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	<title>Blog Caminhos do Sertão &#187; rio Sete Quedas</title>
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	<description>Diário de Viagens e Notícias</description>
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		<title>Páscoa a pedal em Urubici</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 19:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[acolhida na colônia]]></category>
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De 2 a 4 de Abril, estivemos mais uma vez presentes em Urubici.  Mesmo percorrendo uma distância menor no 1º e 3º dias, vistamos alguns dos pontos mais bonitos e agradáveis de pedalar na região, como Morro de Igreja, a localidade do Invernador e vale do Rio Canoas.

O clima estava relativamente quente para o outono, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4051/4538235465_9307d00db3.jpg" alt="edugreen-10429 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>De 2 a 4 de Abril, estivemos mais uma vez presentes em Urubici.  Mesmo percorrendo uma distância menor no 1º e 3º dias, vistamos alguns dos pontos mais bonitos e agradáveis de pedalar na região, como Morro de Igreja, a localidade do Invernador e vale do Rio Canoas.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4032/4538213827_e6692a9133.jpg" alt="edugreen-10388 by Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>O clima estava relativamente quente para o outono, graças às aparições do sol em meio às onipresentes nuvens. Colaborou também a fartura do café colonial do Sabor da Serra e  a sempre calorosa acolhida do sítio Arroio da Serra, onde pudemos saborear os primeiros pinhões da temporada, colhidos do chão &#8211; a coleta nas árvores está em defeso para que os pássaros se alimentem e façam a disseminação das plantas.</p>
<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4052/4539012037_0a63e2dc7e.jpg" alt="Caminhos do Sertão Cicloturismo." width="500" height="335" /></p>
<p>Intercalamos as pedaladas com caminhadas para a Cascata do Avencal, Morro do Campestre e Rio Sete Quedas. Afinal, a bicicleta permite uma boa proximidade de contao, mas nada comparável a chegar a pé.</p>
<p>Confira as fotos da viagem:<br />
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		<title>Urubici-cleta: pedal nas alturas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2007 21:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Caminhos do Sertão</dc:creator>
				<category><![CDATA[relato de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[morro da igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Serra do Bitu]]></category>
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		<category><![CDATA[Urubici]]></category>

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		<description><![CDATA[
A cidade tem “bici” até no nome. Urubici. Urubici-cleta. Foi nesse reduto das alturas, terra das maiores altitudes do Sul do país, das vistosas araucárias que por sorte ainda não viraram mesa nem porta, dos pomares de maçã e das cachoeiras monumentais, que fizemos a cicloviagem de 3 dias no último feriado.
Antes de mais nada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2557/4272005267_a4be262528.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>A cidade tem “bici” até no nome. Urubici. Urubici-cleta. Foi nesse reduto das alturas, terra das maiores altitudes do Sul do país, das vistosas araucárias que por sorte ainda não viraram mesa nem porta, dos pomares de maçã e das cachoeiras monumentais, que fizemos a cicloviagem de 3 dias no último feriado.<br />
Antes de mais nada, é mister dizer que nosso grupo de 20 pessoas teve, como marcas registradas, agradáveis características. A começar pelo humor transbordante, e nesse quesito é impossível não citar a figura do hilariante pedalante Adilson, autor de piadas memoráveis, algumas brandas e outras simplesmente impublicáveis – teve gente que chegou a chorar de rir em uma das suas cômicas intervenções.<br />
Outra marca foi o encontro de gerações entre os cicloviajantes. Compuseram o grupo três pares de pai e filho: Renato e o Jonatha, um dos guias da pedalada; Jorge e Gustavo, carinhosamente apelidado de Junior, que com apenas 17 anos já descobriu o prazer de aventurar-se em bicicleta; e o veterano Souza, parceiro de muitas pedaladas com o Caminhos do Sertão, que dessa vez trouxe sua filha Cristiane, marinheira de primeira viagem e, pelo simpático recado que deixou em nosso site, mostrou-se bastante satisfeita com a experiência pioneira.</p>
<p>MOLDURA DE PEDRA, EM FORMA DE ELIPSE</p>
<p>Depois de devidamente acomodados  no hotel Andermann, no centro de Urubici, iniciamos o percurso na tarde da sexta-feira santa. Em pouco tempo chegamos ao rio Sete Quedas, cristalino e gelado como todas as águas da região, com leito de seixos arredondados que precisa ser atravessado diversas vezes até que se possa divisar a primeira queda. Os mais corajosos, ou menos friorentos, arriscaram um banho rápido antes que voltássemos ao trajeto.<br />
Na seqüencia, guidões no rumo do Morro do Campestre. Depois de um pedaço de estradão de terra, plano, uma subida forte e pedregosa leva ao alto das curiosas formações rochosas, de onde se obtém um pitoresco panorama da região. Uma das imponentes pedras apresenta um rasgo vertical, na forma de uma elipse, que conforma uma singular moldura para alguns elementos da paisagem, como um rio sinuoso que se esparrama pela planície e uma pequena serra, ao fundo, rasgada por uma das dezenas quedas d´água da região.<br />
No retorno, anoitecemos na estrada, contando com a providencial escolta luminosa da nossa van de apoio. De noite, no hotel, entre uma e outra melodia ao som de violão e pandeiro, intercalaram-se as espirituosas piadas e um show de risos. Depois, o fabuloso jantar preparado pela senhora Janara – e cama.</p>
<p>NO MEIO DAS NUVENS, O TOPO DO SUL DO BRASIL</p>
<p>No sábado, o grupo se dividiu entre os que resolveram encarar, pedalando, a subida do Morro da Igreja, e os que optaram por poupar energia pegando uma carona até lá com a van. Entre o município de Urubici e o topo do Morro, há um desnível de mil metros. Para vencê-lo, “basta” enfrentar uma estrada asfaltada de quase 17 quilômetros, a grande maioria em subida, alguns trechos bastante íngremes. Então, mergulha-se nas nuvens e o ponto final é o cume do Sul do Brasil, com 1822 metros de altitude, sede do controle do tráfego aéreo na Região.<br />
Com tamanha energia potencial, nada melhor do que transformá-la, ladeira abaixo, em energia cinética. A descida é longa, fonte inesgotável de adrenalina, e exige perícia e atenção em algumas curvas bastante traiçoeiras. Quanto mais, como naquele dia, quando a pista está molhada. Na altura da Cascata Véu de Noiva abandonamos o asfalto para mergulhar, via estradão de terra, na Serra do Bitu, um atalho pedregoso porém deslumbrante que conduz de volta ao centro de Urubici. Antes de chegar na cidade passamos pelo famoso cultivo de trutas do professor Hélio, um curioso conjunto de tanques de lona azul apinhados de peixes.<br />
Nessa noite, a sessão de violão e pandeiro foi substituída por um laptop e a mostra de fotos e vídeos da viagem. Motivo, outra vez, para desenfreados momentos de risada – protagonizados, como sempre, pelo Adílson. Ele não perdeu tempo, ao assistir na tela um dos guias contorcendo-se feito Saci enquanto enxugava um dos pés na beira do rio Sete Quedas: “é a dança do Siri Destroncado”, mandou o humorista, com sua típica espontaneidade, arrancando lágrimas de riso de um dos colegas.</p>
<p>CORVO BRANCO E O COLOSSAL RASGO NA MONTANHA</p>
<p>No domingo de Páscoa, último dia da pedalada, tomamos o caminho do Invernador, uma estradinha vicinal, muito simpática, com as margens abundantes de belas araucárias. Visitamos também a gruta de Nossa Senhora  de Lurdes, um impressionante reduto natural marcado por uma queda de finos e cintilantes fios d´água. E então, pouco mais de 30 quilômetros desde que deixamos Urubici, alcançamos a fabulosa serra do Corvo Branco.<br />
Somado à natureza pulsante, o local é marcado pela pungente presença da engenharia humana. Uma colossal fenda na rocha cede espaço à estrada e descortina os mistérios da serra. Atravessando o rasgo, a descida toma o formato de um caracol, com curvas de 180 graus, desconcertantes. Terminada a ladeira, olha-se para trás e o que se vê é uma serra que recorta o céu em formatos variados, beleza bruta, deslumbrante.<br />
Pouco depois do distrito de Aiurê, mais precisamente no engenho Pedro Kühnen, selamos o ponto final da viagem. Enquanto acomodávamos as bicicletas nos carros, para o retorno, boa parte do grupo dedicou-se a provar dos licores artesanais de jabuticaba, limão e hortelã, produzidos ali mesmo. E então, na intenção de evitar o calamitoso trânsito da parte não duplicada da BR-101, seguimos por um sinuoso e despavimentado caminho de interior, via São Bonifácio. No final, não houve economia de tempo com essa opção – mas, em compensação, evitamos os riscos do frenesi da BR em fim de feriado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caminhosdosertao/sets/72157623204711516/">Veja as fotos </a>dessa viagem<br />
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