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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; FLORIPA</title>
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		<title>Equipe CdS participa da Pro-Bici &#8211; planejamento cicloviário de Florianópolis</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 15:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[evento]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 23 de Março foi aniversário de 285 anos de Florianópolis. Apesar de termos diversos motivos para nos preocupar, principalmente nos temas de saneamento básico e mobilidade, também há muito o que comemorar &#8211; Floripa continua sendo um ótimo lugar &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/06/equipe-cds-participa-da-pro-bici-planejamento-cicloviario-de-florianopolis/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688.jpg"></a><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011682.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-591" title="Passe Livre presente" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011682-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Dia 23 de Março foi aniversário de 285 anos de Florianópolis. Apesar de termos diversos motivos para nos preocupar, principalmente nos temas de saneamento básico e mobilidade, também há muito o que comemorar &#8211; Floripa continua sendo um ótimo lugar para morar, se divertir e levar uma vida saudável.</p>
<p>Entre as comemorações oficiais, aconteceu um passeio de bicicleta pela Beira-Mar Norte., que teria tudo para ser apenas mais um evento de calendário: grande parte do passeio foi pela Avenida Beira-Mar Norte, e o prefeito pedalou apenas o último quilômetro, depois de nos fazer esperar quase meia hora para sua participação.</p>
<p><span style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; line-height: 24px;"><a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #ff4b33; line-height: 1.5;" href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-590" style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #444444; line-height: 1.5; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 12px; margin-left: auto; max-width: 640px; display: block; clear: both; border: 0px initial initial;" title="Dário Berger pedala" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/23032011688-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></span></p>
<p>Mas o teatro valeu a pena: ao final do passeio, foi assinada o <a href="http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/diario/pdf/28_03_2011_18.25.34.03b881e7f1e18d9a7b44057dc29953f4.pdf">Decreto Municipal 8867</a>, que criou a Pro-Bici, Comissão Municipal de mobilidade urbana por bicicleta. Apesar de ter caráter consultivo &#8211; ou seja, o que a comissão decidir pode ou não ser posto em prática &#8211; é um grande passo em direção a democratização das decisões municipais no assunto Bicicleta.</p>
<p>A comissão é composta de cinco membros do funcionalismo municipal (Ipuf, Sec. Obras, Sec Transporte e Sec. de Segurança) e sete membros da comunidade, que  figuram no decreto através da nossa representante oficial, a ViaCiclo &#8211; Associação de Ciclistas de Florianópolis, mas cada um lida com a bicicleta de uma forma diferente:</p>
<ul>
<li>Alexandre Francisco Sousa - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://duasrodasmtb.com.br/" target="_blank">Duas Rodas</a> (grupo de pedaladas)</li>
<li>Daniel de Araújo Costa &#8211; <a href="http://www.viaciclo.org.br/" target="_blank">ViaCiclo </a>(Associação de Ciclistas &#8211; presidente)</li>
<li>Eduardo Green Short - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://caminhosdosertao.com.br/">Caminhos do Sertão</a> (cicloturismo)</li>
<li>Fabiano Faga Pacheco &#8211; <a href="http://bicicletanarua.wordpress.com/" target="_blank">Bicicleta na Rua</a> (mídia informativa)</li>
<li>Giselle Nocetti Amonn Xavier &#8211; <a href="http://www.cefid.udesc.br/ciclo/" target="_blank">Udesc-CicloBrasil</a> (Universidade)</li>
<li>Milton Carlos Della Giustina - <a style="font-family: Georgia, 'Bitstream Charter', serif; color: #0066cc; line-height: 1.5;" href="http://www.dellabikes.com.br/" target="_blank">Della Bikes</a> (loja de bicicletas)</li>
<li>
<div id="_mcePaste">Rodrigo Gomes Ferreira &#8211; ver no <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/04/06/equipe-cds-participa-da-pro-bici-planejamento-cicloviario-de-florianopolis/#comments">comentário</a> abaixo</div>
</li>
</ul>
<p>Agora a comisão, que se encontra uma vez ao mês, debaterá as propostas de melhorias para bicicleta e dará seu parecer oficial. Esperamos que nossa voz seja finalmente ouvida!</p>
<p>Boas pedaladas!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Audax Floripa 2011 &#8211; último dia para se inscrever, relato do Pereira de pedal no roteiro</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 15:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi pessoal, O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km? Um primeiro motivo é obviamente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/03/24/audax-floripa-2011-ultimo-dia-para-se-inscrever-relato-do-pereira-de-pedal-no-roteiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal,</p>
<p>O que fazem notícias sobre Audax, série de pdaladas que inicia com 200 km (!) no site dos Caminhos do Sertão, que organiza viagens super tranquilas, com médias diárias de 30, 40 km?</p>
<p><img class="aligncenter" title="dalia" src="http://farm5.static.flickr.com/4007/4460037174_b8f720c678.jpg" alt="" width="500" height="335" />Um primeiro motivo é obviamente a participação do Pereira, da equipe CdS, na série Audax 2010/2011, em julho ele vai à França participar da mítica Paris-Brest-Paris, &#8220;apenas&#8221; 1200 km quase sem sair do selim. Isso sim é gostar de pedalar!</p>
<p><img class="aligncenter" title="sol" src="http://farm3.static.flickr.com/2785/4459250931_4d3a9c7028.jpg" alt="" width="500" height="335" />Pois o prazer de pedalar é o segundo elo entre Audax e cicloturismo: são atividades que se para curtir a paisagem, ter no fim do dia o corpo cansado e a mente cheia de lembranças. Imagine um passeio por toda a ilha de Floripa (e um naco do continente de brinde!), pedalando do nascer ao pôr do sol acompanhado de 300 ciclistas&#8230; isso é o Audax. As inscrições acabam hoje &#8211; <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/">saiba mais e garanta sua vaga</a></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="ponte" src="http://farm5.static.flickr.com/4018/4459242631_03acff944a.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Nessa semana, a Equipe Audax Floripa &#8211; Pereira, Della, Jorge e Nilson &#8211; percorreram o roteiro do próximo domingo, segue o sempre divertido relato do Pereira:</p>
<blockquote><p>﻿Ouvir o relógio chamar, às quatro e meia da madrugada, num domingo, e levantar da cama, é preciso ter um motivo muito especial. No caso de ontem, a brincadeira era fazer um treino ‘leve, em ritmo de passeio’, percorrendo o itinerário do Audax Floripa, num percurso de 200 km, pelas paisagens mais lindas e convidativas do Sul do Brasil.</p>
<p>Desde a aventura dos 600 km, a bicicleta ficou pendurada, na<br />
garagem, e não tivemos mais oportunidade para passeios dominicais, em virtude das chuvas inoportunas dos últimos tempos, que coincidiram em molhar os domingos de março. Era à hora de esticar as canelas e congraçar com a turma mais animada que eu conheço, atendendo à convocação geral, para o esquenta da prova, que ocorrerá no dia 27 deste mês.</p>
<p>Não demorou muito e o Jorge apareceu no portão, vindo da<br />
Armação do Pantosuli, e juntos seguimos para a Trindade, para esperar o pessoal. Estimávamos um grupo de uns dez participantes. Isto me dava certo conforto, pois os últimos dias foram de nenhum treino e pouco exercício físico. Além disso, para atender a um programa do plano de saúde funcional, havia<br />
passado a semana inteira sem comer proteína animal, para realização de exames de rotina do intestino. Ou seja, estava me sentindo meio tísico. Mas, seguimos assim mesmo.</p>
<p>Na hora combinada para a partida, estávamos os quatro<br />
mosqueteiros da Equipe Audax Floripa. O Jefon Della, seu fiel escudeiro Nilson Cacá, e a dupla caipira do Sul da Ilha. Ninguém havia atendido ao nosso chamado. Não sei porque&#8230;.</p>
<p>Como a equipe está se preparando para fazer um ‘Fleche’, que<br />
é um desafio de 400 km, de regularidade, para o próximo feriado da páscoa, a ordem foi de fazermos nosso treino no ritmo de 24  km/h, exigido para esta etapa, muito acima do proposto para as provas convencionais, que é de 15 km/h.<br />
Na hora, senti as pernas tremerem, pois não me sentia preparado para tal desafio, uma vez que a falta de treino nos últimos dias me deixou enferrujado.</p>
<p>Mas, como marujo de navio pirata não está acostumado com<br />
moleza, só sobrou uma bela risada e acatar a orientação, dentro do espírito participativo festivo, acreditando que não seria tão difícil, visto as experiências anteriores já vivenciadas. Afinal, a empreitada só tem sentido se for realizada com satisfação e curtição, pois se o corpicho reclama dos maus tratos, a alma se rejubila, pelo prazer de contemplar toda esta beleza de natureza. A Lua, que neste final de semana esteve mais próxima da Terra, nos fazia companhia, no início da nossa empreitada. A Avenida Beira Mar estava toda sinalizada, para a realização da Meia Maratona de Florianópolis, que iniciaria mais tarde. Já haviam participantes e organizadores, no Trapiche, quando passamos por ali. Seguíamos pela ciclovia, para evitar os retardatários da<br />
madrugada, sem conseguir evitar os cacos de vidro, que os retardados jogam naquela via, em forma de garrafa de cerveja, especialmente na região do Koxixos. Nossos pneus morrem de medo daqueles pedacinhos contundentes, que costumam interromper a alegria de pedalar, para trocas. Felizmente conseguimos vencer aqueles obstáculos, sem maiores transtornos.</p>
<p>Atravessar por baixo da Ponte é sempre aquela emoção maior,<br />
pois ali costumam perambular alguns cidadãos desassistidos, que sempre colocam medo nos ciclistas, em virtude da falta de segurança da área, abandonada à sua própria sorte. Mas, como vamos em bando, nada de mal nos acontece. Ganhamos os<br />
Estreitos Unidos, atravessando o bairro com muita tranqüilidade, pois a cidade ainda dorme. Ganhamos São José, seguindo rumo à Ponta de Baixo. Paisagens que misturam o perímetro urbano com alguns recantos bucólicos, onde podemos ver pescadores remexendo suas redes, em busca do peixe que parece que não veio.</p>
<p>Depois de 50 km, estávamos de volta na Ilha, seguindo para o Sul. Pegamos a ciclovia da Via Expressa Sul, onde os pontilhões apresentam irregularidades no piso, sem terem sido consertadas desde a sua inauguração. Ao chegar no complexo do Trevo da Seta, vê-se a falta de respeito aos seres humanos que circulam a pé, ou de bici. As obras para o novo complexo provocaram<br />
a destruição da calçada, no trecho periférico das obras. Pois a sutileza da corrupção fez com que fosse construído um arremedo de ciclofarsa, que não liga nada a coisa nenhuma, e deixou a calçada destruída, com um monte de entulhos atrapalhando o movimento dos cidadãos normais. Bela amostra de como o poder público e suas empresas contratadas cuidam da segurança e tranqüilidade dos cidadãos.</p>
<p>Como não conseguimos autorização da Base Aérea para<br />
atravessar por seus domínios, tivemos que seguir pela SC 405, enfrentando a concorrência dos veículos motorizados, driblando os buracos, falta de acostamento, calçadas, pedestres, ciclistas na contra mão. Seguimos rumo ao Ribeirão da Ilha, até o final do asfalto, retornando rumo ao Pantosuli, com uma paradinha para o café, na Padaria do Nilso, no Trevo do Erasmo. Eu já estava precisando de um isotônico direto na veia. O que salvou foi o pão de queijo com calabresa e o café com leite. Até ali tínhamos percorrido um terço do percurso.</p>
<p>O trecho Sul, passando pelo Morro das Pedras, Lagoa do Peri,<br />
Armação, Açores é um dos mais fotogênicos da Ilha. Ali ganhamos a companhia de mais um pedaleiro, o Yuri, mecânico do Della. Atravessamos o Campeche, encontrando os quiridos do Grupo Duas Rodas, tomando café no Canto da Lagoa.<br />
Seguimos pela Barra da Lagoa e Rio Vermelho, onde a rodovia permite que se ande em bloco, aproveitando mais o vácuo do pelotão. Pra mim, é aí que o sufoco aumenta, pois a rapaziada se empolga, aumentando o ritmo para quase quarenta por hora, e eu vou pendurado, com a gravata vermelha esticando até o pescoço.<br />
Começam as amarguras das dobras e das pregas, especialmente das regiões glúteas e adjacentes. Depois de passar pelo Costão do Santinho, uma parada para comprar água e afins, quando encontramos mais dois empolgados, que estavam fazendo seu<br />
treino pra domingo que vem: Nilson e Lúcio. Uma conversa rápida e seguimos nosso caminho, rumo à praia da Lagoinha, uma das mais lindas e aconchegantes da Ilha. Dali, começava o trecho final, de volta ao local onde tudo começara. Mais<br />
uma paradinha na Vargem Pequena, para tomar um pão líquido, geladérrima, que desceu redondo, com gosto de quero mais. Um verdadeiro elixir, para aplacar as dores musculares. Dali pra adiante, é só alegria&#8230;</p>
<p>Depois de passar por Jurerê, Jurerê Internacional, Santo<br />
Antônio, Cacupé e João Paulo, chegamos ao ponto de partida após oito horas e quinze minutos. Um ritmo que não é bem o que estou acostumado, mas que consegui superar, com o apoio moral e a animação dos companheiros de equipe. Não anotei as<br />
médias percorridas, nem os níveis de consumo de energia. Apenas podia sentir e registrar o alto nível de satisfação, pela conclusão de mais este desafio festivo. Domingo que vem tem mais.</p>
<p>Saudações audaxiosas,</p>
<p>Luiz Pereira - Equipe Audax Floripa</p></blockquote>
<div><span style="line-height: 24px;"><br />
</span></div>
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		<title>Treininho pro Audax: tomar cerveja em Blumenau</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/02/17/treininho-pro-audax-tomar-cerveja-em-blumenau/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 16:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 600]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[equipe Audax Floripa]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[treino]]></category>

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		<description><![CDATA[Huli Huli, Galera;;; Pois falando em treininho, ritmo passeio, o Ronaldo, o Jorge e eu, saímos de Floripa no sábado à tarde, exatamente às quatorze, com um solisco de assar o coco. Como tenho meu capacete de algodão cru, pra proteger as protuberanças &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/02/17/treininho-pro-audax-tomar-cerveja-em-blumenau/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Huli Huli, Galera;;;</p>
<p>Pois falando em treininho, ritmo passeio, o Ronaldo, o Jorge e eu, saímos de Floripa no sábado à tarde, exatamente às quatorze, com um solisco de assar o coco. Como tenho meu capacete de algodão cru, pra proteger as protuberanças ouvidentes, não gastei muito protetor, e seguimos pra Cidade, pelas veias entupidas de carros da Ilha da Magia.</p>
<p>Às duas e meia em ponto, chegávamos ao lado insular do meu Estreitos Unidos, onde o Ronaldo nos esperava, com a sucatinha do Alessandro, pronto pra seguirmos. O abraço de reencontro e o gole d&#8217;água foi o que demorou a paradinha. Seguimos pela via iônica (liga apenas dois conceitos), até a Praia do cagão, pegando a Escola de Aprendizes, com<br />
o vento nordeste soprando de frente, desejando boa viagem. Lá pelas bandas do Rio Biguaçu, começou o chuvisco miúdo. Aquele que vem de mansinho e vai molhando o corpo todo, até que o caldo de chuva e suor começa a molhar o selim. E assim seguimos, pegando a BRIOI, com o Jorge seguindo adiante, com o Ronaldo no seu calcanhar.</p>
<p>A primeira parada pro Caldo de cana sem suco de barbeiro, foi lá pelo pedágio de Porto Belo. Salgadinho, co.. ..la, guaraná. Sum. Getorade&#8230;. A sede não dá mole e a baba seca. hehehehe&#8230; aí, aos setenta quilômetros de casa, a gente quer mais é continuar.</p>
<p>Se o vento nordeste começou em Biguaçu, quando rumamos pra Ilhota, a formação de uma tempestade vinha descendo da Serra. Um pretume de dar medo, e estrada seguindo o Itajaí açu, com suas águas barrentas e bem agitadas. Lembrei quando fomos ao Encontro de Cicloturismo, em Camboriú, e ficamos ilhados, em 2009. Mas, no sábado, parecia que não seria tanto. E nóis, seguindo que seguindo.</p>
<p>Quando o trecho é longo, eu costumo ligar meu computador de bordo em 25 km por hora. Não passo disso. Isto porque tento não esticar muito a carcaça, mantendo energia para todo trecho. No audax 600 km, do ano passado, largamos a prova acompanhando uns coelhos, que largaram tentando pegar o Della e o Nilson. Até que dois deles embolaram,<br />
causando uma pausa de quase uma hora, aguardando o resgate com eles. Mantivemos um ritmo forte o tempo todo, pra recuperar tempo. Resultado: a partir dos 350 km, meu tornozelo começou a inchar, avisando que eu tinha passado dos limites. Quando dei um vacilo, aos 453 km, caí num buraco do acostamento, rompendo os dois pneumáticos.<br />
Fodeu.</p>
<p>Mas no sábado passado, tudo ia maravilhosamente dolorido, com a motivação e a alegria de chegar mais uma vez em Blumenau. Já é a quinta, mas a segunda que vou no bate/volta. Ein prosit (acho que é assim&#8230;. (Saúde&#8230;). Quando chegávamos em Gaspar, aquela nuvenzinhona chegou sobre nossas cabeças quentes, nuns pingos que pareciam bolas de gude. Só pra esfriar o couro, já pouco amaciados naquele momento. - Benza deus. Só porque sou ateu&#8230;.!!!!</p>
<p>Uma parada para um rango, aproveitando a acolhida da chuva. Restaurante caseiro. Chuleta na tauba, arroz, feijão,<br />
batatafritasetomate&#8230;.. Bohêmia&#8230;.Liguei pra casa da irmã, que supostamente nos aguardava, e nada. No final da janta, faz-se o contato com o nosso convidente, um ex ciclista, amigo do Della, e meu cunhado, e subimos até a Rua Bahia, lá<br />
perto da fábrica do Seu Yung. Isso há era mais ou menos dez da noite. Diz a lenda que havíamos pedalado de 160 a 175, de acordo com a lonjura da casa de cada um.</p>
<p>Ali já começava a aparecer as dores da assadura. Como comprei um calção novo, pois perdi minha mochila com todas as coisas, na penúltima expedição, o esteporento começou a provocar assaduras na papada da bunda, roçando a costura na altura do encontro do fêmur com a bunda. Duas feridas, que a pomada antiassadura não conseguia<br />
impedir. Do outro lado, o &#8216;bilau&#8217;, que vai saculejando entre o calção e o imbigo, começa a mostrar sinais de insatisfação. Avermelhado, quase em carne viva, me deixou preocupado com o caminho de volta. Passei tanta pomada que pensei que o havia afogado, e voltei, com o calção ainda molhado, até que as coisas secassem naturalmente.</p>
<p>Depois de tomar uma Eisenbahn (será que é assim que se escreve??), comer sandubinha, café e sobremesa, nos encaminhamos na noite às vezes estrelada, de vota pra casa, exatamente por volta de duas da matina. O<br />
nosso anfitrião nos acompanhou até a saída da cidade, quando a Rodovia Jorge Lacerda nos indicava por onde seguir. Floripa que nos aguarde. Já estamos chegando.</p>
<p>Com o passar do tempo, as assaduras começam a crescer e se multiplicar. Daí começa a segunda fase crônica, que é tentar mudar de posição, pra tentar evitar a dor. Começa o duplo desconforto. Daí, começa o exercício de respiração, pra tornar a coisa o mais agradável possível. Contamos os números que vão aparecendo no acostamento, lemos<br />
as placas de propaganda. Na cidade de Ilhota, a coisa é mais dolorida. Ao apreciar os out doors, com propaganda das fábrica de lanjerri, a coisa se complica, pois a exitação provoca uma maior área de exposição do glorioso com o calção, que já começava a apresentar sangramento.</p>
<p>Quando paramos num posto, em Itajaí, o pessoal da loja de conveniência curtia a nossa cara. Três coroas malucos, fantasiados de moleques, perdidos na BRIOI, com cara de quem não sabe de onde está vindo. -O sô vai pra onde? &#8211; E veio de onde? Quando a gente respondia, logo perguntam se é promessa. &#8211; Sim. Estamos prometendo nunca mais parar de pedalar&#8230;</p>
<p>Dali em diante, as paradas começam a ser mais necessárias. De trinta em trinta. Itapema, Biguaçu, já com o dia amanhecendo. É uma curtição, rever a paisagem madrugueira, na Baía de São Miguel. (Eu eu eu&#8230; o<br />
Ike se fud&#8230;.). Paradinha no Vitória Régia. De repente, um microônibus, lá do Rio Grande do Sul, rumo a Aparecida do Norte. Huli Huli!!! Fiquei imaginando as perninhas, daqueles romeiros, naquele mercedinho, com bancos que não reclinam. UUUiiiii&#8230; com certeza estavam sofendo mais que nós. Afinal, eu passara as últimas oito horas<br />
pedalando, enquanto eles encarangavam&#8230;. Enfim, isso só serviu pra aliviar o sofrimento do meu romeirinho, que já dava sinal de fraqueza cardíaca. Totalmente em carne viva&#8230; Cheguei a pensar em tirar uma foto, pra mandar pro Della, mas como ele não guardou o segredo da vez passada, preferi desistir&#8230;</p>
<p>Enfim, seguimos na nossa última etapa, abastecidos de um sandubão misto frio e um copo de café com leite, tomando rumo conhecido, já tantas vezes trilhado, de Biguaçu ao Campeche. O Sol, como sempre, vem dar sua companhia, para os últimos momentos de jornada, só pra afinar o suor. Eita nóis&#8230;.. Lá pelos Estreitos Unidos o Ronaldo se<br />
despediu, seguindo o Jorge e eu, pra Ilha de todos os encantos e alegrias, pra dar uma folga pro esqueleto, muito bem merecida. No final, eu sonhava com um caldo de cana, do tiozinho perto do encruzo do Campeche. Não tinha. Estava fechado. Era domingo, dez horas da manhã.</p>
<p>Pelo meu marcador, pedalei 307 km e 405 metros, em exatas vinte horas e dez minutos. Doeu, mas, não sei porque, valeu&#8230;..</p>
<p>E isso, moçada&#8230; E no dia 26, próximo vindouro, vamos encarar os 600 km, lá nas bandas das serras gauchescas. De tanto que andamos por lá, já tô até com medo de viciar em chimarrão. Vamos ver como nos saímos nesta etapa, que vai abrir a ficha de inscrição para a prova de agosto. Lá, sim, o pau vai comer;;;;</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>Saudações recicladas</p>
<p>Luiz Pereira</p>
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		<title>Pereira e peripécias audaxiosas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 21:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* por Luiz Pereira Só pra socializar, o Audax 400 km de Santa Cruz do Sul foi o que prometia. Uma prova de fogo, pra testar a resistência da carcaça humana. Iniciou às 03H30, numa fresca noite ensolarada, com 42 &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2011/01/12/pereira-e-peripecias-audaxiosas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_483" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24547.jpg"><img class="size-medium wp-image-483 " title="Pereira" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24547-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pereira antes do Audax</p></div>
<p><em>* por Luiz Pereira</em></p>
<p>Só pra socializar, o Audax 400 km de Santa Cruz do Sul foi o que prometia. Uma prova de fogo, pra testar a resistência da carcaça humana. Iniciou às 03H30, numa fresca noite ensolarada, com 42 loucos varridos, em busca da volta para o ponto de partida. Estradas sossegadas, à exceção de alguns trechos urbanos, pode-se curtir à vontade as coxilhas do Rio Grande, que fazem a gente pensar que hora carrega pluma, outras horas chumbo. O pior é que os trechos de alívio passavam muito rápido, enquanto subir a lombinha seguinte durava um bom tempão. Mas se pode dizer que há percursos piores, como a Serra do Rio do Rastro e as de Goiás.</p>
<p>O dia amanheceu preguiçoso, com o astro Rei pedindo companhia. O céu vai do ouro ao azulzentado, com nuvens protegendo o cacaruto, desejando boa viagem. Mas como tudo que dói é bastante, lá pelas dez, com o Sol ao pino, o céu se pinta de azul e faz os pingos de suor deixarem marcas. Ainda bem que eu usava uma camisa de manga comprida, branca, daquele tecido que transpira e protege dos raios solares. Esqueci minha proteção de nuca, mas o protetor solar resolveu as partes expostas.</p>
<p>À tarde veio a tormenta, que fazia a bici andar de lado, com chuva moderada e muito respingo na cara. Bom pra começar a noite seguinte, molhando os pés e promovendo a esfoleação da coxa, fritando de encontro à almofada de gel. Nem a tal pomada francesa, prima da ipogloss ajuda e a pele se rompe. O pobre do bilau, fica em pé, feito um bobo, esfregando no bombril da pelagem. Daí, a capinha do bicho fica um nojo. Dois dias pra recuperar&#8230;.</p>
<p>Como não nos alimentamos corretamente, durante todo o dia, lá pelo início da noite começa a azia. As barras de cereal tornam-se indigestas e o gu provoca ânsia de vômito. Daí, gatorade parece gasolina e os olhos vão se mareando. Melhor modelo para enfrentar o farol de vagalume&#8230; Eita nóis&#8230;</p>
<div id="attachment_482" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24533.jpg"><img class="size-medium wp-image-482" title="Equipe" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24533-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">A Equipe Audax Floripa (Jorge, Nilson, Pereira e Della)</p></div>
<p>Pra variar, fiz a prova com a equipe. Desde o início formamos um pelotão de quatro, incluindo dois outros camaradas, parceiros de jornada. Um gurizão e um coroa da minha idade. Parceria consolidada, de repente o guri fura. Paramos todos. Troca a câmara, por outra bem furreca. Mais adiante, a segunda. Daí, doei a minha primeira câmara. Andamos mais um kms e outro pneu, agora o dianteiro. Outra câmara. Quando furou o quarto trazeiro, pois o mister tuffi dele estava rachaco, mordendo a câmara. Nesta hora, o Jorge tocou adiante, ficando só três. Paramos pra tomar água, pois ele começava a dar sinais de desidratação. Eu e o outro, aproveitamos para tomar uma Skol.</p>
<p>Seguimos e o cara começou a ficar ruim. Furou mais um pneu, trazeiro. O médico ficou puto e deu um pneu que tem mister tuffi na carcaça. Daí o guri piorou. O médico se mandou. O cara parou e vomitou a barrinha de cereal que eu lhe havia dado. Depois vomitou tudo. Paramos sob uma árvore, pra ele tomar cor, pois estava arriado.</p>
<p>Quando seguimos, encontramos um coroa (59), com a bici de cu pra cima, tentando recolocar o pneu. Paramos, pra acelerar, aproveitando a experiência adquirida, nos cinco primeiros ensaios. O cara jogou água na cabeça do guri. Quando quase chegávamos ao Posto de Apoio, ele me avisou que ia desistir. Resultado: uma hora e meia de atraso, por um desistente&#8230; é ruim&#8230;</p>
<p>De resto, só um caminhão bi trem, muito comum na região, carregando madeira, avisou de longe que não arredaria na pista, completamente vazia, no meio da noite, e passou tão fino que pensei que o capacete iria encostar na carroceria. Buzinando e piscando, mesmo depois do feito, como se estivesse comemorando. ìamos dois, na fitinha branca, e por pouco a brincadeira não acaba ali.</p>
<div id="attachment_484" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24612.jpg"><img class="size-medium wp-image-484" title="Pereira e Jorge" src="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/edugreen-24612-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Pereira e Jorge ao final do Audax - admirável o sorriso após tantos quilômetros!</p></div>
<p>No mais, só alegria, algumas dores musculares, e um enorme prazer de ter vencido mais este desafio, que mistura prazer e dor. Tivemos dez abandonos, e nós completamos os 409,800 km da prova em vinte cinco horas e trinta minutos. Uma média não muito baixa, mas que tinha umas três horas de atraso e lastro, que fazem parte do processo. Agora, 600. Até dia 26 de fevereiro temos que nos preparar, pois esta vai ser de arder. Diz a lenda que teremos duas serras como a de Santa Maria. Uns doze quilômetros cada&#8230;..</p>
<p>A Equipe Audax Floripa continua protegida por Nossa Senhora da Liberdade. Como sempre, não tínhamos reserva no hotel que alojou o circo, mas quando chegamos lá o cara recebeu notícias de uma desistência, sobrando dois quartos, quentes pra caralho. Mas, pelo menos, dormimos o máximo, sem problemas de deslocamento antes e depois da prova. Atendimento de primeira, café da manhã caprichado, além de instalações de logística à disposição. Desta vez ninguém perdeu passaporte e o Della e o Nilson chegaram umas quatro horas na frente de todos.</p>
<p>E vamo que vamo&#8230;..</p>
<p>Huli Huli</p>
<p>(aliás, todo o Audax adotou o Huli Huli. No final, um cara, quase solene, perguntou o que significava isso. Eu disse que era tudo o que ele imaginasse).</p>
<p>E, se tudo der certo, em agosto estaremos em Paris&#8230;.</p>
<p><em>** as fotos deste Post são do Audax 300 de Santa Maria, em dez/2010</em></p>
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		<title>Um Salve às Baleias!</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 20:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/5009592591/" title="Ouvidor by Caminhos do Sertão Cicloturismo, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4092/5009592591_34d38e915c.jpg" width="500" height="334" alt="Ouvidor" /></a><br />
Neste Feriado de 7 de Setembro, um grupo de 12 viajantes declarou sua independência e foi ao encontro das Baleias Francas, que visitam o litoral Sul catarinense nesta época do ano. Estas nos brindaram com sua inusitada presença próximo à arrebentação das ondas, do começo ao fim do pedal: dando-nos boas vindas na praia de Itapirubá em Laguna, onde pudemos observá-las com binóculos e explicações do Projeto Baleia Franca, e acenando suas nadadeiras na praia dos Açores, em Floripa.</p>
<p>Quatro dias de vento a favor, nublado no primeiro mas ensolarado nos restantes, regados a muitas pedaladas à beira-mar, encontros culturais, aprendizado e diversão. Veja as fotos abaixo:<br />
<object width="500" height="375"><param name="flashvars" value="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2F&#038;set_id=72157624875544021&#038;jump_to="></param><param name="movie" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowFullScreen="true" flashvars="offsite=true&#038;lang=en-us&#038;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2Fshow%2F&#038;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157624875544021%2F&#038;set_id=72157624875544021&#038;jump_to=" width="500" height="375"></embed></object></p>
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		<title>Curtição do cicloturismo + desafio de competição = Audax</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 18:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os 200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino insano de 400 &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2010/03/24/curticao-do-cicloturismo-desafio-de-competicao-audax/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="photoImgDiv4460038410">
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2689/4459849211_7d2987c195.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
</div>
<p>Desde o primeiro Audax de Floripa acompanho a   trajetória randoneé do amigo e sócio Luiz Pereira, que após completar os   200 km da ilha, já fez entre outros o de 300 km em Criciúma e o treino   insano de 400 km de ida e volta até Blumenau, sozinho. Este ano  pretende  passar dos 300, 400 e chegar aos 600 km. Apesar de admirar os  feitos,  até então eu não me instigava a desafiar meus limites nesta  modalidade,  não entendia por que testar o corpo pedalando 200 km – e  ainda duvidada  que fosse capaz disso.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4059/4460620700_1ec2630199.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>O Audax, desafio surgido na França, tem uma regra simples. O percurso   deve ser completado a uma média de velocidade mínma de 15 km/h. Não há   primeiro ou último colocados, apenas um tempo máximo para completar,  que  no de 200 km é de 13 h 30 m. Para ciclistas profissionais e os que   treinam com frequencia, é um passeio. Para cicloturistas, manter essa   média de velocidade é fácil até os primeiros 50 km, depois vira um   desafio daqueles!</p>
<div id="photoImgDiv4460038894"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2762/4459859991_f1205d6161.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Fui acompanhar o Pereira na reunião pré-Audax, na noite anterior ao   evento, onde foram distribuídos os números, camisetas, planilhas. O   clima era de festa, uma família de centenas de ciclistas. Gostei da   descontração. Entre as palavras da noite, me tocou a história do   Fabiano, que ano anterior participou de tala no pé, logo após 2 meses de   gesso, e completou o Audax. Nessa momento, ouvi o clique. E não era de   um pedal SPD… era eu mesmo, curioso pela brincadeira.</p>
<div id="photoImgDiv4460028630"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4025/4460635972_caa727e004.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Conversei com o Della, incansável organizador da prova, que vendo   minha empolgação abriu uma exceção pro atrasadinho: eis que o desafiante   número 241 largaria dali a poucas horas. Ainda tivemos um jantar de   massas e sorteio de brindes antes de disparar para casa, preparar o   equipamento e ter algumas preciosas horas de sono.</p>
<div id="photoImgDiv4459237737"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4072/4459825405_e479aa0f01.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Seis da manhã , lá estávamos eu, Pereira, Marcelo e Fernando de   Maringá entre outros duzentos e poucos cilistas,  na checagem de   segurança: placa de número, farol dianteiro, pisca traseiro, colete   refletivo, capacete, tudo nos conformes.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4459844935_2d32a958a1.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Enquanto o sol mostrava seus primeiros raios, aquecíamos as pernas   cruzando a ponte para o continente por cima. Foi uma experiência   incrível, assim como pedalar pelas ruas tranquilas da Floripa-continente   e São José  nas primeiras  horas de domingo.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4043/4459851101_d4565ed59c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>De volta à ilha, dessa vez pela passarela, a massa se dispersou em   pequenos grupos de ritmo semelhante. Foi marcante passar pela Base   Aérea, caminho mais curto e seguro entre o centro e sul da Ilha,   infelizmente só permitido aos moradores do “condomínio fechado de luxo”   da Aeronáutica durante os dias normais. Espero que esse privilégio  acabe  e em breve a população tenha direito aos caminhos de sua própria   cidade.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2729/4460635494_cff788600e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></p>
<p>Após repor as energias no primeiro PC, percorremos o querido sul da   ilha, até a Praia dos Açores. O sol que nos acompanhou desde o primeiro   minuto à chegada começou a ficar forte e optei por pedalar mais rápido   antes do  calor intenso do meio-dia, alternando a ponteira com mais  dois  colegas, Fernandes e Danilo.</p>
<div id="photoImgDiv4460032978"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4037/4459851949_d9fc3f7b1a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Ao chegar na Lagoa da Conceição não resisti ao lindo visual e me   desgarrei para uma foto, a cada parada ou trecho de retorno dezenas de   ciclistas passavam, fazendo festa.</p>
<div id="photoImgDiv4460034908"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4053/4460632484_f7d529fe76.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>No segundo PC (alto do morro da Barra da Lagoa) reencontrei o   Pereira, como sempre brincando e de alto astral, e dali pedalamos juntos   até o final. O trecho que se seguiu (do Km 100 ao 150) foi para mim o   mais duro da prova, já sentia as panturrilhas e a cada km a bunda cada   vez mais quadrada…. Felizmente o trecho foi praticamente plano, com   exceção do morro dos Ingleses.</p>
<div id="photoImgDiv4460037882"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4010/4459858493_4722637178.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Parei, tirei o tênis e o capacete, sentei na grama apoiado num   coqueiro e descansei. O PC 3, em Ponta das Canas, parecia ter demorado o   dobro do tempo para chegar – estava realmente cansado. Fui salvo pelo   lanche, que tinha tudo à vontade – pães com geleia, maçã, banana,   laranja e melancia, água e coca-cola. Eu que nunca tomo o “suco de   dinossauro” , no dia me esbaldei e devo ter virado uns 2 litros ao longo   dos PC’s. Só dispensei a club social recheada (com cheirinho de chulé )</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2671/4460638940_26e0600974.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>O tal líquido que mais parece petróleo mostrou que funciona, meu   ânimo aumentou nos 50 km finais e até voltei a fotografar. Num momento   estávamos perto de Jurerê, era só pegar o Canto do Lamin, mas eis que a   seta indicava outro caminho, uma volta gigante pela Vargem Pequena… e   lá fomos nós pedalar mais e mais, e curtindo.</p>
<div id="photoImgDiv4460035280"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2800/4459873855_bc6f01233c.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em trechos como o da SC-403 de Jurerê (além dos Açores, Santinho e   Ponta das Canas), era muito legal encontrar na ida os ciclistas que já   estavam voltando, e na volta os que ainda estavam indo. Trocas de   incentivo eram a tônica e ajudaram a passar rápido o trecho que restava.</p>
<div id="photoImgDiv4459260321"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4068/4459862379_793301d92e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Em Santo Antônio, paramos com o Erich para um salgado e água de côco,   antes de curtir o fim de tarde típico de Cacupé: maravilhoso e cheio  de  subidas.  Um encontro rápido com nosso amigo Adilson e logo  estávamos  comemorando a última subida no Saco Grande e a chegada ao  final, já na  boca da noite, após 12h de pedal.</p>
<div id="photoImgDiv4459247519"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4024/4460621264_8767287992.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="335" height="500" /></div>
<p>Ali, um tanto cansados e muito felizes, tivemos mais um lanche,   recebemos a medalha de participação e até uma massagem pra soltar a   musculatura. Enquanto iso, saudamos a chegada d@s últimas participantes,   com a grande amiga Hila, que obviamente curtiu pra caramba.</p>
<div id="photoImgDiv4460024658"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4016/4460615402_aaba24456e.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Estão de parabéns tod@s da equipe de apoio móvel e dos PC’s, polícias   militar e especialmente a organização, por nos proporcionar apoio   inpecável e um circuito perfeito. Se para quem mora na ilha estava   ótimo, fico só imaginando para os que vêm de fora.</p>
<div id="photoImgDiv4460021576"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4035/4459831365_826907ef7a.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></div>
<p>Uma sugestão para a organização é que ofereçam junto ao Audax 200 uma   modalidade mais curta de 100 km, sem validade como Brevet, para   incentivar pessoas que pedalam menos a entrar nesse mundo. Tomara que   tenhamos mais e mais participantes nos anos seguintes, conhecendo a ilha   e a si mesmos de uma forma tão especial.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2790/4459862899_e5a39a8668.jpg" alt="Audax Floripa 2010 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p><strong>Valeu, Audaxios@s!          Dudu (equipe CdS)</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Veja todas as fotos:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="400" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157623685715776%2F&amp;set_id=72157623685715776&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Audax 2009: um grande feito, apesar das trapalhadas da Polícia Rodoviária Estadual</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 23:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[audax]]></category>
		<category><![CDATA[audax 200]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#62; Veja aqui as fotos do Audax Floripa 2009 Nem a chuva fina na madrugada fria, nem a descabida proibição da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) impediram a realização do Audax Floripa 2009, ocorrido em Florianópolis no último domingo, 28 de &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/06/30/audax-2009-um-grande-feito-apesar-das-trapalhadas-da-pm/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/collections/72157620633368201/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3561/3675148829_b63cbbdee2.jpg?v=0" alt="a href=" width=" mce_href=" height="268" /><br />
&gt; Veja aqui as fotos do Audax Floripa 2009</a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">Nem a chuva fina na madrugada fria, nem a descabida proibição da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) impediram a    realização do Audax Floripa 2009, ocorrido em    Florianópolis no último domingo, 28 de junho. O evento ciclístico, que reuniu    340 participantes, ocorre sob licença do Audax Club Parisien, que organiza a    prova e registra os tempos dos participantes de todo o mundo desde 1921.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>A etapa realizada em Floripa teve um percurso de 200 km, contornando    praticamente toda a Ilha, a partir do Costão do Santinho, e repetindo alguns    trechos para fechar a distância estabelecida. Os 259 participantes que    cumpriram todo o trajeto, até um tempo limite de 13h30m, receberam um “brevet”    que os habilita a participar da etapa seguinte, de 300 km. Esta etapa ocorrerá    em Criciúma, em setembro.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>A filosofia do Audax prioriza a superação pessoal e a contemplação dos    trajetos, não é uma prova competitiva. Cada participante é autônomo e, pelas    regras da prova, não pode receber auxílios externos (embora a solidariedade    seja freqüente entre os que estão pedalando) e deve submeter-se à legislação    de trânsito vigente. Ademais, todos os inscritos são obrigados a usar    capacete, sinalização de segurança e colete reflexivo, além de serem    assistidos por apólice de seguro de vida.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Cerca de 75% dos inscritos no Audax vieram de outras cidades e estados.    Este dado reforça o propósito do evento, o foco no Cicloturismo, o uso da    bicicleta para conhecer e interagir com os lugares. Sob o ângulo privilegiado    de quem pedala, os visitantes puderam apreciar as mais belas paisagens de    Floripa, passando por Canasvieiras, Jurerê, Santo Antonio, Cacupé, Centro,    Ribeirão da Ilha, Armação, Pântano do Sul, Lagoa da Conceição, Praia Mole e    Rio Vermelho.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Trata-se de um evento de suma importância para Floripa, especialmente    na atual conjuntura, em que a cidade registra a triste marca de estar entre os    piores locais do mundo em questões de mobilidade urbana. Estimular o uso da    bicicleta, transporte ecologicamente correto e que pode ser um grande aliado    para desafogar o trânsito, é um grande mérito do Audax e que deveria ser    levado em consideração por todas as autoridades e agente públicos que querem o    bem da cidade.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><strong>A Polícia    Rodoviária e o desserviço aos 340 cidadãos de bem</strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><strong> </strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>No entanto, um fato bastante lamentável causou vergonha a toda    Florianópolis, anfitriã pela primeira vez de um evento da envergadura do    Audax. Embora todos os trâmites legais tenham sido cumpridos pela organização,    que enviou pedido formal de autorização 20 dias antes da realização da prova,    o comando local da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), numa clara demonstração de incompetência e desrespeito, tratou de    proibir o Audax dois dias antes da data marcada.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Na véspera, em contato com grande parte dos inscritos (num total de 447    pessoas), os organizadores assumiram o cancelamento da prova, colocando-se à    disposição para devolver a quantia paga na inscrição. Porém, como ninguém se    sentisse “fora de lei” apenas por andar de bicicleta, não houve nenhum pedido    de devolução.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Assim, ficou acertado entre os próprios participantes que todos    largariam, embora a prova estivesse oficialmente cancelada. Pouco antes do    horário previsto para o início (6 da manhã), um dos organizadores do Audax, o    sr. Milton Della Giustina, referência em ciclismo competitivo e questões de    mobilidade urbana, recebeu uma ligação do comandante da PRE com o seguinte comunicado: <strong>“o governador do Estado proibiu a    realização deste evento.”</strong> Ao que lhe foi respondido, conforme decisão da    véspera, que a prova estava cancelada, embora não houvesse nenhum dispositivo    legal que impedisse os ciclistas de pedalarem por conta própria na cidade.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;"><span> </span>Não bastasse o telefonema, os policiais protagonizaram ainda uma    atitude que beirou o ridículo. Viaturas passavam pelos pedalantes no Rio    Vermelho, de megafone em punho, gritando que “aquele evento não estava    autorizado, e os participantes estavam correndo risco de morte”. Um vergonhoso    contrasenso, por 3 motivos:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>1)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Embora a justificativa da proibição tenha sido a “falta de    efetivo”, 4 viaturas da PRE estavam envolvidas    na patética ação descrita acima</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>2)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Com a descabida proibição da PRE, todo o serviço de sinalização do percurso, bem    como a organização dos Postos de Controle, foi seriamente prejudicada, por    temor à represálias; isso sim poderia ter causado problemas à prova, o que    felizmente não foi registrado.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 83.4pt; line-height: 150%; text-indent: -48pt;"><span>3)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"> </span></span>Quem pedala pelas ruas de Floripa diariamente, independente de    qualquer autorização, está sempre correndo riscos, por estar em vias que    priorizam os automóveis e a velocidade;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">Ao    Sr. Luis Henrique da Silveira, Governador de Santa Catarina, fica registrado o repúdio em nome dos 447 ciclistas    inscritos do Audax, um evento que atraiu turistas, divisas e qualidade de vida    para o estado e que, lamentavelmente, foi tratado como caso de Polícia.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;"><em>Autor: Fernando Angeoletto (Caminhos do Sertão)</em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; line-height: 150%;">Mais informações no site do <a href="http://www.audaxfloripa.com.br/" target="_blank">Audax Floripa</a><br />
<em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ilha e Sertão &#8211; peixinho frito, Museu e figuras ilustres</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/05/07/ilha-e-sertao-peixinho-frito-museu-e-figuras-ilustres/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 14:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos do Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[cicloviagem]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[por Fernando Angeoletto Se preferir, veja o álbum de fotos do evento no flickr. A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/05/07/ilha-e-sertao-peixinho-frito-museu-e-figuras-ilustres/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>por Fernando Angeoletto</em></p>
<p style="text-align: center;"><object width="450" height="450" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=pt-br&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157617739117973%2F&amp;set_id=72157617739117973&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong>Se preferir, veja o <a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank">álbum de fotos do evento no flickr.</a></strong><em><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157617739117973/" target="_blank"><br />
</a></em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em><br />
</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">A pedido de um seleto grupo de Blumenau repetimos, neste último feriado do Trabalho, a cicloviagem pelo roteiro Ilha e Sertão. E como cada viagem, por mais que seja no mesmo roteiro, tenha suas nuances e peculiaridades, com esta não foi diferente.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A primeira novidade foi a parada no rancho do seu Adilson, pai do caro colega Fabinho. Fica lá na Caieira, e haja privilégio: é à beira-mar da Baía Sul, com horizonte de águas e montanhas. Nem é preciso dizer que, em termos de peixes, a abundância é grande. Seu Adilson sabe disso – pesca invariavelmente quase todos os dias, ainda mais agora que pegou férias e não sai mais do rancho! Este simpático manezinho, descendente dos povos mais antigos da região, recebeu-nos com um saboroso “mix”, fritinho na hora: cocoroca, papa-terra, robalo, tainhota – e até baiacu (este me surpreendeu, pensei que somente os mestres japoneses tinha condições de prepará-lo)!</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>No mais autêntico clima caiçara, foi dali mesmo, no rancho do seu Adilson, que embarcamos para cruzar a Baía. Duas baleeiras deram conta de todo o grupo, e suas bikes. O desembarque foi, digamos, um tanto aventuroso – o mar já começava a assumir seus tons de fúria e, como não há trapiche, o trabalho é melindroso e depende da interação de todo o grupo. Missão cumprida, bonança na seqüência, com a insuperável tranqüilidade de pedalar pelos 8 km da praia da Pinheira.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>Zeca do Sertão e o Arante do Pântano</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>A parte “Sertão” do roteiro foi reservada para o dia seguinte. Antes, a tradicional travessia do Parque Municipal da Lagoa do Peri, pelas trilhas da restinga. E almoço no famoso Arante, do Pântano do Sul. É aquele restaurante dos bilhetinhos na parede, cachaça de graça e uma culinária tipicamente açoriana preparada com o maior zelo. Desta vez, conhecemos ele mesmo, o próprio senhor Arante, dono deste que é um dos mais renomados restaurantes de Florianópolis. Tudo começou em 1958, quando o turismo era palavra desconhecida, e a pequena bodega do seu Arante e sua esposa servia a providencial cachacinha para os pescadores que enfrentavam o mar frio. Depois, passaram a servir um peixinho frito com pirão pra um, uma tainha assada para outro, e por aí foi, até tornar-se essa lenda vida da culinária local que é hoje.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Mas, voltando ao Sertão, a maioria de nossos cicloviajantes optou por subir na caminhada, sobretudo no temível e consideralvemente íngreme trecho inicial, de cerca de 1 km. O final da subida anuncia o Zeca e seu alambique, parada obrigatória para dois dedos de prosa e um dedinho de cachaça. A tarde avança, e é preciso seguir, então o papo nem foi assim tão longo como todos gostaria.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><strong>No Museu, um guia ilustre: o senhor Nereu do Vale Pereira</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>De volta à Pousada do Museu, no Ribeirão, houve tempo ainda para apreciar os últimos raios de sol. De noite, o altíssimo astral Marquinho e sua unida família preparou-nos fabuloso jantar. Faço questão de frisar o calor do atendimento e a qualidade dos pratos – um generoso caldo de frutos do mar, ostras gratinadas e ao natural, tainhas gigantes assadas e outras tão nobres iguarias. O Marquinho tem o dom de lidar com as pessoas, todos por ali são amáveis, e é por isso que a Pousada tornou-se para nós um lugar tão cativo.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>E, justiça seja feita (eu não havia falado disso no relato anterior), é preciso contar aos amigos o que há na porção Museu daquela Pousada. O Tour pela história da Ilha de Santa Catarina é conduzido pelo senhor Nereu do Vale Pereira. Doutor em Sociologia, economista e folclorista, contemporâneo e amigo de Franklin Cascaes, o senhor Nereu é uma sumidade em termos da tão rica história local. Sucintamente, explicou-nos alguns fatos mais relevantes da descoberta e colonização da Ilha, a partir do século XVI. Depois, apresentou-se nos o acervo do Museu, abrindo janelas ao passado e ao cotidiano dos antigos moradores do Ribeirão, que é sem dúvida o núcleo habitacional mais antigo de Florianópolis. Destaque para uma caixa de música e um gramofone, em perfeito funcionamento (já havia visto vários, mas nunca funcionando).</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Para finalizar, sem esquecer da menção aos nossos ilustres participantes (Norberto e Lúmen, Mariela e Rafael, Fabinho, Alessandro, Pereira e Ana, Martinha), gostaria de assinalar a presença de duas figuras raras:</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Wilberto Boos</strong> – esse eu já havia mencionado no relato anterior, mas não custa reforçar, é umas das pessoas mais apaixonadas pela Bicicleta e pelas Cicloviagens que eu conheço</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span><strong>- Sr. Eldon Jung</strong> – há pouco mais de 10 anos, esse ilustre senhor, hoje à beira dos 70 anos, redescobriu a bicicleta. De tudo de bom que ela pode nos trazer, ele repeta aos quatro cantos o poder da serotonina. “Pedalar libera serotononina, é o hormônio da felicidade, quem pedala é mais feliz.” Corretíssimo, seu Jung! Mas a ligação com a bici não pára por aí: em sua indústria, em Blumenau, todos os funcionários são estimulados a trocar de transporte, através de um bem elaborado programa para o uso da bicicleta. Além do mais, Eldon Jung é um incansável batalhador pelo uso urbano da bicicleta, e um dos maiores divulgadores e articuladores do Cicloturismo em nível nacional.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span> </span>Aos queridos leitores, um grande abraço e até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PedaLua: Peri, Ribeirão e Tapera</title>
		<link>http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/02/pedalua-peri-ribeirao-e-tapera/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 18:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
		<category><![CDATA[Tapera]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/02/pedalua-peri-ribeirao-e-tapera/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a contemplação. O destino inicial era a Lagoa do Peri, abençoado Parque Municipal e fonte das melhores águas da cidade.<br />
O acesso à Lagoa não foi o usual, pela sede do Parque. Entramos por uma trilhazinha bem no extremo norte do espelho d’água, a partir do Morro das Pedras. Dali seguimos por um caminho no meio da mata, uma restinga de generosas árvores, cujas raízes aéreas espalham-se pelo trecho e transformam a trilha num divertido desafio.<br />
A recompensa foi o visual da Lagoa, incrementado pela ensolarada tarde de outono. Ficamos um tempo ali na beira da água, mirando a cadeia de morros e Mata Atlântica que protege todo o entorno. Na seqüência montamos em nossas digníssimas “magrelas” e voltamos pra estrada.</p>
<h3>Ribeirão da Ilha: deslumbrante pôr-do-sol</h3>
<p>Passando o Trevo do Erasmo, o asfalto vira paralelepípedo &#8211; e dá-lhe chacoalhar feito cabrito! De modo que algumas trilhazinhas na margem do caminho, por onde deveria existir calçada, facilitam deveras a vida do ciclista, já que dão um pouco de trégua ao desconforto.<br />
O descanso foi na pracinha à beira-mar, pouco depois da Igreja do Ribeirão. De frente pro Cambirela, vimos a despedida do sol, mergulhando fundo por detrás das montanhas no horizonte. Completando a cena, revoadas de pássaros e o balançar tranqüilo do mar da Baía Sul. Divino.<br />
De noitinha nosso pelotão ciclístico retornou à marcha. O caminho foi pela estrada da Tapera, escuridão total. De ambos os lados, apenas pastos e vez ou outra uma matinha pouco densa. Um desses ermos que ainda pontuam certos recantos da Ilha de Santa Catarina.<br />
Passava um pouco das 19h quando chegamos de volta ao Campeche. E a Lua? Bem, digamos que sua presença resumiu-se a uns raios de luz que conseguiram escapar por trás da densa e negra nuvem. Perdoemos a timidez do astro! Tentaremos saúda-la novamente no dia 1º. de julho, data do próximo PedaLua. Quem sabe teremos mais sorte?</p>
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		<title>É mesmo lindo o luar do meu Sertão &#8211; Pedalua de 1o. de maio</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 18:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/05/01/e-mesmo-lindo-o-luar-do-meu-sertao-pedalua-de-1o-de-maio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que todos conhecem: &#8220;não há, minha gente, oh não, luar como este do Sertão&#8230;&#8221;<br />
O caminho de prata estaria vazio, não fosse a presença dos 14 ciclistas. Sigo logo atrás deles, conduzindo o carro de apoio. Paro, desligo o motor e contemplo o silêncio enluarado. Em pouco tempo as lanterninhas das bikes, vagalumes vermelhos, desaparecem e me deixam ali, sozinho e cúmplice de mim mesmo, a divagar.<br />
Partimos de Antonio Carlos, a cidadezinha que alimenta boa parte das gôndolas dos Sacolões de Florianópolis. Já se vão 10 anos desde que estive pela primeira vez nessas paragens, trazido pelo Pereira, o patrono (mas não patrão!) dos Caminhos do Sertão. Fico pensando: ainda há o que conhecer por aqui? Imagino se há mesmo diferença entre cada uma das tantas passagens por lugares como Limeira, Três Riachos ou  Fazenda de Dentro, ou até por uma Sorocaba que não é paulista, são os bairros rurais que quase não denunciam a presença da pequena metrópole, ou Grande Florianópolis, tão próxima.<br />
“É claro que há”, respondo pra mim mesmo. E sigo para encontrar os pedalantes tendo a nítida impressão de que esses caminhos me pertencem, que 10 anos são suficientes para que um usuário dos trechos requeira o usucapião e seja dono deles para sempre, ao menos na imaginação. Enquanto dirijo vou fazendo um divertido<br />
jogo de memória, pensando no que virá depois de cada curva: ponte, casebre ou pasto, granja, curral ou encruzilhada?</p>
<h3>O terneiro na contramão</h3>
<p>Então os devaneios se dissipam, ao passo que surge uma densa névoa. Em princípio não entendo direito do que se trata; a lata móvel me isola do ambiente. Ponho a cabeça para fora e sinto, junto com a umidade, um pungente aroma cítrico, que parece diluído nas infinitas micro-gotas, suspensas no ar. Quantas lembranças despertam um simples cheiro&#8230;<br />
No meio do nevoeiro surgem os pisca-piscas, anunciando os cicloamigos. É hora de trocar de turno e também experimentar – eu mereço! – a pedalada ao luar. Sigo como ponteiro, demarcando caminhos e encruzilhadas, e a reboque vem os 13 pedalantes: Pereira e Ana, sua musa inspiradora; Djalmar, Renato, Baié e Valmor, a turma de Blumenau; a Cris, filha do Souza e outra Cris, que nos honrou vindo de Sampa pra pedalar conosco; a Nara, que já virou veterana nas viagens com o CdS; Soninha, que nos conheceu no pedal de Urubici e tanto gostou que desta vez trouxe a Dani; novata que mandou muito bem; o Carocha, que nos acompanha desde a primeira saída do CdS; o guia Jonatha e, fechando o grupo, o carro de apoio conduzido pelo guia Dudu.<br />
Ao passar pelo bar da Fazenda de Dentro, um alerta. Um sujeito meio zonzo, do alto de sei-lá-quantas doses de cana, sai de moto na nossa direção. Por prudência paramos, enquanto passava o ziguezagueante motoqueiro. Seguimos, pensando estarmos livres dele; antes fosse. Poucos quilômetros a frente estava o borracho, parado no meio da estrada. Me aproximei, e ele disse com a língua meio enrolada:<br />
- Tem um terneiro solto na estrada, vocês não podem passar.<br />
- Obrigado pela informação, amigo. Tomaremos cuidado – respondi.<br />
- Não, é muito perigoso. Vocês não devem ir – insistiu o sujeito.<br />
Ele realmente não queria deixar que seguíssemos. Foi necessária muita conversa até que se convencesse. Segui o caminho, imaginando se aquilo era algum delírio do cara. Mas não é que era realmente verdade? Logo à frente tinha um boizinho perdido, vagando na contramão. Porém, o que seria mais perigoso, o tal terneiro ou um motoqueiro desgovernado no trecho? Melhor nem pensar.</p>
<h3>E a canoa virou</h3>
<p>Passava das 23h quando chegamos ao sítio. Depois do banho e da sopa, ninguém resistiu: pouco a pouco os ciclo-hóspedes foram ocupando o primeiro e o segundo andar de cada treliche – e houve quem aventurou-se a escalar para o terceiro! Para acalentar o ambiente, acendi o forno a lenha do alojamento coletivo. E fui dormir, não em algum andar dos treliches, mas numa pequena canoa equilibrada na mureta do salão, meu berço predileto nas vezes que pernoitamos no sítio.<br />
Pois vejam que traiçoeira peça essa manjedoura iria me pregar. No meio da noite, sinto uma forte dormência numa das pernas, muito desconfortável. Um tanto desajeitado, tentei pular do berço para remediar a situação. E foi aí que me dei mal. Feito saci, me enrosquei na canoa, e ela desabou, provocando grande estrondo. Acordei quase todo mundo – pensaram que alguém tivesse despencado do treliche! Que mico&#8230;<br />
Dia seguinte, 1º. de maio, dia do Trabalhador. Depois do café, e de agüentar a gozação da turma (até musiquinha me cantaram, ‘se a canoa não virar, olê olê olá&#8230;’), partimos pra segunda jornada. Logo no início o grupo se dividiu, entre os adeptos do perrengue e os que desejavam apenas um caminho tranqüilo.<br />
O perrengue – nem foi tanto assim! – era uma trilha entre a Fazenda de Dentro e a Sorocaba do Sul. Basicamente, um caminho em meio à mata bastante úmida, entremeado de voçorocas que se aprofundam devido a passagem de motoqueiros. Nesse trecho, a bike não nos leva: nós é que a levamos, ora empurrando, ora pendurada nas costas. Foi rápido chegar ao topo, de onde segue-se uma estradinha de terra, ladeira abaixo, bem técnica e atravessada por várias canaletas de escoamento d’água. Divertido, mas exige atenção!</p>
<h3>Voltando a ser criança</h3>
<p>Encontramos o restante do grupo já no vale do rio Inferninho. Num dos pontos de parada, os galhos de uma árvore enorme serviam de escora para um convidativo balanço, feito de cordas e uma espécie de tubo. Enquanto descansavam da pedalada, algumas de nossas ilustres companheiras aproveitaram o brinquedo, balançando, girando, sorrindo e pousando para fotos.<br />
Nesse ponto, tomo carona na reportagem da jornalista paulistana Tati Achcar, que já pedalou algumas vezes com o Caminhos do Sertão. A matéria, publicada na última edição da revista Vida Simples, é sobre caminhada em trilhas – mas estou certo de que a abordagem também se encaixa perfeitamente na experiência de viajar de bicicleta.<br />
Diz a Tati: “quem decide enveredar por uma trilha experimenta um tipo de prazer meio maroto, infantil”. Será que é por isso que nossas colegas se divertiram tanto no balanço? Os escritos da Tati são endossados pelo médico Artur Zular, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática: “em uma trilha (ou viagem de bici, porque não?), é possível despir-se dos papéis e da couraça e encontrar na memória infantil o prazer do movimento&#8230;”<br />
Terminado o balançar, seguimos em frente, e logo cruzamos a BR-101. Ali, a primeira despedida: a Cris ainda tinha longas horas de estrada para chegar de carro até São Paulo. Te esperamos nas próximas, querida! Tocamos em frente por caminhos alternativos de Governador Celso Ramos. Pouco antes de chegar à Caieira, uma decepção: o asfalto está tomando boa parte do trecho. Com todo respeito aos moradores que desejam uma estrada melhor, mas creio que muitas vezes o simples fato de conservar bem o caminho rural já daria conta do recado. Com asfalto, motoristas tresloucados aceleram mais seus carros, e os riscos aumentam&#8230;<br />
No trapiche da Caieira nos aguardava o Maneca e sua indisfarçável feição de velho lobo-do-mar. Seu barco, com o mesmo nome do capitão, estava atracado e balançava no ritmo da brisa crescente de nordeste. No teto da embarcação, durante a travessia o “ventinho” fez chacoalhar bem as magrelas – tranqüilo, estavam amarradas.<br />
Do lado de lá, no Sambaqui, a tradicional celebração no restaurante Kacimba. Mas sem exagero: ainda tem pedalada, até o bairro da Trindade! De presente, um desbundante pôr-do-sol, desaparecendo atrás dos morros no fundo da baía norte. Evitando o caótico trânsito da SC 401, passamos, como sempre, pela praia do Cacupé e por dentro dos bairros Monte Verde e João Paulo. No início da noite, cumprimos o trajeto – ficou pra trás. Mas, para nosso deleite, os Caminhos que vêm pela frente são infinitos, reveladores, surpreendentes&#8230;</p>
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		<title>PedaLua eclíptico</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2007 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Campeche]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
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		<category><![CDATA[Joaquina]]></category>
		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
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		<description><![CDATA[O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte! E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/03/03/pedalua-ecliptico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte!</p>
<p>E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão da Joaquina, local escolhido para presenciar o espetáculo.</p>
<p>E a sombra foi se adensando cada vez mais, até que a Lua desapareceu por completo. Nesse momento estávamos a meio caminho entre a Joaquina e o Campeche, pedalando pela praia, com o pulsar de faróis e lanternas das bicis como os únicos lâmpejos dentre o negrume quase total.</p>
<p>Areias fofas pintaram, é certo, mesmo com as tábuas de maré indicando horário de baixamar. Mas ninguém esmoreceu, uns se molharam, outros deram aquela providencial empurrada na magrela e enfim chegamos a um ponto de onde era viável deixar a praia. Antes, além do mar a leste, somente dunas a oeste, portanto opção descartada.</p>
<p>No caminho litorâneo-arenoso-noturno, destaque para uma fogueira e três surfistas com as pranchas espetadas na praia, um visual meio &#8220;O Havaí é aqui&#8221;. E para um pobre golfinho, que jazia na areia com sinais de ferimento, possivelmente vítima de rede.</p>
<p>E ainda, um providencial bar instalado na beira da praia aguardando um lual que aconteceria mais tarde. Com direito a água de côco, milho cozido e bebidas geladas, no exato ponto onde voltamos para caminhos mais civilizados &#8211; parada obrigatória, teve até quem aproveitou para um banho de mar com plânctons cintilantes.</p>
<p>Depois retornamos ao ponto de partida, passando pela Lagoa Pequena e pelo Canto da Lagoa. E a Lua, saudando os pedalantes, despiu-se da penumbra e mostrou-se cheia novamente tão logo chegamos ao centrinho da Lagoa.</p>
<p>E agora, aguardamos mais uma volta do seu ciclo!</p>
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		<title>É Carnaval &#8211; Chuva, suor e pedal !</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Feb 2007 18:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Rancho Queimado]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Amaro da Imperatriz]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/17/e-carnaval-chuva-suor-e-pedal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado de carnaval, o sol brilhava em nossa saída da Ilha de Santa Catarina. Menos de uma hora depois, estávamos em clima totalmente diferente: o tempo um pouco nublado, o ar bem mais frio. Pudera, estávamos a quase mil metros de altitude, no município de Rancho Queimado. Iniciamos nossa jornada em uma estrada que, apesar de asfaltada, valeu a pena: são alguns km de descida até Angelina. Ali fizemos uma pequena pausa para um lanche e ajustes nas bicis, pois a pedalada estava apenas começando&#8230;</p>
<p>Na saída de Angelina já inicia a primeira subida forte, onde o sol voltou a aparecer. Dali até a divisa com São Pedro de Alcântara, mais subidas fizeram a galera sentir o nível do verão catarinense, mesmo na serra. Fizemos um lanche rápido de frutas, pois sabíamos que dali em diante o caminho desce acompanhando o Rio da Rocinha, passa pelo Caminho dos Tropeiros, trecho de estrada antiga feito de pedras, chegando ao centro da cidade.</p>
<p>Em pleno carnaval, não havia muitas opções e ficamos no sanduíche, acrescido do delicioso queijo e pão alemão que o viajante Mario trouxe. Um sorvete per capita, a obrigatória foto em frente à rósea catedral de São Pedro e retomamos estrada. Apenas poucos minutos e estávamos novamente em estrada de terra, descendo ao lado do Rio Matias. Chegando a Santo Amaro da Imperatriz, fizemos uma parada rápida na matriz da rede de hipermercados &#8211; cujo nome empresta da cidade &#8211; que conta inclusive com uma inusitada estátua do fundador na entrada da loja.</p>
<p>Um pequeno morro nos separava do Hotel, onde tomamos um merecido banho de piscina após um dia tão quente. Fomos para o restaurante a pé, e o jantar foi deliciosamente sonífero.</p>
<p>A água tomou a cena no segundo dia. Em frente à janela, a piscina cor de anil e percorrendo o olhar pela vista, víamos ao lado do Hotel o Rio Cubatão, que abastece as pessoas de água e endorfina, caso queiram descer suas corredeiras. Nosso destino, Águas Mornas, cidade onde um dia se tinha acesso público às águas termais, hoje monopolizadas por um grande hotel.</p>
<p>Após o centro do município, um caminho de terra serpenteia morro acima até a Vargem Grande, próximo à BR-282. Dali, um típico caminho do sertão nos leva à cachoeira do Quirino, que após a morte do patricarca que a batiza tem hoje seu acesso conturbado devido às desavenças entre os dez herdeiros. Proibidos de entrar e curtir um banho que sabíamos ser maravilhoso, fomos salvos pelo jogo de cintura da nossa companheira Cris, que convenceu o representante do clã, mesmo ele com faca de churrasco na mão&#8230; <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Claro que valeu a pena, não só pela vontade louca que estávamos pelo banho, pois a cachoeira é realmente deliciosa, pela sua queda d’água forte e gelada e o poço, negro de tão profundo. Agradecemos a cortesia da família, com a esperança de poder continuar a desfrutar daquela maravilha que é de todos os seres desta terra.</p>
<p>Fizemos um lanche à beira do rio, de onde saímos acompanhados da água, essa vinda de cima. O descida da volta respingava lama fina para todos os lados e a parada foi direto no chuveiro. A chuva persistiu e após o almoço não se via cara animada com o pedal proposto para a tarde. Pudera, o programa era subir 4 km e sguir por um vale para&#8230; ver água! Nem mesmo a garantia de que Vargem do Braço é maravilhoso adiantou. O jeito foi seguir a trilha que segue paralela ao rio Cubatão, admirando seus remansos.</p>
<p>Sem pedal à tarde, todo mundo estava pilhado na sessão de fotos que fizemos à noite no Hotel, cujo dono Sr Roberto se mostrou um grande admirador de cachaça, com exmplares curtidos com butiá e lichia. Não fosse a pizza que recheou nossas barrigas, pobres de nós no dia seguinte&#8230;</p>
<p>Acordamos, chuva. Café da manhã, chuva. Preparar a bagagem e bicis, chuva&#8230; o jeito foi colocar a jaqueta, cerrar os olhos e partir! Felizmente, após o primeiro km o corpo já se acostuma, e logo adiante nem mais percebíamos que a chuva já tinha acabado.</p>
<p>Assim como, ao percebemos, já tínhamos rodado 15 km e chegado à cascata Cobrinha de Ouro. Em princípio íamos fazer só o lanche, mas ninguém resistiu a se molhar naquelas quedas. Um tantinho de papo pro ar, afinal numa viagem dessa o importante é contemplar&#8230;</p>
<p>Ainda curtimos mais um bom trecho à beira do rio Cubatão, até o início do calçamento que nos levou à Enseada do Brito. Pequena vila de pescadores, espremida de um lado pela Serra do Tabuleiro, do outro por uma baía abrigada dos ventos nordeste e sul, hoje a enseada conta com a renda extra dos cultivos de mariscos e ostras. Surpreendente com a menos de 200m da BR-101, dali não se vê movimento ou se ouve barulho dos veículos, uma paz só.</p>
<p>Esperamos ao lado da igreja, ladeada por imponentes e centenárias palmeiras-reais. Após embarcarmos na baleeira Corsário, rumo à ilha de Santa Catarina, por um bom tempo ainda víamos as árvores ao olhar para trás. Em frente havia o vento sul, gelado, que vez em quando jogava um espirro d’água em cima de nós. O capitão Zezinho, de bermuda, nem mudava sua semblante tranqüila enquanto nos aproximávamos lentamente da Caieira da Barra do Sul.</p>
<p>Não foi cambinado, mas pareceu: bastou terminar de nos vestir e ir ao banheiro para recomeçar , o carro de apoio, que deu toda a volta pela ponte, voltou à nossa companhia. A parte final da viagem, subindo a parte sudoeste da ilha, foi fácil: primeiro, asfaltaram o último trecho de terra da estrada.. <img src='http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />   O caminho cheio de curvas, nos revelava prainhas covidativas e inúmeros cultivos de ostras. O vento colaborou soprando forte a favor, é logo estávamos passando pela igreja e casario do Ribeirão da Ilha, uma dos distritos mais antigos da ilha &#8211; e o mais preservado.</p>
<p>Não podia ser de outro jeito, fechamos a viagem à beira do mar, degustando um filezinho de peixe, além de muitas e suculentas ostras. Vez por outra em meio à refeição, ao olhar pela janela, víamos o mar e a montanha nos acenando:</p>
<p>- Até a proxima viagem, aqui nos Caminhos do Sertão!</p>
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		<title>A roda de encontro entre a lua, Iemanjá e as bicicletas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2007 18:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Green</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
		<category><![CDATA[pedalua]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>

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		<description><![CDATA[-    Que dia é a lua cheia? -    Sábado. -    E hoje? -    Quinta. -    E amanhã é dia de Iemanjá! -   Oba! Vamos fazer um PedaLua? Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/02/a-roda-de-encontro-entre-a-lua-iemanja-e-as-bicicletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-    Que dia é a lua cheia?<br />
-    Sábado.<br />
-    E hoje?<br />
-    Quinta.<br />
-    E amanhã é dia de Iemanjá!<br />
-   Oba! Vamos fazer um PedaLua?<br />
Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem saber quem, dos que recebem nosso informativo, estavam na ilha.</p>
<p>No horário combinado, à beira da praia do Campeche, o céu de fim de tarde e o oceano que o refletia emolduravam a Ilha do Campeche, bem em frente ao local de encontro. Éramos mais de trinta (contando os que se juntaram no caminho), ansiosos por pedalar.</p>
<p>No início, ainda de dia, percorremos os bairros do Campeche e Castanheiras. Paramos no mirante do Morro das Pedras para preparar o corpo, com caldo de cana, milho verde e pamonha. Chegado o lusco-fusco, adentramos o Parque Municipal da Lagoa do Peri, onde as últimas nunaces de luz solar iluminavam a Trilha da Restinga.</p>
<p>Chegamos na praia da Armação já de noite, preocupados se a lua já havia surgido. Céu repleto de estrelas, horizonte com poucas nuvens. Em cada pedra do morro da Ilha da Campana, as pessoas – e as bicis – foram se ajeitando para esperar o momento pontual em que ela, com cara de preguiça, despontou, rubra. Logo se escondeu atrás de uma nuvem, iniciando seu jogo de luz e sombra.</p>
<p>Aos poucos, subimos nas magrelas, com destino ao Pântano do Sul. Lá encontramos algumas rodas de devoção a Iemanjá, momento de rara beleza. A lua já iluminava sozinha nosso caminho, serpenteando a arrebentação das ondas até a praia dos Açores.</p>
<p>Da areia para o calçamento, beira-mar para o campo, nosso caminho segue pela Costa de Dentro, onde a lua deu novos contornos às silhuetas das árvores e criou um cenário surreal de oceano, ao iluminar a bruma que pairava sobre o pântano. Num relance, fogos de artifício chamando a deusa do mar coroaram a nossa experiência de nos maravilharmos com céu.</p>
<p>Axé Iemanjá, viva Lua Cheia, valeu pedalantes! Nos vemos no próximo pedal.</p>
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		<title>De Bombinhas a Floripa, até a chuva animou</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Nov 2006 17:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Bombinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Tijucas]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré. Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/11/18/de-bombinhas-a-floripa-ate-a-chuva-animou/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>–    Ali naquela praia tem uma lagoinha, onde mora um jacaré.</p>
<p>Daniel, de 12 anos, garantiu que já tinha avistado o bicho pessoalmente, inclusive. Afastou as mãos, num espaço de pouco mais de um metro, para ilustrar o tamanho da criatura. Disse que quem passa por ali já está acostumado, e nem se assusta mais com o ilustre morador.</p>
<p>Entre as cristalinas praias de Bombinhas e a pequena comunidade pesqueira de Santa Luzia, instalada no mar turvo da baía do rio Tijucas, o caminho costeiro de 10 km abriga um tesouro. São sucessivas prainhas desertas, de difícil acesso, e por isso mesmo resistindo ao turismo de massa que torna impraticáveis os balneários vizinhos na temporada. Começamos a pedalar pela trilha, cujo início é em Zimbros, na manhã nublada de sábado, 18 de novembro.</p>
<p>A partir da praia da Lagoa, acentua-se o grau de dificuldade do trajeto . Surge, então, o Príncipi (assim, com `i` mesmo) da Paz. Não havia trapiche ali, tornando quase épica  a tarefa de embarcar 13 bicicletas e passageiros no barco, um pesqueiro de camarão que agora presta serviços para turismo.</p>
<p>O menino Daniel é filho de Eduardo, o comandante. A timidez de criança que vive em vila pequena está em transformação. Afinal, há algum tempo o barco do pai é requisitado por gente de fora, cujo interesse é chegar em algum reduto escondido para acampar ou pescar, ou simplesmente contemplar. E Daniel sempre vai junto no passeio. Quando passamos em frente a praia Vermelha – cuja areia, realmente, é da cor do nome – o menino aponta o dedo e me conta sobre o jacaré.</p>
<p>A viagem termina na praia da Ponta Grande. Uma canoa se aproxima para auxiliar no desembarque, sob olhares curiosos dos poucos moradores. Houve quem dispensasse a ajuda do barquinho. Dois ou tres caíram na água em posição nada digna, arrancando gargalhadas da turma. Por respeito aos colegas, recuso-me a contar quem foram.</p>
<p>UM CABO-DE-GUERRA E A INEVITÁVEL CENA HILÁRIA</p>
<p>Bikes na trilha, novamente. O caminho alarga-se, o suficiente para permitir carros, mas felizmente não encontramos nenhum por ali. Sob sombra de frondosas árvores, margeando o mar cor de caramelo de Tijucas, percorremos as últimas praias. Em Santa Luzia, parada obrigatória na Petisqueira do Nelinho. Enquanto tirávamos a lama das bicicletas, um morador mostrou seu barco e pediu ajuda para tirá-lo da água, tão logo terminássemos de almoçar. Pensei que fosse brincadeira.</p>
<p>Peixe frito, grelhado, pirão. Lula a dorê, mariscos, camarão. Ao molho e empanado, suculento e farto. Delicioso exagero o almoço no Nelinho – pedalo, logo queimo calorias, e assim amenizo a culpa!. Ainda processava-se a digestão quando apareceu o barqueiro. “Estou esperando vocês para remover o barco.” Ainda achava que era gozação, mas ele insistiu. Entre os pedalantes, apareceram vários voluntários. Participaram de um cabo de força pra lá de injusto – a gravidade sobre o barco era muito mais forte que os cerca de 10 puxadores. E a cena hilária foi inevitável: rompe-se o cabo, homens e mulheres estatelam-se no chão. No clique da Flavia, o registro incontestável. Não perdeu-se a foto, e muito menos o bom humor!</p>
<p>ROSCAS DE POLVILHO E A CHUVA QUE NINA</p>
<p>Descansados, deixamos Santa Luzia e logo atravessamos a cidade de Tijucas, cuja vida econômica orbita a Cerâmica Porto Bello, que rasga a paisagem com sua assustadora imponência industrial. Distante da BR 101, cruzamos o rio Tijucas – cujas águas carregadas de sedimentos invadem a orla, tornando-a pouco convidativa para o turismo – por uma ponte de ferro, antiga e bela, herança dos caminhos antigos. Dali pra frente, o trecho é todo rural, e o burburinho da cidade fica definitivamente para trás.</p>
<p>Findava-se o dia, e a chuva começava, quando chegamos ao sítio Caminhos do Sertão. A estrada termina ali, naquele pedaço de mundo pouco visitado, com todos atrativos que a vida cena bucólica pode oferecer. Mas o espaço já não é mais o mesmo. Agora é preciso dividi-lo com uma colossal torre de energia, instalada sob questionáveis compensações econômicas e ambientais. Haverá limites para o “progresso”?</p>
<p>No albergue rural, dona Catarina suava, na beira do forno a lenha. Não queria descuidar das fabulosas roscas de polvilho, assadas sobre pedaços de folha de bananeira. Ao mesmo tempo, Ana Pereira dava os últimos toques na reconfortante canja de legumes. Com a sutil combinação de rosca e canja, sucedidas por frutas, bolos e doces diversos, os cicloviajantes compuseram a refeição. Durante a digestão, ao invés de tirar um barco do rio, a turma divertiu-se com histórias dos mais distintos temas, embalada por batidas de violão e pandeiro.</p>
<p>Sob o galpão de madeira e alvenaria, dormimos tendo a chuva como canção de ninar. Fraca, mas sempre constante, como seria no dia seguinte. Ninguém, entretanto, esmoreceu. A chuva é só mais um  ingrediente, também dá sabor a aventura. Com sujeira em excesso, as marchas começam a encrencar. Mas até pra isso tem remédio: a água forte que escorre da canaleta, no viaduto sob a BR, deixa as bicis limpinhas em folha.</p>
<p>Chegando na Caieira, que pertence a Gov. Celso Ramos, a escuna Clarin nos aguardava. Ela é grande e confortável, mas ficou pequena diante do robusto barco turístico, atracada na outra borda do rústico trapiche de madeira. Na travessia da baía Norte, rumo a Ilha de Santa Catarina, persiste a chuva fina. Passamos ao largo da Ilha do Ratones, próximo o suficiente para apreciar a arquitetura de sua antiga fortaleza, e logo protagonizamos outro memorável desembarque no trapiche de Sambaqui. Não há como encostar o barco; Gabriel, capitão da Clarin, manobra com maestria enquanto botamos as bicis no píer liso qual sabão e, ainda por cima, flutuante. Sucesso absoluto – nada que lembrasse o mico da corda arrebentada em Santa Luzia, felizmente!</p>
<p>No restaurante Kacimba, a tradicional celebração. Ainda havia o trecho entre Sambaqui e a Trindade; impossível narrá-lo, porque a partir de Cacupé minha magrela me traiu e fui obrigado a passear de carro de apoio. Alguém se habilita a contar o final da história? Complementos em nosso mural de recados serão benvindos!</p>
<p>Abraciclados e ciclísticos a todos!</p>
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		<title>Nos Sertões na Ilha &#8211; Costa da Lagoa, Ratones e Moçambique</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Sep 2006 17:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Costa da Lagoa]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Ratones]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[Vargem Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Volta à Lagoa]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia iniciou nublado, ameaçando chuva, mas logo cedo ficou radiante, como já se tornou rotina neste seco e quente inverno.  Nosso encontro, misto de pedalada e reunião, teve como destino inicial a Costa da Lagoa, localidade da Lagoa da Conceição &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/09/02/nos-sertoes-na-ilha-costa-da-lagoa-ratones-e-mocambique/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia iniciou nublado, ameaçando chuva, mas logo cedo ficou radiante, como já se tornou rotina neste seco e quente inverno.  Nosso encontro, misto de pedalada e reunião, teve como destino inicial a Costa da Lagoa, localidade da Lagoa da Conceição acessível apenas por barco ou trilha. No ponto de encontro, ao lado da tradicional feira de produtos orgânicos da praça da Lagoa, participantes conversavam  e davam os últimos ajustes nas bicicletas quando cheguei.</p>
<p>Entre as dez bicicletas presentes no dia, oito percorreriam os caminhos da viagem da independência, na semana seguinte. Para acostumá-las, iniciamos o passeio à beira da Lagoa até a Ponta das Almas, onde um Sambaqui à beira do espelho d?água é prova de que os índios há muito tempo já sabiam o que é qualidade de vida.</p>
<p>Seguimos pela tranqüila estrada do Canto dos Araçás, que gradualmente perde o pavimento e ganha árvores, até se transformar na trilha que leva à Costa. Ali, na chamada Ponta Grossa, onde o canal profundo da Lagoa tem apenas 200m de largura, iniciou-se nosso sobe-desce. Não só dos pequenos morros da trilha, como também de nós mesmos, que por diversas vezes tivemos que empurrar e até carregar as magrelas.</p>
<p>Pela trilha, que até pouco tempo atrás era transitada por carros de boi, chegamos à Vila Verde e seu Engenho de Farinha, um dos poucos ainda ativos da Ilha, marca de um tempo em que a agricultura ainda não havia cedido ao turismo o posto de principal atividade de subsistência da população.</p>
<p>Carregadas as garrafas d?água, seguimos pedalando-empurrando-carregando até aFreguesia da Costa, onde há maior infra-estrutura (posto de saúde, restaurantes, etc.). Ali, uma trilha adjacente nos conduziu à Cachoeira da Costa, que sob o calor do meio-dia se tornou extremamente convidativa. Poucos de nós imaginamos que o dia seria tão lindo e a maioria ficou só na inveja do banho nas água Cachoeira, que apesar de escassa devido à pouca chuva, foi providencial.</p>
<p>O lanche da cachoeira não enganou nossos estômagos, e nem precisava. Afinal, a Costa é conhecido recanto de restaurantes de frutos do mar, com atendimento atencioso e preços honestos. Dali seguimos então ao <a href="http://www.restparaiso.com.br/" target="_blank">Paraíso da Néia</a>, indicado por nosso colega Adilson, que de tanto gostar da Costa ?comprou um terreno? no caminho&#8230;</p>
<p>O almoço farto nos fez dividir cada prato para 2 pessoas por 3 ciclistas, pois tínhamos bastante pedal pela frente. Mesmo assim,ninguém resistiu à meia horinha de soneca.</p>
<p>Havia a opção de atravessarmos de barco para o Rio Vermelho, encurtando o trajeto em 20km, porém em consenso decidimos por curtir todo o trajeto. Assim, subimos nas bicis e seguimos rumo ao Saquinho da Costa, até a entrada da trilha que atravessa o morro rumo ao Ratones, no lado Oeste da Ilha.</p>
<p>Os ?empurrões? rumo acima, em meio às voçorocas da desgastada trilha, se mostraram valiosos ao olharmos para trás. Do alto do morro tem-se uma visão privilegiada da Lagoa, Parque do Rio Vermelho, praias do Moçambique e Barra da Lagoa, dunas da Joaquina e Morro da Mole, além da mata fechada que circunda a lagoa na região do Saquinho. Todos locais que ainda percorreríamos mais tarde.</p>
<p>A partir dali, na descida para o Ratones, a trilha se tornou mais pedalável, com direito a adrenalina e velocidade na chegada ao plano. Em meio ao clima rural de Ratones, nada como algumas bananas no bar da encruzilhada da estrada que leva à Vargem Pequena. Do alto do morro que divide as duas localidades, tivemos um panorama da Bacia do rio Ratones, a maior da Ilha, que vem sofrendo lentamente com a pressão imobiliária e suas conseqüências nefastas ? abertura de vias, poluição por esgotos, entre outros. Ainda assim, um maravilhoso local.</p>
<p>Da Vargem Pequena, cortamos por uma pequena trilha o caminho que leva à Vargem Grande, evitando um trecho grande e movimentado pela SC-401. Ali o progresso está chegando, evidenciado pelo asfalto novinho, que felizmente termina antes do morro que divide a Vargem do Rio Vermelho.</p>
<p>Após mais um visual e descida recompensante, pedalamos por calçamento ao largo do comprido bairro do Rio Vermelho, que vive também o dilema da transição entre bairro rural e urbanizado, apresentando contrastes de pastos ao lado de lindas casas em ruas pavimentadas e becos lotados de barracos.</p>
<p>Após passar o bairro entramos nos limites no Parque Florestal do Rio Vermelho, área que apesar de sua extrema importância ecológica sofre com o descaso e ganância do Governo Estadual, que até hoje não regularizou sua situação como Unidade de Conservação. Um dos reflexos disso é a ocupação do Parque por diversas entidades, como Campings, Estação de Tratamento de Esgoto e Base da Polícia Ambiental.</p>
<p>Esta última, ora alegando a presença de colméias de abelhas, ora por ?razões de segurança&#8221;, impede o acesso às trilhas que margeam a Lagoa, utilizadas pela população muito antes da sua instalação no local.</p>
<p>Estas trilhas, além de serem muito mais agradáveis e belas de serem percorridas, passando por locais como uma imensa figueira que é um ninhal de Fragatas à beira da Lagoa, são bem mais seguras para ciclistas do que a rodovia que corta o parque, onde o excesso de velocidade e acidentes são freqüentes. Ponto negativo para a Polícia Ambiental, péssimo exemplo!</p>
<p>Seguimos pela estrada mesmo, desviando um pouco mais à frente para percorrer um trecho da trilha, em meio à vegetação densa.</p>
<p>Fizemos uma última visita à Lagoa, rápida pois os mosquitos ali são impiedosos, e rumamos à Barra da Lagoa, para nosso último desafio, o Morro da Barra. Como uma espécie de troféu pela pedalada e especialmente a subida, o pôr-do-sol estava especialmente belo, e tudo se tingiu de vermelho, céu, água, nossos rostos &#8211; bem, esses últimos corados pelo esforço físico!</p>
<p>Já no crepúsculo, a menos de 2km do final da nossa jornada, nossa colega Daiane viu um oásis na Avenida das Rendeiras: caldo de cana! Não pensou duas vezes e atravessoua rua para tomar um, mas esqueceu que não estávamos mais na trilha. A moto, em alta velocidade, ainda tentou desviar, mas passou no pé de nossa amiga, que teve que terminar a pedalada colocando gesso no pé.</p>
<p>Final injusto para o maravilhoso dia que passamos juntos! E justo ela, que estava tão ansiosa para a pedalada Mar, Sertão e Baleias. Mas liga não Daiane, na próxima ou na outra estarás pedalando conosco!</p>
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		<title>Sertão do Peri e pôr-do-sol no Ribeirão</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 17:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/07/22/sertao-do-peri-e-por-do-sol-no-ribeirao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa Floripa já um tanto descaracterizada pelo turismo de massa e a especulação imobiliária, alguns recantos ainda conservam-se como se estivessem em outros tempos. Não é a toa que esses rincões ainda sejam reconhecidos pelo sugestivo nome de Sertão. Pouca gente sabe, mas até mesmo bairros como Pantanal e Córrego Grande, vizinhos à Universidade Federal, também possuem seu Sertão.</p>
<p>Tratam-se, na verdade, de áreas pouco urbanizadas desses bairros, onde não raro cruza-se com agricultores e carros de boi por caminhos que o Tapete Preto nunca ouviu falar. Mas o Sertão mais famoso de Floripa é, sem dúvida, o da Lagoa do Peri. Não é para menos: um de seus mais ilustres moradores, o falecido Chico do alambique, virou personagem de documentário e agora tem o rosto estampado em diversos outdoors espalhados pela cidade.</p>
<p>No sábado, 22/07, saímos da praia do Campeche para pedalar no rumo do Sertão do seu Chico. O dia estava com o céu absolutamente limpo, e quente como tem predominado nesse inverno atípico. O reflexo da seca era evidente na Lagoa do Peri: havia tão pouca água que foi possível pedalar pela margem, algo impraticável desde que o nível desse manancial foi aumentado para atender ao consumo desde o sul da Ilha até a Barra da Lagoa.</p>
<p>A subida para o Sertão é casca grossa, mas quem resistir ganha um ponto de vista inusitado: a Lagoa do Peri e sua moldura densa de Mata Atlântica, a praia e as dunas da Joaquina , tudo no mesmo quadro. Mais a frente, uma cachoeirinha supimpa para arrefecer os miolos, naquele momento já tão aquecidos pelo sol forte. Pouco a pouco, porém, o astro rei foi se abrandando, até mergulhar de vez bem ao lado do pico do Cambirela. Tivemos a honra de presenciar esse ocaso poético à beira-mar, já no Ribeirão da Ilha, depois da considerável ladeira abaixo em que culmina a estrada do Sertão.</p>
<p>Pra fechar, uma pedaladinha noturna de volta ao Campeche. Antes, como não poderia faltar, celebramos aquele dia tão especial, com direito a porções de ostra, marisco e isca de peixe. Afinal, nada melhor que morar numa Ilha tropical, encravada em pleno Atlântico Sul, de natureza (ainda) tão desbundante e caminhos tão propícios ao pedal.<br />
Agradecemos a presença dos 20 ciclistas que nos acompanharam nesse passeio. E já fica o convite para esses e os demais colegas: no próximo mês, escolheremos outro agradável reduto de Floripa para percorrer à pedal. Até lá!</p>
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		<title>Das colônias alemãs ao litoral</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jun 2006 23:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Águas Mornas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[FLORIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Gov. Celso Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[São Pedro de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia de barco]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta-feira, 15 de junho de 2006. Na última semana do outono, a inconstância do clima é pródiga e nos contempla com um dia ensolarado e temperaturas amenas. A dádiva é ainda maior : é início de mais um feriado prolongado. &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2006/06/15/das-colonias-alemas-ao-litoral/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 15 de junho de 2006. Na última semana do outono, a inconstância do clima é pródiga e nos contempla com um dia ensolarado e temperaturas amenas. A dádiva é ainda maior : é início de mais um feriado prolongado. Ficar em casa entregue ao sofá, espiando a Copa passar? Nada disso! Entre uma e outra vitória magra do Brasil, deixamos a tevê de lado para aquecer as canelas de verdade, durante os 3 dias de pedaladas pelos Caminhos do Sertão.</p>
<p>Com um grupo de 15 pessoas, deixamos Floripa de van e seguimos até o Salto do Rio Vermelho, uma imponente cachoeira  inserida nos limites do Parque Estadual do Tabuleiro e do município de Águas Mornas.  Deste ponto, onde iniciamos a viagem, estávamos a 33 km e cerca de  350 m de altitude abaixo de Angelina, a meta do dia. Traduzindo: boa parte deste dia foi pedalando ladeira acima!</p>
<p>Cada qual no seu ritmo, os cicloviajantes inspiraram-se na força da natureza e serenamente foram ganhando altitude. Para o descanso merecido, a primeira parada foi no sítio do seu Quirino. Diácono da paróquia de Loeffelscheidt e simpático como ninguém, o senhor de fala mansa e óculos com lente espessa leva a cabo uma atividade pouco praticada na região: a produção artesanal de vinho. E a bebida de Baco não é mero artefato para a celebração da missa. Diz o seu Quirino que a vizinhança toda passa por ali para comprar o produto que, embora não evoque tanto as papilas quanto os vinhos finos, possui aroma e cor peculiares que só uma pequena produção pode garantir.</p>
<p>Chegamos em Angelina ainda de dia ? o ritmo do grupo, mesmo com tanta subida, foi surpreendente. Durante a pedalada, observar a ascendência alemã era comum, estampada nas faces de cada colono que aparecia na estrada. Já na cidade, um grupo de pessoas, quase todas negras, destacava-se da população. De uniformes vermelhos, com marcas de barro e graxa ? o que mostrava que a labuta havia sido pesada, mesmo naquele dia de feriado &#8211; , os trabalhadores, arrebanhados em outros estados, cumpriam a empreitada de montar as torres de uma nova linha de transmissão de energia para o Sul.</p>
<p>De noite visitamos o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, cuja imagem repousa sob o leito de uma simpática cachoeirinha. O local compõe o rol de atrativos do turismo religioso praticado na cidade, que também é farta em belos cenários naturais. Manhã seguinte, despertamos cedo para cumprir os 60 km que nos separavam do sítio Caminhos do Sertão, destino do segundo dia de viagem. Dessa vez, saímos dos 450 m de altitude para chegar praticamente ao nível do mar. Ladeiras abaixo, e lá vamos nós!</p>
<p>Pouco antes de São Pedro de Alcântara, desviamos pelo Caminho das Tropas. Um trecho curto a beira-rio, todo emoldurado pela mata e calçado com pedras irregulares, é resquício das primeiras picadas entre o Litoral e a Serra, abertas de forma épica no século XVIII. Pedalar por ali exige atenção e destreza, mas a recompensa é garantida pelo cenário histórico e natural. De São Pedro, com sua igreja-matriz de arquitetura arrojada, foi tarefa fácil descer a Antonio Carlos, o cinturão verde de Floripa, a apenas 30 m do nível do mar.</p>
<p>De noite, no sítio, nada melhor que um bom bate-papo ao redor da fogueira, depois de uma sopinha com rosca de polvilho, tudo feito por ali mesmo. Com a mente serena e os corpos exaustos, deitamos cedo nos beliches para repousar feito crianças. Já é sábado, último dia da viagem. Canjica, bolos, pães, queijos e doces, tudo feito pela Ângela, que mora no sítio, garante-nos suficientes e sobressalentes energias para pedalar pelos 50 km da última etapa.</p>
<p>De todos os dias, o  último é o mais estável quanto a topografia do percurso. Os pacatos bairros rurais vão ficando para trás e a BR 101 é o primeiro indício de que a grande Florianópolis é mesmo por ali. Cruzamos a estrada no rumo das praias do sul de Governador Celso Ramos, que ainda conservam características de colônias de pescador. Seu Maneca, capitão do barco de mesmo nome, atracou no trapiche próximo a Ilha de Anhatomirim para nos transportar até a praia de Sambaqui, no outro lado da Baía Norte.</p>
<p>Após o desembarque, peixinho frito e celebrações no Kacimba, um agradável restaurante feito de toras que fica a beira-mar. No último trecho, pedalamos pelas praias de Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, e depois pelos bairros Monte Verde e João Paulo, evitando, dessa forma, o trânsito ameaçador da SC- 401. É uma ótima pedida para quem quer pedalar de forma segura e prazerosa pelo norte da Ilha. No bairro da Trindade, mais celebrações e a inevitável despedida.</p>
<p>Até breve companheiros, será um prazer revê-los e compartilhar com vocês outras surpresas que nos aguardam pelos Caminhos do Sertão!.</p>
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		<title>Mantra da Pedalada</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Apr 2006 13:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Baía dos Golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Biguaçu]]></category>
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		<category><![CDATA[São João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[travesia de barco]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<h4>Pedalar é um mantra.</h4>
<p>Li isso certo vez num livro do Antonio Olinto, um advogado que começou a pedalar para perder a barriga e acabou dando a volta ao mundo de bicicleta. Concordei. Pois bem: se mantra é a repetição contínua de um som, cujo ato tem a particular a capacidade de sintonizar as atmosferas espirituais, o que dizer dos sucessivos e repetidos giros de pedal?<br />
Harmonizam corpo e mente, disso não tenho dúvidas. Se isso é levado em consideração, mesmo nas subidas o prazer é inseparável do ato de pedalar. Logo que nós, do grupo Caminhos do Sertão, deixamos o Parque Municipal do Fernandes ? um local com sucessivas cachoeiras no pacato município catarinense de São João Batista ? a primeira ladeira acima não tardou a aparecer. Éramos 16 ciclistas. Pensei no mantra, harmonizei o ritmo, os pensamentos fluíram com indescritível leveza e alcançar o topo foi fácil. Torcia para que meus colegas tivessem a mesma sensação.<br />
Ladeira abaixo, a paisagem toma novas feições. Surge o rio Tijucas. Mergulhamos no imenso vale formado por suas águas com cor de doce de leite, que correm mansas; em muitos momentos, seguimos margeando seu leito, como se nosso maior desejo fosse também correr pro mar. Mas não: o destino era o sítio Caminhos do Sertão, que surgiu após os bairros rurais de Itinga e Timbé, do município de Tijucas, e Sorocaba do Sul, que pertence a Biguaçu. Fim do primeiro dia de viagem, após 50 km de pedaladas, sempre por caminhos alternativos e bucólicos. Asfalto e trânsito, nem pensar. No sítio, um farto jantar de recepção aos cicloviajantes.</p>
<h4>Cachoeira do Amâncio</h4>
<p>Café da manhã  reforçado, arrumações, alongamento e lá vamos nós. Na saída, um pequeno revés: encontramos com um grupo de motoqueiros de enduro. Eram muitas motos, um barulho infernal. Considero aquilo uma estupidez sem tamanho e, ademais, um risco à vida dos outros. Fiquei pensando em como nossa proposta era radicalmente diferente: não fazemos barulho, não poluímos; interagimos com a população nativa, ouvimos com nitidez a melódica canção das matas, buscamos uma harmonia física e espiritual.<br />
A primeira parada foi na Cachoeira do Amâncio. A água gelada não foi barreira para os banhos. O sol forte, caloroso amigo, atenuava o frio. Ir ao Amâncio e não encarar um banho é como subir a Juazeiro e não ver a estátua do padre ?Ciço?! Início da tarde, seguimos viagem, morro acima. Alguns reclamaram da subida; será que ainda não compreenderam a lógica do mantra?<br />
Topo do morro, dobramos à esquerda, rumo à localidade do Amaral. Criações de búfalos fazem limite com a Mata Atlântica, de especial exuberância naquele trecho, bastante preservada. Depois do Amaral, uma descida considerável conduz ao bairro da Limeira, onde paramos para descansar no bar do seu Laércio. Ali, os maiores devedores ficam, literalmente, na boca da cobra. As anotações de fiado dos caloteiros são afixadas bem próximas a uma serpente de borracha, pregada na viga de madeira. Curioso e engraçado.<br />
Para compensar o grandioso esforço do dia ? foram apenas 37 km, porém com subidas bastante íngremes ? uma surpresa para nossos colegas cicloviajantes: o opulento café da dona Zenaide. Nativa da Fazenda de Dentro, bairro rural de Biguaçu, ela soube muito bem como agradar os ciclistas famintos. Bolo nega maluca, densamente guarnecido pela cobertura de chocolate; bolo de maracujá, com um creme azedinho inenarrável; outros bolos de que nem me lembro o nome; pães, rosca, bijus; doces, mel, queijo, nata fresca; um cajuzinho de chorar de emoção; leite puro, café forte, suco de maracujá. Difícil mesmo foi seguir até o sítio Caminhos do Sertão e, ainda por cima, deixar espaço para o jantar que nos aguardava!</p>
<h4>De Escuna pela Baía Norte</h4>
<p>Último dia de viagem. Hora de voltar pra casa. Da estiva do rio Inferninho avistamos, de longe, o aterro sanitário da grande Florianópolis. Um imenso espaço estéril que recebe, em média, 500 toneladas diárias de dejetos. Impossível não enxergar incoerência nesse processo. Será que tudo aquilo é realmente lixo? Ou matéria-prima descartada? Será que todo esse consumo é realmente necessário.<br />
Filosofias a parte, tocamos pra frente, e lá vem mais um sinal da civilização. BR-101. Somente a cruzamos; trafegar por ela, jamais. Seguimos para Caieira do Norte, em Governador Celso Ramos, novamente pelos adoráveis caminhos vicinais. Na Caieira, a clássica escuna Merlin já nos aguardava para a travessia. ?Vento sul está entrando, vamos partir logo!?, insistia o capitão. E lá fomos nós, numa navegada tranqüila e confortável, com nossas inseparáveis magrelas também a bordo.<br />
Desembarcamos em Sambaqui. O capitão, experiente, nem encostou no trapiche, para que sua embarcação de 15 toneladas não comprometesse a estrutura. O desembarque foi coisa de cinema: um verdadeiro mutirão para a retirada a jato das 16 bicicletas! No fim deu tudo certo, como haveria de ser. Num barzinho à beira-mar, comemoramos o retorno à ilha, o corpo cansado, a alma feliz. Depois da celebração, a pedalada final, pelos bairros de Cacupé, Monte Verde e João Paulo, até a Trindade. Fim da viagem.</p>
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