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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; clube de cicloturismo</title>
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		<title>Lançado o Manual Circuitos de Cicloturismo</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 12:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabou de sair da gráfica o Manual de incentivo e orientação em Circuitos de Cicloturismo para os municípios brasileiros, que contém diretrizes para a implantação de Circuitos de Cicloturismo, como é o caso dos catarinenses Vale Europeu, Costa Verde &#38; Mar e o &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/01/25/lancado-o-manual-circuitos-de-cicloturismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf"><img title="manual-circuitos-cicloturismo-capa" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/manual-circuitos-cicloturismo-capa-299x300.jpg" alt="" width="299" height="300" /></a></div>
<div><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/manual-circuitos-cicloturismo-capa.jpg"><br />
</a>Acabou de sair da gráfica o Manual de incentivo e orientação em Circuitos de Cicloturismo para os municípios brasileiros, que contém diretrizes para a implantação de Circuitos de Cicloturismo, como é o caso dos catarinenses <a href="http://www.circuitovaleeuropeu.com.br/">Vale Europeu</a>, <a href="http://www.costaverdemar.com.br/cicloturismo/">Costa Verde &amp; Mar</a> e o recém-lançado <a href="http://ciclo.tur.br/acolhida/">Acolhida na Colônia</a>.</div>
<div>Trabalho conjunto realizado pela <a href="http://caminhosdosertao.com.br/">Caminhos do Sertão</a>, <a href="http://www.viaciclo.org.br/">Viaciclo</a> e <a href="http://www.abciclovias.com.br/">ABC</a>, com o apoio do  <a href="http://www.clubedecicloturismo.com.br/">Clube de Cicloturismo</a>, e financiamento do <a href="http://www.cycling.nl/">I-CE</a> (elaboração) e <a href="http://udesc.br/">Udesc </a>(impressão), o Manual está disponível na versão impressa para os gestores municipais na área de turismo e mobilidade, e na versão digital (na íntegra) para o público geral, através do endereço <a href=" http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf">http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf</a></div>
<div></div>
<div>Se tiver interesse em receber a cópia impressa do Manual, <a href="/contato.php">entre em contato</a> conosco</div>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf"><img class="aligncenter size-medium wp-image-491" title="manual-circuitos-cicloturismo-contracapa" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/manual-circuitos-cicloturismo-contracapa-299x300.jpg" alt="" width="299" height="300" /></a><a href="http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf"><br />
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		<title>Pedal coletivo nas nuvens</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 04:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Bairro do Centro nunca viu tanta bicicleta. Apesar do nome pomposo, a típica localidade de interior, composta de uma igreja, um bar e unas duas dúzias de casas, fica perdida entre São Paulo e Minas Gerais, próxima à agitada &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/09/10/pedal-coletivo-nas-nuvens/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="photoImgDiv3904934498" style="width: 502px;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2577/3904934498_a99aceb96e.jpg" alt="" /></div>
<p>O Bairro do Centro nunca viu tanta bicicleta. Apesar do nome pomposo, a típica localidade de interior, composta de uma igreja, um bar e unas duas dúzias de casas, fica perdida entre São Paulo e Minas Gerais, próxima à agitada Campos do Jordão/SP</p>
<p>Nunca houve tantas bicicletas por lá quanto de 5 a 7 de Setembro. Nestes dias aconteceu a 8a. edição do Encontro Nacional de Cicloturismo, evento anual organizado pelo <a href="http://clubedecicloturismo.com.br">Clube de Cicloturismo</a> do Brasil, que no ano passado aconteceu em Camboriú em plena enchente.</p>
<p>Fui ao encontro contar aos colegas cicloviajantes as dores e delícias de viajar um ano usando a Bicicleta, epopéia que completei em junho último e que registrei em meu Blog, o <a href="http://ciclonomade.net/">Ciclonomade</a>. Além da palestra, fui divulgar o trabalho do Caminhos do Sertão, através de exposição de fotos e calendário de viagens, e trocar figurinhas com outros viajantes &#8211; tinha bastante gente experiente por lá.</p>
<p>Deu vontade de ir para o Atacama e Uruguai, depois dos relatos de Jorge, Fábio e Warley. Aprendi (mais) um pouco sobre mecânica com as palestras de regulagem de câmbio e freios, e como tod@s ali fiquei com vontade de percorrer o Costa Verde &amp; Mar, circuito elaborado pelo clube de cicloturismo, localizado em Santa Catarina e no qual teremos viagem dos Caminhos do Sertão no feriado da Consciência Negra (20 a 22 de novembro).</p>
<p>Apesar da previsão do tempo não ser das melhores, mais de uma centena de viajantes compareceram ao encontro (e ao menos 50 ficaram de fora) e foram nas pedaladas, marcadas pelas fortes subidas e descidas, afinal já estávamos no cantinho de Minas.</p>
<p>A palestra foi ótima, apesar de ter sido um parto. Como é difícil resumir a experiência mais que intensa desse último ano em 1 hora de falação! Ainda assim, creio que consegui passar o recado dessa trip: que vale a pena ir atrás do sonho mesmo com um planejamento pouco detalhado e, acima disso, com pouca grana e muita garra.</p>
<p>Revi bons amigos, fiz outros ótimos. O clima no encontro não poderia ter sido melhor, como se pode ver nas imagens das pedaladas &#8211; era tanta conversa que o tempo passou ligeiro. Agora, só em 2010, quem sabe aqui em Santa Catarina de novo!</p>
<p>Ciclo-abraço, ciclo-viajantes!            <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> udu</p>
<p>Veja o <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622322359738/">álbum de fotos</a> do encontro<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622322359738%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622322359738%2F&amp;set_id=72157622322359738&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622322359738%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622322359738%2F&amp;set_id=72157622322359738&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Cicloviajantes de todo o Brasil reunem-se em Timbó</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Nov 2006 21:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na véspera do último feriado, o projetista Grey Rombach deixou sua casa, em São Paulo, bem cedo. Teria onze horas de viagem pela frente, rumo a Santa Catarina. Seu carro não é pequeno, mas mesmo assim não foi nada fácil &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/10/cicloviajantes-de-todo-o-brasil-reunem-se-em-timbo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/11/IMG_69601.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-351" title="IMG_6960" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/11/IMG_69601.jpg" alt="" width="450" height="315" /></a></p>
<p>Na véspera do último feriado, o projetista Grey Rombach deixou sua  casa, em São Paulo, bem cedo. Teria onze horas de viagem pela frente,  rumo a Santa Catarina. Seu carro não é pequeno, mas mesmo assim não foi  nada fácil acomodar as bagagens da família toda: a mulher, Ana Lucia, e  as 4 filhas, com idades entre 11 e 20 anos. Para o arsenal ficar  completo, havia ainda 6 bicicletas, uma por passageiro, distribuídas ao  longo do teto e na traseira do automóvel.</p>
<p>Grey faz parte de um  grupo ainda pouco conhecido no Brasil, o dos cicloturistas. Assim como  ele, cerca de 150 pessoas viajaram até a cidade catarinense de Timbó  (SC) para participar do V Encontro Nacional de Cicloturismo, entre 2 e 5  de novembro. Basicamente, o assunto ali era um só: viajar de bicicleta.  Mas a variedade de “tipos”, personalidades e faixa etária de quem  estava ali, demonstrando um envolvimento passional com as pedaladas  turísticas, foi impressionante.</p>
<h3>Equipe Caminhos do Sertão: 5 dias de bici, entre Floripa e Timbó</h3>
<p>Para nós, da equipe Caminhos do  Sertão, o Encontro era novidade. Pela primeira vez participaríamos de  tão seleta confraria. Chegamos a Timbó no clima ideal: pedalando desde  Floripa numa viagem de 5 dias, totalmente autônoma, com tudo que  precisávamos distribuído pelos alforjes.  Cruzamos serras, e até rio sem  ponte. “Chuva e sol, poeira e carvão&#8230; e alegria no coração!” A letra  de Gonzagão não poderia ser mais adequada. Transborda poesia na vida do  viajante.</p>
<p>Pois quem é que não se inspira com as flores na margem  do caminho, qual jardim de conto de fadas? Ou com misteriosas e densas  nuvens, docemente acomodadas sobre montanhas distantes, forradas por  matas igualmente misteriosas e intocadas? “Coisas que, pra ‘mode’ se  ver, o cristão tem que andar a pé&#8230;” De bici também é possível,  Gonzagão, porque a velocidade do cicloturista é baixa, contemplativa,  harmoniosa.</p>
<h3>Figuras raras no Encontro</h3>
<p>No caminho para  Timbó, pensava em que tipo de público iria conhecer no Encontro. Cheguei  a imaginar que seriam somente viajantes gabaritados, que iriam  desdobrar-se em relatar suas epopéias de milhares de km em bicicleta.  Que seriam somente jovens, de pleno vigor físico, relatando suas  travessias de desertos, pântanos, sítios em guerra. Me enganei  redondamente. É claro que esse perfil estava presente, mas nunca  imaginei encontrar algo como a família Rombach, por exemplo.</p>
<p>Ou o  seu Loreste Voltolini, um jovem de 72 anos, morador de Timbó, que já  pedalou 90 km em um só dia. Engana-se quem pensa que o veículo dele é  uma Barra Forte ou similar. “Quando eu conheci a Mountain Bike, há 20  anos, joguei fora as bicicletas sem marcha”, relata, sorrindo. Sua  magrela é uma full suspension, 21 marchas, toda equipada. Só o paralama  traseiro lembra os modelos antigos. “Mas só uso quando chove,  pra não  molhar a bunda”, explica. A gargalhada foi incontrolável.</p>
<h3>Vale Europeu: primeiro roteiro cicloturístico do Brasil</h3>
<p>Seo  Loreste, a família Rombach e no mínimo outra centena de pedaleiros  itinerantes acompanharam, todos os dias, as 4 pedaladas promovidas pelo  Encontro. Com distâncias entre 15 e 30 km, os passeios foram uma  oportunidade para conhecer trechos do recém-criado Circuito Vale Europeu  de Cicloturismo. Trata-se do primeiro roteiro desenvolvido no Brasil  com informações especialmente direcionadas para percorrê-lo de  bicicleta.</p>
<p>Como se vê, já foi o tempo em que os cicloviajantes  eram confundidos com pagadores de promessa, ou com malucos que abandonam  a família e se lançam numa aventura insana por terrenos inóspitos.  Gestores públicos locais, como as prefeituras de Timbó e entorno,  começam a perceber a importância desse tipo de visitante para o  desenvolvimento econômico da região.</p>
<p>O pioneirismo em  desenvolver o Circuito é mérito do Clube de Cicloturismo do Brasil, uma  ONG fundada há cinco anos e que tem reunido boa parte dos viajantes de  bicicleta nacionais, com seus relatos de viagens, trocas de  experiências, projetos de expedições. O mapeamento cicloturístico do  Vale Europeu, de excelente qualidade, foi obra dos fundadores do Clube,  Eliana Garcia e Rodrigo Telles, e do sócio Walter Magalhães. O  financiamento coube ao Consórcio Turístico Regional “Vale das Águas”,  instituição que reúne os 9 municípios atravessados pelo roteiro.  Importante também foi o incentivo e contatos dados pela ABC (Associação  Blumenauense Pró-Ciclovias), incansável promotora do estilo de vida  ciclista, para a criação do roteiro.</p>
<h3>Guia precioso para @s cicloviajantes</h3>
<p>O trajeto, de 300 km, é quase todo por  estradinhas de terra secundárias, tranqüilas, num convite ao deleite e à  contemplação. Duas partes distintas compõem o roteiro: a baixa, com  altitudes médias de 100m e trechos acompanhando o vale dos rios, entre  Timbó e Rodeio; e a alta, com altitudes que beiram os 1000m, em regiões  mais isoladas, onde o caminho por vezes serpenteia a mata fechada,  permitindo um maior contato com as exuberantes fauna e flora locais.</p>
<p>O  desenvolvimento do Circuito Vale Europeu de Cicloturismo foi compilado  em um guia bastante completo. Na edição, também traduzida para espanhol e  inglês, o cicloturista encontra valiosas informações sobre os serviços  oferecidos nas cidades, classificação das dificuldades física e técnica  dos trechos, gráfico altimétrico e planilhas detalhadas. É só montar na  “magrela” e sair pedalando, preparando-se para as surpresas e os  atrativos do caminho – cachoeiras, paisagens bucólicas, traços culturais  dos colonizadores europeus, entre tantos outros. Antonio Kolb, juiz de  prova de balonismo que mora em Pindamonhangaba, não perdeu tempo: tão  logo terminou o Encontro de Cicloturismo, subiu na bike e foi conferir  de perto o Circuito. Deve concluí-lo em uma semana, seguindo as  instruções do guia.</p>
<h3>Pedalando na Ásia e as relaçoes entre yoga &amp; bicicleta</h3>
<p>Mas nem só de passeios e encontros  inusitados foi feito o Encontro. Variadas palestras compuseram a  programação. “De bike pela Ásia” foi uma delas, onde um casal paulista  relata suas experiências na cicloviagem de 10 meses pelo continente.  Para realizar esse sonho, César Pires e Ana Fukui juntaram suas  economias durante vários anos. O registro visual da viagem  transformou-se, pelas mãos do artista plástico César, em delicadas obras  de arte. São aquarelas de encher os olhos, produzidas in loco nos  confins de Vietnã, Laos e China.</p>
<p>Goura Nataraj, professor de  yoga em Curitiba e ciclista inveterado, trouxe ao Encontro inteligentes  analogias entre Yoga&amp;Bicicleta. Como todo yogi, explica Goura, é  alguém consciente de si e do seu habitat, nada mais comum do que  questionar a cultura destrutiva dos automóveis. Não se propõe o  extermínio dos carros, apenas seu uso mais racional. Ele também  classifica o uso da bicicleta como um importante complemento aeróbico  para os asanas, que são as posturas do yoga. O professor ensinou aos  espectadores, na prática, duas técnicas respiratórias (pranayamas)  distintas: uma para acalmar e outra para estimular o corpo e a  percepção.</p>
<h3>Seo  Valdo e os “delicados terrenos das relações humanas”</h3>
<p>Seria impossível descrever todas as personalidades  interessantes do Encontro. Foi árdua a tarefa de selecioná-las, mas  assim o fiz – e o seu Valdo não poderia ficar de fora. Ex-padre, hoje  com 60 anos, percorreu no início do ano um trecho de 800 km em  bicicleta, no Chile. Da experiência resultou um livro, cujo título já é  uma amostra do tom espartano da expedição: “Pedalando e desvendando a  Carretera Austral – 30 dias com 500 dólares”. Reproduzo, abaixo, um  trecho do prefácio que despertou minha atenção.</p>
<p>“Mais do que viagem ou aventura no sentido  físico, foi uma experiência vivida em terras estrangeiras, nas terras  inóspitas e belas da Patagônia e nos terrenos delicados e sensíveis das  relações humanas”.</p>
<p>É sábio o seo Valdo. Realmente, a  relação harmoniosa com os companheiros de viagem por vezes é mais  difícil que as travessias de serra, as intempéries ou outras  dificuldades do caminho. Para conviver e pedalar em grupo, nada mais  necessário do que o exercício da tolerância, a prática do respeito, o  estímulo ao companheirismo e à comunhão. São lições que o cicloturista  aprende em profundidade, e faz questão de absorvê-las também no  dia-a-dia, mesmo quando não está viajando.</p>
<h3>Últimas palavras</h3>
<p>Aos  queridos leitores, confesso: estou ainda em fase de deslumbramento com  tudo o que rolou no Encontro. Reconforta a alma saber que, nesse mundo  tão embrutecido pelos petro-dólares, multiplicam-se as pessoas que o  embelezam com seu modo alternativo de agir, humanizando as relações e o  ambiente no compasso harmonioso do pedal.   Teria muito mais a dizer -   mas vou parando por aqui, afinal de contas, queremos atualizar nosso  site ainda no frescor dos acontecimentos! Aos tantos amigos que fizemos  no Encontro, um fraterno e caloroso abraço. Não temos dúvidas de que em  algum ponto dos infindáveis ciclo-caminhos ainda vamos nos encontrar.</p>
<p>Por Fernando Angeoletto &#8211; Equipe CdS</p>
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