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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; Florianópolis</title>
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		<title>Parkinson e a fábrica de serotonina</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 14:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos efeitos colaterais do Mal de Parkinson é a tendência à depressão, causada pelas restrições à locomoção do portador. Constância nas atividades físicas , portanto, é deveras recomendável. Eis aí a importância da bicicleta, esta fabulosa fábrica de serotonina. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/05/17/parkinson-e-a-fabrica-de-serotonina/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="450" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626617204763%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626617204763%2F&amp;set_id=72157626617204763&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="450" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626617204763%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157626617204763%2F&amp;set_id=72157626617204763&amp;jump_to="></embed></object><br />
Um dos efeitos colaterais do Mal de Parkinson é a tendência à depressão, causada pelas restrições à locomoção do portador. Constância nas atividades físicas , portanto, é deveras recomendável. Eis aí a importância da bicicleta, esta fabulosa fábrica de serotonina.</p>
<p>Caminhos do Sertão e a Associação Parkinson Santa Catarina organizaram no último dia 4 o Pedala Parkinson, partindo da UFSC e percorrendo a Beira-Mar até o TITRI. Dentre os presentes, um exemplo de superação: o cicloturista Roberto Silva, que pedalou 800 km entre Curitiba e Porto Alegre no ano passado, quando registrava 30 anos como portador da doença.</p>
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		<title>Equipe CdS participa da Pro-Bici &#8211; planejamento cicloviário de Florianópolis</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/06/equipe-cds-participa-da-pro-bici-planejamento-cicloviario-de-florianopolis/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 15:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[evento]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 23 de Março foi aniversário de 285 anos de Florianópolis. Apesar de termos diversos motivos para nos preocupar, principalmente nos temas de saneamento básico e mobilidade, também há muito o que comemorar &#8211; Floripa continua sendo um ótimo lugar &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/06/equipe-cds-participa-da-pro-bici-planejamento-cicloviario-de-florianopolis/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688.jpg"></a><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011682.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-591" title="Passe Livre presente" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011682-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Dia 23 de Março foi aniversário de 285 anos de Florianópolis. Apesar de termos diversos motivos para nos preocupar, principalmente nos temas de saneamento básico e mobilidade, também há muito o que comemorar &#8211; Floripa continua sendo um ótimo lugar para morar, se divertir e levar uma vida saudável.</p>
<p>Entre as comemorações oficiais, aconteceu um passeio de bicicleta pela Beira-Mar Norte., que teria tudo para ser apenas mais um evento de calendário: grande parte do passeio foi pela Avenida Beira-Mar Norte, e o prefeito pedalou apenas o último quilômetro, depois de nos fazer esperar quase meia hora para sua participação.</p>
<p><span style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; line-height: 24px;"><a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #ff4b33; line-height: 1.5;" href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-590" style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #444444; line-height: 1.5; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 12px; margin-left: auto; max-width: 640px; display: block; clear: both; border: 0px initial initial;" title="Dário Berger pedala" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></span></p>
<p>Mas o teatro valeu a pena: ao final do passeio, foi assinada o <a href="http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/diario/pdf/28_03_2011_18.25.34.03b881e7f1e18d9a7b44057dc29953f4.pdf">Decreto Municipal 8867</a>, que criou a Pro-Bici, Comissão Municipal de mobilidade urbana por bicicleta. Apesar de ter caráter consultivo &#8211; ou seja, o que a comissão decidir pode ou não ser posto em prática &#8211; é um grande passo em direção a democratização das decisões municipais no assunto Bicicleta.</p>
<p>A comissão é composta de cinco membros do funcionalismo municipal (Ipuf, Sec. Obras, Sec Transporte e Sec. de Segurança) e sete membros da comunidade, que  figuram no decreto através da nossa representante oficial, a ViaCiclo &#8211; Associação de Ciclistas de Florianópolis, mas cada um lida com a bicicleta de uma forma diferente:</p>
<ul>
<li>Alexandre Francisco Sousa - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://duasrodasmtb.com.br/" target="_blank">Duas Rodas</a> (grupo de pedaladas)</li>
<li>Daniel de Araújo Costa &#8211; <a href="http://www.viaciclo.org.br/" target="_blank">ViaCiclo </a>(Associação de Ciclistas &#8211; presidente)</li>
<li>Eduardo Green Short - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://caminhosdosertao.com.br/">Caminhos do Sertão</a> (cicloturismo)</li>
<li>Fabiano Faga Pacheco &#8211; <a href="http://bicicletanarua.wordpress.com/" target="_blank">Bicicleta na Rua</a> (mídia informativa)</li>
<li>Giselle Nocetti Amonn Xavier &#8211; <a href="http://www.cefid.udesc.br/ciclo/" target="_blank">Udesc-CicloBrasil</a> (Universidade)</li>
<li>Milton Carlos Della Giustina - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://www.dellabikes.com.br/" target="_blank">Della Bikes</a> (loja de bicicletas)</li>
<li>
<div id="_mcePaste">Rodrigo Gomes Ferreira &#8211; ver no <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/06/equipe-cds-participa-da-pro-bici-planejamento-cicloviario-de-florianopolis/#comments">comentário</a> abaixo</div>
</li>
</ul>
<p>Agora a comisão, que se encontra uma vez ao mês, debaterá as propostas de melhorias para bicicleta e dará seu parecer oficial. Esperamos que nossa voz seja finalmente ouvida!</p>
<p>Boas pedaladas!</p>
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		<title>Audax Floripa 2011 &#8211; último dia para se inscrever, relato do Pereira de pedal no roteiro</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 15:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
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		<description><![CDATA[Oi pessoal, O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km? Um primeiro motivo é obviamente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal,</p>
<p>O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km?</p>
<p><img class="aligncenter" title="dalia" src="http://farm5.static.flickr.com/4007/4460037174_b8f720c678.jpg" alt="" width="500" height="335" />Um primeiro motivo é obviamente a participação do Pereira, da equipe CdS, na série Audax 2010/2011, em julho ele vai à França participar da mítica Paris-Brest-Paris, &#8220;apenas&#8221; 1200 km quase sem sair do selim. Isso sim é gostar de pedalar!</p>
<p><img class="aligncenter" title="sol" src="http://farm3.static.flickr.com/2785/4459250931_4d3a9c7028.jpg" alt="" width="500" height="335" />Pois o prazer de pedalar é o segundo elo entre Audax e cicloturismo: são atividades que se para curtir a paisagem, ter no fim do dia o corpo cansado e a mente cheia de lembranças. Imagine um passeio por toda a ilha de Floripa (e um naco do continente de brinde!), pedalando do nascer ao pôr do sol acompanhado de 300 ciclistas&#8230; isso é o Audax. As inscrições acabam hoje &#8211; <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/">saiba mais e garanta sua vaga</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="ponte" src="http://farm5.static.flickr.com/4018/4459242631_03acff944a.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Nessa semana, a Equipe Audax Floripa &#8211; Pereira, Della, Jorge e Nilson &#8211; percorreram o roteiro do próximo domingo, segue o sempre divertido relato do Pereira:</p>
<blockquote><p>﻿Ouvir o relógio chamar, às quatro e meia da madrugada, num domingo, e levantar da cama, é preciso ter um motivo muito especial. No caso de ontem, a brincadeira era fazer um treino ‘leve, em ritmo de passeio’, percorrendo o itinerário do Audax Floripa, num percurso de 200 km, pelas paisagens mais lindas e convidativas do Sul do Brasil.</p>
<p>Desde a aventura dos 600 km, a bicicleta ficou pendurada, na<br />
garagem, e não tivemos mais oportunidade para passeios dominicais, em virtude das chuvas inoportunas dos últimos tempos, que coincidiram em molhar os domingos de março. Era à hora de esticar as canelas e congraçar com a turma mais animada que eu conheço, atendendo à convocação geral, para o esquenta da prova, que ocorrerá no dia 27 deste mês.</p>
<p>Não demorou muito e o Jorge apareceu no portão, vindo da<br />
Armação do Pantosuli, e juntos seguimos para a Trindade, para esperar o pessoal. Estimávamos um grupo de uns dez participantes. Isto me dava certo conforto, pois os últimos dias foram de nenhum treino e pouco exercício físico. Além disso, para atender a um programa do plano de saúde funcional, havia<br />
passado a semana inteira sem comer proteína animal, para realização de exames de rotina do intestino. Ou seja, estava me sentindo meio tísico. Mas, seguimos assim mesmo.</p>
<p>Na hora combinada para a partida, estávamos os quatro<br />
mosqueteiros da Equipe Audax Floripa. O Jefon Della, seu fiel escudeiro Nilson Cacá, e a dupla caipira do Sul da Ilha. Ninguém havia atendido ao nosso chamado. Não sei porque&#8230;.</p>
<p>Como a equipe está se preparando para fazer um ‘Fleche’, que<br />
é um desafio de 400 km, de regularidade, para o próximo feriado da páscoa, a ordem foi de fazermos nosso treino no ritmo de 24  km/h, exigido para esta etapa, muito acima do proposto para as provas convencionais, que é de 15 km/h.<br />
Na hora, senti as pernas tremerem, pois não me sentia preparado para tal desafio, uma vez que a falta de treino nos últimos dias me deixou enferrujado.</p>
<p>Mas, como marujo de navio pirata não está acostumado com<br />
moleza, só sobrou uma bela risada e acatar a orientação, dentro do espírito participativo festivo, acreditando que não seria tão difícil, visto as experiências anteriores já vivenciadas. Afinal, a empreitada só tem sentido se for realizada com satisfação e curtição, pois se o corpicho reclama dos maus tratos, a alma se rejubila, pelo prazer de contemplar toda esta beleza de natureza. A Lua, que neste final de semana esteve mais próxima da Terra, nos fazia companhia, no início da nossa empreitada. A Avenida Beira Mar estava toda sinalizada, para a realização da Meia Maratona de Florianópolis, que iniciaria mais tarde. Já haviam participantes e organizadores, no Trapiche, quando passamos por ali. Seguíamos pela ciclovia, para evitar os retardatários da<br />
madrugada, sem conseguir evitar os cacos de vidro, que os retardados jogam naquela via, em forma de garrafa de cerveja, especialmente na região do Koxixos. Nossos pneus morrem de medo daqueles pedacinhos contundentes, que costumam interromper a alegria de pedalar, para trocas. Felizmente conseguimos vencer aqueles obstáculos, sem maiores transtornos.</p>
<p>Atravessar por baixo da Ponte é sempre aquela emoção maior,<br />
pois ali costumam perambular alguns cidadãos desassistidos, que sempre colocam medo nos ciclistas, em virtude da falta de segurança da área, abandonada à sua própria sorte. Mas, como vamos em bando, nada de mal nos acontece. Ganhamos os<br />
Estreitos Unidos, atravessando o bairro com muita tranqüilidade, pois a cidade ainda dorme. Ganhamos São José, seguindo rumo à Ponta de Baixo. Paisagens que misturam o perímetro urbano com alguns recantos bucólicos, onde podemos ver pescadores remexendo suas redes, em busca do peixe que parece que não veio.</p>
<p>Depois de 50 km, estávamos de volta na Ilha, seguindo para o Sul. Pegamos a ciclovia da Via Expressa Sul, onde os pontilhões apresentam irregularidades no piso, sem terem sido consertadas desde a sua inauguração. Ao chegar no complexo do Trevo da Seta, vê-se a falta de respeito aos seres humanos que circulam a pé, ou de bici. As obras para o novo complexo provocaram<br />
a destruição da calçada, no trecho periférico das obras. Pois a sutileza da corrupção fez com que fosse construído um arremedo de ciclofarsa, que não liga nada a coisa nenhuma, e deixou a calçada destruída, com um monte de entulhos atrapalhando o movimento dos cidadãos normais. Bela amostra de como o poder público e suas empresas contratadas cuidam da segurança e tranqüilidade dos cidadãos.</p>
<p>Como não conseguimos autorização da Base Aérea para<br />
atravessar por seus domínios, tivemos que seguir pela SC 405, enfrentando a concorrência dos veículos motorizados, driblando os buracos, falta de acostamento, calçadas, pedestres, ciclistas na contra mão. Seguimos rumo ao Ribeirão da Ilha, até o final do asfalto, retornando rumo ao Pantosuli, com uma paradinha para o café, na Padaria do Nilso, no Trevo do Erasmo. Eu já estava precisando de um isotônico direto na veia. O que salvou foi o pão de queijo com calabresa e o café com leite. Até ali tínhamos percorrido um terço do percurso.</p>
<p>O trecho Sul, passando pelo Morro das Pedras, Lagoa do Peri,<br />
Armação, Açores é um dos mais fotogênicos da Ilha. Ali ganhamos a companhia de mais um pedaleiro, o Yuri, mecânico do Della. Atravessamos o Campeche, encontrando os quiridos do Grupo Duas Rodas, tomando café no Canto da Lagoa.<br />
Seguimos pela Barra da Lagoa e Rio Vermelho, onde a rodovia permite que se ande em bloco, aproveitando mais o vácuo do pelotão. Pra mim, é aí que o sufoco aumenta, pois a rapaziada se empolga, aumentando o ritmo para quase quarenta por hora, e eu vou pendurado, com a gravata vermelha esticando até o pescoço.<br />
Começam as amarguras das dobras e das pregas, especialmente das regiões glúteas e adjacentes. Depois de passar pelo Costão do Santinho, uma parada para comprar água e afins, quando encontramos mais dois empolgados, que estavam fazendo seu<br />
treino pra domingo que vem: Nilson e Lúcio. Uma conversa rápida e seguimos nosso caminho, rumo à praia da Lagoinha, uma das mais lindas e aconchegantes da Ilha. Dali, começava o trecho final, de volta ao local onde tudo começara. Mais<br />
uma paradinha na Vargem Pequena, para tomar um pão líquido, geladérrima, que desceu redondo, com gosto de quero mais. Um verdadeiro elixir, para aplacar as dores musculares. Dali pra adiante, é só alegria&#8230;</p>
<p>Depois de passar por Jurerê, Jurerê Internacional, Santo<br />
Antônio, Cacupé e João Paulo, chegamos ao ponto de partida após oito horas e quinze minutos. Um ritmo que não é bem o que estou acostumado, mas que consegui superar, com o apoio moral e a animação dos companheiros de equipe. Não anotei as<br />
médias percorridas, nem os níveis de consumo de energia. Apenas podia sentir e registrar o alto nível de satisfação, pela conclusão de mais este desafio festivo. Domingo que vem tem mais.</p>
<p>Saudações audaxiosas,</p>
<p>Luiz Pereira - Equipe Audax Floripa</p></blockquote>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
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		<title>Cicloturismo presente no 1º Salão Catarinense de Turismo</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 00:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
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		<description><![CDATA[De 22 a 27 de março, ocorreu no Centrosul, em Florianópolis, o 1º Salão Catarinense de Turismo.  Fomos convidados pelo consórcio Citmar, que gerencia o Circuito Costa Verde e Mar de Cicloturismo , a expor bicicletas e material de divulgação &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/04/15/cicloturismo-presente-no-1%c2%ba-salao-catarinense-de-turismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-19925.jpg"><img class="size-medium wp-image-380 alignleft" title="edugreen-19925" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-19925-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" /></a>De 22 a 27 de março, ocorreu no Centrosul, em Florianópolis, o <a href="http://www.sol.sc.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=category&amp;id=153:salao-do-turismo&amp;layout=blog&amp;Itemid=161" target="_blank">1º Salão Catarinense de Turismo</a>.  Fomos convidados pelo consórcio <a href="http://www.amfri.org.br/conteudo/?item=2965&amp;fa=2907" target="_blank">Citmar</a>, que gerencia o <a href="http://www.costaverdemar.com.br/cicloturismo/" target="_blank">Circuito Costa Verde e Mar de Cicloturismo</a> , a expor bicicletas e material de divulgação no Stand do Circuito.</p>
<p>Também estivemos presentes no Stand da <a href="http://acolhida.com.br/" target="_blank">Acolhida na Colônia</a>, que está elaborando um Circuito de Cicloturismo que integrará suas propriedades de agricultura orgânica. O <a href="http://www.circuitovaleeuropeu.com.br/" target="_blank">Circuito Vale Europeu</a> também esteve presente na feira.</p>
<p>Além dos Stands divididos por regiões catarinenses, o Salão contou  com uma rodada de negócios e palestras, entre elas estudo de caso da  Acolhida na Colônia e  do Circuito Costa Verde e Mar, apresentada pelo  Carlos Beppler da ACBC (Associação de Ciclistas de Camboriú e Balenário  Camboriú)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-19933.jpg"><img class="size-large wp-image-381 aligncenter" title="edugreen-19933" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-19933-1023x685.jpg" alt="" width="450" height="301" /></a></p>
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		<title>Do alto das nuvens ao lado dos peixes em 6 dias</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 20:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[6 dias]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[sob medida]]></category>
		<category><![CDATA[travessia]]></category>
		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de janeiro, operamos mais uma vez a travessia Urubici-Florianópolis, roteiro exclusivo com a qualidade de serviço e experiências que só a Caminhos do Sertão oferece. Dessa vez, guiamos Amanda e Tim, casal da cidade norte-americana de Portlan, Oregon. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/29/do-alto-das-nuvens-ao-lado-dos-peixes-em-6-dias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-18054.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-369" title="Veja as fotos" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/edugreen-18054.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>No final de janeiro, operamos mais uma vez a travessia Urubici-Florianópolis, roteiro exclusivo com a qualidade de serviço e experiências que só a Caminhos do Sertão oferece.</p>
<p>Dessa vez, guiamos Amanda e Tim, casal da cidade norte-americana de Portlan, Oregon. Apesar de nunca terem viajado de bicicleta antes, já estavam acostumados a pedalar, e se surpreenderam mesmo foi com a diversidade de paisagens e hospitalidade dos catarinenses, tanto os serranos como os manezinhos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="375" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2F&amp;set_id=72157623730484263&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623730484263%2F&amp;set_id=72157623730484263&amp;jump_to="></embed></object></p>
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<div id="photoImgDiv4521008859" class="photoImgDiv" style="position: relative; width: 502px;"><img class="reflect" src="http://farm5.static.flickr.com/4052/4521008859_c6d8802d8a.jpg" alt="Urubici a Florianópolis - Janeiro de 2010 by you." width="500" height="335" /> <script type="text/javascript">// <![CDATA[
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		<title>Curtição do cicloturismo + desafio de competição = Audax</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/24/curticao-do-cicloturismo-desafio-de-competicao-audax/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 18:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Audax Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[randoneé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os 200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino insano de 400 &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/24/curticao-do-cicloturismo-desafio-de-competicao-audax/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="photoImgDiv4460038410">
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2689/4459849211_7d2987c195.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
</div>
<p>Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a   trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os   200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino   insano de 400 km de ida e volta até Blumenau, sozinho. Este ano  pretende  passar dos 300, 400 e chegar aos 600 km. Apesar de admirar os  feitos,  até então eu não me instigava a desafiar meus limites nesta  modalidade,  não entendia por que testar o corpo pedalando 200 km – e  ainda duvidada  que fosse capaz disso.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4059/4460620700_1ec2630199.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>O Audax, desafio surgido na França, tem uma regra simples. O percurso   deve ser completado a uma média de velocidade mínma de 15 km/h. Não há   primeiro ou último colocados, apenas um tempo máximo para completar,  que  no de 200 km é de 13 h 30 m. Para ciclistas profissionais e os que   treinam com frequencia, é um passeio. Para cicloturistas, manter essa   média de velocidade é fácil até os primeiros 50 km, depois vira um   desafio daqueles!</p>
<div id="photoImgDiv4460038894"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2762/4459859991_f1205d6161.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Fui acompanhar o Pereira na reunião pré-Audax, na noite anterior ao   evento, onde foram distribuídos os números, camisetas, planilhas. O   clima era de festa, uma família de centenas de ciclistas. Gostei da   descontração. Entre as palavras da noite, me tocou a história do   Fabiano, que ano anterior participou de tala no pé, logo após 2 meses de   gesso, e completou o Audax. Nessa momento, ouvi o clique. E não era de   um pedal SPD… era eu mesmo, curioso pela brincadeira.</p>
<div id="photoImgDiv4460028630"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4025/4460635972_caa727e004.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Conversei com o Della, incansável organizador da prova, que vendo   minha empolgação abriu uma exceção pro atrasadinho: eis que o desafiante   número 241 largaria dali a poucas horas. Ainda tivemos um jantar de   massas e sorteio de brindes antes de disparar para casa, preparar o   equipamento e ter algumas preciosas horas de sono.</p>
<div id="photoImgDiv4459237737"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4072/4459825405_e479aa0f01.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Seis da manhã , lá estávamos eu, Pereira, Marcelo e Fernando de   Maringá entre outros duzentos e poucos cilistas,  na checagem de   segurança: placa de número, farol dianteiro, pisca traseiro, colete   refletivo, capacete, tudo nos conformes.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4459844935_2d32a958a1.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Enquanto o sol mostrava seus primeiros raios, aquecíamos as pernas   cruzando a ponte para o continente por cima. Foi uma experiência   incrível, assim como pedalar pelas ruas tranquilas da Floripa-continente   e São José  nas primeiras  horas de domingo.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4043/4459851101_d4565ed59c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>De volta à ilha, dessa vez pela passarela, a massa se dispersou em   pequenos grupos de ritmo semelhante. Foi marcante passar pela Base   Aérea, caminho mais curto e seguro entre o centro e sul da Ilha,   infelizmente só permitido aos moradores do “condomínio fechado de luxo”   da Aeronáutica durante os dias normais. Espero que esse privilégio  acabe  e em breve a população tenha direito aos caminhos de sua própria   cidade.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2729/4460635494_cff788600e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>Após repor as energias no primeiro PC, percorremos o querido sul da   ilha, até a Praia dos Açores. O sol que nos acompanhou desde o primeiro   minuto à chegada começou a ficar forte e optei por pedalar mais rápido   antes do  calor intenso do meio-dia, alternando a ponteira com mais  dois  colegas, Fernandes e Danilo.</p>
<div id="photoImgDiv4460032978"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4037/4459851949_d9fc3f7b1a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Ao chegar na Lagoa da Conceição não resisti ao lindo visual e me   desgarrei para uma foto, a cada parada ou trecho de retorno dezenas de   ciclistas passavam, fazendo festa.</p>
<div id="photoImgDiv4460034908"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4053/4460632484_f7d529fe76.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>No segundo PC (alto do morro da Barra da Lagoa) reencontrei o   Pereira, como sempre brincando e de alto astral, e dali pedalamos juntos   até o final. O trecho que se seguiu (do Km 100 ao 150) foi para mim o   mais duro da prova, já sentia as panturrilhas e a cada km a bunda cada   vez mais quadrada…. Felizmente o trecho foi praticamente plano, com   exceção do morro dos Ingleses.</p>
<div id="photoImgDiv4460037882"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4010/4459858493_4722637178.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Parei, tirei o tênis e o capacete, sentei na grama apoiado num   coqueiro e descansei. O PC 3, em Ponta das Canas, parecia ter demorado o   dobro do tempo para chegar – estava realmente cansado. Fui salvo pelo   lanche, que tinha tudo à vontade – pães com geleia, maçã, banana,   laranja e melancia, água e coca-cola. Eu que nunca tomo o “suco de   dinossauro” , no dia me esbaldei e devo ter virado uns 2 litros ao longo   dos PC’s. Só dispensei a club social recheada (com cheirinho de chulé )</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2671/4460638940_26e0600974.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>O tal líquido que mais parece petróleo mostrou que funciona, meu   ânimo aumentou nos 50 km finais e até voltei a fotografar. Num momento   estávamos perto de Jurerê, era só pegar o Canto do Lamin, mas eis que a   seta indicava outro caminho, uma volta gigante pela Vargem Pequena… e   lá fomos nós pedalar mais e mais, e curtindo.</p>
<div id="photoImgDiv4460035280"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2800/4459873855_bc6f01233c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em trechos como o da SC-403 de Jurerê (além dos Açores, Santinho e   Ponta das Canas), era muito legal encontrar na ida os ciclistas que já   estavam voltando, e na volta os que ainda estavam indo. Trocas de   incentivo eram a tônica e ajudaram a passar rápido o trecho que restava.</p>
<div id="photoImgDiv4459260321"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4068/4459862379_793301d92e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em Santo Antônio, paramos com o Erich para um salgado e água de côco,   antes de curtir o fim de tarde típico de Cacupé: maravilhoso e cheio  de  subidas.  Um encontro rápido com nosso amigo Adilson e logo  estávamos  comemorando a última subida no Saco Grande e a chegada ao  final, já na  boca da noite, após 12h de pedal.</p>
<div id="photoImgDiv4459247519"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4024/4460621264_8767287992.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Ali, um tanto cansados e muito felizes, tivemos mais um lanche,   recebemos a medalha de participação e até uma massagem pra soltar a   musculatura. Enquanto iso, saudamos a chegada d@s últimas participantes,   com a grande amiga Hila, que obviamente curtiu pra caramba.</p>
<div id="photoImgDiv4460024658"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4016/4460615402_aaba24456e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Estão de parabéns tod@s da equipe de apoio móvel e dos PC’s, polícias   militar e especialmente a organização, por nos proporcionar apoio   inpecável e um circuito perfeito. Se para quem mora na ilha estava   ótimo, fico só imaginando para os que vêm de fora.</p>
<div id="photoImgDiv4460021576"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4035/4459831365_826907ef7a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Uma sugestão para a organização é que ofereçam junto ao Audax 200 uma   modalidade mais curta de 100 km, sem validade como Brevet, para   incentivar pessoas que pedalam menos a entrar nesse mundo. Tomara que   tenhamos mais e mais participantes nos anos seguintes, conhecendo a ilha   e a si mesmos de uma forma tão especial.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2790/4459862899_e5a39a8668.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p><strong>Valeu, Audaxios@s!          Dudu (equipe CdS)</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Veja todas as fotos:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>PedalFsm2010 de passagem pela Ilha</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/01/17/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 02:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Forum Social Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja no Blog CicloNomade a história dos ciclistas que foram de São Paulo a Porto Alegre pedalando, para participar do Forum Social Mundial, e nos encontraram na passagem por Floripa. Boas pedaladas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4069/4298695113_d16e19c4ed.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>Veja no <a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/">Blog CicloNomade</a> a história dos ciclistas que <a href="http://pedalfsm2010.wordpress.com/">foram de São Paulo a Porto Alegre pedalando</a>, para participar do Forum Social Mundial, e nos encontraram na passagem por Floripa.</p>
<p><a href="http://ciclonomade.net/brasil/2010/01/16/pedalfsm2010-de-passagem-pela-ilha/"><img class="alignnone size-full wp-image-321" title="pedalfsm2010" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/pedalfsm2010.jpg" alt="" width="425" height="187" /></a></p>
<p>Boas pedaladas!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cicloativismo em Imagens na Aventura &amp; Ação deste mês</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/12/02/cicloativismo-em-imagens-na-aventura-acao-deste-mes/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 02:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura & Ação]]></category>
		<category><![CDATA[cicloativismo]]></category>
		<category><![CDATA[clipping]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste mês, a revista tem matéria sobre cicloativismo, com muitas fotos do Jonatha Jünge, da equipe CdS. Confira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês, a revista tem matéria sobre cicloativismo, com muitas fotos do Jonatha Jünge, da equipe CdS. Confira!</p>
<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/aventura-acao-cicloativismo.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-304" title="aventura acao cicloativismo" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/aventura-acao-cicloativismo.gif" alt="" width="660" height="272" /></a><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/aventura-acao-cicloativismo2.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-305" title="aventura acao cicloativismo2" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/aventura-acao-cicloativismo2.gif" alt="" width="660" height="878" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Audax 2009: um grande feito, apesar das trapalhadas da Polícia Rodoviária Estadual</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/06/30/audax-2009-um-grande-feito-apesar-das-trapalhadas-da-pm/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 23:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#62; Veja aqui as fotos do Audax Floripa 2009 Nem a chuva fina na madrugada fria, nem a descabida proibição da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) impediram a realização do Audax Floripa 2009, ocorrido em Florianópolis no último domingo, 28 de &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/06/30/audax-2009-um-grande-feito-apesar-das-trapalhadas-da-pm/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/collections/72157620633368201/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3561/3675148829_b63cbbdee2.jpg?v=0" alt="a href=" width=" mce_href=" height="268" /><br />
&gt; Veja aqui as fotos do Audax Floripa 2009</a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">Nem a chuva fina na madrugada fria, nem a descabida proibição da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) impediram a    realização do Audax Floripa 2009, ocorrido em    Florianópolis no último domingo, 28 de junho. O evento ciclístico, que reuniu    340 participantes, ocorre sob licença do Audax Club Parisien, que organiza a    prova e registra os tempos dos participantes de todo o mundo desde 1921.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>A etapa realizada em Floripa teve um percurso de 200 km, contornando    praticamente toda a Ilha, a partir do Costão do Santinho, e repetindo alguns    trechos para fechar a distância estabelecida. Os 259 participantes que    cumpriram todo o trajeto, até um tempo limite de 13h30m, receberam um “brevet”    que os habilita a participar da etapa seguinte, de 300 km. Esta etapa ocorrerá    em Criciúma, em setembro.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>A filosofia do Audax prioriza a superação pessoal e a contemplação dos    trajetos, não é uma prova competitiva. Cada participante é autônomo e, pelas    regras da prova, não pode receber auxílios externos (embora a solidariedade    seja freqüente entre os que estão pedalando) e deve submeter-se à legislação    de trânsito vigente. Ademais, todos os inscritos são obrigados a usar    capacete, sinalização de segurança e colete reflexivo, além de serem    assistidos por apólice de seguro de vida.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Cerca de 75% dos inscritos no Audax vieram de outras cidades e estados.    Este dado reforça o propósito do evento, o foco no Cicloturismo, o uso da    bicicleta para conhecer e interagir com os lugares. Sob o ângulo privilegiado    de quem pedala, os visitantes puderam apreciar as mais belas paisagens de    Floripa, passando por Canasvieiras, Jurerê, Santo Antonio, Cacupé, Centro,    Ribeirão da Ilha, Armação, Pântano do Sul, Lagoa da Conceição, Praia Mole e    Rio Vermelho.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Trata-se de um evento de suma importância para Floripa, especialmente    na atual conjuntura, em que a cidade registra a triste marca de estar entre os    piores locais do mundo em questões de mobilidade urbana. Estimular o uso da    bicicleta, transporte ecologicamente correto e que pode ser um grande aliado    para desafogar o trânsito, é um grande mérito do Audax e que deveria ser    levado em consideração por todas as autoridades e agente públicos que querem o    bem da cidade.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><strong>A Polícia    Rodoviária e o desserviço aos 340 cidadãos de bem</strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><strong> </strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>No entanto, um fato bastante lamentável causou vergonha a toda    Florianópolis, anfitriã pela primeira vez de um evento da envergadura do    Audax. Embora todos os trâmites legais tenham sido cumpridos pela organização,    que enviou pedido formal de autorização 20 dias antes da realização da prova,    o comando local da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), numa clara demonstração de incompetência e desrespeito, tratou de    proibir o Audax dois dias antes da data marcada.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Na véspera, em contato com grande parte dos inscritos (num total de 447    pessoas), os organizadores assumiram o cancelamento da prova, colocando-se à    disposição para devolver a quantia paga na inscrição. Porém, como ninguém se    sentisse “fora de lei” apenas por andar de bicicleta, não houve nenhum pedido    de devolução.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Assim, ficou acertado entre os próprios participantes que todos    largariam, embora a prova estivesse oficialmente cancelada. Pouco antes do    horário previsto para o início (6 da manhã), um dos organizadores do Audax, o    sr. Milton Della Giustina, referência em ciclismo competitivo e questões de    mobilidade urbana, recebeu uma ligação do comandante da PRE com o seguinte comunicado: <strong>“o governador do Estado proibiu a    realização deste evento.”</strong> Ao que lhe foi respondido, conforme decisão da    véspera, que a prova estava cancelada, embora não houvesse nenhum dispositivo    legal que impedisse os ciclistas de pedalarem por conta própria na cidade.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Não bastasse o telefonema, os policiais protagonizaram ainda uma    atitude que beirou o ridículo. Viaturas passavam pelos pedalantes no Rio    Vermelho, de megafone em punho, gritando que “aquele evento não estava    autorizado, e os participantes estavam correndo risco de morte”. Um vergonhoso    contrasenso, por 3 motivos:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>1)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Embora a justificativa da proibição tenha sido a “falta de    efetivo”, 4 viaturas da PRE estavam envolvidas    na patética ação descrita acima</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>2)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Com a descabida proibição da PRE, todo o serviço de sinalização do percurso, bem    como a organização dos Postos de Controle, foi seriamente prejudicada, por    temor à represálias; isso sim poderia ter causado problemas à prova, o que    felizmente não foi registrado.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>3)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Quem pedala pelas ruas de Floripa diariamente, independente de    qualquer autorização, está sempre correndo riscos, por estar em vias que    priorizam os automóveis e a velocidade;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">Ao    Sr. Luis Henrique da Silveira, Governador de Santa Catarina, fica registrado o repúdio em nome dos 447 ciclistas    inscritos do Audax, um evento que atraiu turistas, divisas e qualidade de vida    para o estado e que, lamentavelmente, foi tratado como caso de Polícia.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;"><em>Autor: Fernando Angeoletto (Caminhos do Sertão)</em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">Mais informações no site do <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/" target="_blank">Audax Floripa</a><br />
<em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ilha e Sertão &#8211; peixinho frito, Museu e figuras ilustres</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/05/07/ilha-e-sertao-peixinho-frito-museu-e-figuras-ilustres/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos do Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fernando Angeoletto Se preferir, veja o álbum de fotos do evento no flickr. A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/05/07/ilha-e-sertao-peixinho-frito-museu-e-figuras-ilustres/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p style="text-align: center;"><object width="450" height="450" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2F&amp;set_id=72157617739117973&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong>Se preferir, veja o <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank">álbum de fotos do evento no flickr.</a></strong><em><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank"><br />
</a></em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em><br />
</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por mais que seja no mesmo roteiro, tenha suas nuances e peculiaridades, com esta não foi diferente.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A primeira novidade foi a parada no rancho do seu Adilson, pai do caro colega Fabinho. Fica lá na Caieira, e haja privilégio: é à beira-mar da Baía Sul, com horizonte de águas e montanhas. Nem é preciso dizer que, em termos de peixes, a abundância é grande. Seu Adilson sabe disso – pesca invariavelmente quase todos os dias, ainda mais agora que pegou férias e não sai mais do rancho! Este simpático manezinho, descendente dos povos mais antigos da região, recebeu-nos com um saboroso “mix”, fritinho na hora: cocoroca, papa-terra, robalo, tainhota – e até baiacu (este me surpreendeu, pensei que somente os mestres japoneses tinha condições de prepará-lo)!</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>No mais autêntico clima caiçara, foi dali mesmo, no rancho do seu Adilson, que embarcamos para cruzar a Baía. Duas baleeiras deram conta de todo o grupo, e suas bikes. O desembarque foi, digamos, um tanto aventuroso – o mar já começava a assumir seus tons de fúria e, como não há trapiche, o trabalho é melindroso e depende da interação de todo o grupo. Missão cumprida, bonança na seqüência, com a insuperável tranqüilidade de pedalar pelos 8 km da praia da Pinheira.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>Zeca do Sertão e o Arante do Pântano</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A parte “Sertão” do roteiro foi reservada para o dia seguinte. Antes, a tradicional travessia do Parque Municipal da Lagoa do Peri, pelas trilhas da restinga. E almoço no famoso Arante, do Pântano do Sul. É aquele restaurante dos bilhetinhos na parede, cachaça de graça e uma culinária tipicamente açoriana preparada com o maior zelo. Desta vez, conhecemos ele mesmo, o próprio senhor Arante, dono deste que é um dos mais renomados restaurantes de Florianópolis. Tudo começou em 1958, quando o turismo era palavra desconhecida, e a pequena bodega do seu Arante e sua esposa servia a providencial cachacinha para os pescadores que enfrentavam o mar frio. Depois, passaram a servir um peixinho frito com pirão pra um, uma tainha assada para outro, e por aí foi, até tornar-se essa lenda vida da culinária local que é hoje.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Mas, voltando ao Sertão, a maioria de nossos cicloviajantes optou por subir na caminhada, sobretudo no temível e consideralvemente íngreme trecho inicial, de cerca de 1 km. O final da subida anuncia o Zeca e seu alambique, parada obrigatória para dois dedos de prosa e um dedinho de cachaça. A tarde avança, e é preciso seguir, então o papo nem foi assim tão longo como todos gostaria.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>No Museu, um guia ilustre: o senhor Nereu do Vale Pereira</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>De volta à Pousada do Museu, no Ribeirão, houve tempo ainda para apreciar os últimos raios de sol. De noite, o altíssimo astral Marquinho e sua unida família preparou-nos fabuloso jantar. Faço questão de frisar o calor do atendimento e a qualidade dos pratos – um generoso caldo de frutos do mar, ostras gratinadas e ao natural, tainhas gigantes assadas e outras tão nobres iguarias. O Marquinho tem o dom de lidar com as pessoas, todos por ali são amáveis, e é por isso que a Pousada tornou-se para nós um lugar tão cativo.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>E, justiça seja feita (eu não havia falado disso no relato anterior), é preciso contar aos amigos o que há na porção Museu daquela Pousada. O Tour pela história da Ilha de Santa Catarina é conduzido pelo senhor Nereu do Vale Pereira. Doutor em Sociologia, economista e folclorista, contemporâneo e amigo de Franklin Cascaes, o senhor Nereu é uma sumidade em termos da tão rica história local. Sucintamente, explicou-nos alguns fatos mais relevantes da descoberta e colonização da Ilha, a partir do século XVI. Depois, apresentou-se nos o acervo do Museu, abrindo janelas ao passado e ao cotidiano dos antigos moradores do Ribeirão, que é sem dúvida o núcleo habitacional mais antigo de Florianópolis. Destaque para uma caixa de música e um gramofone, em perfeito funcionamento (já havia visto vários, mas nunca funcionando).</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Para finalizar, sem esquecer da menção aos nossos ilustres participantes (Norberto e Lúmen, Mariela e Rafael, Fabinho, Alessandro, Pereira e Ana, Martinha), gostaria de assinalar a presença de duas figuras raras:</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Wilberto Boos</strong> – esse eu já havia mencionado no relato anterior, mas não custa reforçar, é umas das pessoas mais apaixonadas pela Bicicleta e pelas Cicloviagens que eu conheço</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Sr. Eldon Jung</strong> – há pouco mais de 10 anos, esse ilustre senhor, hoje à beira dos 70 anos, redescobriu a bicicleta. De tudo de bom que ela pode nos trazer, ele repeta aos quatro cantos o poder da serotonina. “Pedalar libera serotononina, é o hormônio da felicidade, quem pedala é mais feliz.” Corretíssimo, seu Jung! Mas a ligação com a bici não pára por aí: em sua indústria, em Blumenau, todos os funcionários são estimulados a trocar de transporte, através de um bem elaborado programa para o uso da bicicleta. Além do mais, Eldon Jung é um incansável batalhador pelo uso urbano da bicicleta, e um dos maiores divulgadores e articuladores do Cicloturismo em nível nacional.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Aos queridos leitores, um grande abraço e até a próxima!</p>
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		<title>PedaLua: Peri, Ribeirão e Tapera</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 18:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
		<category><![CDATA[Tapera]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/02/pedalua-peri-ribeirao-e-tapera/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a contemplação. O destino inicial era a Lagoa do Peri, abençoado Parque Municipal e fonte das melhores águas da cidade.<br />
O acesso à Lagoa não foi o usual, pela sede do Parque. Entramos por uma trilhazinha bem no extremo norte do espelho d’água, a partir do Morro das Pedras. Dali seguimos por um caminho no meio da mata, uma restinga de generosas árvores, cujas raízes aéreas espalham-se pelo trecho e transformam a trilha num divertido desafio.<br />
A recompensa foi o visual da Lagoa, incrementado pela ensolarada tarde de outono. Ficamos um tempo ali na beira da água, mirando a cadeia de morros e Mata Atlântica que protege todo o entorno. Na seqüência montamos em nossas digníssimas “magrelas” e voltamos pra estrada.</p>
<h3>Ribeirão da Ilha: deslumbrante pôr-do-sol</h3>
<p>Passando o Trevo do Erasmo, o asfalto vira paralelepípedo &#8211; e dá-lhe chacoalhar feito cabrito! De modo que algumas trilhazinhas na margem do caminho, por onde deveria existir calçada, facilitam deveras a vida do ciclista, já que dão um pouco de trégua ao desconforto.<br />
O descanso foi na pracinha à beira-mar, pouco depois da Igreja do Ribeirão. De frente pro Cambirela, vimos a despedida do sol, mergulhando fundo por detrás das montanhas no horizonte. Completando a cena, revoadas de pássaros e o balançar tranqüilo do mar da Baía Sul. Divino.<br />
De noitinha nosso pelotão ciclístico retornou à marcha. O caminho foi pela estrada da Tapera, escuridão total. De ambos os lados, apenas pastos e vez ou outra uma matinha pouco densa. Um desses ermos que ainda pontuam certos recantos da Ilha de Santa Catarina.<br />
Passava um pouco das 19h quando chegamos de volta ao Campeche. E a Lua? Bem, digamos que sua presença resumiu-se a uns raios de luz que conseguiram escapar por trás da densa e negra nuvem. Perdoemos a timidez do astro! Tentaremos saúda-la novamente no dia 1º. de julho, data do próximo PedaLua. Quem sabe teremos mais sorte?</p>
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		<title>É mesmo lindo o luar do meu Sertão &#8211; Pedalua de 1o. de maio</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 18:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
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		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
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		<description><![CDATA[É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/05/01/e-mesmo-lindo-o-luar-do-meu-sertao-pedalua-de-1o-de-maio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que todos conhecem: &#8220;não há, minha gente, oh não, luar como este do Sertão&#8230;&#8221;<br />
O caminho de prata estaria vazio, não fosse a presença dos 14 ciclistas. Sigo logo atrás deles, conduzindo o carro de apoio. Paro, desligo o motor e contemplo o silêncio enluarado. Em pouco tempo as lanterninhas das bikes, vagalumes vermelhos, desaparecem e me deixam ali, sozinho e cúmplice de mim mesmo, a divagar.<br />
Partimos de Antonio Carlos, a cidadezinha que alimenta boa parte das gôndolas dos Sacolões de Florianópolis. Já se vão 10 anos desde que estive pela primeira vez nessas paragens, trazido pelo Pereira, o patrono (mas não patrão!) dos Caminhos do Sertão. Fico pensando: ainda há o que conhecer por aqui? Imagino se há mesmo diferença entre cada uma das tantas passagens por lugares como Limeira, Três Riachos ou  Fazenda de Dentro, ou até por uma Sorocaba que não é paulista, são os bairros rurais que quase não denunciam a presença da pequena metrópole, ou Grande Florianópolis, tão próxima.<br />
“É claro que há”, respondo pra mim mesmo. E sigo para encontrar os pedalantes tendo a nítida impressão de que esses caminhos me pertencem, que 10 anos são suficientes para que um usuário dos trechos requeira o usucapião e seja dono deles para sempre, ao menos na imaginação. Enquanto dirijo vou fazendo um divertido<br />
jogo de memória, pensando no que virá depois de cada curva: ponte, casebre ou pasto, granja, curral ou encruzilhada?</p>
<h3>O terneiro na contramão</h3>
<p>Então os devaneios se dissipam, ao passo que surge uma densa névoa. Em princípio não entendo direito do que se trata; a lata móvel me isola do ambiente. Ponho a cabeça para fora e sinto, junto com a umidade, um pungente aroma cítrico, que parece diluído nas infinitas micro-gotas, suspensas no ar. Quantas lembranças despertam um simples cheiro&#8230;<br />
No meio do nevoeiro surgem os pisca-piscas, anunciando os cicloamigos. É hora de trocar de turno e também experimentar – eu mereço! – a pedalada ao luar. Sigo como ponteiro, demarcando caminhos e encruzilhadas, e a reboque vem os 13 pedalantes: Pereira e Ana, sua musa inspiradora; Djalmar, Renato, Baié e Valmor, a turma de Blumenau; a Cris, filha do Souza e outra Cris, que nos honrou vindo de Sampa pra pedalar conosco; a Nara, que já virou veterana nas viagens com o CdS; Soninha, que nos conheceu no pedal de Urubici e tanto gostou que desta vez trouxe a Dani; novata que mandou muito bem; o Carocha, que nos acompanha desde a primeira saída do CdS; o guia Jonatha e, fechando o grupo, o carro de apoio conduzido pelo guia Dudu.<br />
Ao passar pelo bar da Fazenda de Dentro, um alerta. Um sujeito meio zonzo, do alto de sei-lá-quantas doses de cana, sai de moto na nossa direção. Por prudência paramos, enquanto passava o ziguezagueante motoqueiro. Seguimos, pensando estarmos livres dele; antes fosse. Poucos quilômetros a frente estava o borracho, parado no meio da estrada. Me aproximei, e ele disse com a língua meio enrolada:<br />
- Tem um terneiro solto na estrada, vocês não podem passar.<br />
- Obrigado pela informação, amigo. Tomaremos cuidado – respondi.<br />
- Não, é muito perigoso. Vocês não devem ir – insistiu o sujeito.<br />
Ele realmente não queria deixar que seguíssemos. Foi necessária muita conversa até que se convencesse. Segui o caminho, imaginando se aquilo era algum delírio do cara. Mas não é que era realmente verdade? Logo à frente tinha um boizinho perdido, vagando na contramão. Porém, o que seria mais perigoso, o tal terneiro ou um motoqueiro desgovernado no trecho? Melhor nem pensar.</p>
<h3>E a canoa virou</h3>
<p>Passava das 23h quando chegamos ao sítio. Depois do banho e da sopa, ninguém resistiu: pouco a pouco os ciclo-hóspedes foram ocupando o primeiro e o segundo andar de cada treliche – e houve quem aventurou-se a escalar para o terceiro! Para acalentar o ambiente, acendi o forno a lenha do alojamento coletivo. E fui dormir, não em algum andar dos treliches, mas numa pequena canoa equilibrada na mureta do salão, meu berço predileto nas vezes que pernoitamos no sítio.<br />
Pois vejam que traiçoeira peça essa manjedoura iria me pregar. No meio da noite, sinto uma forte dormência numa das pernas, muito desconfortável. Um tanto desajeitado, tentei pular do berço para remediar a situação. E foi aí que me dei mal. Feito saci, me enrosquei na canoa, e ela desabou, provocando grande estrondo. Acordei quase todo mundo – pensaram que alguém tivesse despencado do treliche! Que mico&#8230;<br />
Dia seguinte, 1º. de maio, dia do Trabalhador. Depois do café, e de agüentar a gozação da turma (até musiquinha me cantaram, ‘se a canoa não virar, olê olê olá&#8230;’), partimos pra segunda jornada. Logo no início o grupo se dividiu, entre os adeptos do perrengue e os que desejavam apenas um caminho tranqüilo.<br />
O perrengue – nem foi tanto assim! – era uma trilha entre a Fazenda de Dentro e a Sorocaba do Sul. Basicamente, um caminho em meio à mata bastante úmida, entremeado de voçorocas que se aprofundam devido a passagem de motoqueiros. Nesse trecho, a bike não nos leva: nós é que a levamos, ora empurrando, ora pendurada nas costas. Foi rápido chegar ao topo, de onde segue-se uma estradinha de terra, ladeira abaixo, bem técnica e atravessada por várias canaletas de escoamento d’água. Divertido, mas exige atenção!</p>
<h3>Voltando a ser criança</h3>
<p>Encontramos o restante do grupo já no vale do rio Inferninho. Num dos pontos de parada, os galhos de uma árvore enorme serviam de escora para um convidativo balanço, feito de cordas e uma espécie de tubo. Enquanto descansavam da pedalada, algumas de nossas ilustres companheiras aproveitaram o brinquedo, balançando, girando, sorrindo e pousando para fotos.<br />
Nesse ponto, tomo carona na reportagem da jornalista paulistana Tati Achcar, que já pedalou algumas vezes com o Caminhos do Sertão. A matéria, publicada na última edição da revista Vida Simples, é sobre caminhada em trilhas – mas estou certo de que a abordagem também se encaixa perfeitamente na experiência de viajar de bicicleta.<br />
Diz a Tati: “quem decide enveredar por uma trilha experimenta um tipo de prazer meio maroto, infantil”. Será que é por isso que nossas colegas se divertiram tanto no balanço? Os escritos da Tati são endossados pelo médico Artur Zular, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática: “em uma trilha (ou viagem de bici, porque não?), é possível despir-se dos papéis e da couraça e encontrar na memória infantil o prazer do movimento&#8230;”<br />
Terminado o balançar, seguimos em frente, e logo cruzamos a BR-101. Ali, a primeira despedida: a Cris ainda tinha longas horas de estrada para chegar de carro até São Paulo. Te esperamos nas próximas, querida! Tocamos em frente por caminhos alternativos de Governador Celso Ramos. Pouco antes de chegar à Caieira, uma decepção: o asfalto está tomando boa parte do trecho. Com todo respeito aos moradores que desejam uma estrada melhor, mas creio que muitas vezes o simples fato de conservar bem o caminho rural já daria conta do recado. Com asfalto, motoristas tresloucados aceleram mais seus carros, e os riscos aumentam&#8230;<br />
No trapiche da Caieira nos aguardava o Maneca e sua indisfarçável feição de velho lobo-do-mar. Seu barco, com o mesmo nome do capitão, estava atracado e balançava no ritmo da brisa crescente de nordeste. No teto da embarcação, durante a travessia o “ventinho” fez chacoalhar bem as magrelas – tranqüilo, estavam amarradas.<br />
Do lado de lá, no Sambaqui, a tradicional celebração no restaurante Kacimba. Mas sem exagero: ainda tem pedalada, até o bairro da Trindade! De presente, um desbundante pôr-do-sol, desaparecendo atrás dos morros no fundo da baía norte. Evitando o caótico trânsito da SC 401, passamos, como sempre, pela praia do Cacupé e por dentro dos bairros Monte Verde e João Paulo. No início da noite, cumprimos o trajeto – ficou pra trás. Mas, para nosso deleite, os Caminhos que vêm pela frente são infinitos, reveladores, surpreendentes&#8230;</p>
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		<title>PedaLua eclíptico</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2007 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Campeche]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
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		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
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		<description><![CDATA[O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte! E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/03/03/pedalua-ecliptico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte!</p>
<p>E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão da Joaquina, local escolhido para presenciar o espetáculo.</p>
<p>E a sombra foi se adensando cada vez mais, até que a Lua desapareceu por completo. Nesse momento estávamos a meio caminho entre a Joaquina e o Campeche, pedalando pela praia, com o pulsar de faróis e lanternas das bicis como os únicos lâmpejos dentre o negrume quase total.</p>
<p>Areias fofas pintaram, é certo, mesmo com as tábuas de maré indicando horário de baixamar. Mas ninguém esmoreceu, uns se molharam, outros deram aquela providencial empurrada na magrela e enfim chegamos a um ponto de onde era viável deixar a praia. Antes, além do mar a leste, somente dunas a oeste, portanto opção descartada.</p>
<p>No caminho litorâneo-arenoso-noturno, destaque para uma fogueira e três surfistas com as pranchas espetadas na praia, um visual meio &#8220;O Havaí é aqui&#8221;. E para um pobre golfinho, que jazia na areia com sinais de ferimento, possivelmente vítima de rede.</p>
<p>E ainda, um providencial bar instalado na beira da praia aguardando um lual que aconteceria mais tarde. Com direito a água de côco, milho cozido e bebidas geladas, no exato ponto onde voltamos para caminhos mais civilizados &#8211; parada obrigatória, teve até quem aproveitou para um banho de mar com plânctons cintilantes.</p>
<p>Depois retornamos ao ponto de partida, passando pela Lagoa Pequena e pelo Canto da Lagoa. E a Lua, saudando os pedalantes, despiu-se da penumbra e mostrou-se cheia novamente tão logo chegamos ao centrinho da Lagoa.</p>
<p>E agora, aguardamos mais uma volta do seu ciclo!</p>
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		<title>É Carnaval &#8211; Chuva, suor e pedal !</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Feb 2007 18:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
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		<category><![CDATA[Rancho Queimado]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Amaro da Imperatriz]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/17/e-carnaval-chuva-suor-e-pedal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros de altitude, no município de Rancho Queimado. Iniciamos nossa jornada em uma estrada que, apesar de asfaltada, valeu a pena: são alguns km de descida até Angelina. Ali fizemos uma pequena pausa para um lanche e ajustes nas bicis, pois a pedalada estava apenas começando&#8230;</p>
<p>Na saída de Angelina já inicia a primeira subida forte, onde o sol voltou a aparecer. Dali até a divisa com São Pedro de Alcântara, mais subidas fizeram a galera sentir o nível do verão catarinense, mesmo na serra. Fizemos um lanche rápido de frutas, pois sabíamos que dali em diante o caminho desce acompanhando o Rio da Rocinha, passa pelo Caminho dos Tropeiros, trecho de estrada antiga feito de pedras, chegando ao centro da cidade.</p>
<p>Em pleno carnaval, não havia muitas opções e ficamos no sanduíche, acrescido do delicioso queijo e pão alemão que o viajante Mario trouxe. Um sorvete per capita, a obrigatória foto em frente à rósea catedral de São Pedro e retomamos estrada. Apenas poucos minutos e estávamos novamente em estrada de terra, descendo ao lado do Rio Matias. Chegando a Santo Amaro da Imperatriz, fizemos uma parada rápida na matriz da rede de hipermercados &#8211; cujo nome empresta da cidade &#8211; que conta inclusive com uma inusitada estátua do fundador na entrada da loja.</p>
<p>Um pequeno morro nos separava do Hotel, onde tomamos um merecido banho de piscina após um dia tão quente. Fomos para o restaurante a pé, e o jantar foi deliciosamente sonífero.</p>
<p>A água tomou a cena no segundo dia. Em frente à janela, a piscina cor de anil e percorrendo o olhar pela vista, víamos ao lado do Hotel o Rio Cubatão, que abastece as pessoas de água e endorfina, caso queiram descer suas corredeiras. Nosso destino, Águas Mornas, cidade onde um dia se tinha acesso público às águas termais, hoje monopolizadas por um grande hotel.</p>
<p>Após o centro do município, um caminho de terra serpenteia morro acima até a Vargem Grande, próximo à BR-282. Dali, um típico caminho do sertão nos leva à cachoeira do Quirino, que após a morte do patricarca que a batiza tem hoje seu acesso conturbado devido às desavenças entre os dez herdeiros. Proibidos de entrar e curtir um banho que sabíamos ser maravilhoso, fomos salvos pelo jogo de cintura da nossa companheira Cris, que convenceu o representante do clã, mesmo ele com faca de churrasco na mão&#8230; <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Claro que valeu a pena, não só pela vontade louca que estávamos pelo banho, pois a cachoeira é realmente deliciosa, pela sua queda d’água forte e gelada e o poço, negro de tão profundo. Agradecemos a cortesia da família, com a esperança de poder continuar a desfrutar daquela maravilha que é de todos os seres desta terra.</p>
<p>Fizemos um lanche à beira do rio, de onde saímos acompanhados da água, essa vinda de cima. O descida da volta respingava lama fina para todos os lados e a parada foi direto no chuveiro. A chuva persistiu e após o almoço não se via cara animada com o pedal proposto para a tarde. Pudera, o programa era subir 4 km e sguir por um vale para&#8230; ver água! Nem mesmo a garantia de que Vargem do Braço é maravilhoso adiantou. O jeito foi seguir a trilha que segue paralela ao rio Cubatão, admirando seus remansos.</p>
<p>Sem pedal à tarde, todo mundo estava pilhado na sessão de fotos que fizemos à noite no Hotel, cujo dono Sr Roberto se mostrou um grande admirador de cachaça, com exmplares curtidos com butiá e lichia. Não fosse a pizza que recheou nossas barrigas, pobres de nós no dia seguinte&#8230;</p>
<p>Acordamos, chuva. Café da manhã, chuva. Preparar a bagagem e bicis, chuva&#8230; o jeito foi colocar a jaqueta, cerrar os olhos e partir! Felizmente, após o primeiro km o corpo já se acostuma, e logo adiante nem mais percebíamos que a chuva já tinha acabado.</p>
<p>Assim como, ao percebemos, já tínhamos rodado 15 km e chegado à cascata Cobrinha de Ouro. Em princípio íamos fazer só o lanche, mas ninguém resistiu a se molhar naquelas quedas. Um tantinho de papo pro ar, afinal numa viagem dessa o importante é contemplar&#8230;</p>
<p>Ainda curtimos mais um bom trecho à beira do rio Cubatão, até o início do calçamento que nos levou à Enseada do Brito. Pequena vila de pescadores, espremida de um lado pela Serra do Tabuleiro, do outro por uma baía abrigada dos ventos nordeste e sul, hoje a enseada conta com a renda extra dos cultivos de mariscos e ostras. Surpreendente com a menos de 200m da BR-101, dali não se vê movimento ou se ouve barulho dos veículos, uma paz só.</p>
<p>Esperamos ao lado da igreja, ladeada por imponentes e centenárias palmeiras-reais. Após embarcarmos na baleeira Corsário, rumo à ilha de Santa Catarina, por um bom tempo ainda víamos as árvores ao olhar para trás. Em frente havia o vento sul, gelado, que vez em quando jogava um espirro d’água em cima de nós. O capitão Zezinho, de bermuda, nem mudava sua semblante tranqüila enquanto nos aproximávamos lentamente da Caieira da Barra do Sul.</p>
<p>Não foi cambinado, mas pareceu: bastou terminar de nos vestir e ir ao banheiro para recomeçar , o carro de apoio, que deu toda a volta pela ponte, voltou à nossa companhia. A parte final da viagem, subindo a parte sudoeste da ilha, foi fácil: primeiro, asfaltaram o último trecho de terra da estrada.. <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />   O caminho cheio de curvas, nos revelava prainhas covidativas e inúmeros cultivos de ostras. O vento colaborou soprando forte a favor, é logo estávamos passando pela igreja e casario do Ribeirão da Ilha, uma dos distritos mais antigos da ilha &#8211; e o mais preservado.</p>
<p>Não podia ser de outro jeito, fechamos a viagem à beira do mar, degustando um filezinho de peixe, além de muitas e suculentas ostras. Vez por outra em meio à refeição, ao olhar pela janela, víamos o mar e a montanha nos acenando:</p>
<p>- Até a proxima viagem, aqui nos Caminhos do Sertão!</p>
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		<title>A roda de encontro entre a lua, Iemanjá e as bicicletas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2007 18:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Green</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>

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		<description><![CDATA[-    Que dia é a lua cheia? -    Sábado. -    E hoje? -    Quinta. -    E amanhã é dia de Iemanjá! -   Oba! Vamos fazer um PedaLua? Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/02/a-roda-de-encontro-entre-a-lua-iemanja-e-as-bicicletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-    Que dia é a lua cheia?<br />
-    Sábado.<br />
-    E hoje?<br />
-    Quinta.<br />
-    E amanhã é dia de Iemanjá!<br />
-   Oba! Vamos fazer um PedaLua?<br />
Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem saber quem, dos que recebem nosso informativo, estavam na ilha.</p>
<p>No horário combinado, à beira da praia do Campeche, o céu de fim de tarde e o oceano que o refletia emolduravam a Ilha do Campeche, bem em frente ao local de encontro. Éramos mais de trinta (contando os que se juntaram no caminho), ansiosos por pedalar.</p>
<p>No início, ainda de dia, percorremos os bairros do Campeche e Castanheiras. Paramos no mirante do Morro das Pedras para preparar o corpo, com caldo de cana, milho verde e pamonha. Chegado o lusco-fusco, adentramos o Parque Municipal da Lagoa do Peri, onde as últimas nunaces de luz solar iluminavam a Trilha da Restinga.</p>
<p>Chegamos na praia da Armação já de noite, preocupados se a lua já havia surgido. Céu repleto de estrelas, horizonte com poucas nuvens. Em cada pedra do morro da Ilha da Campana, as pessoas – e as bicis – foram se ajeitando para esperar o momento pontual em que ela, com cara de preguiça, despontou, rubra. Logo se escondeu atrás de uma nuvem, iniciando seu jogo de luz e sombra.</p>
<p>Aos poucos, subimos nas magrelas, com destino ao Pântano do Sul. Lá encontramos algumas rodas de devoção a Iemanjá, momento de rara beleza. A lua já iluminava sozinha nosso caminho, serpenteando a arrebentação das ondas até a praia dos Açores.</p>
<p>Da areia para o calçamento, beira-mar para o campo, nosso caminho segue pela Costa de Dentro, onde a lua deu novos contornos às silhuetas das árvores e criou um cenário surreal de oceano, ao iluminar a bruma que pairava sobre o pântano. Num relance, fogos de artifício chamando a deusa do mar coroaram a nossa experiência de nos maravilharmos com céu.</p>
<p>Axé Iemanjá, viva Lua Cheia, valeu pedalantes! Nos vemos no próximo pedal.</p>
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		<title>De Bombinhas a Floripa, até a chuva animou</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Nov 2006 17:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Bombinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Tijucas]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré. Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/18/de-bombinhas-a-floripa-ate-a-chuva-animou/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré.</p>
<p>Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. Disse que quem passa por ali já está acostumado, e nem se assusta mais com o ilustre morador.</p>
<p>Entre as cristalinas praias de Bombinhas e a pequena comunidade pesqueira de Santa Luzia, instalada no mar turvo da baía do rio Tijucas, o caminho costeiro de 10 km abriga um tesouro. São sucessivas prainhas desertas, de difícil acesso, e por isso mesmo resistindo ao turismo de massa que torna impraticáveis os balneários vizinhos na temporada. Começamos a pedalar pela trilha, cujo início é em Zimbros, na manhã nublada de sábado, 18 de novembro.</p>
<p>A partir da praia da Lagoa, acentua-se o grau de dificuldade do trajeto . Surge, então, o Príncipi (assim, com `i` mesmo) da Paz. Não havia trapiche ali, tornando quase épica  a tarefa de embarcar 13 bicicletas e passageiros no barco, um pesqueiro de camarão que agora presta serviços para turismo.</p>
<p>O menino Daniel é filho de Eduardo, o comandante. A timidez de criança que vive em vila pequena está em transformação. Afinal, há algum tempo o barco do pai é requisitado por gente de fora, cujo interesse é chegar em algum reduto escondido para acampar ou pescar, ou simplesmente contemplar. E Daniel sempre vai junto no passeio. Quando passamos em frente a praia Vermelha – cuja areia, realmente, é da cor do nome – o menino aponta o dedo e me conta sobre o jacaré.</p>
<p>A viagem termina na praia da Ponta Grande. Uma canoa se aproxima para auxiliar no desembarque, sob olhares curiosos dos poucos moradores. Houve quem dispensasse a ajuda do barquinho. Dois ou tres caíram na água em posição nada digna, arrancando gargalhadas da turma. Por respeito aos colegas, recuso-me a contar quem foram.</p>
<p>UM CABO-DE-GUERRA E A INEVITÁVEL CENA HILÁRIA</p>
<p>Bikes na trilha, novamente. O caminho alarga-se, o suficiente para permitir carros, mas felizmente não encontramos nenhum por ali. Sob sombra de frondosas árvores, margeando o mar cor de caramelo de Tijucas, percorremos as últimas praias. Em Santa Luzia, parada obrigatória na Petisqueira do Nelinho. Enquanto tirávamos a lama das bicicletas, um morador mostrou seu barco e pediu ajuda para tirá-lo da água, tão logo terminássemos de almoçar. Pensei que fosse brincadeira.</p>
<p>Peixe frito, grelhado, pirão. Lula a dorê, mariscos, camarão. Ao molho e empanado, suculento e farto. Delicioso exagero o almoço no Nelinho – pedalo, logo queimo calorias, e assim amenizo a culpa!. Ainda processava-se a digestão quando apareceu o barqueiro. “Estou esperando vocês para remover o barco.” Ainda achava que era gozação, mas ele insistiu. Entre os pedalantes, apareceram vários voluntários. Participaram de um cabo de força pra lá de injusto – a gravidade sobre o barco era muito mais forte que os cerca de 10 puxadores. E a cena hilária foi inevitável: rompe-se o cabo, homens e mulheres estatelam-se no chão. No clique da Flavia, o registro incontestável. Não perdeu-se a foto, e muito menos o bom humor!</p>
<p>ROSCAS DE POLVILHO E A CHUVA QUE NINA</p>
<p>Descansados, deixamos Santa Luzia e logo atravessamos a cidade de Tijucas, cuja vida econômica orbita a Cerâmica Porto Bello, que rasga a paisagem com sua assustadora imponência industrial. Distante da BR 101, cruzamos o rio Tijucas – cujas águas carregadas de sedimentos invadem a orla, tornando-a pouco convidativa para o turismo – por uma ponte de ferro, antiga e bela, herança dos caminhos antigos. Dali pra frente, o trecho é todo rural, e o burburinho da cidade fica definitivamente para trás.</p>
<p>Findava-se o dia, e a chuva começava, quando chegamos ao sítio Caminhos do Sertão. A estrada termina ali, naquele pedaço de mundo pouco visitado, com todos atrativos que a vida cena bucólica pode oferecer. Mas o espaço já não é mais o mesmo. Agora é preciso dividi-lo com uma colossal torre de energia, instalada sob questionáveis compensações econômicas e ambientais. Haverá limites para o “progresso”?</p>
<p>No albergue rural, dona Catarina suava, na beira do forno a lenha. Não queria descuidar das fabulosas roscas de polvilho, assadas sobre pedaços de folha de bananeira. Ao mesmo tempo, Ana Pereira dava os últimos toques na reconfortante canja de legumes. Com a sutil combinação de rosca e canja, sucedidas por frutas, bolos e doces diversos, os cicloviajantes compuseram a refeição. Durante a digestão, ao invés de tirar um barco do rio, a turma divertiu-se com histórias dos mais distintos temas, embalada por batidas de violão e pandeiro.</p>
<p>Sob o galpão de madeira e alvenaria, dormimos tendo a chuva como canção de ninar. Fraca, mas sempre constante, como seria no dia seguinte. Ninguém, entretanto, esmoreceu. A chuva é só mais um  ingrediente, também dá sabor a aventura. Com sujeira em excesso, as marchas começam a encrencar. Mas até pra isso tem remédio: a água forte que escorre da canaleta, no viaduto sob a BR, deixa as bicis limpinhas em folha.</p>
<p>Chegando na Caieira, que pertence a Gov. Celso Ramos, a escuna Clarin nos aguardava. Ela é grande e confortável, mas ficou pequena diante do robusto barco turístico, atracada na outra borda do rústico trapiche de madeira. Na travessia da baía Norte, rumo a Ilha de Santa Catarina, persiste a chuva fina. Passamos ao largo da Ilha do Ratones, próximo o suficiente para apreciar a arquitetura de sua antiga fortaleza, e logo protagonizamos outro memorável desembarque no trapiche de Sambaqui. Não há como encostar o barco; Gabriel, capitão da Clarin, manobra com maestria enquanto botamos as bicis no píer liso qual sabão e, ainda por cima, flutuante. Sucesso absoluto – nada que lembrasse o mico da corda arrebentada em Santa Luzia, felizmente!</p>
<p>No restaurante Kacimba, a tradicional celebração. Ainda havia o trecho entre Sambaqui e a Trindade; impossível narrá-lo, porque a partir de Cacupé minha magrela me traiu e fui obrigado a passear de carro de apoio. Alguém se habilita a contar o final da história? Complementos em nosso mural de recados serão benvindos!</p>
<p>Abraciclados e ciclísticos a todos!</p>
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		<title>Sertão do Peri e pôr-do-sol no Ribeirão</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 17:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/07/22/sertao-do-peri-e-por-do-sol-no-ribeirao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente sabe, mas até mesmo bairros como Pantanal e Córrego Grande, vizinhos à Universidade Federal, também possuem seu Sertão.</p>
<p>Tratam-se, na verdade, de áreas pouco urbanizadas desses bairros, onde não raro cruza-se com agricultores e carros de boi por caminhos que o Tapete Preto nunca ouviu falar. Mas o Sertão mais famoso de Floripa é, sem dúvida, o da Lagoa do Peri. Não é para menos: um de seus mais ilustres moradores, o falecido Chico do alambique, virou personagem de documentário e agora tem o rosto estampado em diversos outdoors espalhados pela cidade.</p>
<p>No sábado, 22/07, saímos da praia do Campeche para pedalar no rumo do Sertão do seu Chico. O dia estava com o céu absolutamente limpo, e quente como tem predominado nesse inverno atípico. O reflexo da seca era evidente na Lagoa do Peri: havia tão pouca água que foi possível pedalar pela margem, algo impraticável desde que o nível desse manancial foi aumentado para atender ao consumo desde o sul da Ilha até a Barra da Lagoa.</p>
<p>A subida para o Sertão é casca grossa, mas quem resistir ganha um ponto de vista inusitado: a Lagoa do Peri e sua moldura densa de Mata Atlântica, a praia e as dunas da Joaquina , tudo no mesmo quadro. Mais a frente, uma cachoeirinha supimpa para arrefecer os miolos, naquele momento já tão aquecidos pelo sol forte. Pouco a pouco, porém, o astro rei foi se abrandando, até mergulhar de vez bem ao lado do pico do Cambirela. Tivemos a honra de presenciar esse ocaso poético à beira-mar, já no Ribeirão da Ilha, depois da considerável ladeira abaixo em que culmina a estrada do Sertão.</p>
<p>Pra fechar, uma pedaladinha noturna de volta ao Campeche. Antes, como não poderia faltar, celebramos aquele dia tão especial, com direito a porções de ostra, marisco e isca de peixe. Afinal, nada melhor que morar numa Ilha tropical, encravada em pleno Atlântico Sul, de natureza (ainda) tão desbundante e caminhos tão propícios ao pedal.<br />
Agradecemos a presença dos 20 ciclistas que nos acompanharam nesse passeio. E já fica o convite para esses e os demais colegas: no próximo mês, escolheremos outro agradável reduto de Floripa para percorrer à pedal. Até lá!</p>
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		<title>Mantra da Pedalada</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Apr 2006 13:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Baía dos Golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Sambaqui]]></category>
		<category><![CDATA[São João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[travesia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedalar é um mantra. Li isso certo vez num livro do Antonio Olinto, um advogado que começou a pedalar para perder a barriga e acabou dando a volta ao mundo de bicicleta. Concordei. Pois bem: se mantra é a repetição &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/04/29/mantra-da-pedalada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Pedalar é um mantra.</h4>
<p>Li isso certo vez num livro do Antonio Olinto, um advogado que começou a pedalar para perder a barriga e acabou dando a volta ao mundo de bicicleta. Concordei. Pois bem: se mantra é a repetição contínua de um som, cujo ato tem a particular a capacidade de sintonizar as atmosferas espirituais, o que dizer dos sucessivos e repetidos giros de pedal?<br />
Harmonizam corpo e mente, disso não tenho dúvidas. Se isso é levado em consideração, mesmo nas subidas o prazer é inseparável do ato de pedalar. Logo que nós, do grupo Caminhos do Sertão, deixamos o Parque Municipal do Fernandes ? um local com sucessivas cachoeiras no pacato município catarinense de São João Batista ? a primeira ladeira acima não tardou a aparecer. Éramos 16 ciclistas. Pensei no mantra, harmonizei o ritmo, os pensamentos fluíram com indescritível leveza e alcançar o topo foi fácil. Torcia para que meus colegas tivessem a mesma sensação.<br />
Ladeira abaixo, a paisagem toma novas feições. Surge o rio Tijucas. Mergulhamos no imenso vale formado por suas águas com cor de doce de leite, que correm mansas; em muitos momentos, seguimos margeando seu leito, como se nosso maior desejo fosse também correr pro mar. Mas não: o destino era o sítio Caminhos do Sertão, que surgiu após os bairros rurais de Itinga e Timbé, do município de Tijucas, e Sorocaba do Sul, que pertence a Biguaçu. Fim do primeiro dia de viagem, após 50 km de pedaladas, sempre por caminhos alternativos e bucólicos. Asfalto e trânsito, nem pensar. No sítio, um farto jantar de recepção aos cicloviajantes.</p>
<h4>Cachoeira do Amâncio</h4>
<p>Café da manhã  reforçado, arrumações, alongamento e lá vamos nós. Na saída, um pequeno revés: encontramos com um grupo de motoqueiros de enduro. Eram muitas motos, um barulho infernal. Considero aquilo uma estupidez sem tamanho e, ademais, um risco à vida dos outros. Fiquei pensando em como nossa proposta era radicalmente diferente: não fazemos barulho, não poluímos; interagimos com a população nativa, ouvimos com nitidez a melódica canção das matas, buscamos uma harmonia física e espiritual.<br />
A primeira parada foi na Cachoeira do Amâncio. A água gelada não foi barreira para os banhos. O sol forte, caloroso amigo, atenuava o frio. Ir ao Amâncio e não encarar um banho é como subir a Juazeiro e não ver a estátua do padre ?Ciço?! Início da tarde, seguimos viagem, morro acima. Alguns reclamaram da subida; será que ainda não compreenderam a lógica do mantra?<br />
Topo do morro, dobramos à esquerda, rumo à localidade do Amaral. Criações de búfalos fazem limite com a Mata Atlântica, de especial exuberância naquele trecho, bastante preservada. Depois do Amaral, uma descida considerável conduz ao bairro da Limeira, onde paramos para descansar no bar do seu Laércio. Ali, os maiores devedores ficam, literalmente, na boca da cobra. As anotações de fiado dos caloteiros são afixadas bem próximas a uma serpente de borracha, pregada na viga de madeira. Curioso e engraçado.<br />
Para compensar o grandioso esforço do dia ? foram apenas 37 km, porém com subidas bastante íngremes ? uma surpresa para nossos colegas cicloviajantes: o opulento café da dona Zenaide. Nativa da Fazenda de Dentro, bairro rural de Biguaçu, ela soube muito bem como agradar os ciclistas famintos. Bolo nega maluca, densamente guarnecido pela cobertura de chocolate; bolo de maracujá, com um creme azedinho inenarrável; outros bolos de que nem me lembro o nome; pães, rosca, bijus; doces, mel, queijo, nata fresca; um cajuzinho de chorar de emoção; leite puro, café forte, suco de maracujá. Difícil mesmo foi seguir até o sítio Caminhos do Sertão e, ainda por cima, deixar espaço para o jantar que nos aguardava!</p>
<h4>De Escuna pela Baía Norte</h4>
<p>Último dia de viagem. Hora de voltar pra casa. Da estiva do rio Inferninho avistamos, de longe, o aterro sanitário da grande Florianópolis. Um imenso espaço estéril que recebe, em média, 500 toneladas diárias de dejetos. Impossível não enxergar incoerência nesse processo. Será que tudo aquilo é realmente lixo? Ou matéria-prima descartada? Será que todo esse consumo é realmente necessário.<br />
Filosofias a parte, tocamos pra frente, e lá vem mais um sinal da civilização. BR-101. Somente a cruzamos; trafegar por ela, jamais. Seguimos para Caieira do Norte, em Governador Celso Ramos, novamente pelos adoráveis caminhos vicinais. Na Caieira, a clássica escuna Merlin já nos aguardava para a travessia. ?Vento sul está entrando, vamos partir logo!?, insistia o capitão. E lá fomos nós, numa navegada tranqüila e confortável, com nossas inseparáveis magrelas também a bordo.<br />
Desembarcamos em Sambaqui. O capitão, experiente, nem encostou no trapiche, para que sua embarcação de 15 toneladas não comprometesse a estrutura. O desembarque foi coisa de cinema: um verdadeiro mutirão para a retirada a jato das 16 bicicletas! No fim deu tudo certo, como haveria de ser. Num barzinho à beira-mar, comemoramos o retorno à ilha, o corpo cansado, a alma feliz. Depois da celebração, a pedalada final, pelos bairros de Cacupé, Monte Verde e João Paulo, até a Trindade. Fim da viagem.</p>
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