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	<title>Caminhos do Sertão Cicloturismo &#187; pedalua</title>
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		<title>Até no Calor do Verão Urubici é agradável</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 20:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Novembro estivemos novamente em Urubici, para uma pedalada de 3 dias. Apesar lá também ter feito calor, com certeza foi mais ameno que o do litoral. Desta vez, no primeiro dia tomamos banho de cachoeira no rio Sete Quedas,  visitamos &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2009/11/22/ate-no-calor-urubici-e-agradavel/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2675/4101476070_e71ce2e645.jpg" alt="" width="500" height="335" /></p>
<p>Em Novembro estivemos novamente em Urubici, para uma pedalada de 3 dias. Apesar lá também ter feito calor, com certeza foi mais ameno que o do litoral. Desta vez, no primeiro dia tomamos banho de cachoeira no rio Sete Quedas,  visitamos  o Morro do Campestre no pôr-do-sol e pedalamos sob a luz da lua cheia.</p>
<p>Já no segundo dia fomos ao Cânion Laranjeiras, no Parque Nacional da São Joaquim. O calor intenso e a estrada ruim castigaram e acabamos pedalando pouco. Em compensação a caminhada até a beira do Cânion é inesquecível.</p>
<p>O terceiro dia fechou a aventura com chave de ouro. Subimos de van ao topo do Morro da Igreja, que estava com o visual totalmente aberto. Descemos os 17km devagar, para poder apreciar a paisagem. Não poderíamos deixar de passar pela linda estrada do Invernador e curtir as deliciosas refeições do Sítio Arroio da Serra, feitas com ingredientes orgânicos plantados ali mesmo.</p>
<p>Faça frio ou calor, chuva ou sol, Urubici é sempre uma maravilha!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157622672498653/show/">Veja as fotos da viagem</a><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2F&amp;set_id=72157622672498653&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fcaminhosdosertao%2Fsets%2F72157622672498653%2F&amp;set_id=72157622672498653&amp;jump_to="></embed></object></p>
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		<title>Ela enfim apareceu</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 18:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de duas edições sem a participação da principal personagem, dessa vez ela apareceu! Cheia e brilhante, logo após nascer, e nós estávamos na prainha escondida atrás do costão da Joaca para recebê-la. Antes disso, fizemos um delicioso passeio à &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/07/01/ela-enfim-apareceu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de duas edições sem a participação da principal personagem, dessa vez ela apareceu! Cheia e brilhante, logo após nascer, e nós estávamos na prainha escondida atrás do costão da Joaca para recebê-la.<br />
Antes disso, fizemos um delicioso passeio à beira da Lagoa da Conceição, pelo Canto dos Araçás, início da Trilha da Costa e visita à Igrejinha. Eis as imagens dessa luminosa pedalada. Divirtam-se!</p>
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		<title>PedaLua: Peri, Ribeirão e Tapera</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 18:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cicloturismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Sertão do Peri]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/06/02/pedalua-peri-ribeirao-e-tapera/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a intenção de brindar o astro, nosso grupo de cerca de 30 ciclistas reuniu-se na tarde do último sábado, na praia do Campeche. Guidões no rumo Sul, seguimos por vias interiores do bairro, evitando o tráfego e permitindo a contemplação. O destino inicial era a Lagoa do Peri, abençoado Parque Municipal e fonte das melhores águas da cidade.<br />
O acesso à Lagoa não foi o usual, pela sede do Parque. Entramos por uma trilhazinha bem no extremo norte do espelho d’água, a partir do Morro das Pedras. Dali seguimos por um caminho no meio da mata, uma restinga de generosas árvores, cujas raízes aéreas espalham-se pelo trecho e transformam a trilha num divertido desafio.<br />
A recompensa foi o visual da Lagoa, incrementado pela ensolarada tarde de outono. Ficamos um tempo ali na beira da água, mirando a cadeia de morros e Mata Atlântica que protege todo o entorno. Na seqüência montamos em nossas digníssimas “magrelas” e voltamos pra estrada.</p>
<h3>Ribeirão da Ilha: deslumbrante pôr-do-sol</h3>
<p>Passando o Trevo do Erasmo, o asfalto vira paralelepípedo &#8211; e dá-lhe chacoalhar feito cabrito! De modo que algumas trilhazinhas na margem do caminho, por onde deveria existir calçada, facilitam deveras a vida do ciclista, já que dão um pouco de trégua ao desconforto.<br />
O descanso foi na pracinha à beira-mar, pouco depois da Igreja do Ribeirão. De frente pro Cambirela, vimos a despedida do sol, mergulhando fundo por detrás das montanhas no horizonte. Completando a cena, revoadas de pássaros e o balançar tranqüilo do mar da Baía Sul. Divino.<br />
De noitinha nosso pelotão ciclístico retornou à marcha. O caminho foi pela estrada da Tapera, escuridão total. De ambos os lados, apenas pastos e vez ou outra uma matinha pouco densa. Um desses ermos que ainda pontuam certos recantos da Ilha de Santa Catarina.<br />
Passava um pouco das 19h quando chegamos de volta ao Campeche. E a Lua? Bem, digamos que sua presença resumiu-se a uns raios de luz que conseguiram escapar por trás da densa e negra nuvem. Perdoemos a timidez do astro! Tentaremos saúda-la novamente no dia 1º. de julho, data do próximo PedaLua. Quem sabe teremos mais sorte?</p>
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		<title>É mesmo lindo o luar do meu Sertão &#8211; Pedalua de 1o. de maio</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2007 18:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
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		<description><![CDATA[É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/05/01/e-mesmo-lindo-o-luar-do-meu-sertao-pedalua-de-1o-de-maio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É véspera de feriado. O luar invade a estrada, cobre a plantação, colore os cicloviajantes. Nada escapa às suas nuances azuladas, tudo é realçado pelo seu banho prateado, onipresente. Impossível discordar de Catulo da Paixão Cearense, compositor da música que todos conhecem: &#8220;não há, minha gente, oh não, luar como este do Sertão&#8230;&#8221;<br />
O caminho de prata estaria vazio, não fosse a presença dos 14 ciclistas. Sigo logo atrás deles, conduzindo o carro de apoio. Paro, desligo o motor e contemplo o silêncio enluarado. Em pouco tempo as lanterninhas das bikes, vagalumes vermelhos, desaparecem e me deixam ali, sozinho e cúmplice de mim mesmo, a divagar.<br />
Partimos de Antonio Carlos, a cidadezinha que alimenta boa parte das gôndolas dos Sacolões de Florianópolis. Já se vão 10 anos desde que estive pela primeira vez nessas paragens, trazido pelo Pereira, o patrono (mas não patrão!) dos Caminhos do Sertão. Fico pensando: ainda há o que conhecer por aqui? Imagino se há mesmo diferença entre cada uma das tantas passagens por lugares como Limeira, Três Riachos ou  Fazenda de Dentro, ou até por uma Sorocaba que não é paulista, são os bairros rurais que quase não denunciam a presença da pequena metrópole, ou Grande Florianópolis, tão próxima.<br />
“É claro que há”, respondo pra mim mesmo. E sigo para encontrar os pedalantes tendo a nítida impressão de que esses caminhos me pertencem, que 10 anos são suficientes para que um usuário dos trechos requeira o usucapião e seja dono deles para sempre, ao menos na imaginação. Enquanto dirijo vou fazendo um divertido<br />
jogo de memória, pensando no que virá depois de cada curva: ponte, casebre ou pasto, granja, curral ou encruzilhada?</p>
<h3>O terneiro na contramão</h3>
<p>Então os devaneios se dissipam, ao passo que surge uma densa névoa. Em princípio não entendo direito do que se trata; a lata móvel me isola do ambiente. Ponho a cabeça para fora e sinto, junto com a umidade, um pungente aroma cítrico, que parece diluído nas infinitas micro-gotas, suspensas no ar. Quantas lembranças despertam um simples cheiro&#8230;<br />
No meio do nevoeiro surgem os pisca-piscas, anunciando os cicloamigos. É hora de trocar de turno e também experimentar – eu mereço! – a pedalada ao luar. Sigo como ponteiro, demarcando caminhos e encruzilhadas, e a reboque vem os 13 pedalantes: Pereira e Ana, sua musa inspiradora; Djalmar, Renato, Baié e Valmor, a turma de Blumenau; a Cris, filha do Souza e outra Cris, que nos honrou vindo de Sampa pra pedalar conosco; a Nara, que já virou veterana nas viagens com o CdS; Soninha, que nos conheceu no pedal de Urubici e tanto gostou que desta vez trouxe a Dani; novata que mandou muito bem; o Carocha, que nos acompanha desde a primeira saída do CdS; o guia Jonatha e, fechando o grupo, o carro de apoio conduzido pelo guia Dudu.<br />
Ao passar pelo bar da Fazenda de Dentro, um alerta. Um sujeito meio zonzo, do alto de sei-lá-quantas doses de cana, sai de moto na nossa direção. Por prudência paramos, enquanto passava o ziguezagueante motoqueiro. Seguimos, pensando estarmos livres dele; antes fosse. Poucos quilômetros a frente estava o borracho, parado no meio da estrada. Me aproximei, e ele disse com a língua meio enrolada:<br />
- Tem um terneiro solto na estrada, vocês não podem passar.<br />
- Obrigado pela informação, amigo. Tomaremos cuidado – respondi.<br />
- Não, é muito perigoso. Vocês não devem ir – insistiu o sujeito.<br />
Ele realmente não queria deixar que seguíssemos. Foi necessária muita conversa até que se convencesse. Segui o caminho, imaginando se aquilo era algum delírio do cara. Mas não é que era realmente verdade? Logo à frente tinha um boizinho perdido, vagando na contramão. Porém, o que seria mais perigoso, o tal terneiro ou um motoqueiro desgovernado no trecho? Melhor nem pensar.</p>
<h3>E a canoa virou</h3>
<p>Passava das 23h quando chegamos ao sítio. Depois do banho e da sopa, ninguém resistiu: pouco a pouco os ciclo-hóspedes foram ocupando o primeiro e o segundo andar de cada treliche – e houve quem aventurou-se a escalar para o terceiro! Para acalentar o ambiente, acendi o forno a lenha do alojamento coletivo. E fui dormir, não em algum andar dos treliches, mas numa pequena canoa equilibrada na mureta do salão, meu berço predileto nas vezes que pernoitamos no sítio.<br />
Pois vejam que traiçoeira peça essa manjedoura iria me pregar. No meio da noite, sinto uma forte dormência numa das pernas, muito desconfortável. Um tanto desajeitado, tentei pular do berço para remediar a situação. E foi aí que me dei mal. Feito saci, me enrosquei na canoa, e ela desabou, provocando grande estrondo. Acordei quase todo mundo – pensaram que alguém tivesse despencado do treliche! Que mico&#8230;<br />
Dia seguinte, 1º. de maio, dia do Trabalhador. Depois do café, e de agüentar a gozação da turma (até musiquinha me cantaram, ‘se a canoa não virar, olê olê olá&#8230;’), partimos pra segunda jornada. Logo no início o grupo se dividiu, entre os adeptos do perrengue e os que desejavam apenas um caminho tranqüilo.<br />
O perrengue – nem foi tanto assim! – era uma trilha entre a Fazenda de Dentro e a Sorocaba do Sul. Basicamente, um caminho em meio à mata bastante úmida, entremeado de voçorocas que se aprofundam devido a passagem de motoqueiros. Nesse trecho, a bike não nos leva: nós é que a levamos, ora empurrando, ora pendurada nas costas. Foi rápido chegar ao topo, de onde segue-se uma estradinha de terra, ladeira abaixo, bem técnica e atravessada por várias canaletas de escoamento d’água. Divertido, mas exige atenção!</p>
<h3>Voltando a ser criança</h3>
<p>Encontramos o restante do grupo já no vale do rio Inferninho. Num dos pontos de parada, os galhos de uma árvore enorme serviam de escora para um convidativo balanço, feito de cordas e uma espécie de tubo. Enquanto descansavam da pedalada, algumas de nossas ilustres companheiras aproveitaram o brinquedo, balançando, girando, sorrindo e pousando para fotos.<br />
Nesse ponto, tomo carona na reportagem da jornalista paulistana Tati Achcar, que já pedalou algumas vezes com o Caminhos do Sertão. A matéria, publicada na última edição da revista Vida Simples, é sobre caminhada em trilhas – mas estou certo de que a abordagem também se encaixa perfeitamente na experiência de viajar de bicicleta.<br />
Diz a Tati: “quem decide enveredar por uma trilha experimenta um tipo de prazer meio maroto, infantil”. Será que é por isso que nossas colegas se divertiram tanto no balanço? Os escritos da Tati são endossados pelo médico Artur Zular, da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática: “em uma trilha (ou viagem de bici, porque não?), é possível despir-se dos papéis e da couraça e encontrar na memória infantil o prazer do movimento&#8230;”<br />
Terminado o balançar, seguimos em frente, e logo cruzamos a BR-101. Ali, a primeira despedida: a Cris ainda tinha longas horas de estrada para chegar de carro até São Paulo. Te esperamos nas próximas, querida! Tocamos em frente por caminhos alternativos de Governador Celso Ramos. Pouco antes de chegar à Caieira, uma decepção: o asfalto está tomando boa parte do trecho. Com todo respeito aos moradores que desejam uma estrada melhor, mas creio que muitas vezes o simples fato de conservar bem o caminho rural já daria conta do recado. Com asfalto, motoristas tresloucados aceleram mais seus carros, e os riscos aumentam&#8230;<br />
No trapiche da Caieira nos aguardava o Maneca e sua indisfarçável feição de velho lobo-do-mar. Seu barco, com o mesmo nome do capitão, estava atracado e balançava no ritmo da brisa crescente de nordeste. No teto da embarcação, durante a travessia o “ventinho” fez chacoalhar bem as magrelas – tranqüilo, estavam amarradas.<br />
Do lado de lá, no Sambaqui, a tradicional celebração no restaurante Kacimba. Mas sem exagero: ainda tem pedalada, até o bairro da Trindade! De presente, um desbundante pôr-do-sol, desaparecendo atrás dos morros no fundo da baía norte. Evitando o caótico trânsito da SC 401, passamos, como sempre, pela praia do Cacupé e por dentro dos bairros Monte Verde e João Paulo. No início da noite, cumprimos o trajeto – ficou pra trás. Mas, para nosso deleite, os Caminhos que vêm pela frente são infinitos, reveladores, surpreendentes&#8230;</p>
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		<title>PedaLua eclíptico</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Mar 2007 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Angeoletto</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de pedalada]]></category>
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		<description><![CDATA[O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte! E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/03/03/pedalua-ecliptico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PedaLua já tá virando tradição. Porém, com a lua eclipsada é um caso a parte!</p>
<p>E foi o que rolou nesse fim de semana. Ela já nasceu assim, envolvendo-se na penumbra, como pudemos constatar num ponto isolado do Costão da Joaquina, local escolhido para presenciar o espetáculo.</p>
<p>E a sombra foi se adensando cada vez mais, até que a Lua desapareceu por completo. Nesse momento estávamos a meio caminho entre a Joaquina e o Campeche, pedalando pela praia, com o pulsar de faróis e lanternas das bicis como os únicos lâmpejos dentre o negrume quase total.</p>
<p>Areias fofas pintaram, é certo, mesmo com as tábuas de maré indicando horário de baixamar. Mas ninguém esmoreceu, uns se molharam, outros deram aquela providencial empurrada na magrela e enfim chegamos a um ponto de onde era viável deixar a praia. Antes, além do mar a leste, somente dunas a oeste, portanto opção descartada.</p>
<p>No caminho litorâneo-arenoso-noturno, destaque para uma fogueira e três surfistas com as pranchas espetadas na praia, um visual meio &#8220;O Havaí é aqui&#8221;. E para um pobre golfinho, que jazia na areia com sinais de ferimento, possivelmente vítima de rede.</p>
<p>E ainda, um providencial bar instalado na beira da praia aguardando um lual que aconteceria mais tarde. Com direito a água de côco, milho cozido e bebidas geladas, no exato ponto onde voltamos para caminhos mais civilizados &#8211; parada obrigatória, teve até quem aproveitou para um banho de mar com plânctons cintilantes.</p>
<p>Depois retornamos ao ponto de partida, passando pela Lagoa Pequena e pelo Canto da Lagoa. E a Lua, saudando os pedalantes, despiu-se da penumbra e mostrou-se cheia novamente tão logo chegamos ao centrinho da Lagoa.</p>
<p>E agora, aguardamos mais uma volta do seu ciclo!</p>
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		<title>A roda de encontro entre a lua, Iemanjá e as bicicletas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Feb 2007 18:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Green</dc:creator>
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		<description><![CDATA[-    Que dia é a lua cheia? -    Sábado. -    E hoje? -    Quinta. -    E amanhã é dia de Iemanjá! -   Oba! Vamos fazer um PedaLua? Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem &#8230; <a href="http://www.caminhosdosertao.com.br/blog/2007/02/02/a-roda-de-encontro-entre-a-lua-iemanja-e-as-bicicletas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-    Que dia é a lua cheia?<br />
-    Sábado.<br />
-    E hoje?<br />
-    Quinta.<br />
-    E amanhã é dia de Iemanjá!<br />
-   Oba! Vamos fazer um PedaLua?<br />
Escolhemos o roteiro: Sul da Ilha. Horário: ao anoitecer. Mandamos o e-mail, sem saber quem, dos que recebem nosso informativo, estavam na ilha.</p>
<p>No horário combinado, à beira da praia do Campeche, o céu de fim de tarde e o oceano que o refletia emolduravam a Ilha do Campeche, bem em frente ao local de encontro. Éramos mais de trinta (contando os que se juntaram no caminho), ansiosos por pedalar.</p>
<p>No início, ainda de dia, percorremos os bairros do Campeche e Castanheiras. Paramos no mirante do Morro das Pedras para preparar o corpo, com caldo de cana, milho verde e pamonha. Chegado o lusco-fusco, adentramos o Parque Municipal da Lagoa do Peri, onde as últimas nunaces de luz solar iluminavam a Trilha da Restinga.</p>
<p>Chegamos na praia da Armação já de noite, preocupados se a lua já havia surgido. Céu repleto de estrelas, horizonte com poucas nuvens. Em cada pedra do morro da Ilha da Campana, as pessoas – e as bicis – foram se ajeitando para esperar o momento pontual em que ela, com cara de preguiça, despontou, rubra. Logo se escondeu atrás de uma nuvem, iniciando seu jogo de luz e sombra.</p>
<p>Aos poucos, subimos nas magrelas, com destino ao Pântano do Sul. Lá encontramos algumas rodas de devoção a Iemanjá, momento de rara beleza. A lua já iluminava sozinha nosso caminho, serpenteando a arrebentação das ondas até a praia dos Açores.</p>
<p>Da areia para o calçamento, beira-mar para o campo, nosso caminho segue pela Costa de Dentro, onde a lua deu novos contornos às silhuetas das árvores e criou um cenário surreal de oceano, ao iluminar a bruma que pairava sobre o pântano. Num relance, fogos de artifício chamando a deusa do mar coroaram a nossa experiência de nos maravilharmos com céu.</p>
<p>Axé Iemanjá, viva Lua Cheia, valeu pedalantes! Nos vemos no próximo pedal.</p>
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