mais uma vez fez esteve em sintonia com a paisagem: diversificada e impecável. As propriedades associadas à Acolhida na Colônia serviram os cafés, almoços, lanches e jantares feitos com ingredientes orgânicos e deliciosos. Até churrasco orgânico teve (de vaca criada somente a pasto no sítio).

No primeiro dia conhecemos o simpático centro do município de 10 mil habitantes e vimos de perto a Cascata do Avencal, com sua queda impressionante de aproximadamente 100 metros.

A chuva veio tímida no segundo dia, dando uma atmosfera ainda mais bucólica ao Caminho do Invernador.

Já no terceiro dia, de visita aos atrativos mais exuberantes – Morro da Igreja e Serra do Corvo Branco – o sol nos presenteou com lindas vistas tanto da Pedra Furada como do corte do Corvo Branco, em um dos melhores visuais que já presenciamos nesses locais.

No último dia curtimos um lindo visual no Morro do Campestre, em que a chuva rápida nos pegou já no final da descida

O sol voltou a brilhar para nos aquecer no banho da segunda cachoeira do rio Sete Quedas, onde a água é sempre geladinha – ainda bem!

O pessoal do Sítio Arroio da Serra mais uma vez encantou a tod@s com sua hospitalidade e simpatia.

Com esta cicloviagem fechamos mais um ano de pedaladas nos melhores destinos do Sul do Brasil – e agora também em outras regiões do Brasil e pelo mundo afora, com os roteiros da Chapada Diamantina e Croácia. Desejamos que em 2014, você PEDALE!

Saiba mais sobre o roteiro Urubici em nosso site.
Veja a galeria de fotos completa no Flickr ou no Facebook.

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Um fim de semana na Rota das Baleias

Relato da cicloviagem na Rota da Baleia de 7 a 8/setembro/2013
Imbituda (Praia do Rosa, Ibiraquera) e Garopaba (Ouvidor, Ferrugem)
fotos e texto por Jonatha Jünge

Com o feriado de 7/setembro num sábado, a solução foi fazer a nossa tradicional cicloviagem na Rota das Baleias na sua versão de fim de semana – e não poderia ter sido melhor! Dois dias de ótimas pedaladas, com muito sol e, claro, a presença de nossas amigas baleias.

Para aproveitar bem os dias, todos chegaram na nossa charmosa pousada na Praia do Rosa na sexta a noite. Assim, no sábado, tomamos café com a incrível vista da lagoa de Ibiraquera e cedinho já estávamos montando nas magrelas!

Foram 9 cicloviajantes: a turma de Jaraguá, dos quais alguns se diziam despreparados – mas que nem deram bola pro carro de apoio e pedalaram tudo! E mais os amigos de Floripa: uma ciclista de primeira viagem e um já veterano das viagens do CdS (em sua segunda ida para Rota das Baleias, desta vez com o objetivo de fotografar as Baleias Franca). Fechando o grupo os guias.

O sábado amanheceu ensolarado com com um forte vento nordeste, ou seja, vento contra até Garopaba. Pedal de aquecimento do Rosa à praia do Ouvidor, e ali pegamos a exclusiva trilha pelo projeto Gaia Village, cruzando as dunas e a restinga por um caminho super tranquilo e abrigado do vento. Uma parada para conhecer o local e tomar um suco de uva, e seguimos para as praias da Barrinha e Ferrugem.

A pequena barra estava aberta e com uma forte correnteza, o que tornou a travessia uma aventura, na tentativa de não afundar com as bicicletas. Poucos aceitaram a ajuda do guia, um sinal de que este grupo iria topar todas as surpresas do roteiro. E bora pedalar até o centro histórico de Garopaba, onde servimos o lanche do dia abrigados do vento, sob a antiga igreja.

A segunda metade do dia começou com algumas “subidinhas” – mas que num roteiro praticamente plano como este, se tornaram um belo desafio, mesmo com o vento a favor. No meio do caminho, a possibilidade de fazer uma trilha extra não assustou ninguém, e seguimos morro acima, ora pedalando, ora empurrando a bicicleta na lama.


Eis que na trilha ganhamos a companhia de um cavaleiro que rapidamente se torna o guia da frente, enquanto nos conta dos caminhos para o alto do morro e da destreza do seu cavalo que senta como um cão adestrado!

O dia termina com uma pedalada ao sabor do vento até a pousada e um pôr do sol estonteante. O guia Gabriel puxa uma sessão de yoga no espaço da pousada, antes do jantar mineiro regado à um bom vinho e cerveja artesanal.

No segundo dia descemos para o costão sul da Praia do Rosa e, novamente, uma trilha nos leva morro acima para uma vista privilegiada da região.

Praia do Luz, Ibiraquera e Praia da Ribanceira – devido à maré baixa e à barra fechada pedalamos tudo pela praia – e já no início do caminho, as primeiras Baleias Franca aparecem abanado suas caudas para nós!

Do mirante na Ribanceira, mais baleias à vista! O grupo caminhou até a ponta e de lá pôde ver um filhote dando saltos para fora da água, bem pertinho do costão, a poucos metros de onde estavam. Não é a toa que programamos esta parada num dos pontos preferidos das Francas.

Retornamos pedalando contra o vento, uma experiência bem diferente, mas bom para abrir o apetite. De volta a Barra de Ibiraquera fazemos nosso lanche à beira da grande Lagoa e relaxamos antes dos últimos quilômetros de volta a pousada.

Com dois dias bem pedalados por caminhos e trilhas para todos os gostos, na companhia de novos amigos e algumas baleias, terminamos a cicloviagem num dos trechos mais belos do litoral brasileiro. Até próxima!

Saiba mais sobre este roteiro e próximas saídas em:
www.caminhosdosertao.com.br/destinos/baleias

Álbum completo de fotos no Flickr e Facebook.

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Pedal 14 e 15/setembro na Acolhida na Colônia – Roteiros da Serra Geral

Que tal um pedal de fim de semana, aqui mesmo em Santa Catarina, com um belo desafio mas com a segurança e conforto de uma estrutura básica de apoio? Esta é nossa nova proposta de uma cicloviagem enxuta com apenas 2 dias e um pernoite, para cicloviajantes do estado.

O primeiro roteiro seguindo esta proposta será na região das Encostas da Serra Geral dentro do Circuito Acolhida na Colônia entre os municípios de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, de 14 a 15/setembro. Este é um evento em parceria com nosso amigo Fábio Almeida, que promove passeios com grupos de pedal de Floripa e mantém o cicloBlog Nácolo. Abaixo vai o convite do Fábio para este roteiro, com todos os detalhes para quem quiser participar!
Vagas Limitadas! – Entre em contato!

 

Salve, salve!

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Após um mês de debates e pesquisas, aí está o convite para o primeiro passeio de dois dias. Pedalaremos por cerca de 80 km de estradas de terra pelas montanhas da região de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, na encosta da Serra Geral. No caminho, muita tranquilidade, belas paisagens e boas subidas.

No primeiro dia serão percorridos 46 km em trechos dos Roteiros da Serra Geral. Quase no final do dia, teremos banho nas águas do rio Braço do Norte (o Balneário Paraíso das Águas está em reforma). Com mais 8 km, chegaremos à pousada Doce Encanto, em Santa Rosa de Lima, onde um jantar estará à nossa espera.

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No segundo dia, tomaremos o caminho de volta para Anitápolis, mas por outro caminho. Iremos nos aventurar mais próximo da serra, por estradas ainda mais tranquilas. Pedalaremos 34 km, com subida acumulada de 860 m. No final, chegaremos no Sítio da Flora, onde poderemos tomar um banho e almoçar antes de voltarmos para Florianópolis.

O que serviços teremos? Operando em conjunto com o Caminhos do Sertão, teremos carro de apoio com frutas e água durante todo o trajeto, guia com conhecimento em mecânica e primeiros socorros, seguro atividade e transporte das bagagens entre Anitápolis e Santa Rosa de Lima.

Andréa e o predão da Serra Geral

Vamos aos detalhes então:

Sábado, dia 14 de setembro, partiremos de Florianópolis em nossos carros em direção a Anitápolis (100 km). É mais do que recomendado acertar caronas com colegas. Torna o passeio mais barato e divertido. Quem não tiver como levar a bicicleta poderá deixar comigo na sexta-feira, que levaremos na carreta do carro de apoio desde Florianópolis.

Chegando lá, deixaremos os carros na pracinha e passaremos as bagagens para o carro de apoio. Quem quiser reforçar o café da manhã, tem uma padaria na praça.

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Após 38 km, com 620 m de subida acumulada, chegaremos ao Paraíso das Águas, para um banho em piscinas de água naturalmente aquecida. Mais 8 km e chegamos à pousada Doce Encanto, em Santa Rosa de Lima, onde um belo jantar de comida típica da colônia estará à nossa espera.

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No domingo, partiremos para pedalar após um saboroso café da manhã. Serão 30 km por um roteiro ainda mais tranquilo. O final do pedal será no Sítio da Flora, onde poderemos tomar banho e almoçar, mais uma vez, a comida típica da colônia, feita sem agrotóxicos.

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Valor do pacote:  R$ 370 (em até 2x)

O que está incluído

  • Jantar de sábado
  • Hospedagem na pousada Doce Encanto
  • Café da manhã de domingo
  • Almoço de domingo
  • Guias com rádio e conhecimento de mecânica e primeiros socorros
  • Carro de apoio com água e frutas em todo o trajeto
  • Transporte de bagagens Anitápolis – Santa Rosa de Lima – Anitápolis
  • Seguro

O que não está incluído

  • Deslocamento até Anitápolis
  • Lanche na padaria de Anitápolis
  • Despesas no Paraíso das Águas

Interessado?
Preencha a ficha de inscrição e entre em contato!

(48) 3234-7712
(48) 8412-8854
(48) 8407-8103

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Cicloturismo em Floripa, com direito a baleia franca!

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Cicloviagem realizada de 26 a 27 de julho de 2013 em Floripa.
Este roteiro pode ser feito durante o todo o ano em datas personalizadas, entre em contato!

Relato por Marcella Olinto

Depois de uma semana de frio intenso em todo o estado de Santa Catarina, o último final de semana de julho começou com temperaturas amenas e um céu incrivelmente limpo e convidativo para pedalar. Eduardo, Maria Teresa, Felipe e Rosi viajaram até a Florianópolis para passar o fim de semana com o Caminhos do Sertão. Com a guia que vos escreve, Marcella, estava formado o grupo.

No sábado, nosso trajeto foi de 45km de distância e percorreu grande parte do leste da ilha passando pela Lagoa da Conceição. Dia de sol e temperatura agradável, saímos pedalando pela Osni Ortiga em direção à praia da Joaquina. Felipe e Eduardo tinham lembranças desse trajeto quando grande parte do bairro não existia. “Há 20 anos atrás, não tinha nada!”, diziam eles.

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Após uma breve parada para lanche e fotos, partimos para próxima praia, a famosa Mole. Depois da subida, nada melhor que apreciar o belo visual que a praia oferece tomando um suco nutritivo no Arágua. Ainda bem que o suco é grande, porque o sol estava de “rachar o côco“, e a subida para a Barra da Lagoa nos esperava logo adiante.

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O canal da barra estava com uma grande vazão da Lagoa neste dia. Sendo assim, as embarcações sofriam para entrar no canal. O simpático garçom do restaurante que sentamos nos explicou: “Eles até tem mais motor pra usar, mas tem que ir acelerando pouco mesmo. Caso acelerem muito, a popa (parte de trás do barco) afunda e bate nas pedras do canal, que tem o calado (profundidade da superfície da água até o fundo) baixo.” A atividade dos pescadores, surfistas e amigos para ajudar nessa empreitada era um espetáculo à parte. Cabos eram jogados para terra e puxados pelas pessoas enquanto o barco seguia acelerando devagarzinho.

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Almoçamos à beira do canal, e comemos a melhor anchova grelhada de nossas vidas! Até o Eduardo, nosso companheiro ovo-lacto-vegetariano, teve que provar um pedacinho. Depois de comer e bater um bom papo para nos conhecermos melhor, seguimos pedalando pela areia da praia até a entrada para a rua que leva à estrada geral do Rio Vermelho.

Vencemos a “melhor” subida do dia e fizemos uma parada merecida para um café no mirante da Barra da Lagoa, de onde se pode ver a maior parte da Lagoa da Conceição. Para o trajeto de volta, passamos pelo Canto das Araçás e pelo Canto da Lagoa, um caminho repleto com a sombra das árvores floridas.

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Agora o caminho era o mesmo da ida, e avisei que estávamos chegando perto da pousada. Não consegui esconder minha surpresa quando o grupo decidiu unanimemente estender o passeio até a praia do Campeche, mesmo que tivéssemos chegado à porta da pousada – o que aumentaria em torno de 5km no trajeto total. Foi uma boa decisão, pois o Campeche estava lindo ao entardecer. Fizemos um lanche e retornamos à pousada para o merecido descanso.

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Domingo amanheceu bonito e, novamente, saímos empolgados para um pedal que prometia tirar o fôlego. E não é que foi mesmo? Na primeira parada do roteiro, no alto do mirante do Morro das Pedras, explico que é comum ver Baleias-Franca naquele local, e que elas devem chegar em breve na ilha. Na mesma hora, Eduardo comenta: “olha uma baleia ali!”. Ninguém acreditou! Eis que, repentinamente, ela esguicha água e começa a se mover. Agora não temos dúvidas. Ganhamos o dia! Devagar, ela foi afastando-se da costa até perder-se de vista. Com esses incríveis cetáceos o espetáculo está sempre garantido!

Descemos o mirante e entramos no parque da Lagoa do Peri, um lugar mágico em Florianópolis, a sensação é de que saímos da ilha.

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A trilha do Peri nos leva diretamente à Praia da Armação, que oferece a Ponta das Campanas como um excelente ponto de parada. Do local é possível ver desde o começo da Armação e também a Praia do Matadeiro, cujo acesso é somente por trilha. Eduardo e Maria Teresa estavam muito satisfeitos com o seu desempenho até agora, Felipe já havia levado o segundo tombo por causa das sapatilhas e Rosi, muito tranquila, levou para casa belíssimas fotos de lembrança.

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Partimos para o trajeto final: Costa de Cima e Costa de Dentro, rumo ao famoso Bar do Arante, no Pântano do Sul! Nesse caminho pegamos quase exclusivamente estradas de terra, e a sensação é de voltar no tempo. Ritmo tranquilo, algumas subidas e descidas, uma brecha do visual que a Praia dos Açores iria nos oferecer em breve. Felipe diz que o sonho dele é ter uma casa ali, “não precisa de mais nada”, diz ele. A ida até o restaurante é pedalando na areia lisa, com o vento nas costas e o pensamento longe.

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Como sempre, fizemos uma bela refeição no Bar do Arante e seguimos para o trecho final da viagem. Uma última parada no Morro das Pedras para tentar a sorte com alguma baleia franca e, de brinde, apreciamos dois golfinhos brincando nas ondas. De lá, passamos novamente no Campeche para nos despedir do mar, e estava oficialmente encerrada a viagem. Nos despedimos com afeto e com sorrisos, dado que havíamos tido um final de semana espetacular. Parabéns a esse grupo pedalante! E até a próxima!

Veja o álbum completo de fotos deste passeio no Flickr ou no Facebook.

 

 

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